“Nada vale, nada vale, diz o comprador; mas, depois de retirar-se, então se gaba”. Pr 20:14

“Nada vale, nada vale, diz o comprador; mas, depois de retirar-se, então se gaba”. Pr 20:14

Há uma cena muito comum nos mercados árabes e nas ruas indianas, assim também entre os judeus e vários povos da antiguidade que negociavam de tudo um pouco. Perfumes, especiarias, peças de tapeçaria, cortinas, véus, vestimentas de todo o tipo, adornos, jarras, peças de todo tipo, peles, peixe, mel, aveia, cinamomo, almíscar, raízes, gálbano, azeite, figos e toda sorte de frutas e condimentos. A arte de negociar é tão antiga quanto a primeira feira livre entre os povos do mediterrâneo, cáucaso, africa, ou qualquer região remota da terra em algum momento anterior a própria história. Não há como comprar algo em um mercado indiano sem que haja a arte da negociação. É algo cultural. O vendedor valorizando cada detalhe da peça exposta e medindo o interesse do comprador pelo valor as vezes inusitado com que se inicia a negociação e a contrapartida do comprador que mede os limites reais ou o valor justo para a obtenção do bem que almeja comprar. Uma negociação deste gênero pode levar horas e mesmo dias dependendo do tipo de bem ofertado. Nós fazemos assim com imóveis e outros bens de consumo tais como automóveis nas agencia, procuramos ofertas em jornais e propagandas. Temos atualmente sites de cupons de desconto e mesmo redes de supermercado que tentam conquistar os compradores através de ofertas vantajosas, tentando-se destacar da concorrência com preços competitivos e mesmo prometendo abaixar imediatamente seus preços caso o comprador no momento da compra de um produto mostre um panfleto ou propaganda do concorrente que possua algum item comum aos dois supermercados por um preço inferior. Mas mais do que buscar um desconto, o antigo costume serve para treinar a capacidade de negociação de ambas as partes, para que os jovens aprendam a dar o devido valor as coisas ao verem seus pais negociarem valores e como motivos de conversas animadas e mesmo grande alegria por alguém de alguma família conseguir algo de genuíno valor por um preço acessível. O vendedor por sua vez não pode permitir que sua ganancia o faça perder um freguês em potencial e não pode desvalorizar sua mercadoria ao ponto de sofrer prejuízo. O comprador necessita levar aquilo que necessita ou deseja possuir mas seus limites financeiros podem impedir que tal possa ocorrer. Ele possui limites no seu poder de compra, e pode estar perto mas ter o bastante. As vezes o comprador ou compradora possui até mais do que necessita para ter o vestido, o brinco, o sapato, o colar, mas se conseguir negociar aquilo que deseja por um bom preço irá sobrar para que ela compre mais ainda. Quem não deseja sair para comprar um sapato e pelo mesmo valor voltar para casa com dois pares? Este é o pano de fundo do texto bíblico. Um mercado. Uma negociação. Uma moça indo comprar um vidro de perfume ou uma mãe querendo levar para seus filhos roupas, mas tem que economizar, tem que lutar, tem que negociar para conseguir o que deseja, porque seus recursos são limitados. Mas se conseguir…vai chamar as amigas para mostrar a todas o que conseguiu negociando de modo magistral.
Um negociador inescrupuloso, valorizaria além da conta seus bens e não reduziria seu preço para manter seu alto lucro no negócio. Um comprador avarento desvalorizaria além da conta o que deseja adquirir dando pouco ou nenhum valor por aquilo que sabe que vale muito mais do que oferece. Uma negociação justa atende aos dois interesses, o do comprador e o do vendedor.
E então podemos penetrar na beleza espiritual do texto. Nosso valor é tão grande diante de Deus que um dia ele propôs a mais louca de todas as negociações. Quanto vale a alma humana? O próprio Cristo é o primeiro que vai declarar que seu valor é tão grande que todos os recursos humanos não são o suficiente para preservá-la da morte. Que eles se esgotariam muito antes que nós pudêssemos resgatá-la da sua fragilidade, de sua mortalidade. Ou de seus pecados. Não podemos salvar a nós mesmos. Nenhum de nós pode por maior e mais digno que seja impedir a própria morte. A proposta que Deus faz para com o homem é como uma louca negociação. Ele amou ao homem de tal maneira que quis tê-lo para todo o sempre. No mercado chamado universo Deus caminhou e apontou para os “vasos de barro” na prateleira. Ou numa comparação mais próxima. O jovem entrou no mercado de escravos e lá avistou a mais bela jovem que seus olhos puderam contemplar. Seus cabelos negros contrastando com olhos de pupilas acinzentadas que o encaravam por detrás do véu. E ele se vira para o mercador e pergunta quanto ela valia. O mercador diz que ela já está prometida a um outro comprador. O jovem teima em renegociar. E o vendedor pergunta quanto ele está disposto a pagar. O jovem dessa minha história é um príncipe e dono de toda a Índia. O jovem olha para a moça e diz para o vendedor:
  • Metade de meu reino.

Deus amou ao homem de tal maneira que entrou no mercado e nos avistou e decidiu realizar algo semelhante. O preço pago pela nossa alma é a sua própria alma. A Vida derramada através de Cristo é a mesma vida que deu origem aos anjos. É do mesmo tipo que sustenta aos querubins. O comprador louco em vez de desvalorizar o que queria ofereceu em troca do que amava algo cujo VALOR não pode ser medido. A VIDA de CRISTO. Deus é um péssimo negociador.

Mas se eu ofereço algo de valor incalculável por algo de menor valor, onde se mantém a balança da justiça?
Para que se estabeleça essa relação Deus necessita colocar o homem em seu devido lugar.
NADA VALE. NADA VALE diz o comprador;
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória divina.
NADA VALE. NADA VALE diz o comprador;
Arrependei-vos porque a vós é chegado o reino dos céus!
NADA VALE. NADA VALE diz o comprador;
Mulher, não é bom tirar o pão dos filhos e entregá-los aos cachorrinhos.
NADA VALE. NADA VALE diz o comprador;
Porque todo aquele que CONFESSAR que JESUS é o SENHOR…
NADA VALE. NADA VALE diz o comprador;
Para que todo JOELHO se dobre e TODA língua CONFESSE que Jesus Cristo é o Senhor.

Para que o homem entenda a grandeza dessa negociação ele necessita desvalorizar-se a si mesmo. O homem que acredita suplantar por suas ideias as revelações contidas nas Escrituras, que acredita em suas capacidades intelectuais,como medida em sua coerência filosófica como verdade, nos paradigmas da ciência como revelações, na suas tradições religiosas como se pudesse aperfeiçoa-lo, que crê que pode alcançar pelos seus esforços a santidade necessária para VIVER eternamente, falhará.
O evangelho não foi dado aquele s que se consideram bons o suficientes, mas para que aqueles que se reconhecem como pecadores. As Escrituras afirma que nossos esforços para atingir uma grandiosa e maravilhosa espiritualidade não possui valor, quando comparado aquilo que ELE está disposto a ofertar.
Não significa em nenhuma instancia que Não tenhamos valor.
Esse é a beleza do texto. O comprador conhece o valor do ser humano. Ele o criou. Ele o moldou. Ele o amou.
Lá está ela, a moça encantada com o belíssimo sapato. Ela o deseja muito. Ela o deseja demais.
Está disposta a gastar todas as economias dos seis últimos meses para levá-lo.
Lá está o jovem olhando a moça prisioneira disposto a deixar de lado metade de seu reino.
E lá está o Senhor da Vida disposto negociar nossa fragilidade pela sua eternidade.
A JUSTIÇA é a base da negociação, com trocadilho. Aos olhos de Deus não está negociando sua Vida com suas criaturas, Está manifestando ao universo à filhos.

depois de retirar-se, então se gaba

Quando Maria chega ao sepulcro começa essa alegria.
A moça sai do mercado com o sapato belíssimo. Irá mostrar para as amigas, irá desfilar na festa, vai causar inveja em muitas.
O príncipe chega no palácio com a moça liberta. Ela já não será sua escrava. Será sua futura noiva e dona de seu coração. E diante de todo o reino se alegra porque foi até o mercado para trazer uma escrava mas agora chegava ao palácio com sua esposa.
Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
Ele agora se GABA. O VALOR daquilo que foi negociado é MARAVILHOSISSIMO.
Na Cruz do calvário DEUS COMPROU para si homens do mundo todo, e destes fez FILHOS, milhares de milhares, milhões de milhões.
Ele que era DEUS, agora é PAI!
E na medida que um homem crer no Evangelho as Escrituras declaram que HÁ ALEGRIA NO CÉU.
Diante dos anjos Deus está se GABANDO, se alegrando, regozijando.
Porque o PENOSO trabalho de sua alma não foi em vão.

Porque “Nada vale, nada vale, diz o comprador; mas, depois de retirar-se, então se gaba”. Pr 20:14

Welington José Ferreira
Há um significado sobre intercessão nesse texto. Do mesmo modo declaramos as Promessas das Escrituras, e declaramos que as coisas que desejamos, nada valem. Que Nenhuma situação é maior que o poder que nos reveste.
Paulo orava e DESVALORIZAVA todas as situações contrárias a vida cristã quando as comparava com o milagre da ressurreição. Quando a morte e a tribulação, as provações são contrastadas com o PODER de Deus elas perdem muito seu valor. Quem nos separará do AMOR de Deus? Porque é Cristo que nos justifica!
Os nossos PECADOS do mesmo modo são tratados diante de Deus. Não importa quanto VALOR estamos concedendo a eles. Não importa o quanto sejamos acusados pela vergonha causada pelas nossas ações do passado ou mesmo do presente. Uma moça pode ter vivido uma vida inteira de prostituição. Ela se culpa, ela se imagina desgraçada, destruída – ela concede um VALOR tremendo às suas faltas. Tanto que a CULPA valorizada ao extremo a impede de formar laços familiares. A impede de entender que diante doa AMOR do PAI, TUDO que ela FEZ um dia, mesmo que esse dia seja ONTEM, vira NADA. Porque NADA VALE, NADA VALE, diz o comprador.
O valor do calvário, da morte e da ressurreição são IMENSURÁVEIS. Quando confessamos nossas falhas é diante desse PREÇO pago que eles serão MEDIDOS!
SEMPRE!

Porque “Nada vale, nada vale, diz o comprador; e porque depois de retirar-se, então se gaba. Pra sempre”. Pr 20:14

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