Ditos Populares…



E a gente pensa que repete corretamente os ‘ditos populares’…

 

No popular se diz: ‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro’
Correto:
‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro’

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.’
Enquanto o correto é: ‘
Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.’

‘Cor de burro quando foge.’
O correto é
: ‘Corro de burro quando foge!

Outro que no popular todo mundo erra: ‘Quem tem boca vai a Roma.’
O correto é:
‘Quem tem boca vaia Roma.’ (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,’Cuspido e escarrado’ – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é:
‘Esculpido em Carrara.’ (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso… ‘Quem não tem cão, caça com gato.’
O correto é:
‘Quem não tem cão, caça como gato… ou seja, sozinho!’

EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

Esses erros remontam séculos e vão seguir porque toda a lingua é viva.
Os nobres os falavam corretamente, mas quando o ditado se popularizava as pessoas repetiam conforme sua construção cultural e bagagem de vocabulário.
Isso ocorre cotidianamente em extremos: com crianças, que entendem ou ouvem daquele jeito e em pessoas adultas menos escolarizadas, que recai naquele fator acima, ainda hoje.

Frases que o povo diz

Fazendo nas coxas
As primeiras telhas das casas no Brasil eram feitas de argila, moldadas nas coxas dos escravos vindos da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido os diferentes tipos de coxas. Daí a expressão “fazendo nas coxas”, ou seja, de qualquer jeito.

Voto de minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. O “voto de minerva” é, portanto, o voto decisivo.

Casa da mãe Joana
Na época do Brasil império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, menos no local, a expressão “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar que ninguém manda.

Conto do vigário
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários decidiram contar com a ajuda de Deus, ou melhor dizendo, de um burro. O negócio foi o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o animal teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro para chegar com facilidade a sua paróquia. Dessa forma, a expressão “conto do vigário” passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

Ficar a ver navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava “a ver navios”, isto é, contar com algo que não iria acontecer.

Não entendo patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Sendo assim, não “entender patavina” significa não entender nada.

Dourar a pílula
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão “dourar a pílula” significa melhorar a aparência de algo.

Sem eira nem beira
Os telhados antigos possuíam eira e beira, detalhes que conferiam estatus ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e cultura. “Sem eira nem beira” significa que a pessoa é pobre, sem dinheiro, muitas vezes sem ter onde morar.

Canto do cisne
Conta-se que o cisne emite um belíssimo canto pouco antes de morrer. Com o passar do tempo passou a significar obra notável produzida pelo fim da vida de alguém. A expressão “canto do cisne” representa, portanto, as últimas realizações de um autor.

Canto da sereia
Palavras ou atos de atrativo com que alguém procura conquistar amizade, confiança, favores, de outrem. O receptor entende como algo bom, que venha lhe trazer algum benefício, mas na verdade entendeu de forma equivocada e vai ter prejuízo.

Dicas do Profº Pasquale

Nossa Língua Portuguesa

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