Quando o relógio da morte parou.

Já imaginou receber uma profecia de que você não poderia morrer antes de ver nascer uma determinada pessoa?
Que se essa pessoa demorasse a nascer, se mil anos se passassem, mil anos você haveria de viver até que isso assim acontecesse?
Imagine ser um jovem e ouvir tal profecia, tal revelação divina. E as décadas continuarem avançando sobre sua vida, e o mundo sendo transformado, governos, sociedade,  contemporaneos que já não existiam mais levados pelas areias do tempo. Imagine um homem que não pode morrer.  Dizem que os homens possuem uma data marcada, um dia, uma hora para partir. É costime dizerem que ninguém morre antes de sua própria hora.  Não que seja assim, ou que nossos dias tenham uma datação final. 
Mas se assim o fosse, para este homem, este tal relógio foi paralisado. 
Porque um dia a morte recebeu uma ordem. E obedientemente a atendeu.

– Pare seu relógio.





Havia um homem que recebeu de Deus uma estranha promessa. “Você não morrerá antes de ver nascer o Cristo, o Ungido, o Desejado das nações.”
Um homem de meia-idade, sacerdote judeu, que ministrava no templo que existia em Jerusalém.
Umas suas tarefas como sacerdote era apresentar os recém nascidos a Deus, para que fossem abençoados.
Incontáveis anos se passaram sem que tal promessa se realizasse, ainda que apresentasse milhares de crianças.
Naqueles dias um grupo de soldados fora enviado até Belém de Efrata com as ordens de assassinar a todos os recém nascidos.
Um pouco antes dos soldados chegarem um casal fez a longa viagem até Jerusalém para apresentar seu primeiro filho. Nos pertences trazia também um grande jarro de incenso, grande quantidade de mirra e escondido no burrico uma grande quantidade de ouro e jóias. Uma família que enriqueceu do nada a partir de uma misteriosa visita. O rapaz trabalhava em obras como carpinteiro e sua esposa era somente uma adolescente. Haviam sido dias antes visitados por reis de uma linhagem de astrônomos, que tinham em seus livros sagrados algo que apontava o surgimento de uma estrela que indicaria o lugar exato do nascimento de alguém que mudaria o destino do universo.
Quando chegaram na estrebaria deixaram com eles consideráveis presentes. O menino nascera numa estrebaria. Era época de convocação civil, milhares voltaram aos locais de nascimento por ordens oficiais.
Não havia estalagens livres na cidade quando a menina entrou em trabalho de parto. O rapaz que seria príncipe se ainda houvesse um reino, seu parentesco o levava até o lendário rei Davi, se desesperou. Do mesmo modo quando percebeu que sua noiva estava grávida sem que ele disso tivesse participado. Segundo a lei deveria apresentá-la como adultera, pois já era compromissada e ela seria apedrejada em público. Mas ele a amava. Preferiu fugir e levar a infâmia de ter engravidado a menina sem querer se compromissar a ter que acusá-la e vê-la morrer. Mas sua noite foi interrompida pelo mesmo ser que visitara sua noiva semanas antes. Eles chamavam tais seres de anjos.

Na medida em que José carrega seu filho e o entrega ao velho sacerdote Simeão, todas essas lembranças se embaralham.

Ao acabar de nascer o menino vieram correndo pastores com seus cajados, vindo dos montes ao lado de Belém. E eles contaram que milhares de anjos romperam os céus para anunciar-lhes algo extraordinário.

Cantando.

Simeão eleva a criança como o fizera por mais de 70 anos em sua longa jornada sacerdotal.
E a criança ficou erguida diante dos olhos dos seus pais por mais tempo do que era de costume.

O velho sacerdote abençoou a criança enquanto as lágrimas se derramavam pela sua face.

Devolveu aos seus pais e falou:

– Já posso partir em paz. 

Lucas 2

Lucas 2



Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria.
E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.
Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê,
e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.
E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.
Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo:
Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.
Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”.
De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo:
“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.
Quando os anjos os deixaram e foram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”.
Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.
Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino,
e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados.
Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.
Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.
Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.
Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor
( como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” )
e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.
Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazer conforme requeria o costume da lei,
Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:
“Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo.
Pois os meus olhos já viram a tua salvação,
que preparaste à vista de todos os povos:
luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.
O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele.
E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: “Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição,
de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma”.

Uma resposta to “Quando o relógio da morte parou.”

  1. Anonymous Says:

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