Sobre crer II

Por mundo denominamos o sistema social. Todo ele.
O mundo é complicado, a humanidade também.

Envolvida em filosofias sinistras; medo incapacitante; ganância natural;, espiritualismo sem-noção;  descrença contaminante. Mesmo para as pessoas que agem dignamente,  a questão espiritual vigente – a de  que elas acabam sendo anuladas, ou ao menos,  impedidas de realizar todo o bem que poderiam por muitas razões.
 

A função do Evangelho é libertar-nos das prisões

que nos impedem de fazermos o bem sempre, em todos os momentos, concedendo-nos  poder para evitar fazer o mal.

Temos em nós o desejo de viver, que é exageradamente maior que o de compartilhar vida.
Muitos querem viver sem sacrifícios,  sem envolvimento.
O chamado de Cristo pode nos conduzir para locais não muito confortáveis. O livro de Jonas no Antigo Testamento exemplifica as possibilidades de conhecer a Deus.
– Vá para Ninive, Jonas! Declare o tremendo pecado daquela nação. Convoque-os ao arrependimento.  
E Jonas indignou-se, sem querer ir para Nínive.
Ocorreu no Velho Testamento um grandioso milagre. Protagonizado por um homem que não queria obedecer. Este homem recebeu a comissão de chamar uma nação ao arrependimento. Nação que ele odiava. A cosmopolita cidade de Nínive abrigava os assírios.
E os assírios parecem ter sido mestres da brutalidade. Eles também eram extremamente loquazes sobre os finais apavorantes que levavam aos seus inimigos. “Eu vou cortar sua carne e carregá-la comigo, para mostrá-la em outros países”, exultou Ashurbanipal, rei assírio que reinou de 668 a 627 a.C. Seu herdeiro gostava de abrir a barriga dos oponentes “como se fossem cabritos”.
Jonas certamente vira execuções sumárias e práticas desumanas que moldaram seu ódio e repugnância e intolerância contra o povo assírio. Dentro de si estabeleceu de modo claro que o que mereciam não era a absolvição, somente a destruição pelos seus atos de brutalidade.
Tão convicto estava da indignidade assíria que decidiu ir contra qualquer possibilidade de remissão dos pecados outrora cometidos por este povo. Preferiu fugir diante de Deus do que caminhar com Ele numa missão de reconciliação.
Jonas é reconduzido a sua missão, e após pregar vê, contra sua vontade, toda uma nação mudar sua conduta, exterminar com seus atos de crueldade, arrepender-se se sua tremenda crueldade, como nenhuma outra geração o repetiu. Jesus confirmará um dia durante seu ministério tanto a realidade histórica de Jonas como o fato da conversão da cidade.

Por outro lado, algumas situações humanas envolvem esforços tremendos e dedicação exclusiva para mudar aspectos que conduzem ao outro a iluminação,  esforços que exigem uma alma de missionário, abnegação,  investimento  de tempo,  que pode custar horas do dia,  até mesmo uma vida inteira dedicada a uma causa.

Ver um mundo que não é fruto do acaso significa assumir responsabilidades.
Além daquelas que o sustento da família já nos solicitam.

Crer na palavra profética muda o modo como um ser humano enxerga a vida.
E uma vez enxergando e entendendo isso tudo, o evangelho anunciado,  não como um conto-de-fadas, como um mito, enxergando-o como ele verdadeiramente é, junto desta nova perspectiva chega também um pacote de coisas…
A profecia vem em conjunto com outras realidades. Algumas assustadoras.
Se há profecia, existem profetas
Se existem profetas
Existem revelações divinas.
E se existem revelações divinas
Estamos bastante encrencados…

Aceitar a profecia é dizer para si mesmo:
– Vixe Maria Santa! Valei meu padinho Cicero!  A fé é real! E agora José?
O que o homem está fazendo contra si mesmo?. A cada assassinato, a cada ato de insensatez contra outro ser humano. Em cada ato voluntário de adoração demoníaca  em cada ato mágico de invocação de alguma maldade ou maldição. Em cada moeda desviada para formar os rios de dinheiro que acumulam fontes incalculáveis de recursos sendo utilizados com uma unica e doentia finalidade. Poder.

E concorrendo contra ela,  contra a dita Profecia, temos MUITAS vozes..muitas, muitas, muitas.
Das visões mitológicas da ciência até ao alucinado academicismo errante.
Há refutação por parte do sistema comercial, estético, promocional, filosófico, acadêmico… religioso… mítico, o acadêmico…. levianas abordagens psicológicas, a releitura sociológica, a releitura antropológica, a esclerose da ciência materialista…
A falsidade ideológica travestida de ciência anuncia uma mentira suprema, não há Deus! Ela abraça febrilmente qualquer possibilidade da inexistência divina, por mais absurda que sejam as teorias, por mais transcendental ou metafísico que seja o enunciado. Porque o conhecimento trás consigo responsabilidades.
Temos um mundo de tralhas e quinquilharias sem valor espiritual, com poucas ofertas de bens realmente valiosos.

E ao mesmo tempo, valores espirituais revelados. Concedidos. Manifestos. Perto de nós.
Poderosos para transformar nosso mundo. E ao mundo, ao nosso redor.

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