O Sapoverso

Era uma vez um sapo feito de alguma coisa
Que se assemelhava a pelucia
E era muito, muito chato
E impertinente
E isolente,
Era uma vez um sapo mafioso

Irritadiço e desaforado
Encrequeiro e mal-humorado
Que implicava como os cachorrinhos
E que atrapalhava as conversas
Das meninas

Era uma vez um sapo aviltoso
Que foi brinde de uma franquia
Mas que ganhou a voz e a fama
De uma criatura impertinente
A quem chamaram
Sapoverso

Porque cabia-lhe reclamar de tudo
Como se o próprio universo
Lhe fosse eterno devedor.

E era muito, muito chato

Era jornalista de casos fortuitos
Era investigador de cenas cotidianas
Era comentarista do absurdo

E era muito, muito chato

E de todos escondia um segredo
O sapo feito de alguma coisa
Que parecia pelucia.

É que debaixo da impertinencia
Do desaforo e da petulancia
Sapoverso possuía
um enorme coração.

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