Proólogo de Apocalipse

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} Ninguém disse que seria uma coisa fácil. Nunca. Certo dia desses, nosso Senhor e Salvador absolutamente irritado declara “Vocês pensam que vim trazer paz para esse mundo? Eu vim é trazer a espada!”.


Dito e feito. Sabemos por intermédio dos demônios que são expulsos (sim, sabemos!), dos doentes que são curados, dos milhares que creem na loucura do evangelho (afinal,  não deixa de ser um bom indicativo), assim como através da certeza perene de respostas concedidas a orações corajosas e ousadas, não necessariamente na mesma ordem, sabemos, sim sabemos, que a ordem das coisas espirituais foi profundamente alterada.

Há um certo rancor do reino anterior vencido e declarado como tal por uma situação de humilhação plena na qual o inimigo maior desse reino anterior, aparentemente vencido, foi lançado para morrer a morte de um facínora, sendo evidentemente derrotado pela contundente injustiça humana, coroado de mais nefasta traição, abandonado, despido e absolutamente rejeitado. Aquele ato de vilania perversa possuía todos os requisitos necessários para ser conhecido como um dos mais pérfidos atos humanos da história, como coroação suprema do reino das trevas e logicamente conceder a continuação do maldito status quo, mantendo as coisas na mesma mesmice de sempre.

Apesar do importuno daquele profeta de poderes absurdos, que por um pouco de tempo abalou as normas da morte e da violência, desestabilizando ligeiramente uma realidade que teve inicio em eras imemoriais. Atos que também não deixaram de demonstrar certo desrespeito por tradições malignas que se estendiam por toda a humanidade já há milhares de anos. Aquelas curas fantásticas, aqueles acenos de ressurreição, aquela sabedoria irritante, aquela aguda percepção das coisas espirituais, dos esquemas e jogos humanos, aquilo certamente ultrapassava os limites do razoável.

E tudo corria na santa paz do inferno, poderia assim dizer se não fosse aquele pequeno problema. Aquela situação. Sim. Aquela.

Após enterrado o sujeito – claro morreu de morte matada – e com ele seus milagres – devido a essa tremenda necessidade que o ser humano possui de morrer após algumas décadas – enterrar-se-ia também aquela geração que viu as coisas que ele fez e voilá! O nome do irritante individuo estaria para todo o sempre soterrado nas areias escaldantes do deserto da história.

Mas não. Ao terceiro dia, contrariando as expectativas e ao planejamento, desdenhando de todo o poder investido para que tal não acontecesse, o sujeito ressuscitou dos mortos. E ressuscitou para nunca mais tornar a morrer. A tal espada que dissera um dia trazer a terra… estava afiada e reluzente em sua mão. E Jesus acordou indisposto. Muito indisposto. Afinal, fora rejeitado, humilhado, triturado, apanhara que nem cachorro. O homem sem pecado se levantou para dar continuidade ao fato de que nele, o inferno cessa. O absurdo do homem a quem a morte não pode vencer, que além de não morrer ainda tem o poder de conceder a mesma imortalidade a todo aquele que nele crer.

No livro de Salmos Davi evoca a cena de Deus, sim Deus, como um guerreiro de força descomunal bêbado dormindo num desses bares da antiguidade, desmaiado sobre uma mesa qualquer, na hora da chegada de um grupo de soldados inimigos. Quando então repentinamente alguma coisa o desperta e ele se levanta com o machado nas mãos e parte resoluto e aterrorizantemente encolerizado para cima do grupo que veio ao seu encontro, desses guerreiros invencíveis das eras passadas, tomado de ira, bêbado o suficiente para não sentir dor, mas não o suficiente para deixar de bater…

Esse é Jesus se levantando dos mortos…

Por quarenta dias o ressurreto dentre os mortos vagou por entre lugares desconhecidos. Vagou é um termo equivocado, afinal soa como um sujeito sem lar à procura de um abrigo qualquer… contudo embora bem sabia o que estava fazendo…

Um dia, lá no passado, perguntaram para o já ex-dono dos reinos transitórios, o que ele estava fazendo. Disse em tempos de glória inefável que caminhava sobre a terra, passeava por ela. A partir da ressurreição esse direito de livre transito acabou. Porque aquilo que ecoava nos corações dos profetas, no silencio das noites estreladas, agora estava para se cumprir na multidão, declaradamente. Em breve já não haveria um mundo onde a qualquer momento…em qualquer lugar…nascessem profetas…maiores que os que os antecederam…

Profetas sempre deram bastante trabalho para o inferno. Sempre. Como um vendaval sobre o campo de trigo.

Anos de preparo, dissimulação, engano, filosofias e sistemas de pensamentos deturpados viravam fumaça diante daquelas palavras três palavras irritantes (em hebraico são três palavras (Khor – amar – Yahweh) “Assim diz o Senhor”. E agora um vendaval se anunciava.

Numa tarde como outra qualquer umas quatrocentas pessoas se aglomeram para o que parece ser uma despedida. No meio deles alguém, aquele sujeito ressuscitado, que já não pode ser tocado pela morte, pelo pecado ou seja lá pelo que for inventado, concede orientações para o grupo ansioso. No que parece ser um franca imitação ao profeta Elias, embora não tão dramático, faltavam os cavalos de fogo, a carruagem e toda aquela pressa, ele se retira da terra a caminho de um lugar celestial. Acabou. Hora de voltar aos negócios, pensaria um demônio desavisado.

Dez dias de aparente calma. A religiosidade reinante seguia seu livre curso, as testemunhas falsas e o sacerdócio corrompido que acusaram e determinaram a morte do único messias verdadeiro que a terra presenciou dançavam em meio as milhares de visitantes de centenas de cidades ao redor do mundo de então, tudo transcorria na maior tranquilidade. Ou numa aparente tranquilidade, já que o horror estava presente em cada prisão do estado romano, em cada guerra das castas indianas, em cada desmando dos imperadores dos antigos feudos chineses. O mundo caminhava com seus rituais, suas inúmeras divindades, seus milhares de sistemas religiosos. E aqueles que deveriam ser os guardiões de uma nova ordem nem se deram conta do que haviam feito.

Até que aquele grupinho de pessoas ajoelhadas no cenáculo recebeu o que os profetas da antiguidade haviam anunciado.

Satanás sempre odiou a babel. Babel foi um dos maiores entraves para seus planos de unificação dos propósitos da humanidade, sob sua direção. Os demônios por sua vez tem uma ojeriza ao fogo… ainda que em visão…ou principalmente em visões….afinal… o fogo profetiza seu fim.

No dito cenáculo línguas de fogo repartidas, após o vento, e enfim BABEL. De novo. Línguas estranhas, sendo faladas de modo ensurdecedor. O êxtase do Espírito de Deus, semelhante aquilo que acontecia com os profetas do Velho Testamento. Sobre uma multidão. O horror absoluto toma conta do inferno. Dez entre dez potestades espirituais bem sabiam o que significava aquilo. Quando Jacó adormeceu em Betel e colou uma rocha pra ser seu travesseiro no alto da colina, sonhou com uma escada em que os anjos desciam. Pelo menos Betel ficava em Betel. Até agora. O cenáculo inundado do poder que enchia o tabernáculo, da glória que impedia os sacerdotes de ministrarem no templo de Jerusalém, agora inaugurava uma espécie de franquia celestial. E se esse fosse o primeiro de muitos cenáculos? O que levou os poderes desta terra a virar os olhos pra o céu. Não pra esse que se vê. Certo dia desses Ezequiel vira o Espírito Santo sair do templo absurdamente contaminado, depois de um passeio espiritual pelas entranhas dos aposentos do santuário deturpado por cenas retiradas certamente de algum almanaque sobre sexo feito de tábuas de argila. Após o carro alegórico de adoração ao deus sol, um pouco depois da sala de jóias utilizadas para pratica de sexo com pagamento em dinheiro piedosamente utilizado para enriquecer a nobreza religiosa, e após as mulheres chorando na escuridão a umas figuras pintadas em honra a uma antiga divindade pagã que aceitava sacrifícios humanos de crianças, queimadas vivas, o profeta chega até um monte, justamente o que fica atrás do templo, pouco conhecido, um tal de monte das oliveiras, e sob as vistas do assombrado profeta, vai embora…Sobe entre as nuvens…desaparece no céu. Era a primeira vez que uma “desconsagração” era divisada no Velho Testamento. Normalmente objetos “consagrados” eram ungidos em óleo, separados para o ministério, e assim permaneciam enquanto existissem. O óleo derramado sobre eles simbolizava a sua separação e uso exclusivo para o serviço divino… para sempre. Pelo menos se imaginava isso até esse trágico dia em que o Espírito de Deus, avistado em uma forma de nuvem luminosa ascendeu sem cerimônias às alturas celestiais. E ali. Ali. Bem ali. No meio de um jardim. A maior vitória que o inferno teve contra a humanidade foi conseguida num jardim, com uma menina há alguns anos atrás. Eva. Era assim que ela se chamava. Agora num horto ao pé de um vale, que chamam de Cedron um profeta vê horrorizado a perda da ultima esperança da humanidade, indo embora. Como lutar contra as trevas reinantes sem ajuda do poder do Espírito de Deus? Claro que apesar de onipresente em toda a criação, simbolizava sua indignação e seu afastamento do ser humano. E o jardim tinha muitas oliveiras. E tinha um lagar, que um dia chamariam de Getsamani.

As potestades viram o dia em que o Espírito Santo ascendeu ao céu. E riram. Depois viram um homem absurdamente cheio do mesmo Espírito Santo orando com uma força e um poder tão absoluto que quase matou seu corpo físico. E orando com tanta fé que mesmo contra toda a oposição enfrentada, que quebrou algo na essência do universo. Algo foi quebrado. Nesse dia as potestades silenciaram. Quando Jesus saiu caminhando, vivo do Getsamani após ter sofrido o que nenhum homem poderia suportar a nível espiritual, um rumor se espalhou pelo império das trevas. Basicamente existia um profeta cuja fé não podia ser medida e que não podia ser detido a nível espiritual, por nenhum poder, nem por todo o poder.

O alivio passageiro fruto da morte do homem mais ungido que a terra conheceu não durou muito tempo. Dentro da morte havia ruídos, estruturas partiam-se. Partiram-se quando ele morreu, quando o Hades perdeu o seio de Abraão, quando a dimensão da morte começou a ser redefinida. No mesmo dia em que acontecia algo também na eternidade, nas esferas celestiais. Doze homens saídos das entranhas do seio de Abraão assentaram-se em tronos ao redor do grande trono

Dezenas de mortos há décadas enterrados caminharam vivos pelas ruas de Jerusalém. Um deles pisando o gramado do velho horto. Um ex-morto pulou o lagar. Parou perto das pedras onde Jesus se ajoelhava quando vivo e seguiu seu rumo em direção de sua história.

E agora no cenáculo divisava-se a parte escondida do plano que esteve oculto por milhares de anos.

Cerca de 430 pessoas profetizavam e falavam em línguas, algumas que as potestades só haviam ouvido num lugar. No céu. Faladas por anjos.

E além de tudo, os profetas que ali estavam, consagrados imediatamente pelo poder que lhes revestiu, eram diferentes de tudo o que existia até então. Eles eram diferentes até mesmo de Jesus enquanto exercia seu ministério. Sua natureza fora transformada juntamente da chegada do Espírito. Eles não eram iguais aos filhos de Adão. Neles se misturava de um modo novo a presença divina e a humanidade. Seus interiores, seus corações eram diferentes. O modo como o Espírito interagia com seus corações era diferente do modo com que ele agia com os profetas do Velho Testamento.

Então o horror tomou conta das trevas.

A nova igreja havia nascido, mais excelente que a igreja do Velho Testamento.

Quando essa igreja de homens renascidos começou a interceder…a verdade foi revelada.

Esses profetas de natureza transformada intercediam como sacerdotes, como se os dois ofícios recaíssem na mesma pessoa. E não importava quem quer que orasse. Era como se Araão ou Samuel ou mesmo Moisés ali vivo e de pé intercedesse, ainda que ajoelhados.

Milhares de anos de comércio, guerras, sistemas econômicos, políticos, filosóficos e religiosos determinaram as possessões das nações, a territorialidade, a sua riqueza. Os bens divididos entre as abastadas famílias dos povos, famílias escolhidas para representar e operar o poder econômico. O dinheiro como raiz de todos os males exercia seu domínio aparentemente sem oposição. Até esse dia maldito do quinquagésimo dia de Pentecostes. Aqueles homens e mulheres tinham em suas mãos as escrituras da terra, das fontes, das árvores e dos jardins. Mesmo de almas humanas. Sobre quem alcançasse sua oração não haveria direito forçado das trevas sobre seus corações, em alguns já não haveria direito forçado do reino maligno sobre suas almas e sobre outros nenhum poder poderia ser exercido sobre seus corpos ou mesmo sobre seus bens. A igreja recebeu direitos espirituais e benefícios que Abraão não seria capaz de imaginar.

O equilíbrio do mundo agora não dependeria da força ou da violência humana. Da força ou do poderio do maligno. Mas do Espírito do Senhor.

Gente embriagada de Deus podia realizar mais que homens que tivessem exércitos a sua disposição, ou dinheiro incalculável.

Dividir para conquistar. O mundo jaz no maligno. Qual a diferença de um pouco de luz num lugar de plena escuridão?

Mas a luz do Evangelho era sol. Os milagres trovões. As ressurreições como relampagos. A PALAVRA contaminava a alma mais do que o pecado era capaz de destruir. E o pecado não era capaz de destruir o que a Palavra divina vinda de gente cheia do Espírito de Deus era capaz de restaurar.

A entropia havia encontrado um adversário a sua envergadura.

A palavra dessa gente renascida tem o poder de mudar o mundo, de semear o amanhã, de destruir fortalezas espirituais edificadas e fortalecidas por milhões de espíritos, sejam imundos ou humanos.

O Apocalipse é a história por detrás da história humana. Narrando a tremenda luta do inferno em manter de pé o que havia sobrado depois que Cristo passou pela terra.

E de sua miserável derrota.

Quando Jesus morreu ele foi parar na dimensão da morte. Ou no que sobrara dela. O seio de Abraão deixou de existir no momento em que ele adentrou no Hades. E nem um morto como outro qualquer ele seria. Nunca houve um morto como ele. Nunca um morto como ele penetrou nas trevas e na dimensão da morte como ele penetrou. Livre. Sem uma consciência contaminada. Tão livre que encontrou espíritos e nem mesmo ali deixou de anunciar o evangelho. Nunca um ser humano, um ser divino, ou seja lá o que aquele homem fosse, entrou através daqueles portais com tamanha fé. Se há algum mistério na morte, o maior de todos é a de um morto ser guiado pelo Espírito Santo, dentro da dimensão da morte. Terminada suas atividades, na mais fantasmagórica de suas missões, na mais espírita de todas as empreitadas, Jesus ainda cumpriria um dos maiores atos de sua existência. O maior cumprimento profético, tão tremendo que Paulo o considerou o maior de todos os atos do poderio divino. Acima da criação do universo. No relógio divino era manhã. E uma voz é ouvida no interior do Hades. Uma oração. Nenhum homem poderia realiza-lo porque nenhum homem recebeu o direito de divino de realizá-lo. Somente Cristo. Pela sua obediência até a morte. O homem que obedeceu a voz divina de modo completo e que não conheceu o pecado, no qual Deus alegrou-se e regozijou-se a cada palavra, cada gesto e cada atitude, intercedeu pela sua própria ressurreição. Era isso que Jonas disse (e que pouca gente escutou):

“Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2:2)

Sim. Ele o fez. O Cordeiro morto orou. E morto, foi ouvido.

E já que não haviam intercessores que o pudessem socorrer nessa hora de infortúnio:

Isaías Capítulo 59

16 E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.

Sua própria intercessão lhe valeu.

Então, destroçando a prisão, fugiu. Não se foge de uma prisão inexpugnável. Teoricamente falando.

Aquele sujeito irritante não era um profeta qualquer e tão pouco era um pecador. O primeiro dentre os mortos a ressuscitar sem que a morte jamais pudesse tocá-lo novamente. Por isso o alívio imenso quando ele ascendeu. – Sai da terra dos mortos, seu vivo de uma figa! diria outro demônio desavisado.

Na contabilidade do inferno esse era o quarto evento que deturpava a sistemática da natureza. O tal do Enoque, por exemplo, a quem nunca mais se avistou… A morte tem domínios territoriais bem delimitados. Certa feita intentou alargar as cordas de suas tendas. A ordem veio direta na cara da energúmena:

Quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;

Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?

Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,

E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?

Jó 38:8-11

O mar sempre foi sinônimo de morte para a antiguidade. Que o digam os marinheiros. Do mar vem as maiores figuras sobre a morte, a sua escuridão, os abismos, a profundidade. Que seja essa a primeira e a ultima explicação sobre o que está sendo dito.

Os limites territoriais impostos a morte a impedem de ter acesso às regiões celestiais. Porque mesmo se anjos não pudessem morrer, certamente iria atrás de Enoque. E não só de Enoque. Outro dia desses o segundo individuo, profeta para variar, como já mencionado antes, dramaticamente é levado DEUS sabe pra onde numa carruagem celestial. Cavalos que voam sempre são novidade na terra da sombra e da morte. Elias foi-se e sem morrer. Entre esses eventos desmórbidos, temos ainda a incoerência daquele enterro sem testemunhas no qual é dito que o tal do Moises morreu e que nenhum dos bilhões de demônios a disposição das trevas foi capaz, após varrer a existência de cabo a rabo, de encontrar o corpo. A situação da morte declarada sem defunto foi tão séria que Satanás foi invocar audiência divina, sendo barrado por um arcanjo, não sem antes de um bate-boca histórico cujo teor não foi escrito dada as expressões de baixo calão em alguma língua angelical desconhecida ao qual o nome do Senhor foi invocado para dar fim a dita situação.

Ou seja, dois não-mortos, um dito morto sem que o corpo seja achado e agora isso! Um ex-morto. Não um morto-vivo, não um ressuscitado para a vida cotidiana. Antes, um homem ressuscitado para a eternidade, para sempre, com um tipo de vida em seu interior que era do mesmo tipo que habitava o interior de alguém cujo poder não podia ser medido.

E veja bem, que Satanás um dia tinha tentado calcular esse poder. Usou tudo o que sabia. Como em sua criação expectativas além da imaginação haviam sido colocadas, nele habitava conhecimento quase que ilimitado, sabedoria que o tornava um dos maiores conhecedores de todos os mistérios. Assim ele pensava. E assim ele calculou a dimensão do inominável. Chegou a conclusão que havia limites na extensão do poder divino e que dada a sua integração com a obra criada, cataclismando as galáxias, colapsando o universo criado, junto dele, morria Deus.

Errou. Abalou a criação. Mas não ao Criador.

E ali, bem ali, naquele mesmo MALDITO E IMENSO JARDIM, na outra extremidade, que se iniciava no Getsamani e ia até aquele cemitério de famílias nobres, onde José de Arimatéia tinha um jazigo perpetuo, ali mesmo na região onde ele enviou Judas para beijá-lo, ali onde suou sangue e ali onde foi agarrado por Maria, caminha sobre a terra um homem cujo interior era igual ao sol quando brilha em todo seu resplendor.

Igual ao do Pai.

A morte possuía limites delimitados. Mas a vida não. O que Jesus introduzia na terra era igual a uma chave que destranca prisões. O segredo do cadeado. O segredo da vida. A resolução do enigma. A chave da morte estava nas mãos de Cristo.

A antes limitada morte, agora perdia algo mais. A Cruz do Calvário não era somente a morte de um homem justo. Era a morte da própria morte. Se Satanás soubesse o mistério que envolvia a cruz não teria entrado em Judas. Na verdade teria tirado os demônios ao redor de uns oitocentos Quilometros de onde Cristo se assentasse. Pra não dar chance pro azar. Mas ele não sabia. Nem quando ministrava no templo da eternidade passada, nem quando o viu o tabernáculo montado do deserto, o templo e o que veio depois. O mistério que esteve oculto por todos os séculos só foi revelado na sua operação. O véu de 300 kilos com quatro camadas que tapava a visão da entrada dos santos dos santos no templo de Jerusalém se rasgou nos 12 metros de altura, de alto a baixo quando Jesus morreu.

Foi somente nesse momento que Satanás compreendeu PLENAMENTE a grandeza do plano divino.

Tarde demais.

Tudo era um plano. Um plano elaborado desde o principio de tudo. Na tentativa de parar os efeitos da ressurreição, toda a sabedoria do inferno foi colocada a disposição do seu reino passageiro e da sua agencia maior, a sinagoga de Satanás.

Mas o plano possui desdobramentos interessantes.

Muito interessantes.

Transformando o mundo numa comunidade de profetas…pelo poder do Espírito de Deus… O Apocalipse, na verdade é o texto básico, a cartilha do amanhã. Profetas antecipam as coisas que virão, faz parte de sua vocação.

Mesmo porque o contraplano foi imediatamente colocado a funcionar a todo o vapor. A destruição do plano de salvação é uma meta ambiciosa. Talvez não tanto como a tentativa frustrada de matar a Deus. Mas é uma meta ambiciosa.

Que havia um plano em andamento pela história o inferno já sabia. Que aquilo que as Escrituras traziam, manifestavam e operavam na vida do homem, já era sabido. A fé é um tesouro grandioso demais para que a humanidade a recebesse assim de bandeja, assim como conhecer os princípios que regem o cosmos e as leis espirituais que o compõe. A revelação escrita desmascarava o invisível expondo as entranhas do pecado, desmascarava a verdade por detrás da necromancia, da volúpia dos ritos mágicos, das farsas e enganos da iniquidade. A verdade da palavra profética e da Lei iluminavam as questões mais íntimas da psicologia e espiritualidade humanas, e dos poderes que operavam nessa terra, em especial o mais tenebroso de todos. O tal do pecado. A palavra divina não só advertia contra sua malignidade como ainda ensinava a viver evitando-o, convidando ao homem a viver sem permitir sua influencia cancerígena. Tratando ao pecado como uma enfermidade que poderia destruir a toda realização humana, as Escrituras retiravam das mãos dos demônios suas maiores e melhores armas. “amarás ao teu pai e a tua mãe, não cobiçarás a mulher de teu próximo, não empurrarás o cego para que não caia na vala” demonstrava a capacidade do homem de realizar a maldade diária com seu semelhante. A Lei protegia ao homem também juridicamente, organizava o caos social e refreava o envolvimento espiritual com as entidades cujo contato era o suficiente até para enlouquecer ao homem. Que o diga a Alemanha Nazista sob a égide da suástica.

Era necessário eliminar a Israel, seu sacerdócio, aquela revelação de propósitos dissimulados conhecida como Lei e sobretudo, silenciar aos profetas, custasse o que custasse. E correr atrás daquela pista, daquele cara prefigurado, premeditado e profetizado pra menina burra. Não que houvesse qualquer traço de burrice em Eva. Mas comparada aquele que a enganou, Eva era só uma menina burra. Comparado ao cabedal de conhecimento acumulado antes que o homem existisse, Eisntein, Platão, Teslah, Galilei, Pitágoras, Newton são somente crianças burras.

A primeira Lei que todo ser inteligente e maior que o ser humano aprendeu desde suas origens é que a Palavra de Deus jamais voltará vazia. O que saiu de sua boca, entregue por meio de seus mensageiros vai acontecer custe o que custar. Essa tedioso comprometimento entre Deus e sua Palavra, tornam a Profecia o evento mais previsível do universo, ele, o tentador, recebeu a primeira profecia que também contava a história de sua vida inteira.

O Senhor Deus condenou a serpente a andar rastejando e acrescentou: “Eu porei inimizade entre ti e a mulher; entre a tua posteridade e a dela. Ela te pisará a cabeça e tu a morderá no calcanhar”.

Quem era essa posteridade que ousaria pisar nele? Ainda se ouvia nas entranhas das galáxias em colapso o efeito de sua manifestação de poder. O universo inteiro repercutiria por milhões de anos os feitos que Isaias narraria anos depois. Os portais do universo físico haviam sido abertos, bilhões de seres de malignidade desconhecidas haviam entrado na dimensão da terra, pelo menos dez príncipes ou potestades dotados de incomum inteligência e poderio estavam ao lado dele, a morte era sua aliada e o pecado seu armamento, contra duas criaturas feitas de carne. DUAS.

Quem era essa posteridade que poderia lhe causar problemas? Com o que? Piadas sem graça? Satanás já via os corpos dos jovens a sua frente apodrecendo em covas recém abertas, já os via morrer desde que erraram. Já estavam enfermos pelo pecado e separados da única fonte de vida perene que poderia fazer neles a diferença.

Quem era essa posteridade, se é que um dia haveria qualquer posteridade, descendentes do barro, da carne e do sangue… que lhe poderia confrontar?

Antes prevenir que remediar. O impossível ocorreu. As estranhas criaturas denominadas humanidade recebiam a cada ano, as tais malditas profecias, promessas e coisas afins. E ainda contra um mundo tenebroso, sobreviveram. Mas a cada possibilidade de cumprimento, as armas se voltavam para a tal família portadora da futura “posteridade”

Porém todos pecavam e destituídos eram da glória divina. Nenhum filho de homem enfermo pelo pecado poderia resistir ao seu domínio. Morte para eles.

E morte para todos, principalmente aos profetas.

Até que nasceu João. E veio Jesus para ser batizado. E recebeu a investidura de um profeta.

E foi levado ao deserto para ser tentado.

E não pode.

Como pode haver um ser humano que não pode ser TENTADO? Todos os homens foram e em algum momento, caíram.

Menos Ele.

Então aconteceu.

O homem ungido olhou para uma pessoa tomada por demônios. E ergueu sua voz. E os demônios foram tomados de terror absoluto, diante de um poder jamais manifestado na esfera deste mundo. Sua Autoridade fora manifesta. E nenhum poder terreno resistia a voz dessa Autoridade.

Esse homem ungido, diferente de todos os outros homens que viveram até essa data tinha PODER E DOMINIO SOBRE TODA A ESFERA DE PODERES ESPIRITUAIS.

Satanás maldisse os demônios enviados a matarem as crianças em Belém de Efrata a cerca de 30 anos atrás, por terem falhado.

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