Sobre o monte das Oliveiras

Antes que refresque as sombras do dia eu subirei até o outeiro do incenso e então irei até o monte de mirra…
Três anos de fome.
Três meses de guerra.
Ou
Três dias de praga.

Sobre o Monte das Oliveiras
Há uma estrofe no Cântico dos cânticos que quebra a sequencia da poesia amorosa proclamando: Antes que refresque as sombras do dia eu subirei até o outeiro do incenso e então irei até o monte de mirra…
Revela esse verso um grande mistério na mais bela de todas as canções de amor das Escrituras.
O cântico dos cânticos aborda e mistura a paixão humana de modo íntimo. Nele perceberemos o amor de um jovem rei enamorado pela moça pastora, de beleza indescritível, e ao mesmo tempo o eco de um amor divino.
Amor humano misturado à paixão de Deus pelo ser humano.
Uma segunda voz, a certo ponto da canção, tecerá um contraponto musical nessa harmonia, anunciando algo aparentemente sem sentido. O verso inicial.
Entretanto, se pensarmos no futuro, numa perspectiva atemporal, perceberemos o drama que se inicia antes do nascimento do primeiro homem.
Vislumbraremos ao estudá-la que Jesus é corresponde a alcunha:
Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Outra frase misteriosa.
Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Jesus não morreu no inicio dos tempos. Morreu numa cruz há cerca de 2000 anos.
E se ele não morreu na fundação, o texto indica  que ele sentia-se unido a este destino trágico desde a fundação do mundo.
Retornando a frase
Antes que refresque as sombras do dia eu subirei até o outeiro do incenso e então irei até o monte de mirra.
Há dois montes em Israel, terra dos profetas onde o livro de cantares foi composto, representativos das cenas evocadas pelas duas palavras do verso incenso e mirra.
Antes de citar o nome dos montes, uma palavra sobre Incenso e mirra.
O incenso era um perfume especial que queimava no interior de utensílios apropriados, as vezes num pequeno vaso de metal, especiaria conhecida de muitas culturas e que em Israel assumia o papel de anunciar a santidade divina e a oração.
Era um produto de requintada arte sacerdotal, de confecção particular, de fórmula única. Sua fórmula não poderia ser reproduzida para o uso estético, sendo confeccionado com a única finalidade de perfumar o interior do “santo dos santos” no interior da “tenda do concerto” e posteriormente perfumar o interior de lugar semelhante no fabuloso templo de Salomão.
Havia um altar exclusivo para que isso acontecesse, o altar do incenso, e tal ato, a queima do incenso, representava a oferenda, a aceitação diante de Deus da intercessão do sacerdote.
A função mais importante de um sacerdote era interceder, orar com o coração compungido por causa das falhas e erros humanos na esperança de que Deus aceitasse sua oração e perdoasse o pecado dos homens, perdoando até mesmo os pecados da toda sua nação.
A mirra era um perfume caríssimo, que gerava uma doce fragrância, fabricada a partir de folhas esmagadas e moídas. Era um dos produtos pertencentes á fórmula do incenso sacerdotal. A mirra servia como perfume para as mulheres, que a usavam num saquitel entre os seios.
Ela servia também para ungir, misturada a óleos aromáticos, ao corpo de um falecido.
O incenso lembrava intercessão e santidade. A mirra simbolizava sofrimento.
Intercessão evoca a cena no jardim do Getsemanii, localizado aos pés do Monte das Oliveiras, onde Jesus intercede intensamente para receber forças para cumprir sua missão dolorosa. Foi tomado de tamanha angustia que até suou sangue, sendo necessário que um anjo fosse-lhe enviado para fortalecê-lo.
O verso em Cantares evoca um segundo monte, uma colina, coberta de mirra. Um monte do sofrimento. Esse termo lembra onde Jesus será esmagado como a mirra e moído pelas nossas enfermidades, como profetizou o profeta Isaías. O Monte Calvário.
A estrofe solta no livro de Cantares nos direciona para esse outeiro do incenso e para a colina de mirra.
Vislumbrando a história desses lugares ficaremos aturdidos. Pois em ambos locais ocorreram cenas perturbadoras.  Mil anos antes de Jesus ajoelhar-se no outeiro do incenso, no Monte das Oliveiras, veríamos um homem desesperado observando um anjo com a espada desembainhada de pé sobre a mesma colina.
Ao lado norte do Monte das Oliveiras, após um vale intermediário chamado Cedron,  onde elevava-se o Monte Moriát.
Voltando ao homem desesperado que olhava aterrado ao anjo de pé sobre o Monte das Oliveiras. O nome desse homem é Davi.
E ele é o culpado daquele anjo estar ali de pé.
Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel.
E disse Davi a Joabe e aos maiorais do povo: Ide, numerai a Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a conta para que saiba o número deles.
Então disse Joabe: O SENHOR acrescente ao seu povo cem vezes tanto como é; porventura, ó rei meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que procura isto o meu senhor? Porque seria isto causa de delito para com Israel.
Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe; por isso saiu Joabe, e passou por todo o Israel; então voltou para Jerusalém.
E Joabe deu a Davi a soma do número do povo; e era todo o Israel um milhão e cem mil homens, dos que arrancavam da espada; e de Judá quatrocentos e setenta mil homens, dos que arrancavam da espada.
Porém os de Levi e Benjamim não contou entre eles, porque a palavra do rei foi abominável a Joabe.
E este negócio também pareceu mau aos olhos de Deus; por isso feriu a Israel.
Então disse Davi a Deus: Gravemente pequei em fazer este negócio; porém agora sê servido tirar a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente.
Falou, pois, o SENHOR a Gade, o vidente de Davi, dizendo:
Vai, e fala a Davi, dizendo: Assim diz o SENHOR: Três coisas te proponho; escolhe uma delas, para que eu ta faça.
E Gade veio a Davi, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Escolhe para ti,
Ou três anos de fome, ou que três meses sejas consumido diante dos teus adversários, e a espada de teus inimigos te alcance, ou que três dias a espada do SENHOR, isto é, a peste na terra, e o anjo do SENHOR destrua todos os termos de Israel; vê, pois, agora, que resposta hei de levar a quem me enviou.
Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens.
Mandou, pois, o SENHOR a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens.
E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, destruindo-a ele, o SENHOR olhou, e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu.
E, levantando Davi os seus olhos, viu o anjo do SENHOR, que estava entre a terra e o céu, com a sua espada desembainhada na sua mão estendida contra Jerusalém; então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.
E disse Davi a Deus: Não sou eu o que disse que se contasse o povo? E eu mesmo sou o que pequei, e fiz muito mal; mas estas ovelhas que fizeram? Ah! SENHOR, meu Deus, seja a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai, e não para castigo de teu povo.
Então o anjo do SENHOR ordenou a Gade que dissesse a Davi para subir e levantar um altar ao SENHOR na eira de Ornã, o jebuseu.
Subiu, pois, Davi, conforme a palavra de Gade, que falara em nome do SENHOR.
E, virando-se Ornã, viu o anjo, e esconderam-se seus quatro filhos que estavam com ele; e Ornã estava trilhando o trigo.
E Davi veio a Ornã; e olhou Ornã, e viu a Davi, e saiu da eira, e se prostrou perante Davi com o rosto em terra.
E disse Davi a Ornã: Dá-me este lugar da eira, para edificar nele um altar ao SENHOR; dá-mo pelo seu valor, para que cesse este castigo sobre o povo.
Então disse Ornã a Davi: Toma-o para ti, e faça o rei meu senhor dele o que parecer bem aos seus olhos; eis que dou os bois para holocaustos, e os trilhos para lenha, e o trigo para oferta de alimentos; tudo dou.
E disse o rei Davi a Ornã: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar; porque não tomarei o que é teu, para o SENHOR, para que não ofereça holocausto sem custo.
E Davi deu a Ornã, por aquele lugar, o peso de seiscentos siclos de ouro.
Então Davi edificou ali um altar ao SENHOR, e ofereceu nele holocaustos e sacrifícios pacíficos; e invocou o SENHOR, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto.
E o SENHOR deu ordem ao anjo, e ele tornou a sua espada à bainha.
Vendo Davi, no mesmo tempo, que o SENHOR lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, sacrificou ali.

1 Crônicas 21:1-28

Por dezenas de anos Davi sobreviveria a guerras e a traições, sendo protegido dos mais inusitados modos por Deus, fosse contra a guarda real de Saul, contra as armas dos filisteus, sendo preservado em batalhas impressionantes. Batalhas nas quais nenhuma esperança de sobrevivência existia.
Certa feita ele e Eleazar, um valente guerreiro de seu batalhão, resistiram ambos, numa plantação de cevada, contra o ataque de cerca de 600 homens.
Lutaram tão insanamente que Eleazar não pode largar a sua espada após a batalha,  pois sua mão direita já não respondia mais.
Após dezenas de anos sendo livrado milagrosamente de milhares de inimigos, Davi realizou um ato de plena incredulidade.
Enviou emissários para contar cada um e a todos os homens de guerra de seu exército, espalhados entre as centenas de povoados de Israel, apesar das ordens expressas na Lei dada através de Moisés que exigia que um rei não deveria jamais contar ou medir sua força de guerra. Antes de confiar na força de seu exército, deveria crer no poder divino. Voluntariamente Davi desobedecia desse modo uma das poucas ordens divinas relacionadas á sua função.
O seu ministro do exército implorou para que ele o não o fizesse, mas ele não o ouviu e realizou o censo.
Fazendo isso deixou claro diante de toda a nação que seu coração já não possuía a fé inabalável dos dias em que, ainda adolescente, armado somente com uma funda dispôs-se a enfrentar um dos mais poderosos guerreiros que a terra da época havia contemplado.
Publicamente Davi anunciava que sua fé agora não se baseava em Deus, porém na força de seu exército.
No dia enquanto ouvia a contagem de seus homens e qualificava a força de seu contingente de guerra, Davi despertou de seu sono espiritual. E para seu próprio horror entendeu a gravidade daquilo que estava fazendo.
Seu coração se envergonhou e ele chorou diante de toda a nação, reconhecendo que ele havia pecado.
Gade, o velho profeta, concedeu a ele três escolhas, uma de três sentenças, como conseqüência de seu pecado.
Três anos de fome.
Três meses de guerra.
Três dias de praga, esta ultima por intermédio do anjo do senhor.
Davi escolheu ser julgado por Deus. Escolheu a sentença em que o ator seria o anjo do Senhor.
Cabem alguns esclarecimentos preliminares para que quem lê possa entender o que aconteceu.
Nos dias de Davi, de modo dissimulado, Israel praticava a idolatria.
A nação de Israel aproximara-se cada dia mais dos deuses das nações, e de seus cultos sexuais. Isso já acontecia a mais de 400 anos.
Inclusive, Israel foi liberto do Egito trazendo consigo uma herança de idolatria cujas origens são anteriores ao seu cativeiro. No dia em que Jacó raptou Raquel de Labão, ela levou escondida na almofada no lombo de um camelo a terafins, pequenas esculturas de divindades familiares. Poderia dizer desde a antiguidade ISRAEL adorava e possuía centenas de deuses. E que os ídolos que Raquel trouxe debaixo de si se multiplicaram, e na época de Davi já não caberiam escondidos na alcova de um camelo.
Um anjo foi enviado, e operando juízo matou cerca de 120.000 homens num só instante.
Nove meses foi o período que dezenas de homens necessitaram, para produzir o inventário do exército de Israel..
E em poucas horas ele já não existiria mais.
Davi sai correndo de seu palácio vendo parte de seus oficiais e soldados morrerem á sua frente, corre até o lugar onde costuma orar para pedir perdão e lá ele vê ao anjo, imóvel.
Ao ver ao anjo imóvel sobre o futuro Getsamani, Compra o terreno onde ele está de um fazendeiro e nele constrói um altar. Agindo como um sacerdote realiza o ato de imolação de um bezerro, assumindo ele o rei, provisoriamente, o ofício sacerdotal.
Então a praga cessa.
O outeiro do incenso, o Monte das Oliveiras pertencia agora á dinastia de Davi.
Quando Jesus um dia subir no Monte das Oliveiras, estará pisando onde o anjo parou imóvel e novamente diante do monte Moriát.
O monte Moriah possui uma história singular. Sobre ele, num lugar visível do local  onde o anjo parou com a espada desembainhada, será construído o templo de Salomão.
Vista do alto do monte, a abóbada dourada é da mesquita de Oman, uma mesquita construída no local onde ficava o templo de salomão
E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Marcos 13:3
Voltando ao Monte das Oliveiras, de certo modo pertencia a Jesus, como herdeiro e descendente de Davi, o monte e toda sua extensão.
Outra vista do monte das Oliveiras bem próxima ao local onde ficava o templo, desse lado é onde os discípulos se reuniam com Cristo (defronte ao templo).
Em seus dias, mil anos depois, onde Jesus orava podia avistar ao templo de Salomão. Templo construído cerca de quarenta anos após a intercessão de Davi, construído por seu filho.  
Por quase 70 anos ele seria o centro de peregrinação israelita, sendo o único santuário da terra de Israel. Até que Salomão envelheceu.
Salomão filho de Davi casou-se com mulheres de várias nações. E para elas construiu templos para diversas divindades, para três em especial:
Astarte, Camos e Milcon.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.

Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai.
Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.
E sobre o Monte das Oliveiras ele erigiu capelas, depois altares, estelas e finalmente postes ídolos.
Um sacerdócio estranho teve inicio sobre o Monte das Oliveiras, nas terras de Davi!
E com o passar dos anos multidões subiram ali para queimar incenso a deuses estranhos e se prostituirem, conforme as tradições religiosas da Canaã da antiguidade..
Crianças foram mortas no alto do Monte das Oliveiras.
Um cemitério clandestino para tais ossadas foi construído sobre o alto do monte.
Assim como outro separado, para as famílias sacerdotais ali instaladas.
Símbolos eróticos foram colocados ali, semelhantes aos símbolos que seriam uma dia instalados no átrio do Templo de Salomão, conforme as visões dadas a Ezequiel.
O Templo diante do Monte das Oliveiras seria contaminado com afrescos, pinturas eróticas, com objetos de idolatrias e com imagens de Baal.
Um carro levado em procissões ao rei-sol ficava estacionado no interior do santuário. Cerca de 300 anos após a morte de Salomão um descendente de Davi de nome Josias faria uma limpeza no Templo e depois subiu até o Monte das Oliveiras para destruir todas as imagens, acabando com as orgias e sacrifícios humanos ali realizados.
As capelas são então destruídas e queimadas, os sacerdotes das antigas e divindades são degolados. Antes que os altares sejam destruídos os ossos deles são neles queimados.
Somente um túmulo no alto do monte permanecerá intocado.
Num único túmulo havia dois homens enterrados. Dois antigos profetas, um deles morto em função do outro. Um deles profetizara que um dia todos os altares construídos em louvor das abominações seriam demolidos. E esse dia havia chegado através de Josias.
Em respeito ao antigo profeta, Josias ordena que não toquem no seu ossuário.
Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou sua filha, pelo fogo a Moloque.
Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da casa do SENHOR, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, que estava no recinto; e os carros do sol queimou a fogo.
Também o rei derrubou os altares que estavam sobre o terraço do cenáculo de Acaz, os quais os reis de Judá tinham feito, como também o rei derrubou os altares que fizera Manassés nos dois átrios da casa do SENHOR; e esmiuçados os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom.
O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte de Masite, os quais edificara Salomão, rei de Israel, a Astarote, a abominação dos sidônios, e a Quemós, a abominação dos moabitas, e a Milcom, a abominação dos filhos de Amom.
Semelhantemente quebrou as estátuas, cortou os bosques e encheu o seu lugar com ossos de homens.
E também o altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, com que tinha feito Israel pecar, esse altar derrubou juntamente com o alto; queimando o alto, em pó o esmiuçou, e queimou o ídolo do bosque.
E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou tirar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do SENHOR, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras.
Então disse: Que é este monumento que vejo? E os homens da cidade lhe disseram: E a sepultura do homem de Deus que veio de Judá, e anunciou estas coisas que fizeste contra este altar de Betel.
E disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria.

2 Reis 23:10-18

E passados 600 anos destes episódios loucos, sobre o monte das oliveiras somente restaram ruínas.
600 anos separam Jesus deste momento. Quando ele sobe ao Monte das Oliveiras para orar pela ultima vez está para ser entregue nas mãos dos homens.
Das escolhas que Davi poderia fazer na época de seu juízo, duas delas significavam ser colocado numa situação que dependeria da compaixão humana. Ele não cria na misericórdia humana.
Jesus a sentiria isso em sua própria pele.  Porém ao descendente de Davi não foi dada nenhuma escolha.
Jesus se ajoelhava num lagar de azeite, das muitas oliveiras que cresciam a centenas de anos, alimentadas pelo adubo feito de ossos queimados de sacerdotes malignos, se apoiando sobre pedras que eram na verdade ruínas de postes ídolos e estelas quebradas.
Estelas eram pedras esculpidas como lápides, contendo hinos de adoração gravados e  figuras de divindades esculpidas em relevo.
Pode-se dizer que Jesus caminhava no monte do outeiro sobre os escombros de uma religião morta.
As três antigas capelas destruídas representavam a religião antiga de um modo muito abrangente. Seus cultos se repetiriam de diversas formas de Babilônia até Roma. Astarote, Afrodite, Diana dos efésios.
Sobre os escombros literais de antigas religiões Jesus em oração lutou com a maldade oculta, contra os poderes reais representados por tais seitas naquela noite. E os venceu.
Poderia dizer que Jesus um dia se ajoelharia justamente sobre pedras que eram ruínas de estelas quebradas.
Doil mil anos antes de Jesus nascer o monte Moriah foi palco de certo milagre. Onde seria construído o templo, e onde o anjo poupou a cidade, um pai sacrificou um cordeiro que estava preso em arbustos.
Um cordeiro que substituiu o sacrifício de seu próprio filho. Deus havia solicitado a certo homem que sacrificasse seu filho sobre aquele monte, após afirmado que dele nasceria sua descendência. O homem se chamava Abraão e seu filho se chamava Isaque.
Mas tudo não passava de uma figura. Uma sombra. Um anuncio.  
Quando Jesus orava olhava para o monte diante dele, consciente do PORQUE Isaque fora poupado.
Quando terminou a oração do Getsamani, banhado em sangue, que goteja sobre as flores do jardim, era uma cena profética.
Porque estava na verdade cumprindo a estrofe da antiga canção
Porque:
“antes que as sombras do dia refrescassem,
caminharia do outeiro do incenso
 até a tenebrosa colina da mirra.”
Todas as leis divinas se interconectam.
A Lei é expressa em centenas de normas, mas a perfeição do Legislador as torna uma rede indissociável.
Por isso não cairá um til ou um sinal que não seja cumprido, por isso quem tropeça num mínimo mandamento tropeça em todos e por isso Deus nunca faz nada que não leve em consideração TODAS as Escrituras.
Tim tim por tim tim.
Não se pode em nenhuma hipótese usar um texto isolado para buscar qualquer resposta válida que não considere tudo.
Porque Deus não esquece nada, de nenhum dos seus valores, virtudes, quando emite um juízo, quando declara qualquer coisa.
E qualquer, absolutamente QUALQUER coisa que ocorra dentro das Escrituras deve ser tratada a luz de TODA Escritura.
Satanás incita Davi a desobedecer a Deus, mas antes disso a OBDECER A ELE.
FAÇA ISSO. Pode ter durado anos a tal situação. Um dia DAVI cedeu e fez o que?
OBEDECEU a ORDEM de um ESPIRITO MALIGNO. DO mais maligno deles todos.
A mesmíssima situação se apresentou no Éden com EVA. E no deserto a CRISTO.
DAVI contradiz a LEI.
UM CENSO hoje é uma contagem, parece, mas só parece um artificio estatístico de menor importância. DEPENDE. Depende da INTENÇÂO OCULTA por detrás da tal contagem. Os nazistas contavam judeus e os marcavam nos braços.
E no inicio era só um CENSO.
NUNCA há alguma ORDEM dada pelo INFERNO sem propósitos malignos dissimulados. O que nós não vemos, DEUS ENXERGAVA MUITO BEM.
Não sei tudo que está por detrás do propósito oculto de Satanás pra dita situação.  Algumas verdades eu percebi.
Resumindo a questão do Censo, DAVI inicia a vida com uma fé espetacular. Enfrenta um urso. Enfrenta um leão. Enfrenta um gigante. Enfrenta exércitos. è perseguido por nações. É traído diversas vezes. Certa feita enfrentam, ele e um amigo, a 600 homens. E os vence. Agora quando decide contar seu poderio demonstra que sua fé já não era a mesma. Toda a nação percebe. Menos ele. Por 9 meses realizam o tal Censo. E ele não lembra do urso, do leão, do gigante ou de Saul.
A fé de um dos mais espetaculares homens que já viveu tinha virado mingau.
Foi uma gestação de 9 meses no tempo, pra renascer a fé de outrora perdida.
Os emissários trouxeram a Davi a maldito censo. Em conjunto com o que posso chamar de “titulo de incredulidade”  acontece o despertar do homem de Deus.
Quando ele o lê se arrepende.
E chora. E seu coração grita. Porque tanta dor?…Porque ele agora DESOBEDECIA A SATANÁS e voltava a sua OBEDIENCIA a DEUS.
Porém tal ato gerou JUIZO. E também GRACA.
Gade é na verdade o paralelo de Merlin do rei Artur, só que não um produto da ficção. É um PROFETA. UNGIDO.  Vai até o SERVO de Deus.
REPREENDE-O.
DAVI quase anulou o CONCERTO da Aliança.
DAVI significava naquele momento para o mundo e para a sua nação, por causa das responsabilidades proféticas inerentes ao seu cargo, algo como um pastor para sua comunidade. A APOSTASIA de um LIDER pode CORROMPER toda uma igreja. SE Moisés tivesse falhado. Se Samuel tivesse falhado, SE CRISTO tivesse falhado. A Corrupção de HITLER levou o mais de 12 milhões a morte. A APOSTASIA de LENIN levou mais de 50 milhões a morte.
TRES ESCOLHAS, porque qualquer que seja a situação espiritual humana, diante do pecado, se o homem deseja ter comunhão com DEUS só restarão 3 escolhas:
Três anos de fome.
Três meses de guerra.
Três dias de praga.
Numa analogia imperfeita,
O desejo intenso, por deixar de fazer algo que o corpo anseia, mas que é prejudicial a alma.
A luta intensa, por travar batalha com os próprios sentimentos para evitá-lo,
A morte da carne. Negar-se a si mesmo.
Ou situações bem semelhantes. Três esferas. Espiritual, Psicológica e física.
As escolhas que são dadas por GADE simbolizam realidades espirituais que todo ser humano terá que enfrentar sempre que pecar.
ANJOS protegem inocentes e matam homens maus. Demônios protegem homens maus e matam inocentes. Sempre foi assim. E continuará sendo.
O ANJO DO SENHOR matou 70000 mil homens.
DAVI grita que se ele era o culpado, porque os inocentes pagavam pelo seu erro?
ANJOS NÂO ERRAM. O argumento de Davi era imperfeito. Eles não eram inocentes.
DAVI amava a bravura de seus soldados. A sua bravura e seu poder de guerrear lhe aferiam VALOR diante dos olhos de Davi.
Porém DEUS que sonda os corações viu naqueles homens não somente bravura, viu  também CULPA.
Quando o anjo para diante de Jerusalém é dito que o anjo do Senhor se arrependeu.
Não há termo em HEBRAICO que designe corretamente o que DEUS sentia
ARREPENDIMENTO é um antropormorfismo.
O ANJO está diante do monte no qual será erguido o templo de Salomão. Sobre seus pés está o futuro getsamani.
Atrás do anjo, sob o topo do monte se erguerão três capelas, uma a Milcon, outra a Astarte e outra a CAMOS.
O ANJO DO SENHOR contempla o futuro como presente diante de seus olhos.
Onde ele pisa um dia milhares de peregrinos caminharão para ver orgias em honra a divindades e onde altares servirão para derramar o sangue de crianças, lá no mesmo afamado Monte das Oliveiras.
Diante de si o templo que um dia será erguido.
A esquerda do jardim das oliveiras e o anjo vê um monte no qual um dia Jesus estará crucificado.
Foi então que ele parou.
Antes que refresque as sombras do dia eu subirei até o outeiro do incenso e então irei até o monte de mirra…
A tremenda viagem de Cristo da eternidade até esses dois montes é muito mais complicada que nós imaginamos.
Welington Corporation
Observação. As referencias dos destroços de santuários podem estar localizados em alguns montes próximos a Jerusalém, este estudo propõe  reunir tudo num mesmo local, sem exatidão arqueológica ou geográfica.  Porém a possibilidade de que a maior parte dos eventos descritos tenham ocorrido sobre o Monte das Oliveiras, assim como em dezenas de outros locais, incluindo o Monte Calvário é bem razoável. 

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