Tens demonio!


Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.
Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?







 

Jesus respondeu: Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai, e vós me desonrais.
Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue.
Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.
Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte.

João 8:47-52

– Tens demônio!

Eu fico imaginando a falta de vergonha de um religioso olhando nos olhos de Cristo e vomitando uma frase como essa.
– Tens demônio!
Para o judeu religioso um homem falaria como louco se fosse dominado por  ser maligno, ou por um espírito impuro. Bastaria um único. Perceba que no texto o termo “demônio” está no singular.
Os demônios, segundo uma classificação antiga, cresciam em poder.
Uma operação conjunta de tais “espíritos” ainda não havia sido imaginada.  Logo, seria suficiente, segundo sua demonologia, somente a presença de um demônio mais poderoso, para fazer um homem ficar em um estado deplorável. Se um homem quisesse ofender alguém, naquela época em Israel, a suprema ofensa seria essa.
Existiam vários níveis de insultos, (a arte de xingar é uma ciência antiga).  Para os judeus o penúltimo nível seria chamar alguém de ESTRANGEIRO. Na literatura e nas sinagogas, nos ensinos dos rabinos, dos fariseus e dos escribas da época o estrangeiro era tão odiado, tão odiado, que ser designado como tal era quase a suprema ofensa.
Dentre os estrangeiros havia um grupo em especial, fruto das mais indignas piadas: Os samaritanos. 

Os samaritanos ocupavam uma posição de destaque do ódio nacional por estrangeiros pelo simples fato de um dia terem sido uma parte do povo judeu, cerca de mil anos antes, mas eles perderam sua identidade ao casar-se e assim misturar a semente separada, (o povo escolhido) com os não-amados estrangeiros.
Séculos antes deste evento citado no evangelho, cerca dez das doze tribos que pertenciam (sendo a nação de Israel já dividida por uma guerra interna) ao reino do norte perderam uma guerra contra os assírios, tiveram suas cidades destruídas e foram conduzidos cativos sendo vendidos para diversas nações. Os sobreviventes e os que conseguiram voltar, dezenas de anos depois,  formaram um grupo que foi rejeitado pelos irmãos, dando origem ao povo samaritano.
Os samaritanos eram ainda mais desprezados que o restante do mundo pagão. Ser assim denominado de samaritano, apesar de ser judeu com comprovada genealogia, consistia no ultimo nível de xingamento, era a suprema ofensa.  
Nessa passagem do evangelho de João os judeus, movidos por um ódio descomunal, conseguem elevar um “palavrão” a um nível de excelência. 

Juntaram o termo “Samaritano” com “demônio”. Chamaram a Jesus de samaritano endemoninhado.
– Você não é somente um estrangeiro pagão, (conseqüentemente) alheio às promessas, um descendente de uma raça corrompida pelo casamento misto!
– Você é isso tudo e muito mais! Estás longe de Deus e tomado pelo poder de um demônio! O que você diz é inspirado por um demônio, estrangeiro amaldiçoado! 

Contudo cada palavra dita por Jesus tem um objetivo assombroso.
Este discurso em especial é um dos momentos mais espetaculares do ministério do Senhor.
Num movimento crescente, como de uma peça musical, estando próximo à sala do tesouro (sutilmente próximo à sala do tesouro) Jesus declarará a coisa MAIS VALIOSA DO UNIVERSO.
Quem ele é.
É este simplesmente um dos maiores mistérios do universo. O que ele diz ali naquele lugar, diante dos olhos indignados e cheios de ódio dos compatriotas de uma nação que o rejeita de modo amargo e pleno, cheios de incredulidade, não é estimável! Não pode ser mensurado, quantificado! Não tem preço!
E quanto mais próximo Jesus aproxima-se da essência, do centro e da finalidade de seu discurso, mais ódio por ele é manifesto. 
Não há um modo suave de explicar aos seus opositores porque o rejeitam de modo tão absurdo.
A verdade é dolorosa. 
Um ser humano, ao rejeitar sua voz, rejeita a voz de Deus. 
Ao desprezar o que ele diz, despreza também uma missão maior que a vida. Rejeita uma realidade incontornável.
Engana-se a si mesmo quem imagina que Jesus é fruto da imaginação religiosa.
Engana-se a si mesmo quem imagina que apesar de ser um personagem histórico, Jesus se enganou quanto aquilo que ele era ou aquilo que representava.
– Tens demônio!
Não.
Ele não tinha.
As suas palavras e a tremenda consciência que tinha de si mesmo não vinham de nenhuma influencia externa. E nem de nenhuma influencia interna.
Não o movia a esquizofrenia ou a loucura, não o inspirava a megalomania ou qualquer outra coisa.
Ele não tinha nenhum demônio. Nenhuma entidade autônoma espiritual ou psicológica que o corrompesse.
E se ele não tinha tal coisa, se Jesus não é uma farsa e nem farsante, todo aquele que rejeita sua voz estará certamente ouvindo uma falsa afirmação.
– Tens demônio!
Não. Ele não tem não.
O que o habitava e o enchia e gritava em sua alma não era o som da voz de um espírito imundo.
Jesus estava cheio e transbordante de DEUS.
Era o Espírito Santo o qual de modo ILIMITADO o inspirava e revelava-lhe cada letra, cada palavra, cada acento tonal, cada uma das expressões que brotavam da boca de Jesus.
Em todos os momentos.
O que habitava a Cristo era Deus.
E Deus estava presente em Cristo naquele momento.
E se Jesus não tinha demônios, o grupo que o odiava e o rejeitava com todas as suas forças, estava certamente, repleto deles.
Cada palavra de Cristo deste discurso (iniciado um pouco antes) se elevará até o momento sublime. 

Jesus enfrenta o ódio deles firmando gradativamente sua posição, abrangendo as origens da fé que eles possuíam, abraçando o inicio de suas crenças, indo ao tempo de sua eleição, ao inicio de sua identidade como nação.
Por debaixo de suas palavras há o eco da UNIVERSALIDADE prenunciada e negada por sua religião. Negada pelo xenofobismo (aversão ao estrangeiro), dissimulada pelo racismo e perpetuada pela segregação social.
Quando Deus chama a Abraão o convoca como um missionário a partir do qual todas as nações seriam abençoadas.
Concedia aos seus descendentes não uma religião exclusivista, antes uma vocação sacerdotal e um tesouro que pertencia a toda humanidade.
Sufocada pela tradição, a mensagem que pertencia à humanidade fora distorcida.
Fora reinterpretada por um circulo de eruditos que reclamou para si uma autoridade que jamais possuiu, Circulo que transformou profecias que pertenciam ao ser humano, num patrimônio cujo acesso somente era permitido um grupo de “iniciados”. E ao qual só tinham direito, se cumprissem regra por regra de manuais de conduta e manuais de leis criadas por poucos intérpretes designados.
E a cada ano, milhares de condições eram impostas aos judeus para que alcançassem promessas de vida. E a essência da revelação de Deus tornou-se cada vez mais distante do homem comum. Ou de qualquer um.
Perderam a Deus dentro de sua própria revelação. 

Então Jesus anunciará o impensável, anunciará o que já não podiam mais entender, porque se perderam em interpretações vazias, substituindo o verdadeiro, pelo preconceito:
55 E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.
56 Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.
57 Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?
58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.
59 Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.
Ao renegar a Jesus os judeus renegavam igualmente ao plano divino.
Rejeitavam também a vocação sublime para a qual Abraão fora convocado.
Vocação que ele COMPREENDERA.
E o que é uma LEMBRANÇA para Cristo, para aqueles que o escutam,  é entretanto, uma aberração.
Jesus lembra-se do sorriso e da alegria de Abraão ao entender o motivo da revelação divina e da razão de ser convocado da antiga cidade de Ur dos caldeus.
O Espírito de Deus revelou ao seu coração o mistério da pregação e do anuncio do evangelho e ele, Abraão, visualizou momento em que seu descendente, o amado de Deus, anunciaria e abençoaria a todas as nações.
Numa profecia que não foi escrita e a qual os judeus jamais tiveram acesso Abraão verá os dias do ministério e do mistério de Cristo.
E Jesus, que lá estava, ao lado de Abraão, relembra um fato vivido por ele, mas absolutamente desconhecido pelos maiores intérpretes da lei judaica. Porque simplesmente tal visão e tal encontro não haviam sido escritos. Não consta tal visão nas escrituras hebraicas.
Há uma razão ocultapara que Jesus lhes declare algo que eles nunca  chegaram a conhecer.
Em Sua época a religião se tornara uma rede emaranhada de mistérios. Lado as milhares de regras acrescidas à Lei e aos profetas (como era denominado os textos considerados sagrados) aquilo que Jesus chamava de tradição. Existiam também os livros de conhecimento místico e os de revelações que somente alguns tinham acesso.
Autores citam pelo menos 70 livros de “revelação” divina, literatura apocalíptica judaica, novas visões de Ezequiel e outros tantos, cheios de visões e revelações consideradas divinas. Tais livros eram citados e estudados em círculos fechados, onde somente um grupo seleto de sacerdotes e escribas possuía acesso.
Milhares de revelações que jamais foram concedidas por Deus e numerosas mentiras espirituais eram a base de suas divagações sobre o que chamavam do “mais elevado conhecimento sobre Deus”.
E era-lhes comum criarem lendas sobre os personagens bíblicos e citarem situações que jamais foram vividas pelos personagens.
Agora, entretanto, Jesus lhes mostra um fato real e testemunhado pessoalmente, ao qual jamais tiveram acesso. Uma experiência sobrenatural  que apontava para uma coisa fantástica.  

Esse é o grande momento do evangelho. Sim eles entendem o que foi dito.  Perfeitamente.
Jesus declara-lhes sua ETERNIDADE.
E eles compreendem isso. E um pouco além. O termo que Jesus usa a seguir ( EU SOU) é no grego um dos significados do tetragrama que identificava em hebraico o nome que Deus revelara de si mesmo a Moisés.
58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.
Numa só frase Jesus arrebenta com suas pretensões de uma religião exclusivista baseada em revelações imaginadas, reclamando uma relação com um Pai que não seguem e nem conhecem, através de uma doutrina que os conduz a morte, em contraste a uma palavra que lhes prometia VIDA..
E revelando-lhes que era isso que ANTECEDIA a eleição divina de Abraão. Antes que a LEI Jesus reivindica a PROFECIA. A LEI era a continuidade do processo de revelação iniciado a Abraão. A LEI foi concedida 430 anos após Abraão, através de Moisés, seu descendente para guiar e guardar a identidade do povo de Abraão. Foi na época da entrega da Lei que Deus reintera o que já havia dito a Abrão, quando avisa para Moisés que era o Deus de Abraão e de seu filho Jacó e de seu neto Isaque. Moisés simbolizava a entrega A LEI ( os dez mandamentos, o sacerdócio, etc) de certo modo. A cena mais provocativa da revelação da LEI é o encontro de Moisés com Deus no monte Sinai. Após uma conversa que é sua convocação para o cargo de profeta, Moisés pergunta a Deus:
– Quando me perguntarem teu nome, e quando meus irmãos questionarem, quem é que te enviou a nós? O que eu vou responder?
Deus responde:
– Você vai dizer que Eu Sou o que sou (Eu sou aquele que é), enviou você.
(Quando Jesus repete isso, é como o EU SOU dito a primeira vez no monte Sinai)
Neste instante Jesus estabelece sua IDENTIDADE, e sua identidade o torna MAIOR que Moisés e maior que Abraão.
56 Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.
E naquilo que eles não sabiam declara-lhes como são DIFERENTES daquele que os GEROU ESPIRITUALMENTE. Tinham por PAI a Abraão. Um pai que exultou, PULOU DE JÙBILO, ao lhe ser revelado em uma visão, algo que eles, que se consideravam filhos, TESTEMUNHAVAM cheios de ÓDIO!
Eles estavam PRESENTES no momento do cumprimento da PROFECIA dada ao seu pai espiritual e em vez de alegria…
…sentiram nojo.
-Tens demônio!
E pegaram pedras para matá-lo!  Jesus foge!  Não que necessitasse, porque se uma pedra daquelas acertasse ao Senhor… Sodoma e Gomorra seriam como uma fogueira de acampamento de escoteiros comparado ao que teria ocorrido.
Mas, a cena, de qualquer modo, é extremamente constrangedora.
Uma ruidosa perseguição tem inicio dentro do templo reconstruído por Herodes, e Jesus se mistura a multidão! Pessoas caem empurradas! Por todos os lados há pessoas tomadas por raiva descomunal que causam uma rebelião. E correm atrás de Cristo que corre também! Jesus se afasta e se mistura à multidão de cerca de 5000 pessoas dos dias de festa e desaparece, deixando-os gritando de ódio por toda tarde…
Quando na Nova Criação estivermos assentados junto dos anjos, numa das moradas do Pai, alguém, por favor, me lembre de solicitar que essa cena seja colocada num imenso telão.
Porque vai valer a pena revê-la novamente.


Welington José Ferreira

Who is of God hears God’s words: ye therefore hear them not, because ye are not of God.
And they answered, the Jews, and said unto him, Say we not well that thou art a Samaritan, and hast a devil?
Jesus answered, I have not a devil, but I honor my Father, and ye do dishonor me.
I seek not mine own glory: there is one that seeketh and judgeth.
Verily, verily I say unto you, If a man keep my saying, he shall never see death.
They said therefore to him, the Jews: Now we know that thou hast a devil. Abraham died and the prophets, and thou sayest, If a man keep my saying, he shall never taste death.

John 8:47-52

– You have a demon!

I wonder the shamelessness of a religious looking into the eyes of Christ and spewing a sentence like this.

– You have a demon!

For the religious Jew a man speak like crazy if it were dominated by evil being, or an unclean spirit. One would suffice. Note that in the text the word “devil” is in the singular.
The demons, according to a former classification, growing in power.
A joint operation of these “spirits” had not yet been imagined. Soon, it would be sufficient, in their demonology, only the presence of a more powerful demon, to make a man stay in a deplorable state. If a man wanted to offend someone, at that time in Israel, this would be the ultimate offense.
There were various levels of insults (the art of swearing is an ancient science). For Jews the penultimate level would call someone a “foreigner”.
In literature and in the synagogues, in the teachings of the rabbis, the Pharisees and scribes of the time, the alien was so hated, so hated, to be designated as such was almost the ultimate offense.
Among the foreigners was a special group, the result of the most undignified jokes: The Samaritans.

The Samaritans occupied a prominent position in the national hatred of foreigners, simply because one day to have belonged to the Jewish people. About a thousand years before they lost their identity to marry women of other people mingling (the chosen people) with the hated foreigners.

Centuries before this event mentioned in the gospel, about ten of the twelve tribes which belonged to the northern kingdom they lost a war against the Assyrians. (Being the nation of Israel were divided by an internal war) The Assyrians  had destroyed their cities. Were enslaved and sold to various nations.
Survivors and those who made it back, decades later, formed a group that was rejected by his brothers, giving rise to the Samaritan people.
The Samaritans were despised even more than the rest of the pagan world. Be so termed, Samaritan, for a Jew with proven descent, was the last level of swearing, this was the ultimate insult.

In this passage from the Gospel of John Jews, driven by a hatred outsized, exalted one “curse” to a level of excellence.

Joined the term “Samaritan” with “demon”. Called Jesus the Samaritan possessed.
– You’re not only a foreigner pagan (consequently) oblivious to the promises, a descendant of a race corrupted by intermarriage!
– You’re all that and more! You are far from God and gripped by the power of a demon! What you say is inspired by a demon, alien cursed!

 

Yet every word spoken by Jesus have a goal staggering.

This speech in particular is one of the most spectacular moments of the Lord’s ministry.
A growing movement as a musical piece. Jesus standing right next to the treasure room (subtly near the treasure room) declare the thing MOST VALUABLE IN THE UNIVERSE.

Who he is.

Is this simply one of the greatest mysteries of the universe. What he says here in this place, before your eyes angry and hateful of compatriots of a nation that rejects so bitter and full, full of unbelief, is not estimable! Can not be measured, quantified!

And the closer Jesus is of the essence of his speech, more hatred for him will be manifest.

There is no gentle way to explain their opponents because they reject it in a way so absurd.
The truth is painful.
A human being, in rejecting his voice, rejects God’s voice.

Who despise what he says, despises also a mission larger than life. Rejects an inescapable reality.
Deceives himself who believes that Jesus is the brainchild religious.
Deceives himself who imagines that despite being a historical person, Jesus was not mistaken about what he was or what he represented.

– You have a demon!

No.
He has not.

His words and the tremendous consciousness of himself came not from any external influences. And nor any internal influences.
Not moved schizophrenia or madness, not inspired megalomania or anything else.
He had no demon. No spiritual or psychological autonomous entity that corrupted to him.
And if he had no such thing, if Jesus is not a scam and not fake, whoever rejects his voice will surely be hearing a false claim.

– You have a demon!

No. He has not.

What lived and filled and screaming in his soul was not the sound of the voice of an unclean spirit.
Jesus was full and overflowing with God.

It was the Holy Spirit which so inspired him UNLIMITED showed him every letter, every word, every pitch accent, each of the expressions that sprouted from the mouth of Jesus.
At all times.

What Christ was God dwelt.

And God was present in Christ at that time.

What if Jesus had not demons, the group that hated and rejected with all its forces, was certainly full of them.

Every word of this discourse of Christ (started a bit earlier) will rise to the sublime moment.

Jesus face their hatred gradually firming its position, covering the origins of the faith they had, embracing the beginning of their beliefs, going to the time of his election, at the beginning of their identity as a nation.

Beneath his words there is the echo of Universality foreshadowed and denied by their religion. Denied by xenophobia (dislike abroad), covert racism and perpetuated by social segregation.

When God calls Abraham the summons as a missionary from which all nations would be blessed.


Granted to his descendants not a religion exclusive, once a priestly vocation and a treasure that belonged to all mankind.
Stifled by tradition, the message that belonged to humanity out distorted.
Outside reinterpreted by a circle of scholars who claimed for himself an authority that has ever possessed, Circulo that transformed prophecies belonging to the human being, a heritage which access was only allowed a group of “initiates.” And to which you were entitled, they complied with rule by rule of conduct manuals and manuals laws created by few interpreters employed.
And every year, thousands of conditions were imposed on the Jews that they might come promises of life. And the essence of God’s revelation became increasingly distant from the common man. Or anyone.
Lost God within his own revelation.

Then Jesus will announce the unthinkable, announce what  they could no longer understand, because lost in interpretations empty, replacing the real, prejudice:

55 And ye have not known him, but I know him. And if I say I know him not, I shall be a liar like unto you: but I know him and keep his word.
56 Your father Abraham rejoiced to see my day: and he saw it and was glad.
57 They said therefore to him, the Jews are not yet fifty years old, and hast thou seen Abraham?
58 Jesus answered them, Verily, verily I say unto you, Before Abraham was, I am.
59 Then took they up stones to cast at him: but Jesus hid himself, and went out of the temple, going through the midst of them, and so withdrew.

By denying Jesus Jews forswore also the divine plan.
Also rejected the high calling to which Abraham was called.

Vocation that he understood.

And what a memory for Christ, for those who hear, is however, an aberration.

Jesus remembers the smile and the joy of Abraham to understand the reason of divine revelation and reason to be called the ancient city of Ur of the Chaldeans.
The Spirit of God revealed to his heart the mystery of preaching and proclamation of the gospel and he, Abraham, envisioned time when his descendant, the beloved of God, announce and bless all nations.

A prophecy that was not written and which the Jews never had access Abraham will see the days of the ministry and of the mystery of Christ.

And Jesus, who was there, along with Abraham, recalls a fact that he lived, but absolutely unknown to the greatest interpreters of Jewish law. Simply because such a vision and such a meeting had not been written. Does not have such a vision in the Hebrew scriptures.

There is a hidden reason for Jesus to declare them something they have never come to know.

At the time of Christ  the religion had become a tangled web of mysteries. Aside thousands of rules plus the Law and the prophets (as it was called texts considered sacred) what Jesus called tradition. There were also books of mystical knowledge and revelations that only a few had access.

Authors cite at least 70 books of “revelation” divine, Jewish apocalyptic literature, new visions of Ezekiel and many others, full of visions and revelations considered divine. Such books were cited and studied in closed circles, where only a select group of priests and scribes had access.

Thousands of revelations that were never granted by God and numerous spiritual lies were the basis of his ramblings about what they called the “higher knowledge of God.”

It was common to them create legends about Biblical characters and cite situations that were never experienced by the characters.

Now, however, Jesus shows them a real fact and witnessed personally, which never had access. A supernatural experience that pointed to a fantastic thing.

This is the great moment of the gospel. Yes they understand what was said. Perfectly.

Jesus declares them their ETERNITY.

And they understand that. And a little further. The word that Jesus uses the following (I AM) is one of the Greek meanings of the Hebrew tetragramma that identified the name that God revealed himself to Moses.

58 Jesus answered them, Verily, verily I say unto you, Before Abraham was, I am.

In one sentence Jesus breaks with its claims of an exclusive religion based on revelations imagined, showing them that have no relationship with a father who did not hear or believe, or know that a father, living a doctrine that leads to death, in contrast a word which I promised LIFE ..

And in doing so reveals to them that this was what preceded the divine election of Abraham.

Previous to law Jesus claims the PROPHECY.
The Law was only the continuity of revelation started in Abraham. The Law was given 430 years after Abraham, through Moses, his descendant to guide and guard the identity of the people of Abraham. In the time of the giving of the Law God remenbers what he had said to Abram, when he warns that was the God of Abraham and of his son Jacob and of his grandson Isaac. Moses symbolized the delivery of LAW (The Ten Commandments, the priesthood, etc.) in a certain way. The most provocative scene of revelation of LAW is the Moses’ encounter with God on Mount Sinai. After a conversation that is your call to the office of prophet, Moses asks God:
– When I ask your name, and when my brothers questioning who’s who sent us? What I’m going to answer?
God answers:
– You will say that I am what I am (I am the one who is) sent you.
(When Jesus repeats it, is like saying I AM the first time on Mount Sinai)

At that moment Jesus establishes his IDENTITY and your identity makes him  greater above Moses and Abraham.

56 Your father Abraham rejoiced to see my day: and he saw it and was glad.

 

And what they did not know is just what declares them as they are DIFFERENT that the GENERATED SPIRITUALLY.
They regarded Abraham as a spiritual father

But he rejoiced! He JUMPED for joy when it was revealed in a vision, the same as them, who considered children, testified full of HATE!

They were there at the time of the fulfillment of the prophecy given to his spiritual father and instead of feeling joy …
… Felting disgusted.

-You have a demon!

And picked up stones to kill him! Jesus escapes! Not that needed because if a stone had hit those the Lord … I think Sodom and Gomorrah look like a fire exploding in a scout camp, compared to what would occur …

But the scene, however, is awkward.
A noisy chase starts from inside the temple rebuilt by Herod and Jesus mingles with the crowd! People fall pushed! Everywhere there are people taken by outsized rage causing a rebellion. And chase after Jesus which runs too! Jesus departs from mingling with the crowd of 5,000 people who are there because of the holidays. And disappears into the crowd, leaving them screaming hate all afternoon …

When the New Creation’re sitting by the angels, in the mansions of the Father, someone please remind me to request that this scene is put in a huge screen.

Because it will be worth seeing her again.

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