Uma pergunta. -Sobre alimentos e proibições religiosas!

Boa tarde.

Feliz ano novo!!!

Eis me aqui com novas perguntinhas, e esta é um tanto engraçada!
Ontem, comentei com a minha personal na academia que farei caranguejo no sábado. Ela por sua vez,  (de tal pensamento) , bem como seu marido, disseram pra eu não comer, porque são seres que vivem na sujeira, que comem defuntos e isso traria azar pra minha vida. Ah! Tem mais. Eles andam pra traz e minha vida andaria também!!!

Happy New Year!
Happy new questions!

Então

E VAMOS NÓS!

Sobre alimentos e proibições religiosas!

Leitura básica

Novo Testamento

Marcos

7:14 E chamando a si outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós todos, e entendei.
7:15 Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina.

Velho Testamento

Levítico
11: 1 O senhor disse a Moisés e a Aarão: “Dize aos israelitas o seguinte:
2 entre todos os animais da terra, eis o que podereis comer:

(…) 10 Mas tereis em abominação todos os que não têm barbatanas nem escama, nos mares e nos rios, entre todos os animais que vivem nas águas e entre todos os seres vivos que nelas se encontram.
11 A estes, tê-los-eis em abominação: não comereis de sua carne e tereis em abominação os seus cadáveres.
12 Todos os que nas águas não têm barbatanas nem escamas, tê-los-eis em abominação.

Todos os povos da antiguidade tinham suas restrições alimentares e tabus baseados em suas religiões. Em suas lendas.
Nas orientações de seus magos, de seus sacerdotes, de seus pajés, de seus oráculos.
Parte dos tabus alimentares foram transmitidos através, no caso tupiniquim, das religiões africanas, de movimentos espiritualistas.
Algumas doutrinas esotéricas abraçam restrições e justificam-na com alguma razão.

No caso particular do relacionamento de Deus com Israel, haviam outros interesses divinos envolvidos na tal proibição.
As superstições e as praticas mágicas dos povos ditavam sua conduta com relação aos alimentos. As Escrituras não
declaram o motivo por detrás da revelação, é uma ordem, cumpram.  
Mas, num mundo sem conhecimento sobre doenças parasitárias, ou bacterianas e sem condições de higiene  e os cuidados de salubridade atuais,  a orientação era bem oportuna. Além disso, os povos da antiguidade não utilizavam esses animais somente no intuito de alimentação. Haviam diversas cerimônias e cultos a divindades que se misturavam (na forma, as divindades antigas eram tipo grifos, imagens de animais, aquelas imagens de deuses gregos bonitinhos era uma pequena mostra dentro do panteão sagrado da antiguidade de milhares de divindades, cada uma com um formato e aparência diferente).
Em termos marinhos temos no mínimo Dagon e Poseidon. A expressão “comida dedicada a ídolos” não era uma excepcionalidade,
era um padrão.
Pois o mundo de então, era absurdamente mágico, mistico, ocultista.
Alguns alimentos evocavam, traziam a memória, uma contaminação religiosa.
haviam instruções rituais dadas ao povo Israelita sobre animais puros e animais impuros. Ou sobre os limpos e os contaminados.  Estabelecia-se uma dieta, os que não eram limpos, não poderiam servir de alimentação. Eram para ser considerados como abominação. O que vem a ser uma abominação? Uma coisa que você tem nojo. Que te dá enjoo, ojeriza, arrepio na alma. Tipo, comer barata. Aquilo que você abomina, você rejeita. O lixão é uma coisa abominável.
Não bastaria dizer só: “não comam essas coisas”? Tinha que tornar o alimento proibido, abominação?
Você citou a justificativa de um casal religioso:
– Caranguejos comem defuntos!.
O que gera essa afirmação? Abominação. A gente fica com nojo,
não quer mais saber da criaturinha que anda pra trás.
Mas essa não é uma visão particular, é compartilhada por várias ordens misticas ao redor do globo.

Resumindo  sempre existiram tabus, de razões e origem religiosas, culturais, sacerdotais, mágicas, fruto de preceitos humanos,
em todas as civilizações.
Levitico ordena, de modo semelhante, uma dieta.
No tempo de Cristo, em Israel criou-se uma “industria da purificação” cobrança abusiva por animais puros, e um manual
que tentava ir as raias do absurdo no que diz respeito as questões alimentares, baseado nos textos da Lei os judeus
compilaram o Talmude. O Talmulde seria milhares de comentários acrescidos ao Torá, ao Velho Testamento como nós
conhecemos, e multiplicaram em umas 50 vezes as proibições contidas no VT.

“Vamos considerar as leis do Talmude quanto ao sábado. Todos os detalhes referentes a esse assunto abrangem no Pentateuco o espaço limitado de cerca de quatro páginas, de formato de oitavo. No Talmude requer isso 156 páginas duplas ou, em outras palavras, um espaço 300 vezes maior. Esta lei sabática consiste de 24 capítulos de regulamentos minuciosos e de ordenanças. Seu principal propósito é, comentar e definir aquilo que está escrito no quarto mandamento do decálogo, proibindo o trabalho no sábado. Mencionam-se trinta e três espécies de trabalhos proibidos. Em seguida, o Misná procura definir com exatidão escrupulosa em que consiste o ‘trabalho’ e o que pode ou não ser permitido. 

Por exemplo ‘carregar’ algo é proibido. Após muita discussão foi determinado o máximo de peso que pode ser ‘carregado’ como talvez o de um figo seco. Mas, se fosse carregada a metade de um figo em duas ocasiões diferentes, reunir-se-iam estes dois atos para serem um só e seria isto pecado?

Numa outra parte se lê: Aquele que tiver dor de dentes não pode fazer bochecho com vinagre e lançá-lo fora, pois isso seria como se tivesse usado remédio. No entanto poderá bochechar com vinagre e logo tragá-lo, o que seria como se tivesse tomado alimento.

Regras minuciosas são dadas quanto ao vestuário a ser usado no sábado de manhã, para que não fosse usada alguma peça de vestimenta que induzisse a algum trabalho. A mulher não pode sair com seus adornos, prendedores, colares ou anéis, pois em sua vaidade poderia tirá-los e mostrar a alguma amiga e novamente colocá-los, o que seria ‘trabalho’ e por conseguinte, pecado.

Também estava proibido às mulheres olharem ao espelho no dia de sábado, pois poderiam descobrir algum fio de cabelo branco e querer arrancá-lo, o que seria um grave pecado. 

ENTÃO veio JESUS. Acabou com tudo isso, com quaisquer restrição moral, intelectual, espiritual ou cultural imposta a alimentação.
Não só a alimentação, diga-se de passagem.

Porque?

Quem contamina não só os alimentos, mas como quase tudo que existe, é o homem! Com suas teorias, com seus rituais, com seus preconceitos, com sua malignidade, com sua espiritualidade torta.

Jesus então recebe o mundo como herança e por ele dá graças:

1 Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22 Tudo me foi entregue pelo meu Pai.  Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23 Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24 Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.  

A terra inteira, o universo inteiro, é consagrado a Deus em Cristo. Imagine um pai de familia que pudesse se ajoelhar e agradecer de uma unica vez por todo o o alimento do planeta, que existe e existirá,  para sempre?

7:15 Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina.

E também porque nele todo tipo de maldição foi quebrada. Segundo a antiga profecia de Isaias:

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre 

si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 


Isaías 53:4

E de acordo com PAULO

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; 

Gálatas 3:13

NADA que eu coma, de valor alimentar,  pode amaldiçoar minha alma.  
Como se através da morte de Cristo, a terra tivesse sido purificada. E os animais impuros, tivessem se tornado limpos. 

Se alguém ofereceu a uva a divindade Dionizio, se outro ofereceu a pesca de camarões a Dagon, se a truta importada foi defumada com oferendas ao deus da destruição e se a sardinha foi fornecida por uma organização do anticristo, tanto faz.  Se a galinha é do aviário de uma família sanguinária, se a batata veio de uma terra tomada a força pelo estado, se a quem  cultivou sua cana e seu açucar são escravos. Se a fazenda que gerou o trigo do qual você come o pão é comprada com dinheiro nazista, e se azeite que você utiliza é de uma fazenda italiana herdada dos sobreviventes do facismo. 

(Isso não significa que vou comprar coisas de origem não-ética, óbvio)

Tudo que há no mundo pertence a Cristo.
Jesus veio resgatar o mundo para Deus. Com tudo que tem sobre ele, incluindo nós.

Ele refez assim os laços, refez os pactos anteriores às religiões humanas, nos reconduzindo até o princípio, até Genesis, até a primeira palavra dita por Deus ao recém criado ser humano:

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse:
Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.

Nos conduzindo a uma posição como antes de POLUIRMOS a terra, antes de MATARMOS uns aos outros, antes de MACULARMOS a terra com o PECADO.
Em Cristo nós nos servimos do que há no mundo, como se fosse o primeiro dia em que Adão abriu os olhos e recebeu o direito a toda
fauna e a toda flora.
Então, comer algo ou não não depende mais de leis ou regulamentos, depende só de nós, do que é ou não agradável ou desagradável,
de nossos hábitos e de nossa herança cultural.
Cuidado com as tradições religiosas herdadas, ou adquiridas sobre alimentação, para não limitar a liberdade dada em Cristo
e se tornar escrava de algum preceito humano,
de novo!

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