Sobre os Etruscos

Entre a velha e a nova estradas , o Parco Regionale di Veio – atrás do vilarejo de Isola Farnese e do outro lado da ponte sobre uma cachoeira – cerca Veio, uma cidade etrusca fundada no século 8 a.C. Veio foi a arquirrival de Roma pelo controle da margem direita do Tibre, até os romanos vencerem, no século 4 a.C. Os vestígios de Veio não são muito extensos. O sítio contém raros exemplos de casas e templos etruscos (diferentemente de outros, onde apenas os túmulos restaram), além do impressionante santuário de Apolo, do século 6 a.C., com um altar coberto e uma piscina.
Organizados em cidades-estados, as lucomunias, estenderam sua hegemonia sobre a península. Dominaram dos Alpes a Rimini, no Adriático, e de Pisa a Salermo, no Tirreno. A dinastia etrusca dos Tarqüínios, que vai de 616 a 509 a.C., exerceu influência decisiva na história de Roma, que era então um conjunto de aldeias, e transformou-se numa cidade cercada de muralhas, dominadas pelo Capitólio. Os etruscos foram assim os fundadores de Roma, à qual legaram conhecimentos de engenharia e agrimensura e vários símbolos de autoridade, como a coroa de ouro, o feixe dos lictores e a cadeira curul. A expansão etrusca começou a ser bloqueada a partir da derrota de Cumas, infligida pelos gregos em 524 a.C. Expulsos de Roma, entraram em decadência: perderam Cápua para os samnitas, Fidena foi destruída pelos romanos e Marcus Furius Camilus tomou Veios. Ao mesmo tempo, a expansão celta lhes tirou o vale do Pó. Romanos e gregos ocuparam as ilhas de Cervetri, Perúgia e Santino. Sua última cidade, Volsínios, foi tomada em 265 a.C., mas muito tempo depois os etruscos ainda mantinham suas tradições e o sentimento de nacionalidade. Os etruscos eram muito dados a práticas religiosas, que consistiam sobretudo em oráculos para conhecer os desígnios dos deuses. O deus supremo Tinia (ou Tin, Tina) constituía com Uni (Juno) e Minrva (Minerva) a tríade que integrava o conselho divino. As cidades-estado etruscas formavam uma confederação religiosa que se reunia anualmente no santuário de Voltumma, perto do lago de Bolsena. Essa convenção propiciava também a prática de competições, assembléias políticas e a escolha anual de um rei, cujas funções eram provavelmente nominais. As lucumonias, a princípio monárquicas, passaram a ser oligárquicas, com vasta população de escravos, o que explica o número e a violência dos conflitos sociais que, a partir de 300 a.C., ensangüentaram as grandes cidades de Toscana. Para dominar a revolta de Volsínios, que em 265 a.C. deu o poder aos escravos, os etruscos solicitaram a intervenção dos romanos, que aproveitaram a ocasião para se apossar da cidade. O primeiro indício de influência grega é a presença de Centauros, talvez copiados de vasos Coríntios, mas num estilo oriental que lhes dava corpo esguio e pernas longas, o que parece revelar inspiração cretense. Por volta de 550 a.C., o estilo da arte etrusca tornou-se nitidamente jônico, como demonstram as esculturas de terracota de Veios. Os etruscos tinham também grande apreço pelos baixos-relevos, visíveis nos sarcófagos dos séculos VI e V a.C., como os de Clúsio, que representam danças, cerimônias fúnebres e banquetes, e constituem fonte importante de informação. A pintura foi estudada principalmente por meio dos túmulos descobertos na Tarqüínia e em Clúsio, Cere, Veios, Orvieto e Vulci. Os monumentos mais famosos são os túmulos dos Áugures e da Leoa. A influência dos costumes jônicos sobre a Tarqüínia e Clúsio reflete-se nas pinturas de cenas báquicas, como no túmulo dos Leopardos, e no triclínio, na urna funerária e no túmulo de Justiniani. A arte Ática (490-470 a.C.) também exerceu influência sobre as pinturas de um novo estilo clássico, como as do túmulo do Macaco, em Clúsio. À submissão da Etrúria a Roma seguiu-se um renascimento da pintura, que adotou estilo Helenístico. Os etruscos eram bons construtores, mas pouco restou de suas edificações, erigidas preferentemente em madeira. Entre o que resistiu, por ser de pedra, destacam-se fundações de muralhas, conjuntos de casas cuidadosamente pavimentadas, túmulos, e também ruas pavimentadas, que formam verdadeiras cidades dos mortos. Réplicas do interior das casas, esses túmulos têm molduras, arcos e abóbadas – estas importadas do Oriente pelos etruscos, que as transmitiram a Roma, depois de aperfeiçoá-las. A técnica do bronze batido ou laminado herdada dos vilanovianos, usada pelos etruscos em túmulos do século VII a.C. e para manufatura de tronos, suportes de caldeirões e outros objetos, foi gradualmente substituída, no século V a.C., pela fundição do metal. No mesmo século tornou-se comum a prática da gravura no bronze, que também era usado, de preferência ao ferro, para fabricar espadas, lanças e elmos. Os etruscos empregavam o marfim em vários objetos. O uso do âmbar popularizou-se para o fabrico de contas, amuletos e miniaturas montadas em broches.
CRONOLOGIA:
Princípio do Séc.VII a.C. até ao Séc. IV a.C.
SÍNTESE: Os etruscos, depois de se instalarem progressivamente no Lácio, dominaram Roma, onde naturalmente influenciaram toda a produção artística da época. Aos etruscos se deve a primeira muralha de Roma e a criação de um exército. As primeiras manifestações artísticas de vulto são etruscas como o templo de Júpiter, no Capitólio. Ainda aos etruscos devem os romanos o sentido de organização axial do espaço urbano, de acordo com os pontos cardeais.
Arte Etrusca
Os etruscos vieram da Ásia Menor e fixaram-se na Itália Central, onde hoje é Toscana. Sua arte mostra a relação que mantinham com a Grécia e o Egito. Os etruscos trabalhavam muito bem o bronze, possuíam avançados processos na confecção de jóias de ouro, prata e marfim. Também desenvolveram uma louça polida. Sua arte expressava a realidade cotidiana, um grande conhecimento da natureza e um culto aos mortos. Suas figuras humanas mostravam vitalidade e grande detalhamento. O povo etrusco deixou como legado necrópoles, cidades e sítios arqueológicos de grande beleza. A arte etrusca exerceu grande influência na cultura romana.
A arte etrusca mostra a relação que mantinham com a Grécia e o Egito. Conheciam a técnica para fundir o bronze e o ferro. Erigiram bustos, estátuas funerárias que retratavam com realismo os seres humanos. Possuíam avançados processos na confecção de jóias de ouro, prata e marfim. desenvolveram uma louça polida.
Sua arte expressava a realidade cotidiana, um grande conhecimento da natureza e um culto aos mortos. Suas figuras humanas mostravam vitalidade e grande detalhamento. O povo etrusco deixou como legado necrópolis ( Cemitérios), cidades e sítios arqueológicos de grande beleza. As casa e templos eram feitos de madeira e tijolos que não resistiram ao tempo. Os túmulos eram construídos em pedra e procuravam imitar a casa dos vivos. Eram mobiliados e decorados com magníficos afrescos representado bailarinos, músicos e outras atividades comuns e alegres da vida cotidiana.
Curiosidade: sua escrita não foi até hoje decifrada.
Arquitetura
A arquitetura dos templos nos mostra que eles possuíam o conhecimento do arco e da abóboda, (que não eram utilizados pelos gregos) . O conhecimento dos arcos e abóbodas propiciava espaços internos mais amplos e melhor estruturados.
CULTO DOS MORTOS- Arte basicamente funerária ( muito sombria ).
AFRESCOS- Numa fase inicial, a pintura representava os momentos mais festivos da vida, como o que se mostra neste afresco “A Luta dos Atletas” do Túmulo dos Áugures. Depois, a pintura passa a ser mais sombria e enchem-se de monstros e demônios que acompanham os mortos para o mundo subterrâneo.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: