Sobre o vídeo “Deus” do canal do Youtube Porta dos Fundos – Respondendo ao questionamento levantado








Respondendo ao questionamento levantado pelo vídeo “Deus” do canal do Youtube Porta dos Fundos.


 Já que cada cultura, desde a antiguidade, possui suas divindades, sua religiosidade, suas liturgias, suas crenças arraigadas, e já que todos acreditam que seus rituais é que os que os conduzem a Deus, a possibilidade de vida eterna, salvação ou situação equivalente, como saber, qual é dentre as milhares de religiões, aquela que acertou os rituais devidos e a divindade certa…


Ampliando a questão, se tantos religiosos consideram seus escritos como “sagrados” se tantos invocam a esfera da “revelação divina” para legitimar seus escritos, como saber quem está correto.

 Resumindo a situação: Quem está certo? Situando definitivamente a questão: Quem está proclamando a verdade?

Em primeiro lugar o universo deixou indicações precisas a respeito de seu Criador. Tão absolutas que nem toda a imaginação humana é capaz de criar uma teoria que retire a Deus de sua Criação. O ateísmo é tão certo uma religião quanto todas as outras, porque desprezando desonestamente as evidencias que lhe são escancaradas conclui justamente o contrário. O universo declara algumas verdades. Tais como a cisterna de Sylvius, os núcleos de nelisco, o órgão de Corti. Estruturas complexas do ouvido humano.

Davi uma vez meditou nestes termos:

“Quando vejo os céus, obras dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparastes, que é o homem mortal para que te lembres dele; o filho do homem para que o visites? Contudo, pouco menor do que Deus o fizeste e, de glória e honra o coroaste.”(Salmos.8:3-5)


E em outro momento ele reflete:

Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. Salmos 139:14-16 



O universo e mesmo nossos corpos declaram muitas coisas. Declaram a existência de um Deus cuja ciência não pode ser medida ou calculada. Que a sabedoria daquele que o idealizou é inimaginável. O universo é inteligente demais para ser obra do acaso burro. E nós somos assombrosos demais para não nos maravilharmos com o que somos. E esse Deus inteligentíssimo que declara a si mesmo em cada estrela, em cada batida de nosso coração que possui até um sistema de energia independente cuja existência nos permite fazer o cardiograma, também escreveu algo em nossos espíritos. Há uma revelação geral dada a todo ser humano que nasce na terra a respeito dele. Não foi Moisés ou Jesus que as colocaram em nós. Não é herança espiritual dos totens ou dos espíritos de ancestrais mortos invocados por nossos antepassados. Não é herança espiritual de nossos pais. É dom divino escrito me nós. Em todos nós.

Ec 3:11 “11 Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim”. 


No coração do ser humano Deus depositou a eternidade. Concedeu o desejo de respirar para sempre. O instruiu a respeito da existência divina. Da dimensão de coisas maiores que ele mesmo. Da vontade de transgredir seus limites e sua fragilidade. Um esboço, um desejo de viver de modo pleno um tempo além do tempo. Além disso colocou nele suas leis. As escreveu em nossa consciência. Nos pagãos, bárbaros, em todos os povos. Por mais antiga que seja sua cultura, por mais tribal que seja a organização de sua sociedade. Por mais ocidental este se considere, fruto do iluminismo, do racionalismo, da modernidade, filho da razão. Discípulo da filosofia. Todos possuem leis espirituais escritas em seus corações.

Paulo afirmou na epistola aos Romanos:

Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei;  eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se desculpam mutuamente 



Deus iluminou a Paulo que compreendeu que as leis espirituais de Deus não pertencem a um grupo religioso qualquer. Ou a um grupo irreligioso qualquer. Não importa a posição social, a cultura, a era ou o lugar onde um ser humano nasceu. As leis divinas estariam gravadas em nossos corações. E significa que a maldade não é uma opção pra nós. Nem a inimizade, nem a avareza. Nem o tráfico de pessoas e nem a degradação do outro. Ninguém desonrará seu irmão, ninguém trairá seus amigos, ninguém destruirá a vida de alguém usando como desculpa sua religião, suas crenças, suas divindades, sua cultura, sua própria história. Ninguém prostituirá suas filhas ou invocará o mal sobre seus inimigos se ouvir as leis escritas por Deus em seu coração.


O primeiro critério para distinguir se a voz do sujeito que se apresenta como “Deus polinésio” é o Deus verdadeiro é se tal voz é amorosa. Se tal espírito declara amor ao homem. Se a sua doutrina concorda com a voz anterior, escrita, indelével na alma e no coração humano. Voz essa que sempre, sempre, sempre, sempre, grita JUSTIÇA. Se sua doutrina ordena a inimizade, se esta promulga o ódio, se dissemina a segregação, se incorpora o racismo, à xenofobia e a usura, se tal voz prega a violência ou legitima o roubo.

E se foi o tal deus polinésio que a expressou, então o tal não é Deus. É um fake.


A lei divina escrita nos nossos corações, escrita no coração de todos os seres humanos, é tão nítida, tão poderosa, tão assustadora que todos os que praticam o mal em nome de sua religião sabem que negam a Deus. Os feiticeiros que invocam a praga, a morte e a separação sabem muito bem que as entidades a quem servem não procedem de Deus. Todo bruxo e mago, todo falso religioso, todo sacerdote corrupto, corrompido, todo homem que pratica a maldade não tem, não viu e nem conhece a Deus. Todo cientista que o nega, que luta desesperadamente para proclamar sua inexistência luta contra as leis escritas em seu coração. E luta desesperadamente.

 Paulo retrata essa condição humana:


Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: 



E Deus que nos criou segundo um bom propósito pesará nossos atos. Nossas intenções. Nossos corações. E seja um pastor renomado como Malafaia, um pregador famoso como Billy Graham, um homem considerado como o Papa. Ou um aborígene da nova Guiné. Seu coração e suas intenções, sua essência; Seus verdadeiros propósitos serão vindicadas por Deus. Um dia Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Clarice Falcão, Letícia Lima, Antonio Pedro Tabet, Rafael Infante, Júlia Rabello, Luis Lobianco, Marcos Veras , Marcus Majella, Gabriel Totoro, Gustavo Chagas, João Vicente de Castro, e Welington José Ferreira, esse vulgo que escreve esse texto, serão retribuídos segundo suas obras. E o critério para mim, para a Clarisse e para o apóstolo Paulo, ou para qualquer um, será o mesmo:


 A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal. 




E não é aquele “malzinho” travestido de Coringa, as brincadeiras com máscaras, aquelas jantares-show a base de morcego dos praticantes de metal pesado. O mal segundo as escrituras não é um mal idealizado, hollywoodiano sujeito a efeitos especiais e muito vomito verde, olhos esbugalhados e aquelas giradas de cabeça de 180 graus.



O mal descrito pelas Escrituras não é o estereótipo dos zumbis-comedores-de-cérebros, ou os pactos dos vampiros romanticos de Crepusculo. É odiar ao próximo é desejar a destruição, operar a miséria, é viver odiando, desprezando, planejando a ruína e a dor de alguém. É abusar, magoar voluntariamente, desprezar, desonrar, humilhar, tendo a alma cheia de nada a não ser desumanidade. É mentir para possuir, é destruir para realizar, é semear a inimizade, é ajudar a arruinar. E tirar os bens de seu possuidor, é desprezar a causa do inocente em nome de nada ou quase nada.



Um mês depois de liberar a publicação de vídeos com decapitações, o Facebook defendeu sua decisão nesta terça-feira (creio que em 08/10/2013) no Reino Unido. Em depoimento a parlamentares, o diretor de políticas Silmon Wilner ressalva que os conteúdos do gênero devem ser aproveitados no “contexto correto” e, neste caso, podem servir para “expor abusos contra direitos humanos”
Entenderam os pressupostos ou gostariam que eu os desenhasse?


O Deus de todos os homens ama o bem e odeia ao mal. O Deus polinésio é o Deus verdadeiro se ele também age deste modo. E se atua sobre os que fazem o bem e alerta sobre o fim inevitável dos que realizam o mal. Ou é fake. É ficção pensar em Deus como num deus ancestral, propaganda de uma religião antiga, preso a um rito conhecido por pelo menos duas pessoas e mais ninguém. O conceito de um Deus que se revela a um grupo, e que o conhecimento de quem ele é morre junto com o ultimo remanescente deste grupo, é uma ilusão. Semelhante a mentira de sermos nós aqueles que criamos a Deus. Que nós o inventamos. Nos filmes sobre a mitologia grega da atualidade os deuses dependem da crença humana para existirem.


Lembram a cena da peça de teatro onde a Sininho está morrendo e as crianças gritam: Oh! I do! I do! I do believe in fairies!

Não estamos em posição de negociar…


Se Deus retirasse seu Espírito e o seu sopro, a humanidade pereceria toda de uma vez, e o homem voltaria ao pó. Jó 34:14,15 


Melhor seria que Deus dissesse: I do! I do! I do believe in the man! Tem uma questão de marketing mal dirigida nestes últimos dias. Nós odiamos propagandas falsas. O produto que não cumpre o que a ele é atribuído. Muitos compraram plantas de apartamentos que jamais chegaram a ser construídos.


Amarraram seu jegue a videira errada. Cairam no conto do vigário. Tropeçaram na rede que armaram. Deixaram o pobre cavalinho na chuva até que ele pegou um tremendo resfriado. Se te contarem a história deturpada, foge que é fria. Se te disserem que Deus não é real, esse é o momento de rir. Isso é humor de verdade!

Agora se a pessoa estiver falando sério, então chore. Porque deixou de ser piada. Virou tragédia. Mas retornando aos assunto principal, O Deus de todos, age sobre todos e está próximo do coração e da alma de todos nós. Porque é Pai de todos. E é por seu poder que vivemos, através de suas leis espirituais que crescemos ou destruímos a nós mesmos.

Nossa vontade não muda o universo, e nem as leis espirituais que o regem. Se eu amar o mal, o mal me destruirá, sempre, sempre, sempre, sempre. O Paco destrói os jovens argentinos, o ópio escraviza milhões, a cocaína mata milhares. O crack mostra suas garras sobre centenas. Misturaram soda caustica no leite para aumentar seu rendimento, traficaram órgãos humanos, mataram crianças pelo egoísmo de pais que não queriam perder seus próprios, sem se importar com a dor da mãe a quem eles destruíram. Encheram a boate com centenas a mais do que era permitido e a forraram com o material inflamável porque era mais barato. Diminuíram as saídas e trancaram portas de incêndio, enquanto pagavam propina para quem devia fazer a auditoria de segurança ficar quieto. Mataram a criança e colocaram a arma em suas mãos para incriminá-lo pela morte de seus pais policiais.

Retiraram os botes salva-vidas do Titanic (bem lembrado no filme Meu passado me condena) e só permitiram a entrada dos mais ricos nos botes que sobraram. 

Paulo não escreve tais coisas porque leu isso no Torah, justamente o texto que chamamos de Velho Testamento. Ou porque ouviu o mestre de seu mestre ensiná-lo.







 
Porque sabia que não existe certeza de impunidade diante de Deus. Não há. Não existe uma realidade espiritual isenta de uma justiça.  Outro dia anunciaram um filme onde por uma noite tudo era permitido. Então se tornava o terror absoluto quando seriais killers saiam a rua com “Licença para matar”, semelhante aquela que o James Bond usou em muitas histórias e que ninguém reclamava. Tal noite jamais ocorreu ou ocorrerá diante de Deus. Nem agora e nem daqui a um bilhão de anos.

Paulo era fariseu e certamente foi um dos mais cotados nomes para ser o próximo grande mestre de sua época, aprendeu aso pés de Gamaliel, que por sua vez aprendera as escrituras aos pés de seu avô, Hilel. Jesus cita o pensamento de Hilel em alguns momentos. Paulo não aprendeu o que sabia de outros apóstolos. Ele recebeu uma revelação de Deus. Universal, que extravasava as linhas do judaísmo e da teologia da nação na qual nascera e que abraçava a todos nós. Essas duas coisas: A eternidade no coração humano A sua lei escrita em nossos corações Permitem-nos avaliar a palavra de incredulidade de um sujeito qualquer. Avaliar as religiões. Pregações. Meditações. Ou a palavra de revelação de um espírito qualquer. Se em nós houver o verdadeiro desejo de conhecê-lo. Há promessas a esse respeito nas Escrituras, no Torah, no Velho Testamento:

Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Jeremias 29:13

Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham. Provérbios 8:17

E se há uma lei espiritual em nós, ao ouvirmos a voz que nos concedeu a vida esta encontrará eco me nossos corações. Ou nada. Um absurdo vazio. Um abismo. Do tamanho da nossa descrença. Do tamanho da impressionante força que teremos que manter para calar as duas grandes leis. A da eternidade em nossos corações e das leis de Deus escritas dentro dele. E nesses últimos dias se o deus polinésio é o Deus verdadeiro, nos enviou alguém muito especial. 

Hebreus 1:1, Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo.

A quem convém, de verdade, escutar.

Welington Corporation







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