Mas, foi viver uma vida completa.

Mas,  foi viver uma vida completa… 

“Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério, fazendo-a ficar de pé no meio de todos e disseram a Jesus: 
– Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? 

Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. 

Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: 
– Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 

E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 

Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. 

Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: 
 – mulher, onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? 

Respondeu ela: – Ninguém, Senhor! 
Então, lhe disse Jesus: 
– nem eu tampouco te condeno; vá e não peques mais.

(João – 8: 3-11).

A legislação antiga era extremamente rígida com relação ao adultério. Todas elas. A penalidade máxima para um casal pego em flagrante ato poderia até mesmo ser a morte.
No caso da Lei Romana por exemplo:

O adultério (adulterium) verificava-se quando um homem, casado ou solteiro, mantinha relações sexuais com uma mulher casada. Se o homem tivesse relações com prostitutas ou escravas, estas relações não eram consideradas como adultério.
O adultério foi também alvo das preocupações do imperador Augusto, que em 17 a.C., através da lex Julia de adulteriis coercendis, procurou puni-lo severamente. O adultério passou a ser um crime público, quando até então tinha sido resolvido no âmbito familiar. O marido era obrigado a pedir o divórcio (caso contrário seria acusado de proxenetismo, lenocinium), dispondo de 60 dias para apresentar queixa contra a esposa adúltera. Em caso de inércia, qualquer cidadão poderia apresentar provas do adultério num período de quatro meses. Caso ninguém a denunciasse durante este período, a mulher não poderia mais ser perseguida.
Nos termos da lei, o marido poderia matar o amante da esposa caso o surpreendesse em “flagrante delito” e se este fosse membro dos estratos considerados pouco dignos (ou seja, se fosse um escravo, um gladiador, um actor, um bailarino ou um prostituto). O marido poderia ainda prendê-lo durante vinte horas, com o objectivo de poder chamar testemunhas. O pai da adúltera poderia matar a filha e o amante caso os apanhasse em sua casa ou na casa do genro, dado que se considerava que existia particular agravo em levar um amante para uma destas casas. Porém, não poderia matar apenas o amante, pois poderia ser acusado de homicídio.
As penas para uma mulher condenada por adultério eram a confiscação de metade do seu dote e da terça parte dos seus bens e o exílio para ilhas desertas, como a ilha de Pandataria (actual Ventotene). Era também obrigada a usar a toga e não poderia voltar a casar, assumindo o estatuto de probrosa (infame), o que a colocava ao mesmo nível que as prostitutas. No caso do homem, previa-se a confiscação de metade dos bens e o exílio para uma ilha (obviamente que não seria a mesma ilha para onde tinha ido a mulher com a qual tinha praticado o adultério); poderia ainda ser condenado ao trabalho forçado em minas.
Augusto aplicou as disposições desta lei na sua própria família, nomeadamente sobre a sua filha e a sua neta, ambas chamadas Júlia. Denunciou os vários amantes da primeira através de uma carta que dirigiu ao Senado romano (e que gerou um escândalo na altura) e mandou matar um deles, Júlio António, filho de Marco António, tendo Júlia sido desterrada para a ilha da Pandataria. Quanto à sua neta, foi igualmente enviada para uma ilha inóspita pela prática de adultério.

A lei Judaica era tão rispida quanto a lei romana.

Mas, os interesses da apresentação da moça expondo-a a publico nessa cena é tosca em todos os sentidos. Ela é irrelevante. Os religiosos que a levaram a presença de Cristo não estão interessados em qualquer instancia de justiça, defesa do casamento, resgate da honra, cumprimento da lei ou coisa que o valha. A menina é só um artificio, e sua captura uma armadilha. Descumprindo a lei o homem que com ela estava deveria ter sido trazido também a julgamento, e não ali, mas diante de um conselho jurídico chamado sinédrio. Propositalmente eles liberaram o homem que ali deveria estar sendo julgado também. A moça, talvez não pertencesse a uma família abastada, não tinha posses, não tinha como “subornar” a ninguém é levada com rigor, tratada com desprezo, tida como objeto sem valor diante do objetivo maior daquele teatro. Queriam destruir a reputação de Cristo. Queriam anular sua tremenda e eficaz sabedoria. Queriam mostrar que sua doutrina invalidaria as leis recebidas por meio de Moisés.
Quando o apertam para que cumpra a legislação, Jesus estabelece uma máxima que os destrói em absoluto.
Só pode executar uma pena tão grande, se os que a estivessem julgando não tivessem pecado jamais.
O eco de sua voz é absurdo dentro dos corações.
A vergonha é muito grande, o constrangimento é tamanho que eles não conseguem mais falar. Eles não conseguem mais se olhar nos olhos uns dos outros.
As pedras caem no chão. Como se cada um revivesse a memória dos erros de suas próprias vidas.
Como se cada um lembrasse de seus próprios dias de erro, no qual tiveram a sorte de não serem pegos em flagrante.
Talvez alguns já estivessem mortos a essa altura.
E vão indo embora,
Um por um.
Vieram em grupo, na multidão.
Mas vão embora, sozinhos.
Absurdamente sozinhos.

E o vento sopra sobre os cabelos embaraçados da moça de vestes rasgadas e rotas, que permanece em silencio, de pé, diante do Senhor da Vida.
Ela não vai a lugar algum. Não sabe para o que deve fazer.
O homem sábio que escrevia na terra diante de seus olhos a salvara da morte certa.
Somente há algo que ela não sabia.
É que diante dela havia um homem,
que jamais pecara em toda sua vida.

Jesus olha ao redor. Olha então para a moça quieta, absolutamente imóvel.
Ninguém havia falado com ela até aquele momento absolutamente nada.

– Onde estão os que te acusavam, moça?
– Foram embora. Não tem mais ninguém.

Então Jesus olha para ela e diz o que somente ela merecia escutar.
– Nem eu. Vai. Só procura não fazer mais isso.

E ela foi.
Condenada pelo pecador, absolvida pelo santo
e transformada por Deus.

E depois o que aconteceu não sabemos.
Mas,  foi viver uma vida completa. 
Deve ter sido uma vida parecida com o video abaixo…
Pra depois receber uma vida abundante.
Seguindo a Cristo


Carving the Mountains from Juan Rayos on Vimeo.

The old legislation was extremely strict with regard to adultery. All of them. The maximum penalty for a flagrant double act could even be death.
In the case of Roman law for example:

Adultery (adulterium) occur when a man, married or single, had sex with a married woman. If the man had relations with prostitutes or slaves, these relationships were not considered adultery.
Adultery was also the target of the concerns of the Emperor Augustus in 17 BC by the lex Julia coercendis of adultery, sought to punish him severely. Adultery has become a public crime, when they had hitherto been solved within the family. The husband was obliged to seek divorce (otherwise it would be accused of pimping, lenocinium), with 60 days to lodge a complaint against the adulterous wife. In case of inaction, any citizen could present evidence of adultery in a period of four months. If no one to report during this period, the woman could no longer be pursued.
Under the law, the husband could kill her lover’s wife surprised if in “flagrante delicto” and was a member of this very worthy strata (ie, if a slave, a gladiator, actor, dancer or a prostitute). The husband could still hold it for twenty hours, in order to be able to call witnesses. The father of a stranger could kill her daughter and lover if the pick up in your home or in-law’s house, since it is considered that there was disorder in particular to take a lover to one of these houses. However, not only could kill the lover, because it could be charged with murder.
The penalties for a woman convicted of adultery were the confiscation of half of her dowry and the third part of their property and exile to deserted islands, as the island of Pandataria (now Ventotene). He was also forced to wear the gown and could not marry again, assuming the statute of probrosa (infamous), which placed her at the same level as prostitutes. In the case of man, was for half the confiscation of property and exile to an island (obviously not the same island where he had gone the woman with whom he had committed adultery) could still be sentenced to forced labor mines.
Augustus used the provisions of this law in his own family, especially about her daughter and granddaughter, both named Julia. He denounced the many lovers of the first through a letter sent to the Roman Senate (and generated a scandal at the time) and he killed one of them, Anthony Julius, son of Mark Antony, Julia has been banished to the island of Pandataria. As for his granddaughter, was also sent to a barren island for the practice of adultery.

Jewish law was as harsh as the Roman law.

But the interests of the presentation of the sinful woman before Jesus, exposing it to public in this scene is rotten in every way. She is irrelevant. The religious that led to the presence of Christ are not interested in any instance of justice, or to defend the institution of marriage, or on the redemption of family honor, or enforcement of Jewish law or something like that. The girl is only an artifice, and his capture a trap. The Pharisees broke the law. The man who was with her at the time of adultery should have been conducted on trial, not there in that place, but before a council called the Sanhedrin legal. Purposely they released the man that there should be on trial too. Perhaps the girl did not belong to convicted a wealthy family, she had no possessions, she did not have the resources to “bribe” to someone. That’s why she is drawn and treated with excessive severity, it is treated with contempt, taken as an object without match any value before the ultimate goal that “theater arranged.” What was actually the Pharisees wanted to destroy the reputation of Christ. The Pharisees wanted to cancel his tremendous and effective wisdom . The Pharisees wanted to show that the doctrine of Christ invalidate laws received by Moses.
Jesus sets a precept that destroys at all when they constrain to fulfill the law.
They could run so great a shame, those who were judged not have any sin.
The echo of your voice is absurd within their hearts.
His shame is great, your embarrassment is such that they no longer speak. They can no longer look at each other’s eyes.
The stones that hold in your hands fall to the ground.

It was as if each one of them remember the mistakes of their own lives.

As each day remember their own error, in which day had the good fortune to avoid being caught in the act. Maybe some of them were already dead at this point in time.
And they all gone,
One by one.
They came in groups, a large crowd.
But leave alone.
Absurdly alone.

And the wind blows on the tangled hair of the girl’s clothes torn and routes, which remains silent, standing before the Lord of Life.
She’s not going anywhere. Do not know what to do.
The wise man who wrote on the ground before his eyes had saved from certain death.
Only there is something that she did not.
Is that before her stood a man,
who never sinned in his life.

Jesus looks around. Then look for the girl still, absolutely still.
No one had spoken to her so far nothing.

– Where are those who accuse you, girl?
– Were gone. There’s no one else.

Then he looks at her and says only that she deserved to hear.
– Neither do I. Move on. Only tries to do that anymore.

And she was.
Condemned by the sinner, absolved by the holy
and transformed by God.

And then what happened to her will not know.
But he lived a full life.
Must have been a life like the video below …
To then receive an abundant life!
Following Christ

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