Cleantes, Menandro e Epimenides

Cleantes

Cleantes nasceu entre 331-330 a. C., em Assos, na Ásia Menor, e morreu entre 225 e 220 a. C., em Atenas. Filho de Fanias, começou por ser pugilista de profissão. Partiu para Atenas onde seria obrigado a trabalhar, carregando água para os jardineiros. Aí encontrou Zenão de Citio, o fundador do estoicismo. Sem ter meios para poder escrever, é em ossos de boi que ele escreve para si próprio o essencial da doutrina do seu mestre. Após a morte de Zenão, Cleantes foi o escolhido para seu sucessor à frente da escola, mas continuou a trabalhar durante o dia, para não depender de ninguém. Segundo Diógenes de Laércio, Cleantes escreveu 47 tratados, dos quais chegaram até nós apenas fragmentos. Dedicou-se à filosofia, bem como à teologia, à moral e à astronomia. Deus é o ser Todo-Poderoso que governa o universo. O bem que existe no mundo deve-se a Deus e o mal ao homem degradado. A moral que Cleantes defende tem por objetivo a reconquista do bem, o caminho de Deus ou, o que é o mesmo dentro da sua doutrina, o caminho da ordem natural. A moral estoica tem por objetivo vencer as paixões (a apatia e a ataraxia).
Na sua física, ou mais propriamente, no seu sistema astronómico, é no sol que está a força que governa e ordena a natureza.
Menandro

(em grego Ménandros – c. 342 a.C.291 a.C.) foi o principal autor da Comédia nova, última fase da evolução dramática ateniense, que exerceu profunda influência sobre os romanos Plauto e, sobretudo, Terêncio. Filho de Diopeithes, de Cephisia,[1] nasceu em Atenas, numa família abastada, recebeu educação bem cuidada e acredita-se que tenha sido pupilo de Teofrasto. Viveu 52 anos.[1]

Menandro escreveu 108 ou 109 comédias,[2] ou, segundo Apolodoro de Atenas, 105 peças, das quais oito ganharam prêmios.[1]
Ele costumava perder para Philemon, que era muito inferior como escritor, mas que usava de suborno, influência e suporte político para vencê-lo; uma vez, quando se encontraram, Menandro perguntou se Philemon não ficava vermelho de vergonha quando o vencia.[1]
As condições políticas vigentes em Atenas na época de Menandro não mais permitiam a sátira às instituições e homens públicos, característica da comédia antiga. Assim, os temas principais da comédia de Menandro são viagens, disputas familiares e amores clandestinos. Os personagens são inspirados em pessoas comuns: cozinheiros, escravos, médicos, filósofos, adivinhos e militares.
Menandro desfrutava de grande valor e até o século V d.C era lido e comentado em todo o mundo antigo, do Egito aos confins ocidentais do Império romano, tanto por pagãos como por cristãos. É do famoso gramático Aristófanes de Bizâncio o epigrama: “Menandro e vida! Qual de vós imita o outro?
O apóstolo Paulo cita parte de um peça teatral de Menandro em 1 Coríntios 15:33 ” Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes “.[3]


Busto de Menandro. Cópia romana de um original grego (c. 343–291 BC)

A primeira peça foi Orge (321 a.C.; Cólera), a que se seguiram mais de cem comédias, quase todas conhecidas apenas pelos títulos ou por fragmentos citados por outros autores antigos, dos quais os principais são: Os árbitros, A moça de Samos, A moça de cabelos cortados, O herói. A exceção é Dyskolos (O díscolo ou O misantropo), uma das oito peças premiadas, cujo texto completo, preservado num papiro egípcio, foi achado e publicado em 1958.

Peças completas ou quase completas

  • Aspis (“O escudo”; metade, aproximadamente)
  • Dyskolos (“Díscolo” ou “O misantropo”) a única peça que sobreviveu inteiramente
  • Epitrepontes (“Os árbitros”; maior parte)
  • Perikeiromene (“A moça dos cabelos cortados”;
  • Samia (“A garota de Samos”; quatro das cinco seções)
  • Sikyonioi or Sikyonios (metade, aproximadamente)

Apenas fragmentos disponíveis

  • Georgos (“O fazendeiro”)
  • Dis Exapaton (“Duplo trapaceiro”)
  • Encheiridion (“Manual”)
  • Heros (“Herói”)
  • Hypobolimaios (“O mutante”)
  • Karchedonios (“Cartaginês”)
  • Kitharistes (“O harpista”)
  • Kolax (“Bajulador”)
  • Koneiazomenai (“Mulheres drogadas”)
  • Leukadia
  • Methe (“Bebedeira”)
  • Misoumenos (“O homem que ela odeia”)
  • Naukleros (“O capitão do navio”)
  • Orge (“Cólera”)
  • Perinthia (“Garota de Perinthos“)
  • Plokion (“O colar”)
  • Pseudherakles (“O falso Hércules“)
  • Synaristosai(“As que comem ao meio dia”; “Mulheres que almoçam”)
  • Phasma (“O fantasma”)
  • Theophoroumene (“A garota possuída”)
  • Trophonios

Epimênides

(Epimenidēs), poeta, filósofo e místico grego, e Profeta (de acordo com apóstolo Paulo em Tito 1:12 em que faz citação de sua obra Cretica), viveu em meados dos anos 600 a.C.

Epimênides nasceu em Cnossos, na ilha de Creta (segundo Estrabão, ele era natural de Festos, Creta[1]). Diz-se que esteve em Atenas no tempo de Sólon, onde os achados históricos, conforme descrito por Diógenes Laertius, lhe atribui ter limpado a cidade de uma praga que a assolava. Diz-se também que já visitara a cidade dez anos antes das guerras com os persas, sendo que as duas visitas estão separadas por mais de cem anos. Todavia, várias autoridades relataram que ele viveu entre 154 e 299 anos.
Algumas teorias infundadas sobre Epimênides alegavam que ele podia “viajar fora do seu corpo” e que vivera outras vidas anteriores. Um episódio insólito sobre ele seria o de ter adormecido no interior de uma caverna, lá permanecendo por cerca de 57 anos.
Dito como “homem estranho” pelo seu povo, Epimênides era um dos poucos da sua época e região que criam em apenas um Deus e segundo conta Diógenes Laertius quando houve a praga em Athenas muito se fizeram de holocaustos para “apaziguar a fúria dos deuses”, que passavam de 30.000, ou seja, tinham mais deuses em estatuas nas ruas do que pessoas vivendo em Athenas, onde foram até chamados sacerdotes Egípcios e Babilônicos para tentarem resolver aquela praga, mas sem sucesso algum. Quando então lembraram o Deus único de Epimênides, então o chamaram. Ele mostrou-os o erro de adorarem deuses que não poderiam os ajudar em nada, e mandou que colocassem ovelhas no alto do areópago que estas iriam lhes mostrar o local onde esse Deus queria ser adorado. Então, num ato “místico” as ovelhas desceram o areópago e andaram até um local onte não havia nenhum tipo de idolatria. E ali os artífices contruíram um altar e como não sabiam o “nome” desse Deus, a mando de Epimênides talharam como “O DEUS DESCONHECIDO” (Assim como descrito em Atos 17:23), e assim conseguiram resolver o problema da praga.

Cleantes em At 17.28, Menandro em 1Co 15.33 e Epimênides em Tt 1.12

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