Sobre a arca do Concerto



A arca do Concerto, a arca da aliança, guarda um segredo; Um mistério.  Na verdade mais de um. A arca era um símbolo da presença divina, construída em madeira de acácia e revestida de ouro puro tendo sobre ela a imagem de dois querubins ajoelhados curvando-se em direção ao centro da mesma com os olhos fixos na tampa da mesma onde era colocada entre ambos uma peça de ouro chamada propiciatório.  Tudo que diz respeito a arca da aliança é coberto de significados, segredos e revelações que tem origem em tradições proféticas que remontam a 4000 anos atrás.  Nenhum outro objeto feito pelo ser humano é tão revestido de importância, ritos, e santidade. Se houve na terra um objeto que representasse o sagrado, o numinoso, o excelso, a coisa separada para a divindade, essa coisa foi a arca da aliança. Sua concepção não é fruto da mente criativa de Moisés.  Criado por duas famílias diferentes, uma hebraica numa época em que não havia a representação divina em qualquer tipo de forma, sequer uma identidade com qualquer tipo de culto para essa primeira família, após é introduzido no mundo da nobreza egípcia, na casa do próprio faraó, onde não há em todos os códigos religiosos e nas múltiplas divindades adoradas nenhum objeto que possua ou exerça as funções que a arca exercerá, incluindo a inexistência da figura angélica e muito menos a alusão a existência sobre seres denominados querubins. A terceira família a qual Moisés teve parentesco é a família de seu sogro de família árabe e com representações religiosas anos-luz de tudo que a arca representaria. Não há no passado de Moisés um fato, um encontro, uma relação que justifique a liturgia que terá início a partir do Horebe, a não ser que o que ele irá criar tivesse origem em algum tipo de revelação, como afirma que recebeu.  Moisés afirma que não imaginou o que estava para criar. Ele viu a todos os objetos que fariam parte do santuário. Ele os viu  detalhadamente através de visões que Deus lhe concedera;

A arca será por mil anos o centro da adoração do povo de Israel. Cinquenta pessoas a verão fisicamente no decorrer destes mil anos, somente sumo-sacerdotes;   a primeira vez que a arca foi exposta numa batalha as muralhas de Jericó cairiam. A primeira vez que fosse capturada por uma nação inimiga traria intensa praga para todos os habitantes de uma cidade.  Após a destruição do templo de Jerusalém a arca é vista pela última vez numa festa profana onde a nobreza babilônica realiza uma festa e uma orgia diante do objeto mais sagrado que a terra possuiu. No meio do banquete maldito uma profecia é escrita numa parede através de mãos invisíveis terminando com a dinastia babilônica naquela exata noite.
A arca guardava um derradeiro segredo; Um assombroso segredo. Algo tão fantástico, tão absurdo, tão grandioso que pode mudar o modo como interpretamos a história humana.
Quem nos  deu a pista disso é o escritor da carta aos Hebreus. Ele afirma que os objetos que foram criados para o culto israelita eram imagens de outros objetos; Que eles eram somente representações de coisas de um outro uiniverso. Que a arca da aliança era somente uma sombra;
O que o escritor nos revela é que a arca é uma imagem de coisas que existem num outro lugar, e que existem antes do ser humano existir.
Uma declaração assombrosa, absurdamente transcendente. Só imaginar tal realidade abre portas para coisas jamais imaginadas. 
Jesus nos assombrará na maior de todas as suas revelações proféticas, quando ao mostrar a realidade espiritual abrir um lugar que chama de santuário e em meio a anjos nos mostrar a ARCA verdadeira, num futuro ainda incerto! A arca pre-existente, existente e eterna.  
Diante deste objeto cheio de enigmas e mistérios seres que denominamos anjos um dia ministraram a Deus num santuário celestial não feito por mãos humanas.
Mas queria deixar todas as perguntas e questões fantásticas que tal revelação engloba e me fixar num detalhe, agindo como se estivesse neste lugar celestial num passado imemorial.
Quero voltar no tempo até antes da criação da terra. 
Artesãos celestiais fabricam a arca celestial, feita de material ou energia que nós desconhecemos.  Não sabemos quem a construiu, se anjos ou se o próprio Deus.  Mas nesse céu anterior, no passado da eternidade as imagens dos querubins sobre a arca são as primeiras imagens ou esculturas que certamente devem ter existido nos céus; os anjos nunca virão uma forma como essa antes;  Se você nunca tivesse visto uma escultura perfeita, e fosse apresentado a uma estátua de você mesmo, qual seria a sua reação?
Os índios ao terem sua primeira foto tirada pelas antigas máquinas fotográficas se assustavam, muitos povos indígenas ainda acreditam que uma foto captura suas almas.  Uma foto não captura uma alma, antes um instante no tempo, uma cena, um momento que jamais se repetirá.
Um anjo diante de uma estátua está diante de uma foto de um instante, ele olha para o pequeno querubim de ouro ou energia similar a ouro e vê anjos que não podem se mover. Vem anjos parados. Imóveis. Os querubins sobre arca estão presos num instante, num único momento.  Eles representam o mais sagrado momento do universo; os querubins sobre a arca estão ajoelhados e com seus olhos fixos sobre a tampa da arca, sobre o propiciatório. 
No culto terrestre uma vez por ano no dia de Yom KiPur o sumo-sacerdote traria o sangue de uma ovelha imolada e entraria no santo dos santos, um lugar onde não havia qualquer iluminação, local atrás de uma grossa cortinada, onde a arca ficava permanentemente guardada.  Sobre essa bandeja, o propiciatório, o sumosacerdote derramaria o sangue e intercederia pelo perdão dos pecados de toda a nação.  Só então se levantaria e sairia da tenda da congregação. A tradição judaica afirma que o sumosacerdote era amarrado com uma corda para o caso de falecer no interior do santuário, onde ninguém mais possuía acesso, só assim poderiam retirá-lo de lá.
Quando o sumosacerdote tivesse acabado seu ato os querubins estariam olhando para uma poça de sangue. E assim permaneceriam…para sempre.
Isso nos dá a pista para o instante que foi fotografado na eternidade, o momento do tempo para onde todas as coisas afluem, o instante que é tão maravilhosamente sagrado que importa que os querubins se ajoelhem para ver o que aconteceu e diante deste fato, permaneçam assim enquanto a eternidade existir, desculpando o pleonasmo. 
Então estamos diante de uma cena em que houve uma morte. Alguém morreu. E importa que mesmo os anjos saibam e fixem os olhos nessa tremenda morte.
João batista nos dará a identidade da pessoa que morrerá.
“eis o CORDEIRO de DEUS que tira o pecado do mundo” apontando para Jesus
E a na cruz do calvário as três horas da tarde conheceremos o momento mais sagrado da história dos homens e dos anjos.

“está consumado. Pai em tuas mãos entrego meu espírito”
Essa é a tremenda revelação, a mais tremenda de todas as revelações que a Arca ainda contém.

 

Welington J Ferreira

Welington Corporation

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