I Co 6.3

Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida!

As Escrituras relatam um estado de coisas anteriores a nós seres humanos, onde já habitavam seres de caráter celestial, criaturas de natureza espiritual denominados anjos. Ela declara que a existência não se inicia com o universo físico, com o que chamamos de tempo, ou com a formação da vida como nós conhecemos hoje. 
Narra a respeito de uma comunidade de seres, de número desconhecido que habitavam um lugar preexistente, uma realidade paralela do qual presenciaram ou a partir da qual ajudaram a manifestar o cosmos primordial.  
Nas diversas citações das Escrituras sobre os anjos podemos perceber sua superioridade física e espiritual sobre o ser humano. O lugar de sua origem e sua habitação é inatingível e por milhares de anos foi pelo ser humano completamente desconhecido, até que nos fosse revelado pelo testemunho de Cristo. Profetas na era do Antigo Testamento vislumbraram por vezes reuniões destes seres na terra, acompanharam assustados algumas de suas manifestações e operações. Isaías os vê envoltos em poder, e caminhando em meio a brasas, Ezequiel os contempla ao lado do trono de Deus, Elias obedece a voz de um que lhe permite seguir a um líder de tropa de cinquenta sobreviventes da tentativa de levar o profeta a força do local onde se encontrava. Na descida do monte em direção a audiência com o rei Acabe eles passam pelos corpos de cento e dois homens mortos que ainda queimavam por tentarem capturar um profeta sem a permissão do anjo que lhe acompanhava. Em Apocalipse vemos anjos que tem poder sobre o fogo, ou podem lançar para o mar uma pedra de 300 kg a mais de 2 km de distancia, sem receber para isso nenhuma capacitação especial. É declarado sobre um dos únicos anjos nomeados, Miguel,  que por uma ordem sua, por sua voz, os mortos, todos os mortos que já morreram desde a fundação do mundo até esse dia num futuro próximo, ressuscitarão. 
Os anjos são anteriores ao homem e anteriores ao tempo do modo que nós o conhecemos, próximos de Deus num nível em que podem entrar nos locais mais sagrados da existência como se caminhassem pelo quintal de suas casas.
Mas antes de nascerem os homens, e antes da queda humana, da primeira transgressão humana contra a vontade de Deus, os anjos caíram. Não todos, mas não sabemos quantos se rebelaram contra sua condição de que parte do propósito de suas vidas era serem integralmente obedientes a Deus.
Não entendemos sobre a origem do pecado, num lugar de santidade absoluta, antes da criação do homem. Não entendemos como seres de tamanho poder, de tamanha capacidade, de tamanha espiritualidade deixaram de lado os planos e propósitos a eles confiados para viverem suas próprias escolhas, ainda que tais escolhas significassem ir contra as propostas de Deus para sua criação. 
Porque só existe um lugar, um estado de coisas, onde a vontade de um ser não concorde com a vontade do Criador. No pecado. Só há para uma criatura a independência completa dos propósitos divinos se tal criatura decidir viver contra a natureza de Deus. Porque a natureza de Deus é que determina sua vontade. Esses anjos que deixaram sua ORDENAÇÃO deixaram para trás desejos divinos não cumpridos, propósitos para suas vidas não finalizados, escolhas que trariam necessariamente destruição e perda para o universo e para o cosmos, porque eles faziam parte da estrutura do cosmos, e por suas existências algo bom seria manifesto no nosso universo, que nunca poderemos conhecer. Quando os anjos caíram, suas histórias de vida e os mistérios a eles confiados, cessaram. O que por seu intermédio seria manifesto na vida, no tempo, não o foi.
Um dia alguém maior do que os anjos veio a este mundo e concedeu poder para transformar aos homens que nele cressem, em criaturas de importância também maior do que os próprios anjos. O mistério da salvação humana significa um processo de adoção que tornas os que creem em seres cujo depósito de esperanças e responsabilidades divinas ecoa e reflete na própria eternidade.
Aquilo que Jesus faz pelo homem não determina somente sua vida na terra. Determina sua posição na eternidade e sua relação com coisas por ele desconhecidas. 
Novas relações espirituais são criadas, novas situações e novas dependências.
A realidade fica realmente fantástica depois da fé.
Não sabemos realmente toda a abrangência do mistério da cruz e da ressurreição de Cristo e nem tão pouco de modo pleno o seu impacto em nossas vidas.
Algumas dessas novas realidades só o podem ser conhecidas mediante revelações.
Tal como essa dada ao apóstolo Paulo, que num momento discutindo sobre a validade
de litígios entre membros da família de Deus, 
deixa escapar essa temível realidade.
Nós fomos chamados para exercernmos coisas além de nossa imaginação.
Então se eu fosse o apóstolo teria falado assim:
– Um dia – parafraseando o texto da carta aos Coríntios –
– Um dia, cambada de gente desunida, crianças espirituais, gente desavisada, vocês, homens de pouca fé, agindo hoje com essa pobreza de espírito que me dá náuseas, estarão atuando diante de tribunais da eternidade!
Nos quais os portais do infinito e além serão abertos!
Diante dos querubins, dos serafins, dos arcanjos! 
Onde Deus Pai e Jesus estarão presentes pessoalmente!
Vixe Maria!
E vocês, cambada de gente sem noção,
participarão como júri do destino dos anjos que não compreenderam o mistério para suas vidas!
E  vocês, sim vocês, gente perturbadas,  que pelo sofrimento suportado em nome de Cristo, pela fé mantida em meio a um mundo de caos, de dor, suportando o pecado e a miséria humana, mantendo a fé em Cristo, ainda que acusados de dia e de noite por demônios, ainda que tentados,  vocês, criaturas remidas, foram e já são tidos como dignos de julgarem a atitude dos seres celestiais que abandonaram o propósito de Deus para suas vidas. 
Sendo assim, meus animaizinhos, 
ajam com a dignidade com a qual 
vocês já foram investidos.
Porque de vocês, se esperam grandes feitos.
Welington J Ferreira

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