O sangue

 
O SANGUE DE CRISTO 
 
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[Salmo de Davi para o músico-mor, sobre instrumento Gitite] 
 
O SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!
Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador.
Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;
Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?
Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
 
 
 
 
Welington Corporation 
 
A vida possui uma história. Os cientistas buscam a história do Universo. Os historiadores a história humana. Cada ser humano possui uma única e extraordinária história. Nossa história pode ser contada de diversas maneiras. Se perguntar a sua avó, a seu pai, a sua irmã ou a sua mãe sobre a história de sua vida, cada um contará fatos sobre você de uma ótica diferente, de uma visão própria, embora sejam sobre a mesma pessoa certamente poderiam ser escritos quatro livros ou quatro roteiros tendo como base uma única história. Depende por quem ela está sendo contada. E não seriam histórias diferentes, seriam na verdade histórias complementares, elas se completam para contar fatos marcantes, momentos engraçados, situações interessantes ou poéticos que marcaram a sua existência. 
Não se podem escrever todos os fatos sobre a vida de alguém. Porque no mesmo instante ocorrem fatos biológicos, fatos químicos, eventos elétricos e magnéticos, movimentos, palavras, pensamentos, atitudes, sentimentos, reações acontecendo do nível quântico às pequenas transformações do universo ao redor de nós. Nossa história única, se contada da primeira célula até o ultimo suspiro, faltariam bibliotecas para armazená-la.
Então os biógrafos quando escrevem algo a respeito de alguém não descrevem fatos fisiológicos que ocorrem no corpo do individuo enquanto ele sorri, enquanto ele corre. Resumem-se a dizer o que ele realizou através do uso de seu corpo, de sua voz, de seus pensamentos.
E os fatos marcantes dessa história. Toda história possui um clímax. Nossas vidas também. Sempre haverá nos feitos de qualquer ser humano algo único, singular, se não o mais relevante que todos os seus outros feitos, ao menos o mais memorável. Algo pelo qual será lembrado por todos o que contarem sua história.
Pode ser que conheçamos só trechos das histórias de vida de alguém. Quem nos contou a história de alguém nos lembrou de um fato engraçado, ou dramático, uma situação de calamidade, romântica ou muito engraçada. Algo marcante. De alguns personagens históricos possuímos somente uma frase. Uma descoberta. De Enoque temos uma única frase, só conhecida 4000 anos depois que este a pronunciou. De Ninrode, uma única história. Da princesa Tamar, a irmã de Absalão uma cena e duas frases. E quem leu sobre Tamar jamais a esquecerá.
A eternidade possui uma história. Igualmente Deus.
E a cena principal, o clímax, o fato e ato central de toda sua trajetória será demarcado com sangue fruto da morte de um inocente. 
As Escrituras são uma biografia resumida dele. E do mesmo modo, resumem-se a dizer o que ele realizou através do uso de seu corpo, de sua voz, de seus pensamentos. Enunciado por centenas de testemunhas e autores diferentes.
Porém para contar parte dessa história não bastaria o testemunho humano. Seria necessário conhecer fatos de seu tempo além do tempo, ouvindo coisas dele que somente Ele e os anjos poderiam saber.
Seria necessário entrevistá-lo.
E é basicamente essa a proposta dos profetas.
 
 
Hissopo 
 
Esse clímax da história de Deus é também o ponto em que ela se interlaça, literalmente, dá um nó, com a história humana.
 
 
Há um momento nessa espetacular história em que os céus de fundem a terra. 
 
E de modo dramático.
 
A utopia cientifica range os dentes quando o mítico deixa de ser mítico. Para o cético Deus é outra lenda, uma utopia, uma alucinação. Fruto de algum processo sociológico, uma idéia ultrapassada fruto do misticismo humano. Um conto, uma fábula, um sonho, uma quimera.
Porque a falsa ciência é meio-cega e bastante surda. O maligno que dela desdenha a convidou, sorrateiramente, a dançar, ainda menina. E enquanto dançava com ela a matou.
O ceticismo é uma menina morta dançando de mão em mão de pessoas tolas que imaginam miticamente que ela está viva.
A maior de todas as mentiras é dizerem que os profetas mentiram e que não existem realidades espirituais. Juntamente com a fábula de que Cristo não ressuscitou, seguida da mentira de que ele não existiu.
A morte possui muitas formas de manifestar-se. E possui muitas vozes.
Então, essa apostila não é para aqueles que por algum motivo nostálgico ainda anseiam dançar com a menina-morta. Para esses, Assim falou Zaratrusta seria mais apropriado.  
Contudo, todo aquele que imagina a inexistência de Deus é um tolo. E desvanece destituído de glória, por não desejar esquadrinhar a existência para conhecer os mistérios divinos. 
 
A glória de Deus é encobrir as coisas; mas a glória dos reis é esquadrinhá-las. 
 
Além do mais, acreditar em quem não compreende como dádiva divina a sua vida, é meio caminho para a insanidade. 
 
Como dente quebrado, e pé deslocado, é a confiança no homem desleal, no dia da angústia. 
 
O incrédulo é age com deslealdade para com Deus. E confiar no que ele te diz trará dores ainda maiores quando o dia da angustia chegar.
 
A alma sem fé imagina saber que sabe, pisa nos escombros de sua esperança, sem compreender a maravilha que é herdeira. E sem aperceber-se acaba por correr apressadamente para o abismo, arrastando muitos com ela. 
 
E há uma porta que conduz aos mistérios da eternidade.
 
Davi olhava espantado o teto de estrelas, maravilhosamente estrelado. Nós não contemplamos a olho nu o céu que era visto a 3000 anos atrás, num tempo sem poluição 
.
 
E a canto das estrelas reverberava em seu coração. 
Todas as galáxias gritam altissonantemente: DEUS. 
È impossível ao homem que as contempla não ouvir essa voz.
A não ser que ele não queira.
 
 
 
Porque é quase impossível ao homem que anseia a verdade não encontrá-la. Alguns não a encontraram por não amá-la o suficiente.
Preferiram a meretriz chamada mentira ao amor da Sunamita, chamada Verdade… 
 
O cântico dos cânticos evocava: 
 
Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha. 
Enlevaste-me o coração, minha irmã, noiva minha; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um dos colares do teu pescoço. 
Quão doce é o teu amor, minha irmã, noiva minha! quanto melhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos teus ungüentos do que o de toda sorte de especiarias!
 
 
A beleza da revelação de Deus e de seu amor revelado em Cristo é como de uma moça lindíssima por quem se está apaixonado. 
 
 
 
A revelação divina nas Escrituras, a história de Cristo, o testemunho dos profetas, tudo isso é um testemunho verdadeiro. Traduzem uma história de amor tão poderosa quanto a morte.
 
 
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. 
 
 
Nos lares gregos da antiguidade havia uma chama acesa que jamais deveria ser apagada, o fogo sagrado. No altar havia sempre carvões acesos e em brasas, porque o fogo do altar jamais deveria ser pagado. Do mesmo modo as chamas da lamparina, do candelabro de sete braços que ficava no interior do santuário. As lâmpadas deveriam ser acesas e permanecer acesas a base de óleo de oviva, para sempre. Elas ficaram acesas por séculos. 
 
 
 
 
No Filme indiano DEVDAS a moça apaixonada guarda uma lâmpada acesa que simboliza seu amor, aguardando a volta do amado que já permanecia assim por dez anos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Voltando ao tabernáculo, quando o Sumo sacerdote entrasse no santuário passaria na frente das chamas eternas, das lâmpadas que jamais se apagavam que simbolizavam Vida Eterna. Amor eterno. 
porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. 
 
 
 
 
Hissopo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nós nascemos envoltos em água e com certo derramamento de sangue. Um dos sinais de que o bebê está há instantes para nascer é o rompimento do saco aminiótico, uma bolsa cheia de liquido que o envolve.
 
O líquido amniótico envolve o bebê durante todo o seu desenvolvimento, dentro do saco amniótico, também conhecido como bolsa d água. Ele serve para:

• Amortecer choques e movimentos bruscos.

• Impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê.

• Manter uma temperatura constante dentro do útero.

• Proteger o bebê contra infecções.

• Permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos.

• Ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê “inspira” e “expira” o líquido, e o engole, eliminando-o na forma de urina. 

 
A mãe literalmente verte água, quase 1 litro, quando a criança nasce.
Independente do tipo de parto sempre haverá sangramentos em virtude da separação e expulsão da placenta. Todos nós nascemos assim, independente do tipo de parto, natural ou por cesariana, envoltos ou impregnados de água e de sangue. O cordão umbilical ainda mantém cerca de 70 ml de sangue. Inclusive esse sangue primitivo hoje faz parte de uma grande polemica pelo interesse e mesmo compra do mesmo de várias instituições, privadas e publicas, tendo em vista ser rico em células tronco, podendo ser conservado por cerca de vinte anos e ainda manter suas propriedades regenerativas. As células tronco são aquelas que tem o poder de se transformar, em tese, em qualquer tipo de tecido humano.
O sangue é um tecido orgânico, vivo, um tecido liquido, sem o qual é impossível viver. Através dele todas as células do nosso organismo recebem nutrientes, e eliminam as toxinas. Ele transporta hormônios, os remédios, o oxigênio, controla a temperatura corporal. O sangue é continuamente bombeado, por todo o tempo de nossa existência através de nosso corpo através do coração. O coração é uma “bomba” muscular complexa de cerca de 300 gramas. Durante os 70 anos que dura em média uma vida, o coração bate mais de 2,5 bilhões de vezes, a um ritmo médio de 70 pulsações por minuto, e bombeia 224 milhões de litros de sangue para o corpo de um homem e mais de 295 milhões para o de uma mulher (as mulheres têm esperança de vida maior). Nossa bomba vital movimenta o equivalente a 435 toneladas de sangue até que, enfim, pare de funcionar. m coração normal bombeia 70 ml por batida. Um batimento cardíaco normal é de 72 batidas por minuto. Portanto, um coração médio bombeia 5 litros por minuto. Em outras palavras, bombeia 7.200 litros por dia, quase 2.628.000 litros por ano ou 184.086.000 litros até os 70 anos de idade. Na terceira semana ainda na fase embrionária o feto terá três camadas principais de onde se originarão todos seus tecidos.
 
O sistema circulatório de uma pessoa adulta é formado por artérias e veias, possui cerca de 98 000 km de extensão. O suficiente para dar a volta a terra 2,4 vezes. 
 
 
 
Na terceira semana de vida já existirá uma circulação sanguínea e um coração, um fluxo de sangue distinto de sua mãe.
 
A concepção humana é algo fantástico. Duas células oriundas de dois seres diferentes se fundirão, óvulo e zigoto, se combinarão somando estruturas que contém trilhões de informações, que denominamos de DNA, para fazerem surgir um novo ser. Tudo que o futuro corpo se tornará está escrito num pequeno trecho de matéria orgânica somente visível com um poderoso microscópio. As duas primeiras células que formarão o ser humano se dividirão até formarem milhares. E essas milhares, similares aquelas das quais se dividiram num dado instante, darão origem a células diferentes do que elas são. A criação dos tecidos e sua especialização é algo de complexidade não desvendada pela ciência humana. Em três ou quatro semanas já haverá, um coração pulsando e um sistema circulatório com células sanguíneas. Ainda não existem pulmões, baço, fígado ou rins, mas já existe sangue no futuro ser humano. 
Quando o fluxo sanguineo é cortado para algum órgão ou membro, este imediatamente começa a morrer. O ar que respiramos é essencial para a vida, ele possui o oxigênio que todas nossas células necessitam para metabolizar energia. Há um processo continuo no interior das células que transforma glicose através do oxigênio em energia. A respiração celular é uma das bases da vida. E quem conduz a glicose e o oxigênio até as células é o nosso sangue. O sangue é quem comunica a respiração ao corpo. Dois processos, respiração e sangue se completam para gerar condições de vida orgânica. Ele é o meio termo entre os elementos e nosso organismo.
 
O meio de transporte que encaminha as proteínas, a água, os minerais e elementos da terra na qual vivemos que farão parte dos tecidos após absorvidos e transformados. 
 
Os antigos egípcios deram a base para o desenvolvimento da medicina grega entendiam a importância do sangue.
 
O autor do Papiro de Smith possuía até uma vaga ideia do sistema cardíaco Desenvolveram a sua teoria de “canais” que transportavam ar, água ou sangue através do corpo em analogia com o rio Nilo : se estagnava, as colheitas perdiam vitalidade; e aplicaram este princípio ao corpo: se a pessoa adoecia usar-se-ia laxantes de forma a desbloquear os “canais”. [3] 
 
 
O sangue é vida, em essência. Sua perda ou derramamento anuncia o risco de ou a morte. Quando Abel é assassinado pelo seu irmão Deus falou que o sangue de Abel absorvido pela terra clamava a Ele.
 
Gênesis 4 
    10
    Disse o Senhor: O que foi que você fez? Escute! Da terra o sangue do seu irmão está clamando.
11 Agora amaldiçoado é você pela terra[18], que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 
 
No sangue do jovem assassinado havia uma voz, um profundo significado.
 
Retornando ao instante em que Eva é conduzida até Adão, ele exclama: “Ossos dos meus ossos, carne de minha carne”. Estranhamos o fato de ele não ter dito sangue de meu sangue. Em todas as expressões semelhantes ocorridas nos anos posteriores, ainda no relato de Genesis, a descendência será denominada sangue.
 
Labão exclamaria a Jacó: 
 
Gênesis 29 
    14
    Então Labão lhe disse: “Você é sangue do meu sangue[98]”. Já fazia um mês que Jacó estava na casa de Labão,
 
A omissão intencional desta realidade, sangue, no momento anterior citado é para que imaginemos que Adão não conhecia ainda o sangue porque não o havia contemplado, porque até aquele momento não se ferira. Ou porque não compreendia seu significado.
 
A primeira vez que o sangue será visto nas Escrituras será na morte de um irmão através de seu irmão. No próximo momento quando o termo for anunciado será atrelado para sempre a este significado. 
 
Gênesis 9 
 
    4
    Mas não comam carne com sangue, que é vida.  
 
A palavra VIDA no original em hebraico é nefesh. Diversas vezes traduzidas na Escrituras como sinônimo de ALMA.
  
Gênesis 46 :26   Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que saíram dos seus lombos, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todas foram sessenta e seis almas. 
 
Quando Deus se aproxima de Adão, ainda sem vida, sopra-lhe as narinas e concede a ele uma alma. Concede-lhe uma nefesh ou torna-o uma nefesh, um ser vivente.  
 
נפש   nephesh 
 
A palavra VIDA é invariavelmente NEPHESH. Quando é dito que a VIDA está no sangue é escrito, a nephesh está no sangue.
 
 
Gênesis 2
 
    7
    Então o Senhor Deus for­mou o homem[8] do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.
 
A identidade estava determinada, uma eterna relação vida/sangue. A vida é algo assombroso e manifesta no nosso mundo de inúmeros modos. Não definimos vida, mas a vemos ainda que invisível, manifestada de milhões de maneiras e ainda assim a reconhecemos, seja no vôo de um gavião, no salto de uma baleia, na corrida de um antílope, no urro de um leão. Percebemos sua presença quando abraçamos um filho, uma esposa, um amigo.
 
Deus a representa do modo mais pleno através do sangue. Se seu sopro concede a vida, através do sangue ela permanece. O sangue é então a escolha divina para representar a vida. Porque dela, tão certo como do ar, necessitamos para viver.
 
A violência humana é representada pelo derramamento do sangue. Todas as grandes matanças foram produzidas pelo ódio, pelo desejo de dominar, pelo desrespeito a vida. Nas duras batalhas da antiguidade os locais de batalha se enchiam de sangue derramado. Vivemos num mundo onde milhões de indivíduos foram ceifados da vida de um modo violento.
 
“rios de sangue”, “sangue suor e lágrimas”, “sangue inocente”, “sangue derramado”, “a preço de sangue”, ” a sangue frio”, “sede de sangue”.
 
 
 
 
 
A morte cessa os sonhos, os planos, cessa a vida, destrói a personalidade, a essência do ser, o som de sua voz. A morte cala, silencia os seres. A morte cessa os sentimentos, o movimento, a ação.
O desejo da vida que não cessa, da vida eterna está presente em toda a história humana. O TAJ MAHAL é um monumento grandioso a saudade de um homem por sua esposa, erigido a cerca de 400 anos.
 
 
 
Os heróis gregos, assim como os vikings desejavam ser rememorados, relembrados por suas façanhas para perpetuar seu nome pelas gerações futuras. Assim milhares de soberanos e nobres realizaram obras suntuosas, magníficas, tais como as pirâmides do Egito, os palácios da Índia, enterros e obras monumentais erigidas em todo o mundo no intuito de perpetuidade. As múmias de várias culturas eram tentativas de evitar a decomposição do corpo, na esperança que um dia esse corpo pudesse voltar a vida. Nos dias atuais milhares pagam por camaras de criogenia na esperança que seus corpos preservados possam um dia tornar a viver com os avanços da ciência e da medicina.
 
 
 
 
Mas a morte cessa o homem, dissipa o sopro original, destrói a nephesh.
 
Para haver vida eterna necessário seria que o sangue jamais deixasse de fluir por canais que jamais degenerassem num ser que jamais parasse de respirar. Mas tal coisa é impossível ao ser humano atual, no universo em que vive, onde as coisas se degeneram, onde a morte aparentemente reina e encobre com seu véu todas as gerações daqueles que um dia viveram na terra.
Desiludidos com a esperança da continuidade na terra os homens sonharam então com outros lugares, outras dimensões onde pudessem viver sem a dependência de um corpo. Sem a necessidade do sangue. Ou da respiração.
Mas é impressionante como a vida é refletida nesse dois atos, na pulsação de um coração e na respiração. Não há cenário espiritual que reflita a vida de modo pleno, sem o direito a respirar ou ao calor de um corpo irrigado pelo sangue.
O homem anseia a vida como anseia o ar que respira. A vida é um bem preciosismo. Porque para nós ela representa basicamente tudo.
Porque sem ela, nada existe.
 
Nós mostramos em nós mesmos o apego ao sopro e ao sangue, o desejo de viver para sempre. Há um eco desse clamor em nós, presente a cada vez que presenciamos a perda de alguém. Indignamos-nos quando uma bala perdida encontra uma jovem mãe, nos revoltamos quando alguém entra armado numa escola e impede que crianças possam ter livre curso em suas vidas. Nós não queremos que a vida cesse.
 
Porque a terra clama ainda pelo sangue derramado de Abel. E junto dela, nós. Pois a morte é nossa inimiga.
 
 
Somos companheiros da indignação divina. Nós nos colocamos imediatamente do lado do senhor no Éden, nunca ao lado de Caim. Seu clamor se confunde com nossos pensamentos: PORQUE VOCE FEZ ISSO CAIM? Porque você matou a vida?
Essa indignidade é refletida nas palavras de Deus que contém o maior dos mistérios.
DEUS INDIGNADO COM A MORTE.
SE é DEUS que criou a morte, afinal ele não é o criador de tudo? Porque então está INDIGNADO?
 
Começa aqui a apresentação do maior mistério do universo, escondido do homem desde que o primeiro abriu os olhos pela primeira vez.
 
Para entender o mistério do sangue e da vida, é necessário viajar pelo tempo, indo além do tempo através de uma janela aberta através do único poder no universo capaz de nos conduzir até lá. A revelação divina. Necessito dos olhos de testemunhas nascidas ou criadas antes do inicio dos tempos.
 
Necessito olhar a eternidade através dos olhos de Deus. 
 
Mas, antes, estar de pé junto com ele, diante da mancha de sangue na terra recém-criada.
 
 
 
Deus olha o sangue de Abel derramado e se horroriza. É assim que Ele se mostra nas Escrituras. Porque é isso que Ele quer demonstrar;
 
Esse eco no coração de Deus é discernido por toda a Criação. Alguns a recebem com alegria e outros com tremendo pesar. Os que a recebem com alegria são os tremendos poderes de trevas e forças espirituais da maldade presentes e coniventes com o crime cometido. Dois pais ainda serão avisados da perda de seu segundo filho. E não será Caim que os avisará.
 
Esse relato está em Genesis, o livro dos princípios.
 
Quero retornar um pouco mais no tempo. Antes do sopro divino nas narinas do homem. Quando seres de poder espantoso foram concebidos, formados por Deus e comissionados para realização de suas grandes obras.
 
A vida multiforme já enchia lugares por nós desconhecidos. Um tipo de vida superior a todo tipo de vida existente no mundo. Um tipo de vida transcendente, poderoso, manifesta nos anjos, querubins e arcanjo.
Só há um tipo de vida mais espetacular em todo o Universo que a angelical, é a vida do Espírito Eterno, do ser que criou os anjos, a VIDA primordial.
 
Uma vida tão elevada quanto misteriosa, inconcebível, incompreensível. Uma vida eterna, de um ser imortal, que diferente dos demais que já possuem tal imortalidade, por que jamais teve um inicio e jamais terá fim.
 
Deus reuniu seu exército de seres transcendentes numa região que não é perscrutável através de instrumentos humanos, de nossa ciência, de nossa tecnologia. Um lugar tão excelso que também não é atingido espiritualmente. Inacessível, invisível e pleno de sua presença. E ali nesse lugar sagrado, no interior de outro universo, Lá ele instalou coisas, coisas santas, ele colocou construções e peças de coisas que ainda sequer haviam sido imaginadas. É dito nas Escrituras que no lugar onde Deus habita de modo pleno, ou onde ele se manifesta em toda sua majestade e glória, existe um santuário .
 
 
 
 
Jesus afirmou um dia que a casa de seu Pai possuía muitas moradas. Mas dentre elas, um lugar especial foi escolhido e separado para instalar uma igreja celestial, dar inicio a um culto antes do nascimento da terra .
 
Um lugar especial. 
  
Apocalipse 11:19  
 
E no céu apareceu o templo de Deus aberto de par em par, e podia ver-se no interior a arca da sua aliança. E houve relâmpagos e trovões acompanhados de grandes brados; houve chuva de pedra e um violento terramoto. 
 
 
Nos é revelado então que essas coisas que haviam neste lugar tinham formas definidas, um altar, um castiçal, uma arca semelhante ao ouro com pequenas formas dos querubins reais. É-nos declarado que na eternidade havia um templo. E dentro dela coisas que um dia serão copiadas para serem utilizadas na terra.
 
 
 
 
Hebreus declara:
 
  E assim foi que Cristo veio como supremo sacerdote mas de um sistema melhor. Ele entrou no santuário celestial, maior e mais perfeito, que não é feito por mãos de homens, que não faz parte deste mundo material. 
  E, uma vez por todas, não com sangue de animais sacrificados, mas com o seu próprio sangue nos garantiu uma salvação eterna. 
  Por isso era necessário absolutamente que todas as coisas que se achavam na tenda do santuário, que eram símbolos do que está no céu, também fossem purificadas dessa maneira. Mas as coisas que estão no céu são tornadas efectivas por meio de um sacrifício muito mais excelente:% 
  Cristo, que entrou no próprio céu, a fim de se apresentar perante Deus a nosso favor. Não entrou, claro está, num santuário terreno, feito por homens, imagem do verdadeiro que está no céu. 
 
Só saberemos de sua existência depois que o Espírito de Deus fosse derramado sobre a Igreja de Cristo, quando se cumprisse pelo poder de outra realidade absoluta chamada Profecia:
 
Joel 
 
Depois de ter derramado chuvas novamente, derramarei o meu Espírito sobre vocês todos! Os vossos filhos e filhas profetizarão; os vossos velhos terão sonhos reveladores e os vossos jovens, visões. 
 
 
Pelo poder desse Espírito derramado um apóstolo de nome João viu pela primeira vez esse lugar celestial. E suas descrições nos esclareceram.
 
  Então veio um outro anjo com um incensário de ouro e que se pôs junto do altar , e deram-lhe uma grande quantidade de incenso para que o misturasse com as orações do povo de Deus, e o oferecer sobre o altar de ouro diante do trono 
  Então o anjo encheu o incensário com fogo do altar e lançou-o sobre a Terra; e ouviu-se o ribombar de trovões no meio de grandes clamores e de relâmpagos que faiscavam, tudo isso acompanhado de terremotos .
 
Quando dois mil anos antes do revelação do Apocalipse Moisés subiu ao monte Sinai que parecia estar pegando fogo ao longe como um vulcão em atividade, ele receberá de anjos visões claras destes objetos preexistentes e anteriores ao ser humano.
 
Vocês não tiveram que se aproximar de uma montanha de verdade, ardendo em fogo, no meio de escuridão, de trevas, e de uma tempestade, como aconteceu com Israel no Monte Sinai quando Deus lhes deu as suas leis.
E o que é ter ouvido aquele som de trombeta, e a voz poderosa com uma mensagem que os israelitas pediram que parasse porque não podiam ouvi-la mais
Aquele espectáculo era de tal forma aterrador que o próprio Moisés declarou: Estou a tremer de espanto.
 
João nos dará em Apocalipse pequenos flashes de coisas extraordinárias e detalhes reveladores. Anjos vestid os com vestes sacerdotais ministram num santuário não construído por mãos humanas!
 
Então o véu de mistério começa a se rasgar.
Exatamente como no dia em que Jesus morreu.
 
·    Lucas 23:44-46  
[ A morte de Jesus ] Era agora meio-dia, e as trevas abateram-se sobre toda a terra durante três horas, até à três da tarde. A luz do Sol desapareceu, e o véu pendurado no templo rasgou-se em dois . Jesus disse com voz forte: Pai, entrego-te o meu espírito. E com estas palavras morreu.
 
 
Voltemos a Deus, ainda diante do sangue de Abel derramado no chão, mas acima de sua cabeça, no lugar de onde veio visitar o jardim, há um santuário que é similar ao que um dia será revelado a Moisés.
 
Abel havia morrido, mas antes dele, antes de nascer seu pai, um ritual eterno repetia no meio de lugares celestiais uma representação de algo de dimensões desconhecidas;
 
Os anjos ministravam coisas que não entendiam e repetiam gestos e instruções sobre coisas misteriosas a eles mesmos. Os anjos representavam a futura morte de seu Senhor;
 
 
Por quase dois mil anos um tabernáculo na terra será reverenciado como um lugar de culto com a repetição de um único grande refrão. Em cada holocausto, em cada sacrificio, em cada ovelha, bode, bezerro e novilha morta: Sem sangue derramado, não haverá purificação dos pecados.
 
 
Por muito tempo essa realidade foi celebrada, relembrada, instituida sobre artefatos que traziam a imagem de coisas celestiais.   
 
O tabernáculo gritava e ecoava: Sangue.
 
Quando o povo de Israel estava cativo do Egito, dois grandes sinais foram dados que envolviam sangue. Na época a medicina egípica acreditava-se que o sangue fluia no corpo por canais como o rio Nilo.
A circulação sanguinea só será descoberta muito tempo depois por Willian Harvey, s eu livro “Um tratado anatômico sobre o movimento do coração e do sangue nos animais” , publicado em 1628, é um dos mais importantes para a Medicina.
E é o Nilo que será tornado em sangue pelos prodígios realizados por Moisés. Na noite anterior ao décimo prodígio for instituída a mais sagrada instituição israelita. A páscoa. Eles mataram e prepararam apressadamente um cordeiro, e a ordem expressa para protegê-los da terrível mortandade que estava por vir era que as travas das portas das casas onde habitavam fossem manchadas com o sangue do cordeiro sacrificado.
A terrível noite chegou e com ela a devastação de uma geração de egípcios. Logo após eles atravessam a pé secos um inusitado meio de salvação, que também simbolizaria uma a travessia através do sangue. Porque esse é o significado do mar vermelho.
 
Enquanto os israelitas atravessam o mar vermelho um grupo de anjos ministrava num santuário invisível, ainda antes da primeira vez que o tabernáculo for erguido. 
 
A morte é uma realidade universal. Para seres humanos. Não para anjos ou para um Deus que vive para todo o sempre. Mas o pecado humano não lhe permite permanecer ligado a fonte da VIDA que é Deus.
 
O pecado transformou a vida humana. Tirou dela a eternidade e lhe concedeu a mortalidade. O pecado mata. Um poder tão hediondo e maligno que fez cessar na humanidade a sua eternidade.
 
Se Adão e Eva não tivessem pecado, viveriam para sempre. Ou teriam acesso a poderes que lhes permitiriam ser renovados para sempre.
 
Só há um modo de conceder a eternidade ao homem. Só há um meio de transformá-lo, de transmutá-lo, de regenerá-lo.
 
Deus não teria como impedir a morte do homem se ele pecasse. Porque ELE MESMO DECRETOU. Porque LEIS ESPIRITUAIS ETERNAS FORAM QUEBRADAS. Porque O KARMA assim exigiria. A lei espiritual da retribuição. Tudo que o homem plantar assim ceifará; Karma é um antigo conceito oriental, tanto no Budismo como nas escrituras Védicas que retrata a imutabilidade de que o universo devolve ao homem o bem ou o mal que este realizar invariavelmente; Por isso creêm no reincarnacionismo. Como poderia um assassino não pagar a perda de uma vida com a própria vida? Como poderia alguém evoluir espiritualmente sem antes cumprir na terra os atos necessários para redimir suas faltas?
 
O que fazer com Nona, Décima e Morta? (As Parcas, versão latina das Moiras, aquelas três que cuidavam do destino humano)
 
 
 
 
Estamos diante do sangue de Abel. Estamos diante de um Deus indignado. Quero que você veja o sangue no chão. Quero que você levante seus olhos e olhe agora na direção que Deus está olhando. Seu olhar atravessa o tempo e a eternidade;
E para numa cruz onde um inocente está morrendo. Seu nome é Jesus;
 
No dia em que Jesus morreu toda a eternidade parou. O ministério celestial parou.
Não havia esperança para o homem, sua fragilidade, suas enfermidades espirituais, seu egoísmo e a necessidade de retribuição das faltas cometidas. Mas, além disso, para que o homem pudesse viver eternamente ele necessitaria ser PURIFICADO.
De que adianta viver a eternidade com o coração cheio de amargura, rancor ou desamor? De que adianta conceder a vida a uma lama distorcida, entristecida, avarenta, rabugenta? O ser humano é carente de virtudes, é cheio de paixões e vaidades, fraquezas morais e vícios da alma. Seu coração de dia e de noite é inclinado a realizar coisas ruins.
 
É diante deste dilema que Deus está aos pés do corpo enterrado de Abel. Sim. Caim o escondeu. Somente as marcas do sangue permaneciam visíveis.
 
Como REDIMIR CAIM?
E todos os outros que agiriam com a mesma perversidade?
Como transformar o coração humano, como influenciá-lo, como retirar o homem do domínio do pecado?
 
Tudo isso estava em curso antes do ser humano vir a existir.
Sim, Deus conhecia o poder do maligno e a força do pecado. E que somente uma coisa no universo poderia redimir leis espirituais e eternas quebradas. Uma Lei superior.
 
AS LEIS DIVINAS PROCEDEM DE DEUS;
Que lei pode ser maior do que as leis que emanam de Deus?
 
Uma única.
 
Algo tão transcendente e tão maravilhoso que está acima de todas as leis do universo. Um principio primordial. Uma Lei acima de todas as leis. Duas na verdade.
A lei do Amor e a Lei da VIDA.
Paulo as denominou, Lei do Espírito e Vida.
Porque Deus é maior que todas as suas leis. E sua VIDA é e sempre será o maior poder, a mais sublime força de toda a esfera da existência. Maior que todos os anjos, maior que todas as realidades.
 
O Karma cessa em CRISTO
 
Porque a essência da Graça, da Bondade e da Misericórdia divina é o Perdão. O perdão CESSA COM AS OBRIGAÇÕES.
Tendo como base um presente.
 
Sua VIDA 
 
Propôs DEUS, então, algo monstruoso, inacreditável e louco. Tão assombroso que os anjos cantariam em regozijo, e permaneceriam milenios declarando o absurdo de sua santidade;
 
Ele compartilharia sua ESSENCIA, sua NATUREZA e sua VIDA com o homem.
 
Mas só haveria um único modo de realizar tal coisa, de modo irremediável, mágico, transcendente.
 
 
Quando Jesus morre há num santuário de Jerusalém, no milenar templo de Salomão reformado um imenso véu. Possui cerca de 12 metros de altura e cerca de 200 kilos. Possui quatro grossas camadas e só podia ser erguido com auxilio de carroças e cavalos. Quando Jesus morre o véu que separava o Santo lugar do atrio externo é rasgado de alto a baixo diante de 3000 pesssoas;
 
 
Interessante como nas escrituras sagradas escritas em Sânscrito ficou bem definida a personificação do destino. Assim como no Xintoísmo, no Taoísmo, em milhares de filosofias orientais.
O evangelho de Cristo aponta para um ato capaz de mudar não só o destino de um individuo, antes o destino de todos.
 
E ele o faria através de um ato que envolvia sangue.
 
A proposta de Deus diante do sangue de Abel significará um segundo derramamento de sangue, que do mesmo modo embeberia novamente a terra.
A terra seria curada pelo sangue de Cristo.
 
.
 
 
 
 
O pecado que se manifestou na terra contaminou antes aos céus. O pecado não se inicia na terra. Nem a morte. Eles nascem no coração da eternidade, lá onde os anjos hoje habitam.
Anjos pecariam. O mistério da transformação interior de seres superiores ao ser humano, mais poderosos e sublimes, conduzindo-os a pecar nunca foi revelado ao ser humano.
Jamais entenderemos como um ser perfeito como um querubim vivendo num lugar absolutamente incontaminado, se contaminou.
 
 
A destruição da santidade angelical é incompreensível para nós.
 
 
Uma das coisas. Porque existe um segundo mistério. Aquilo que fez anjos pecarem não afetou a toda a comunidade. Uns escolheram não pecar, do mesmo modo, voluntariamente.
O poder maligno manifesto foi poderoso o suficiente para afetar aos anjos e ao mesmo tempo incapaz de fazer com que todos caíssem.
 
O mistério da Vida que Jesus derramaria se estende até os céus. O sangue derramado atingiria pela magnitude de sua importância todas as esferas da existência. Jesus salvaria o homem pelo seu gesto, mas também reintegraria, reuniria, re-consagraria a DEUS bilhões de anjos.
 
 
 
 
Quando o soldado romano fura o coração de Jesus com a lança para verificar se já havia morrido, João que observa próximo vê saindo uma grande quantidade de sangue misturada com o que ele imagina ser água. Algumas teorias médicas surgiram para explicar de onde teria vindo a água, como por exemplo, de seus pulmões perfurados também pela lança para atingir o coração. Independente de sua origem, é isso que João ver jorrar. Porque a morte de Jesus seria considerado pelo próprio Cosmos como um trabalho de parto .
 
 
 
Isaías 42 
14
Fiquei muito tempo em silêncio, e me contive, calado. Mas agora, como mulher em trabalho de parto , eu grito, gemo e respiro ofegante.
 
 
Algo ocorreu, uma nova ordem nasceu no instante em que Jesus morreu. Sua morte afetou os reinos espirituais, as potestades, os poderes e as soberanias, a estrutura espiritual do universo mudara.
 
Colossenses 1:19-23 (NVI) Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. 
 
 
Jesus mudava a história humana e a história celestial. Não entendemos como o tempo atua nos lugares celestiais. A única referencia a isso é um texto profético que declara que “Mil anos são para Deus como um dia, do mesmo modo que um dia se assemelham a mil anos” mas independente do modo como operam relógios no céu, sua história mudou.
 
Os céus, os lugares celestiais foram mudados pela morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo .
 
Seiscentos anos antes de Jesus morrer um profeta de nome Ezequiel vê a seres celestiais chamados de Querubins e eles são compostos, cada um deles com a face de uma águia, de um novilho, de um leão e do rosto de um ser humano.
Trinta anos após a ressurreição de Jesus quando João recebe a visão das coisas celestiais os querubins já não possuem tal composição. Eles sofreram uma transformação. Os querubins vistos por João possuem cada um uma única face.
 
Os céus mudaram na morte do Cordeiro. 
Porque o sangue fora derramado. 
 
Não entendemos ao Deus vivente como um ser que possua um coração, que bombeie sangue ou que respire.
As Escrituras não revelam quase nada a respeito dos corpos dos seres celestiais e muito menos sobre o corpo divino. Mas uma coisa nos é dita, as Escrituras declaram que Deus respira.
Mesmo que seja um corpo espiritual, nesse corpo celestial a VIDA é representada por sua respiração. Mesmo que ele não necessite respirar para viver.
 
Mas através de Cristo, Deus representaria seu sangue. Tomando um corpo da humanidade, em Cristo Deus caminhava no meio da humanidade. Cristo reúne o mistério divino da manifestação plena de Deus na terra. Para ser rejeitado, para ser humilhado, para ser traído e para ser morto.
 
As Escrituras Védicas declaram que a manifestação divina veio através de diversos homens santos a que o hinduísmo denominou de avatares.
As Escrituras nomeiam um único avatar. A este denomina Messias. A todos os outros homens usados por Deus nomeia Sacerdotes ou Profetas.
 
Creio em Deus levantando homens espirituais em diversos lugares da terra, pessoas de caráter e de consciência tremenda. Também profetas.
Mas nenhum deles, por mais plenos e espirituais que fossem se comparam a Cristo. Não lhes é possível tal equiparação.
 
Nenhum deles ao morrer libertou o ser humano da morte. Nenhum deles ao ter seu nome pronunciado influencia no reino espiritual com domínio, com poder e com Autoridade.
Os demônios não respeitam e nem consideram a nenhum outro homem. Porque a nenhum outro nome foi outorgado tamanho Poder e tamanha Autoridade.
 
E chegando-se Jesus ,disse: É me dado TODO o poder no céu e na Terra, Mt 28:18 
 
Nem mesmo anjos superiores ao homem receberam um nome tão maravilhoso como Cristo recebeu.
 
Jesus herdou um mais excelente nome do que os anjos. Hb 1:4 
 
Nenhum outro homem recebeu um nome com o poder de salvar a alma de outro homem.
 
Em nenhum outro há salvação,porque debaixo do céu nenhum outro nome há,dado entre os homens,pelo qual devamos ser salvos.Atos 4:12 
 
Romanos 14 
 
Porque está escrito: ” “Por mim mesmo jurei”, diz o Senhor, “diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus””
 
 
Filipenses 2
    10
    para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,
 
Por que Jesus não era um avatar. Era muito mais que isso.
 
Por milhares de anos anjos proclamaram num lugar celestial, para eles mesmos, o dia do calvário.   
 
Por cerca de 1400 anos o tabernáculo e depois dele o templo de Salomão profetizaram o momento do Calvário.
 
A VIDA que corria em CRISTO era a mais sobrenatural de todas as vidas. Ele possuía mais do que uma simples alma humana.
 
Mateus 11 
5
os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos[52] são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres;
 
O poder que lhe foi outorgado era além da imaginação e antes dele nenhum homem jamais realizou tais feitos. Nenhum profeta, nenhum sacerdote, nenhuma pessoa cheia de fé. O PODER do Espírito sobre ele era ilimitado. Porque a VIDA que nele havia era inigualávelmente PURA.
 
Porque nele não havia PECADO.
 
Todos os homens que morreram na terra possuem uma natureza pecaminosa. A mais angelical criança, o mais santo homem vivendo não se compara a pureza e a santidade existente em Cristo. Jesus era mais santo que as crianças que abençoava. A vida que havia nele era tão espetacular que não foi contaminada pela natureza humana. Antes, sua Vida contaminou a natureza humana.
 
 
Do meio dia até as três horas da tarde os céus escureceram sobre Jerusalém. Anoiteceu em pleno dia.
No instante em que Jesus morreu houve um terremoto sentido em toda a região da Judéia. Um cemitério que ficava em Jerusalém foi extremamente sacudido, de tal modo que piras funerárias caíram no chão e sepulcros centenários tiveram suas portas arrancadas.
 
O eco da voz de Jesus ainda reverberava nos corações:
 
João 5
    21
    Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer.
 
    25
    Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão.    
 
No sepulcro semidestruido o impossível aconteceu. Um relato sobrenatural, de um evento de proporções indiscritiveis registrado somente num dos evangelhos.
 
Mateus 27
 
    52
    Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados.
 
    53
    E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
 
 
O universo foi impactado com a morte de Cristo. De maneira irremediável.
 
 
Uma vez por ano o sumo sacerdote
 
e
 
 
Entraria no Santo dos Santos, ou Santíssimo a sala sagrada onde ficava a arca da aliança no interior do templo.
 
 
 
 
 
 
O Santuário, tenda da congregação ou tabernáculo possuía duas grandes cortinadas. Uma ficava na entrada do Santuário e outra antes do santíssimo.
 
 
 
Uma única vez por ano o Sumo-sacerdote ultrapassava a segunda cortinada entrando num lugar de completa escuridão, derramava sobre a arca do concerto um pouco do sangue do sacrifício realizado no altar no átrio externo do santuário.
 
 
 
Somente uma única vez por ano. Somente o sumo sacerdote.
 
  
Lucas 23:44-46   
 
Era agora meio-dia, e as trevas abateram-se sobre toda a terra durante três horas, até à três da tarde. A luz do Sol desapareceu, e o véu pendurado no templo rasgou-se em dois. Jesus disse com voz forte: Pai, entrego-te o meu espírito. E com estas palavras morreu.
 
 
 
 
 
 
 
As representações divinas no Velho Testamento não são muito agradáveis aos olhos do homem moderno alimentado a base de muita filosofia grega.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ainda existem hoje rituais sanguinários em religiões de origem africana, em determinadas manifestações tribais ao redor do mundo. Para a criança criada num mundo de comida industrializada, a visão de sangue de animais sendo derramado é assunto de grandes abatedouros, ou documentários do Discovery Channel sobre caçada a baleias, ou atividades de caça de golfinhos nas costas da Noruega.
 
 
A atividade nutre as famílias e as industrias de Faroe, a centenas de anos. Com a comunicação das ilhas ao restante da comunidade européia ONG`s lutam para a diminuição da dependência desta atividade pesqueira. Muitas criticas foram feitas aos jovens de Faroe, acusando-os de realizarem rituais de passagem, coisas do gênero, o que não é verdade. Não é um esporte, é ainda hoje a base de sobrevivência de diversas famílias de Faroe.
 
Mas ver o MAR VERMELHO nos enche de indignação. Mesmo não sendo sangue de um ser humano.
O tabernáculo viu rios de sangue. Contudo, não tanto quanto de nossos abatedouros. São milhares de litros de sangue derramados.
No Brasil No Brasil eram abatidos, anualmente em 1992:
– 13 milhões de bois.
– 10 milhões de porcos
– 943 milhões de aves.
(Dados publicados pela Revista Veja de 18 de Março de 1992)
 
E muitos são abatidos com requintes de crueldade. Até cavalos.
 
 
 
** – Os judeus há mais de 3000 anos abatem os animais no ritual denominado “kasher”, por degola, sendo usadas facas longas, bem afiadas: o golpe tem que ser certeiro, cortando carótidas, jugular, esôfago, traquéia e nervos – tudo sob a assistência de um rabino, que aprovará ou não o aproveitamento da carne.
 
Mas esses milhares de litros não nos trazem, na sociedade moderna, nenhum ensinamento. Só desencanto, só a lembrança de que nós só vivemos através de sua carne. Se os animais do mundo morressem, a fome mataria mais de 3 bilhões de seres humanos em poucas semanas.
 
Aquilo que os sacrifícios do tabernáculo declaravam ao vento, e que nós não vemos, acontece milhares de vezes todos os dias em todo o mundo.
 
E diante dos olhos dos adolescentes até sua velhice a imagem fixa da necessidade do sangue. Como uma indicação, como um sinal, como um alerta.
O sangue simbolizava VIDA e por milhares de anos os israelitas entenderam que só poderia haver perdão dos pecados, se houvesse derramamento de sangue.
 
Até que ocorresse o supremo sacrifício. A morte de Jesus foi um ato de traição. Ele é morto pela traição de um amigo. Note que Jesus não foi amarrado num altar e nenhum sacerdote pegou um cutelo com uma oração oferecendo-o como “cordeiro que tira os pecados” num ato sacerdotal.
 
A morte de Jesus foi um ato de coragem, fruto de um julgamento corrompido, porque os sacerdotes odiaram sua posição contra a usura. Odiaram sua sabedoria que os calava continuamente.
Os sacerdotes da época de Jesus, Caifas e Anãs eram falsários. Em Jerusalém nos tempos de Jesus seu autor cita a possibilidade deles terem comprado linhagens genealógicas falsas para serem considerados pertencentes a tribo de Levi e por conseqüência aptos a exercer o sacerdócio. Transformaram dois mil anos de história num comércio onde até as ofertas eram negociadas com em bazares árabes dentro do próprio templo.
 
O sacrifício de Jesus é um ato de amizade deliberado, sendo considerado como um sacrifício pelo fato dele de antemão entender que a rejeição de seu amor o levaria até o patíbulo, no caso uma cruz.
Os grupos religiosos que cercavam ao sacerdócio corrompido eram tão perturbados, tão contaminados, tão distorcidos a nível moral e espiritual que criaram uma situação para apedrejar uma moça na frente de Jesus. Eles pagaram para que um dos discípulos o entregasse as autoridades com planos claros de enviá-lo para a morte. Muitos foram testemunhas oculares de milagres jamais vistos na terra. Um homem cego de nascença curado é expulso da presença deles porque os acusou de incredulidade. Não era somente incredulidade, era a rejeição de coisas de valor inenarráveis para manter o status quo . O ser humano não lhes importava mais que suas posições eclesiásticas, a verdade era somente uma questão a menor. Jesus havia respondido questionamentos que há mais de 100 anos os círculos de teologia de sua época questionavam. Mas nem os milagres, sinais e maravilhas, nem sua sabedoria e nem seu evangelho poderosíssimo o impediram de ser odiado.
 
 
 
 
Jesus usará a CRUZ. A cruz será seu grande triunfo. Todos nós morremos sem poder transmitir a fagulha divina que há em nós para outro ser humano. Não podemos criar a vida. Não podemos doar a nossa vida, apesar de podermos doar nossos órgãos. Porque a vida não é nossa, não nos pertence. A vida não procede de nós.
Mas a vida procedia dele. Ele tinha esse poder de compartilhar não a fagulha, mas o relâmpago escondido em seu interior. O milagre do calvário é de alguém que pode perder a vida. Mas que cumprida as leis da eternidade, recebeu o poder de tornar a obte-la.
 
João 19:30 (RA) Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.
Comentário Conhecimento Bíblico: “Tetelestai” é a palavra grega usada para o frase “está consumado”. Recibos de impostos em papiro foram encontrados com a palavra grega “Tetelestai” escrita neles, o que significa “liquidado”.
 
Nós não conhecemos a morte.
 
Mas Jesus a conhecia. Completamente.
Ao terceiro dia o processo de cura no corpo de um homem brutalmente assassinado tem inicio. O sangue que não existia mais volta a circular, tecidos mortos são regenerados e o morto torna a respirar.
Jesus retorna a vida em sua humanidade. No mesmo corpo fruto do amor de Maria.
Transbordante de saúde, e cheio de SANGUE.
 
O tabernáculo mostra sobre todas as coisas uma caminhada no tempo, um percurso que se inicia na eternidade passada até o momento presente.
 
 
E mostra uma a travesia entre três mundos, pelo menos. Terra, debaixo da terra e céus. Uma viagem impressionante através das dimensões.
 
A entrada do tabernáculo é o nascimento de Cristo. O altar do tabernáculo é a cruz onde Jesus morreria. Após a primeira cortina ficava uma mesa onde haviam pães que eram substituídos diariamente. E um altar onde o incenso era também aceso diariamente. Fala da ressurreição. Nasceu, morreu, venceu.
Mas ainda faltava uma etapa. O sacerdote ele vai do altar até o santo dos santos, após a segunda cortinada, onde estava a arca do concerto.
 
Jesus avisa para Maria no jardim da ressurreição para que ela não o segure porque NECESSITA SUBIR PARA O SEU PAI.
Quarenta dias após a ressurreição Jesus ascende até o lugar das coisas celestiais, após uma longa viagem de cerca de 33 anos.
 
 
Ele havia descido dos céus e agora para ele retornava.
Diferente.
Não sabemos como Jesus se apresentava na eternidade passada ou antes da encarnação. Sequer se ele podia ser visto distinto do Pai. Talvez os anjos só enxergassem a DEUS, um único ser.
Mas o homem feito de carne e sangue, ainda, retornava. Jesus nunca mais será o mesmo da eternidade passada. Assim como os Querubins que se transformaram fisicamente, ele também MUDOU, assumiu a forma humana para sempre.
Imagine os anjos que ministraram por milhares de anos no tabernáculo celestial FINALMENTE entenderam o significado de cada uma daquelas coisas. Até mesmo de suas vestes.
Esse é o final da caminhada em que o sacerdote da terra entraria no santo dos santos.
 
Jesus é um cordeiro revoltado que resolveu se levantar do altar e entrar ele mesmo no santo dos santos .
 
Jesus é o Sumo-sacerdote que se apresenta como se fosse um sacrifício vivo, não diante da arca com estatuetas de querubim, mas diante dos querubins reais e de toda a assembléia de anjos. Anjos por demais espantados, diga-se de passagem.
Esse é o significado do texto de Hebreus
Então ocorrerá o milagre. Dez dias fazendo não-sei-o-quê na eternidade, exato qüinquagésimo dia da festa de pentecostes, uma das festas judaicas, ocorrerá a ultima etapa do sacrifício nos céus.
O sacerdote levitico na terra se ajoelharia diante do altar confessando os pecados de seu povo, crendo no perdão outorgado através do sangue do cordeiro.
Jesus não se ajoelhou. Pelo contrário ficou de pé. Ao lado do trono e derramou pelo poder do Espírito Santo a sua VIDA na humanidade.
 
 
Então aconteceu:
 
 
 
  Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar.
De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados.
E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. ||Português: Nova Versão
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.
 
 
 
O significado do sangue de Cristo é então a VIDA DE DEUS derramada pelo homem. Por mais paradoxal que seja essa frase. Em resumo, de algum modo, essa vida sobrenatural pode ser comunicada ao ser humano. Similar a essa mesma que habita seu corpo, mas absolutamente ilimitada. Vida da qual a natureza inteira é dependente. Toda a vida do planeta subsiste a partir desta vida. O panteísta transformou o universo em Deus. Deus é maior que o universo. E a natureza é uma fagulha, um sopro, uma caminhada, um afago, de Deus. Sua energia gera VIDA.
 
São então dois momentos plenos de significados relativos ao sangue:
 
– A Cruz do Calvário
– HOJE.
 
A CRUZ:
O sangue derramado significa perdão para os pecados cometidos. Significa um alto preço pela redenção humana. Significa favor.
 
Colossenses 1:14 (Liv) … foi ele que comprou nossa liberdade com seu sangue e perdoou nossos pecados.
 
Lucas 22:20 (JNT) “Este cálice é a nova aliança ratificada pelo meu sangue, que está sendo derramado por vocês.
 
 
A cruz significa um ato pelo qual eu posso me tornar aceitável diante de Deus. É o momento em que somos justificados. Uma vez que cremos nessa loucura, aceitando esse ato de amor profundo, somos tornados participantes desse amor. Recebendo pela fé esse ato de renuncia, para o perdão de nossos pecados.
 
Romanos 3:24-25 (NVI) …sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o apresentou como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue… 
 
 
Marcos 14:24 (TEB) Jesus disse, “Este é meu sangue que é derramado para muitos, meu sangue que sela a aliança de Deus”.
 
 
Quando isso ocorre o tempo retrocede. Como se a cruz ainda estivesse erguida. Como se pudéssemos retornar ao passado. A cruz estava erguida dentro do coração de Deus quando ele estava indignado ao lado do sangue de Abel.
 
 
Hebreus 12:23-24 (Phi) …Vocês se aproximaram de Deus, o juiz de todos, e do espírito dos justos aperfeiçoados, e de Jesus, Mediador do novo acordo, e do sangue purificador, que nos conta uma história melhor do que a do sangue de Abel. 
 
 
A cruz é uma realidade incontornável, presente todos os dias, relembrada, sofrida, sentida, abraçada integralmente pela essência divina.
O mistério da aceitação da cruz transforma o cerne de nossas vidas. Crer no sacrifício nos transforma.
 
Cerca de 26 anos após o acidente de Cherbobill a radiação ainda está presente na cidade fantasma.
 
O poder manifesto na morte de Cristo é maior que qualquer radiação. Ele permanece chegando até nós até hoje, irradiando vida.
 
 
HOJE :
 
O nosso ontem é tratado pelo sangue derramado no calvário. O nosso hoje, em que continuamente pecamos, é tratado pelo sangue de Jesus, ou por sua VIDA. Há um processo de comunicação entre o céu e a terra, em que aquilo que existe m Cristo nos é concedido mediante o espírito de Deus. O Espírito nos interliga a Cristo, ao homem a direita do Pai, aquele que foi morto, mas que vive para todo o sempre, conforme Apocalipse.
A VIDA de CRISTO FLUI DELE, manifesta-se a partir dele, ecoa no universo, penetra nossas mentes, renova nossas almas, revitaliza nosso interior.
Apocalipse diz:
 
Bem- Aventurados aqueles que LAVAM as suas vestes no sangue do Cordeiro 
 
E outra vez:
 
Eles os venceram pelo Sangue do Cordeiro e pela palavra de seu testemunho e não amaram as suas vidas até a morte .
 
 
O primeiro fala do tempo presente e o segundo do tempo futuro da vida dos que crêem.
 
Tempo presente
Lavar as vestes em sangue não é uma coisa bonita de se fazer. O significado é espiritual. Vestes simbolizam nossos pensamentos e nossos sentimentos. Significa uma camada de nossa vida que nos reveste. Contatar a vida e o mundo nos desgasta, nos fere, nos contamina! Vivemos em meio a uma sociedade idólatra, hipócrita, maligna. Lidamos com pessoas opressas, mentirosas, maldosas. No mundo ainda residem forças espirituais malignas.
 
Tempo futuro
 
Eles os venceram pelo Sangue do Cordeiro 
 
Eles quem, venceram a quem, afinal de contas?
Eles são os que um dia crerão no Evangelho, em especial um grupo que nascerá nos dias da manifestação do Anticristo, mas a promessa é extensível a todos nós, que para esse grupo, representamos o passado. O vencido é o assassino primordial, um ser espiritual de maldade e malignidade extremas, que odeia o ser humano, cujo propósito é sempre roubar, matar e destruir.
 
O antiqüíssimo livro dos Vedas em sânscrito cita um texto que parece ter sido extraído das páginas do profeta Isaias:
 

Hymns of the Atharva-Veda XII, 1. 
Hymn to goddess Earth. 


 

14. Him that hates us, O earth, him that battles against us, him that is hostile towards us with his mind and his weapons, do thou subject to us, anticipating (our wish) by deed!
 
14. Ele que nos odeia, ó terra, ele que luta contra nós, ele que é hostil para nós com sua mente e suas armas! Tu deves submete-lo para nós, antecipando (nosso desejo) através de escritura!
 
 
Uma revelação divina contida no Artha Veda. E a resposta a esse anseio profético só ocorre através de Cristo.
 
A maldade humana é a força de seu reino, é a força de seu ódio. O sangue destrói sua força, o impede de dominar, de usar o mal que em nós ainda habita. A morte de Cristo o tornou menor. E a Vida de Cristo, seu sangue, o anula.
 
Efésios 1:7 (NVI) Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus,
 
Um dos grandes mistérios dessa vida que procede de Cristo é o poder para destruição do pecado em nós, porque se dissemos que não temos pecado nós estaremos mentindo, já dizia João. Lavar lembra um ato continuo, é permitir termos contato com essa Vida através da COMUNHÃO com o Espírito de DEUS.
 
Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador .
 
Deus ordenou que através da comunhão com esta vida, representada no sangue de Jesus, simbolizada no cálice da comunhão da ceia que os que crêem recebam poder para vencer o pecado, os poderes espirituais e mesmo amorte.
 
 
Temos os efeitos LEGAIS do sangue da CRUZ e os efeitos ESPIRITUAIS da VIDA de JESUS.
 
 
 
Por isso o salmo oitavo recitava:
 
Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?
Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
 
Porque nos foi dada a honra de sermos participantes desta VIDA.
 
O sangue é a VIDA de CRISTO operando em nós para santificação, purificação e transformação, ela opera em nós REGENERAÇÃO. Não é arma para expulsão de demônios.
 
Tal VIDA nos torna aptos a usar armas espirituais. A IGREJA que ora pelo poder do sangue de Jesus para expulsão de demônios não está fazendo absolutamente nada. A VIDA ou o sangue não afeta aos demônios. Do mesmo modo que Jesus, inda que presente não expulsava demônios até usar sua AUTORIDADE, que por sinal lhe era CONCEDIDA mediante o PODER do ESPÍRITO.
Meio confuso, eu sei. QUEM concede PODER a IGREJA é o ESPIRITO SANTO.
QUEM concede PURIFICAÇÂO é a VIDA.
 
Poder – Espírito SANTO
 
Purificação – Sangue.
 
Hebreus 10:22 (Phi) Aproximemo-nos [de Deus] com corações verdadeiros e cheios de confiança, sabendo que o âmago do nosso ser foi purificado pela aspersão de seu sangue, assim como nosso corpo é limpo, lavado com água pura.
 
 
Cristãos usam a frase “O SANGUE DE Jesus tem poder” Como um mantra, como uma invocação mágica, como um ato de fé. Na maioria das vezes movida pelo puro desespero. “eu te expulso- ESSA È A ORDEM – pelo sangue de JESUS – essa é a confusão. Os demônios não saem porque você invoca ao Sangue. Saem porque você ORDENA que eles saiam.
 
Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador .
 
A vida flui em nós para que nós corramos, pulemos, dancemos. A vida de Cristo é comunicada para te capacitar. Para te limpar. Para purificar, e conceder a natureza e a filiação.
O resto diz respeito a Autoridade te dada, que deve ser exercida através da fé. É da boca das crianças, não do sangue, que vem a força.
 
Lembro da triste experiência quando orava atrás de uma pessoa opressa que o sangue de Jesus tinha poder. Eu só pensava. O endemoninhado olhou para mim e disse: “EU sei que no sangue de Jesus há poder”. E só. Acabou a historinha, deu nem bola pra mim. Continuou seu caminho cheio de doce e amarga opressão.
Uma vergonha, uma pagação de mico espiritual. Uma ingenuidade, uma infantilidade. Levou um pouco de tempo pra eu aprender. A VIDA DE CRISTO pertence a IGREJA. Os demônios não tem parte com ela.
ELES a VEEM sobre a IGREJA, ela PROTEGE aos que crêem de investidas espirituais. A VIDA DE CRISTO OPERA EM NÓS. Se necessitarmos de uma libertação de alguma situação espiritual INTERNA, podemos orar usando a IMAGEM do sangue. Mas EXTERNAMENTE, é com o uso da AUTORIDADE que temos que aprender a lidar.
 
João 6
    53
    Jesus lhes disse: Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos.
 
    54
    Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
 
    55
    Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
 
    56
    Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
 
João 19
    34
    Em vez disso, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água.
 
Lucas 11
    50
    Pelo que, esta geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramado desde o princípio do mundo:
 
    51
    desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu lhes digo, esta geração será considerada responsável por tudo isso.
 
 
 
1 Pedro 1:18-19 (Phi) Mas vocês tem que ver que vocês foram resgatados do jeito fútil do seu viver, passado através de suas tradições, não com pagamento em dinheiro desse mundo. Não, o preço na verdade foi o sangue de Cristo, o cordeiro sacrificial, sem defeito e sem mancha.
 
Apocalipse 1:5 (JNT) Aquele que nos ama, que nos libertou de nossos pecados pelo preço de seu sangue..
 
 
Atos 2:28 (Liv) “E agora, cuidado! Alimentem e pastoreiem o rebanho de Deus – a igreja, que foi comprada com seu sangue – pois o Espírito Santo os considera responsáveis como pastores”.
Hebreus 10:29 (BLH) Então, o que acontecerá com os que desprezam o Filho de Deus e consideram como coisa sem valor o sangue do acordo de Deus, que os purificou? E o que acontecerá com quem insulta o Espírito do Deus que o ama? Imaginem como será pior ainda o castigo que essa pessoa vai merecer!
Mateus 26:27,28 (Phi) …”Bebam isso, todos vocês, pois é o meu sangue, o sangue do novo acordo derramado para libertar muitos de seus pecados.
 
Efésios 2:13 (RA) Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
 
 
 


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