Os nove dons espirituais

Os nove dons Espirituais

“acontecerá que derramarei o meu Espírito
sobre toda a carne;
os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão;
os vossos velhos serão instruídos por sonhos,
e os vossos jovens terão visões.
Derramarei também naqueles dias o meu Espírito
sobre os meus servos e as minhas servas.

Joel era um profeta, e sabia que o que estava sendo prometido é que incontável número de pessoas se tornaria como ele era. Sentiria o que ele sentia. Perceberia a eternidade com os olhos de um profeta. Esse sonho era aos seus olhos quase uma fantasia. Essa profecia sobre sonhos era na verdade, talvez, o maior sonho que um profeta, gostaria de viver.
Uma nação de profetas. Nada era mais solitário que a vida de um profeta. Apanhar pela manhã, ser escurraçado de tarde, tido como louco ao anoitecer. Ora se escondendo em cavernas, ora jogado no calabouço. Uma profissão ingrata. Jesus fala dos túmulos ornamentados da maioria de seus profetas. E fala com muita indignação. Nenhum profeta deixou descendência. Não ouvimos falar dos filhos de Samuel, ou de Ezequiel ou de Daniel. Não havia na época de Jesus ninguém que descendesse de Joel, ou de Zacarias, ou de Habacuque. Jamais ouviremos falar da descendência de Isaías. O último profeta do Velho Testamento era primo de Jesus. João Batista morre ainda nos seis primeiros meses do ministério de Jesus. Então, veja o tamanho do sonho. Perceba a grandeza da afirmação. E compreenda o preço que foi pago, para que hoje a igreja pudesse viver esse sonho. A profecia é um decreto, uma lei, é imprescritível, inalienável, e dona até do próprio tempo. Vivemos hoje sobre a sombra, sobre o direito, sobre o cuidado, sobre a força, e sobre o decreto que Joel anunciou. A profecia se cumpre, cada manhã, cada dia, cada momento, desde a manhã em que Jesus entrou no tabernáculo celestial, apresentando-se como nosso sacerdote e intercessor. Desde que o Espírito Santo desceu e soprou sobre a igreja primitiva, transformando-a no Corpo de Cristo.
Debaixo dessa profecia vivemos e sob seu domínio talvez venhamos a morrer, se Jesus não retornar enquanto vivermos. Resta então vivermos o sonho, abrindo o coração e recebendo, gratuitamente, o fruto do esforço de uma nobre geração de profetas, incluindo entre eles, o maior de todos, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que ressuscitou dos mortos para honrar as promessas feitas a todos os seus servos, os profetas. Incluindo Joel.
As nove áreas principais
Os dons se delineiam em 9 áreas principais, em nove dimensões da operação divina por intermédio do Espírito Santo, nove aspectos de sua operação na humanidade. Elas não abrangem a totalidade do que é o Espírito Santo, nem da totalidade do que ele é Capaz de realizar. Mas, é o SUPRIMENTO SOBRENATURAL que Deus vê como suficiente para o crescimento de sua Igreja. I Co 12 nos apresenta essas nove dimensões reveladas do poder do espírito de Deus compartilhadas com a igreja de Cristo:
Palavra de Sabedoria:
Sabedoria sobrenatural que é o como fazer de Deus em situações além de sua capacidade pensante. São procedimentos de vida revelados pelo Espírito de Deus. Esse dom ensina a viver segundo o Espírito de Deus. Ele capacita você a entender revelações, discernir sonhos, interpretar parábolas, entender profundamente fatos das Escrituras, interpretar de forma correta visões. Esse dom diz qual é o momento para se realizar uma determinada coisa espiritual, e qual a melhor maneira. Ele te dá compreensão de coisas espirituais, de acordo com a vontade de Deus e a necessidade de certos momentos. É o dom que capacita você a ensinar. A exortar. O dom que capacita você a aprender coisas profundas e espirituais. Que trás MATURIDADE ESPIRITUAL AO CRENTE EM CRISTO. É o dom que guarda o coração do engano, do engodo. Ele destrói SOFISMAS. Ele estabelece e uniformiza o caráter das revelações do Espírito dado a Igreja.
Exemplos: A interpretação do Sonho de Nabucodonozor, O enigma de Sansão, todos os provérbios (que são Palavras de Sabedoria), Atitudes proféticas orientadas por Deus com intuito de ensinar a Palavra (Jeremias comprando um campo na época do sítio de Jerusalém). QUASE TUDO QUE JESUS FALOU SÃO PALAVRAS DE SABEDORIA (Tem coisa dita por Jesus que é Palavra de Conhecimento e tem coisa que é Profecia). Aquela cena de Jesus e a adultera, quando está escrevendo no chão; A cena de Jesus e a questão do imposto com Pedro (o peixe e a moeda); a cena de Jesus e a moeda de César, a cena de Jesus na casa do fariseu e da pecadora que lava seus pés com lágrimas, sua parábola para resgatar o coração do fariseu, etc. Como não falar da mais conhecida e espetacular Palavra de Sabedoria de todos os tempos:
15 E acordou Salomão, e eis que era sonho. E indo a Jerusalém, pôs-se perante a arca da aliança do SENHOR, e sacrificou holocausto, e preparou sacrifícios pacíficos, e fez um banquete a todos os seus servos.
16 Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele.
17 E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa.
18 E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa.
19 E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.
20 E levantou-se à meia noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio.
21 E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido.
22 Então disse à outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei.
23 Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo.
24 Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei.
25 E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra.
26 Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o.
27 Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe.
E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.
Resumo :
Palavra de Sabedoria é o dom que auxilia no entendimento de visões, revelações, enigmas e mistérios divinos, assim como concede a igreja o “como” aplicar as Escrituras, “como” aplicar revelações, discernir profecias, e aplicar no MOMENTO DEVIDO as atitudes e ações corretas que contribuem para a edificação geral, ou para salvação de alguém num momento de angústia, de perigo, de necessidade.
Ele é concedido para ensinar de modo profundo realidades espirituais, e em situações de necessidade, para preservar a vida, relacionamentos e bens. Ela é semelhante, numa comparação, a inspiração do cientista, do artista, do músico, que também é um presente de Deus, para criação, composição, descoberta, num parecer jurídico, numa decisão judicial. Poderia ousadamente, dizer que a civilização é fruto de palavras de Sabedoria dadas ao homem, em que Deus por sua graça, encaminhou a humanidade para um final feliz, infelizmente… As trevas também colocaram seus falsos mestres com sua falsa sabedoria…
Palavra de Conhecimento
A Palavra de Conhecimento é o dom através do qual Deus revela o que é segredo. O que está oculto, escondido dos olhos humanos. Seja porque é um pensamento de outra pessoa, um sonho, uma visão, um sentimento, uma percepção, um plano, uma situação familiar, pessoal. Algo que alguém não quer contar por causa das implicações que irá gerar tal revelação. O dom encobre um princípio geral do Reino de Deus:
A Verdade.
Acostumamos-nos com a arte de dissimular, de encobrir, de guardar nossas dores, camuflar sentimentos e, sobretudo, de não compartilhar com ninguém nossos mais profundos desejos, ou anseios. Desde o jardim do Éden tem sido assim. Vivemos nos escondendo com medo, com vergonha, preocupados. A regeneração causada pelo Espírito Santo nos leva a uma situação semelhante a que deseja de seus anjos. Representado até no ocorre com o corpo dos anjos em determinadas situações:
A DE SERMOS TRANSPARENTES.
Reais. Sinceros. Corretos. De haver um compromisso entre o que somos e o que dizemos. Entre o que sentimos e o que expressamos.
Que A verdade é vital para o Reino, o Espírito Santo já deixou expresso lá em Atos:
CAPÍTULO 5
1 MAS um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade,
2 E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?
4 Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
6 E, levantando-se os moços, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
A mentira é proibida aos filhos do Reino, pois fomos chamados para sermos filhos da verdade. Esse trecho acima é o exemplo claro de uma Palavra de Conhecimento dado a Igreja, seguido de uma operação de prodígios (a morte de modo sobrenatural de Ananias).
O dom de Palavra de Conhecimento é a ferramenta para alertar a Igreja de uma situação de perigo iminente, ou para auxiliar os Pastores a solução de situações ocultas que TEM QUE SER TRATADAS para que a UNÇÃO não seja interrompida nos cultos e na vida de comunhão da Igreja. Pela Palavra de Conhecimento, desastres serão impedidos, desafetos serão reconciliados, lares serão restaurados, e danos materiais podem ser evitados.
Outra questão da Palavra de Conhecimento é trazer a luz realidades espirituais desconhecidas, abrir novas frentes de conhecimento das Escrituras, das coisas do Espírito Santo, Fatos profundos e tremendos sobre os dons, sobre a Unção, sobre a Autoridade em Cristo, sobre a Fé, sobre Oração, etc.
A igreja não tem como crescer no Conhecimento em diversas áreas de sua vida sem a Palavra de Conhecimento. O Ensino na Igreja sem o auxílio deste dom é infrutífero. Existe uma lenda evangélica que diz que o básico é o suficiente e que o novo é perigoso. Na maior parte das igrejas o que domina é um evangelho sem profundidade, cansativo, repetido por diversos anos em função do DESPREZO que as denominações possuem pelo dom de Palavra de Conhecimento. Eu tenho aprendido que SE O ENSINO DE UMA IGREJA NÃO ESTIVER RESPALDADO POR REVELAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO E POR UMA RENOVAÇÃO E APROFUNDAMENTO CONSTANTE NO ENSINO DAS ESCRITURAS, ASSIM COMO NO ENSINO DE COISAS ESPIRITUAIS, A IGREJA morre DE INANIÇÃO.
Exortação espetacular. Preste atenção no que eu vou dizer.
Ignora-se nas igrejas o ensino sobre a vida no Espírito Santo. Pouco se sabe e menos se ensina sobre a unção, sobre os dons, sobre a vida debaixo dos dons. A igreja não desenvolve encontros para crescimento dos dons espirituais, para desenvolvimento das capacitações proféticas da igreja, para encorajamento dos adolescentes na instrumentalidade dos dons, para fortalecimento dos jovens da manifestação da profecia, para consolidação nos adultos das interpretações, discernimentos, entendimentos.
Modos de administração da Palavra de Conhecimento
A palavra de Conhecimento pode ser ministrada através de:
a) Interpretação em línguas;
Durante uma interpretação Deus revela uma situação oculta, algo que está dentro do coração de determinada pessoa, para que se firme uma atitude ou afaste-a de uma situação.
b) Visões;
As Escrituras são marcadas, salpicadas de exemplos de Palavras de Conhecimento dadas em visões. Toda vez que Deus mostra QUALQUER OBJETO, é uma Palavra de Conhecimento. Toda vez que após mostrar algo é dada em seguida ou deve ser buscada uma explicação.
c) Revelações;
Normalmente faladas, interiores, assemelhando-se com o nosso pensamento
d) Sonhos; São visões e revelações trazidas em sonhos.
e) Pregações ungidas, ou profetizar;
Deus revelando através da pregação, muitas vezes sem que o pregador se aperceba, de uma situação a qual ele não teve acesso anteriormente.
f) Leitura e Estudo das Escrituras;
Na medida da meditação nas Escrituras, coisas assombrosas são reveladas a nós pelo Espírito Santo, abrindo-nos o entendimento de fatos que nos eram desconhecidos.
g) Por sinais, prodígios e maravilhas;
Deus opera sinais para nos revelar aspectos de sua graça, poder, vontade, autoridade.
h) Por situações humanas ou naturais reinterpretadas pelo Espírito Santo;
O Espírito Santo nos constrange a pensarmos em determinada situação, filme, acontecimento histórico, situação familiar, leitura de livro, acontecimento no trabalho, trabalho escolar, e neles encontramos paralelos profundos com verdades da Escritura, de profundo valor para nosso crescimento.
i) Por intermédio de discernimento de espíritos
São revelações trazidas por meio de anjos, em visões com os olhos abertos, em arrebatamentos, em situações proféticas em que espíritos de Profetas (pessoas que possuem o ministério de PROFETA) são conduzidos espiritualmente até lugares e pessoas em outros locais, no instante em que ocorre o fato, no instante em que OCORREU, ou para o futuro (já como Profecia).
Observação:
A questão de Deus mostrar o passado a um Profeta é para que ele possa compreender o presente de determinada situação com CONVICÇÃO. Em determinadas situações um profeta só terá coragem de dizer algo se tiver VISTO o que aconteceu. Questões inerentes a nossa humanidade.
Sobre a falta de clareza de uma Palavra de Conhecimento
Nem sempre uma Palavra de Conhecimento é clara. Visões por Palavras de Conhecimento não vem acompanhadas necessariamente de seu ENTENDIMENTO. Vê-se uma mulher com asas de águia, um anjo derramando um cântaro, um anjo colocando flores sobre o púlpito, um pardal pousando a cabeça de alguém, uma pomba voando sobre determinado lugar, anjos que trazem vestimentas, pessoas vestidas com vestes de guerra, vê-se um exército com armaduras flamejantes, seres com pernas semelhantes ao fogo, com quatro rostos. Sonha-se com duas vacas magras comendo sete vacas gordas. Um anjo te entrega um livro e te manda comer. Você vê doze estrelas, o sol e a lua vindo em sua direção, um dragão que parece uma serpente com asas voando sobre um ovo, uma prostituta com um cálice com coisas imundas, um lençol cheio de animais que você não come, um anjo tão alto que suas asas cobrem os céus, sonha-se com um pão feito de cevada, quente e torrado caindo sobre uma multidão de soldados. Uma espada cravada na terra, a mão de um homem transformada em martelo enquanto ora. Faz-se necessário SEMPRE o DISCERNIMENTO DAS VISÕES E DAS REVELAÇÕES com o auxílio do dom Palavra de Sabedoria.
Não se despreza uma visão por não poder ser entendida num primeiro momento. Determinadas visões, assim como certas revelações, só podem ser plenamente conhecidas em seu CUMPRIMENTO. O trecho de Isaías, capítulo 53, Salmo 22, Salmo 110, etc. possuem Palavras de Conhecimento sobre a pessoa de Cristo que somente seu ministério pôde decifrar. Como entender de antemão que o ungido de Deus seria torturado? Muita das coisas que os profetas viram não era para eles inteligível.
A Palavra de Conhecimento trás para a Igreja, enigmas, parábolas, provérbios, comparações espirituais, para o crescimento da Sabedoria da Igreja. Para que ela se torne apta a discernir coisas Espirituais. Por isso é importante guardá-las, anotá-las, buscar em Deus a interpretação do fato trazido pela Palavra de Conhecimento. Em alguns momentos o simples fato de Deus trazer a luz alguma situação já será o bastante para entendermos o que está acontecendo. Outras vezes DEUS REVELARÁ COISAS OCULTAS para sua Igreja para que APENAS as pessoas envolvidas ENTENDAM e façam o que deve ser feito. Não é de domínio público. Não se expõe pessoas a situações de frustração e vergonha, não se trata de problemas de foro íntimo em nenhuma circunstancia além do círculo das pessoas envolvidas e poucas pessoas de confiança ministerial.
A outra questão da Palavra de Conhecimento é auxiliar aos obreiros a tomarem atitudes corretas sobre situações erradas que lhe são ocultas. Praticam coisas inadequadas ao culto e à comunhão e não se dão conta disso.
O caminho normal da Palavra de Conhecimento, no entanto é a REVELAÇÃO interior, onde o Espírito Santo fala ao coração humano de modo verbal, usando a voz interior humana, como seus próprios pensamentos, para revelar algo que está oculto.
Quando acontece de um homem OUVIR, externamente a ele, a voz de um anjo, tal fato acontece com apoio de outro dom, o de discernimento de espíritos.
Advertência.
Lembre-se deste capítulo antes de jogar na lama seu ministério por não dar ouvidos a uma Palavra de Conhecimento pelo simples fato de que você entende que: Basta não entender alguma coisa para não considerá-la como genuína manifestação do Espírito de Deus.
Agora, se este conselho não servir, rasgue uns sete capítulos de Apocalipse, quatro de Ezequiel e pelo menos uns vinte dos Profetas Menores e jogue fora de sua Bíblia. Não irão fazer diferença para seu ministério.
Profecia
A Palavra Profética ou Profecia é o dom através do qual Deus gera, realiza, consolida e nos revela o futuro, as coisas que haverão de acontecer, ou que poderão acontecer. A profecia tem o poder de moldar o futuro. Ela cria o futuro. Ela estabelece o futuro. Nenhum homem cria ou gera a profecia. Só podemos profetizar coisas que sejam oriundas do coração de Deus, as quais ele já tenha estabelecido como seu desejo, expressão de sua vontade. A profecia é entregue por homens ou anjos, que na verdade são PORTADORES, não seus autores. Nenhuma Profecia jamais teve autoria humana.
A profecia é um mistério, ela é uma capacitação ou atributo divino, muito mais que um dom, ela é mais que um poder, ela é tão importante nessa época na qual vivemos, que antecede a nova criação, como a própria fé.
Para entender o conceito de profecia, devemos entender que ela possui várias nuances, ela incorpora muitos significados.
1) Ela age como uma lei, ou como um decreto. Algo irá acontecer a partir de sua promulgação, que é o seu anúncio feito por profetas, pelo próprio Senhor, pelo Pai ou por anjos. Para exemplifica, imagine a criação de um grande empreendimento imobiliário. Ele inicia com um projeto, onde serão definidos a arquitetura, o valor do edifício, a tecnologia de construção. Mas a construção propriamente dita necessita de um CONTRATO ou CARTA DE AUTORIZAÇÂO, que é um documento legal que formaliza os RECURSOS FINACEIROS para início do empreendimento. Antes deste documento, ou dessa autorização, o projeto é só um sonho, uma imagem na mente dos seus idealizadores. Pontes, prédios, urbanismo, campanhas publicitárias, guerras, etc., só tem início a partir de um documento que agirá como AVAL sem o qual não há como a situação acontecer. Quando uma profecia é dada por Deus a um mensageiro, a partir dela será construído o futuro, e recursos celestiais estarão cooperando (o Poder de Deus e a operação angélica) para que o que foi dito se torne realidade. E o futuro e o tempo se SUBMETEM por assim dizer, à autoridade da profecia. Se a palavra profética vier com uma condição instituída por DEUS, [Mat 18:3 – E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Jo 8:51 – Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.] é esta CONDIÇÃO que DEFINIRÁ o que acontecerá no futuro, porque a própria eternidade se submete a PROFECIA. Ou seja, para determinados eventos proféticos, os céus aguardarão a resposta humana, o posicionamento humano, para darem curso à ação divina, desde que de ANTEMÃO Deus tenha declarado que fará deste modo.
2) A Profecia é também uma PROMESSA, feita por Deus. Deus cumpre o que promete, mesmo que haja OPOSIÇÃO ao cumprimento da promessa. Deus possui um compromisso com sua Palavra. A Profecia das Escrituras, tanto quanto a palavra profética dada pelo Espírito Santo, em qualquer época da história da igreja, terão o mesmo respaldo diante de Deus. O que o Espírito fala será cumprido, tanto quanto se cumpriu tudo o que foi profetizado nas Escrituras.
Rom 4:16 – Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós,
Rom 9:9 – Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho.
Gal 3:17 – Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa.
Houve inclusive época em que toda a palavra escrita era somente a palavra do Espírito de Deus na boca de seus profetas, no coração de seus ungidos. Esse conceito é profundo, mostrando a importância do que Paulo denomina MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO.
Para que não houvesse a falsificação da revelação divina, para que a igreja fosse preservada do erro, Deus selou a principal parte de sua revelação nos Escritos do Velho e Novo testamento, no cânone bíblico, ordenando que toda revelação, inspiração, conhecimento, discernimento espiritual que venha de modo REVELACIONAL seja passada pela PENEIRA da palavra escrita, de modo que JAMAIS HAVERÃO NOVAS REVELAÇÕES QUE CONTRADIGAM AS ESCRITURAS. Se isso acontecesse, o Espírito santo estaria CONTRADIZENDO A SI MESMO. Nenhuma profecia agora ou nunca, será contrária aquilo que Deus já revelou a seu próprio respeito. Toda profecia, revelação, doutrina que entre em contradição comas Escrituras, é por definição divina, FALSA. Tudo que diz respeito a Deus, inclusive seus mistérios, podem nos ser dados a conhecer, se assim Deus o permitir. Deus continua revelando seus mistérios, continua renovando nosso entendimento sobre sua Palavra, podendo efetivamente até mostrar coisas que ainda NÃO FORAM MOSTRADAS PELAS ESCRITURAS. Desde que haja SUBMISSÂO entre o novo que está sendo revelado e aquilo que já foi revelado. Quando mais Deus revelar de si mesmo, de sua obra, de seus valores, de seus planos futuros, sob seu poder, maior convicção nas ESCRITURAS será concedido à igreja, Assim também, crescimento no conhecimento de Cristo e de sua obra redentora, de sua deidade, sobre sua autoridade, sobre sua eternidade, sobre seu reino. O ENSINO TEOLÓGICO SOBRE fechamento do cânon, É CONTRÁRIO AO QUE AS ESCRITURAS AFIRMAM SOBRE A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO. A teoria do fechamento ou finalização’ serviu para que gerações de teólogos preservassem o caráter de QUERIGMA das Escrituras, sua posição de textos sagrados, assim como a unidade de textos inspirados e tidos como revelação plena, completa, suficiente e soberana de Deus. Dezenas de vezes homens tentaram usurpar a AUTORIDADE das Escrituras substituindo-a por decretos, declarações, doutrinas ou tradição religiosa. No momento que tais homens insinuaram que seus posicionamentos eram equivalentes aos textos sagrados, poderiam exercer domínio ilimitado sobre a congregação a eles submissa. Houve também um segundo nível de heresia em que uma vez com essa prerrogativa, pessoas tornaram-se os intérpretes autorizados, com exclusividade para interpretar ao seu bel prazer os textos das Escrituras. Num terceiro patamar, na época de trevas religiosas, até mesmo o contato com trechos das Escrituras nas línguas natais foi proibida aos crentes de grande parte da terra. Mas ela é FANTASIOSA. O caráter das sacrossanto das Escrituras não pode ser mantido por uma mentira. A verdade é que isso em contrapartida tem impedido por séculos o crescimento no conhecimento das Escrituras. Uma nova ditadura foi criada, a ditadura teológica, e mais uma vez a interpretação das escrituras foi delegada a outros intérpretes que agem em relação às revelações, as visões, as manifestações espirituais, ao conhecimento revelado dado pelo Espírito, do mesmo modo que o papado agia em relação a interpretação correta das Escrituras. O significado de EMANUEL é que DEUS HABITARIA COM SEU POVO, que CRISTO ATRAVÉS DO SEU ESPÍRITO STARIA PRESENTE, ENSINADO, REVELANDO, EXORTANDO, EDIFICANDO E CONSOLANDO. Essas funções são SOBRENATURAIS, ESSENCIALMENTE RELACIONADAS AO MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO. Há, portanto, para a igreja o ensino revelado, a orientação espiritual, as instruções e mandamentos dados DIRETAMENTE à igreja pelo Espírito de Deus. Negar isso é negar FRONTALMENTE ao Espírito de Deus.
A profecia trabalha contra continuamente contra forte vento contrário. Quanto maior a profecia, maior será o confronto quanto ao poder dos principados malignos. Para que a profecia se cumpra Deus manifesta FORÇA, se opõe contra toda oposição, destrói as forças contrárias, estabelece mediante sua força o que seu coração determinou.
Sal 62:11 – Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.
3) A Profecia age como um oráculo é assim denominada nas Escrituras.
Rom 3:2 – Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.
2Cr 24:27 – Ora, quanto a seus filhos, e ao grande número de oráculos pronunciados contra ele, e à restauração da casa de Deus, eis que estão escritos no comentário do livro dos reis. E Amazias, seu filho, reinou em seu lugar.
Os oráculos eram locais sagrados da antiguidade onde pessoas consultavam sacerdotes, profetas ou magos em busca de conhecimento do futuro. Um oráculo é sinônimo uma profecia. Significa Deus mostrando aquilo que irá acontecer. Deus enxerga e compreende o futuro e o tempo de um modo por nós desconhecido. Uma das funções da profecia é ser um oráculo, ou nos narrar fatos que irão acontecer, trazendo para nós um quadro nítido de acontecimentos futuros, segundo coisas que Deus quer que conheçamos, na história futura de nossas vidas, na história futura da igreja, ou mesmo da humanidade. Veja que VER o que virá é só uma das funções do dom, uma das características de sua operação. Equivale a entrega de uma palavra de Conhecimento sobre fatos que ainda não aconteceram. Cabe comentar que não existe um DESTINO. Não há, como falsamente pronuncia certas teologias, uma PRÉ-ORDENAÇÃO de todas as coisas. O tempo não é um livro pré-escrito assim como as coisas não acontecem para cumprir uma espécie de roteiro celestial.
Não é pela ONISCIENCIA divina, ou melhor, através do CONHECIMENTO divino, que Deus SABE de antemão o que irá acontecer. É pela PROFECIA. É mediante esse mistério, que o futuro é contemplado por Deus. A profecia é tão ligada a pessoa de Deus que é dito em Apocalipse que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
Apo 19:10 – Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
Quando é dito por Paulo que um dia as profecias cessariam, não significa que a PROFECIA deixaria de existir. Sim que não seriam mais necessárias porque tudo para o qual as profecias apontam, já teria se feito PRESENTE na nova criação. A profecia é parte de Deus, é seu testemunho, é sua palavra.
4) A Profecia gera o futuro, tem o poder de estabelecer épocas para cumprimento de determinados eventos segundo objetivos de Deus. Exemplos disso, a plenitude dos tempos, tempo dos gentios, a grande tribulação, milênio, o novo céu e a nova terra, Observa-se que nenhuma profecia invalida outra. Assim como a Lei de Deus é perfeita, não possuindo contradição interna, também não invalida a palavra profética. A profecia não agride a lei de Deus. A palavra profética é como um relojoeiro trabalhando num gigantesco relógio, cujas peças vão se encaixando de modo magistral. Os planos divinos são únicos, apesar de Deus poder falar sobre ele de vários modos diferentes. Uma profecia individual não pode ir contra uma profecia geral. Uma palavra dada na china, será repetida no Brasil, uma revelação profética dada numa comunidade cristã em Queimados será confirmada por outras numa comunidade no Flamengo. O que for dito ESPECIFICAMENTE para uma igreja local não age sobre o corpo de Cristo na terra. Deus falava individualmente para pessoas, para famílias, para reinos e até para nações. Jesus profetizou contra Betfagé e contra Cafarnaum, assim como Jonas para Nínive. As palavras proféticas acima foram dirigidas para povos diferentes, gerações específicas em situações distintas.
5) A Profecia pode ser também um juízo, uma sentença, uma declaração divina com força jurídica, numa comparação humana, que define uma ação de Deus com base num julgamento de Deus sobre uma situação. A profecia age como uma sentença num tribunal cujo juiz é DEUS. A cruz, por exemplo, é um juízo contra o pecado. Quando os sete selos de apocalipse são abertos, profecias que são juízos são emitidas. Quando Jesus fala de Cafarnaum, emite um julgamento (ai de ti Corazim! Ai de ti Cafarnaum!). O que acontece quando um magistrado emite uma sentença sobre alguém? Imediatamente, ou dentro do prazo prescrito pela sentença, o réu será PENALIZADO, ou receberá aquilo que o juiz afirmou a seu respeito. Seja a liberdade, seja o trabalho comunitário, seja a cadeia.
Então vamos reunir as visões sobre o dom de profecia:
1) Decreto ou Lei;
2) Promessa;
3) Oráculo;
4) Geradora do futuro, chamando aquilo que não existe a existência;
5) Juízo, uma sentença a ser executada por Deus numa época determinada.
Existe uma diferença entre profetizar e proferir uma profecia.
Isso é importante frisar para entendermos o que é profetizar. Quando cantamos:
“Não vou calar meus lábios, vou profetizar, manifestar a graça e abençoar a quem Deus quer libertar”
Não estamos proferindo uma profecia. Estamos abençoando. Estamos repetindo uma profecia já emanada da boca de Deus nas Escrituras. Estamos relembrando as promessas divinas. Estamos pregando para gerar fé.
Não fique triste, (Principalmente se você tiver aprendido numa comunidade evangélica de forte visão sobre a questão que DECLARAR com FÉ e PROFETIZAR são a mesma coisa).
Quando um pastor prega a Palavra de Deus pode não estar profetizando. Está Relendo profecias, ou ensinado profecias, ou exortando segundo a Palavra, ou ensinando as Escrituras, ANUNCIANDO O EVANGELHO, TESTEMUNHANDO A CRISTO, ANUNCIANDO A SALVAÇÃO, está gerando fé, está edificando a Igreja, o que é poderoso para transformar, edificar, consolar, exortar, fortalecer, avivar, alegrar, MAS, TECNICAMENTE, pode não estar PROFETIZANDO.
No Absoluto da Palavra de Deus, Profetizar com base na PROFECIA é chamar as coisas que não são a existência, debaixo do mandato de Deus. E ponto final. Nada mais.
SE A PALAVRA QUE VOCÊ, OUSA DIZER QUE É PROFECIA, ENTENDE COMO PROFETIZAR, NÃO SAIU COMO BRASA VIVA DE DENTRO DO CORAÇÃO DE DEUS, TAL PALAVRA É SOMENTE UM DESEJO HUMANO, UMA ESPERANÇA AMOROSA E NADA MAIS.
Acalme-se adorador. O fato é que você pode continuar desejando, orando, abençoando fazendo declarações de fé para seus amados irmãos e irmãs. Mas, lembre-se, vai depender da fé de quem abençoa e da fé de quem a recebe. A Profecia não depende de nada e de ninguém. A Profecia é trazer a existência uma Palavra Divina com capacidade de mudar o universo. E ela não pode ser produzida pela vontade ou pelo desejo humano, acontecendo somente pelo processo de inspiração divina.
O QUE É PROFETIZAR:
1Co 14:1 – Segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
Num 11:26 – Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles: o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial.
1Sa 10:11 – Todos os que o tinham conhecido antes, ao verem que ele profetizava com os profetas, diziam uns aos outros: Que é que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas?
Lucas 1
67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:68 Bendito, seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo,69 e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo;70 assim como desde os tempos antigos tem anunciado pela boca dos seus santos profetas;71 para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam;72 para usar de misericórdia com nossos pais, e lembrar-se do seu santo pacto73 e do juramento que fez a Abrão, nosso pai,74 de conceder-nos que, libertados da mão de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,75 em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos;77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,78 graças à entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos há de visitar a aurora lá do alto,79 para alumiar aos que jazem nas trevas e na sombra da morte, a fim de dirigir os nossos pés no caminho da paz.80 Ora, o menino crescia, e se robustecia em espírito; e habitava nos desertos até o dia da sua manifestação a Israel.
1Co 14:31 – Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez; para que todos aprendam e todos sejam consolados;
Profetizar diz respeito a falar sobre inspiração ou domínio sobrenatural/espiritual, seja a fonte deste domínio DEUS ou uma influencia de poder maligno qualquer.
1Sa 18:10 – No dia seguinte o espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul, que começou a profetizar no meio da casa; e Davi tocava a harpa, como nos outros dias. Saul tinha na mão uma lança.
Os profetas segundo Deus entregavam: oráculos (Isaías falando sobre Jesus), revelações sobre coisas ocultas (Elizeu descobrindo os planos dos sírios); Entoavam cânticos espirituais, sobre inspiração do Espírito de Deus (Zacarias, Débora, Moisés, Maria, Isabel); Dançavam sobre domínio do Espírito (Saul entre os profetas). Salmodiavam com instrumentos musicais e hinos de adoração; Aconselhavam e instruíam com palavras de sabedoria (Salomão e provérbios, Jesus e seu ministério de ensino).
Profetizar, então é qualquer atividade em que palavras ou gestos feitos com a cooperação ou domínio total do Espírito Santo, manifestem uma
Palavra de Conhecimento
(Revelação, sonho, visão)
Palavra de Sabedoria
(Discernimento, interpretação ou doutrina)
Profecia,
Oráculo, por meio de sonho, visão ou revelação, decreto, promessa.
Discernimento de Espíritos
Salmos, testemunhos.
Cânticos de adoração ungidos.
Interpretação de línguas para entrega de palavra de conhecimento, palavra de sabedoria ou profecia.
Profetizar é declarar algo segundo o Espírito de Deus. Então, não é necessariamente emitir uma PROFECIA.
Se não for segundo o Espírito de Deus, a igreja não está profetizando. Não está fazendo nada, neste sentido, na verdade.
Então na verdade, quem foi usado numa interpretação de línguas, profetizou, assim como a pessoa que pregou as Escrituras DEBAIXO DA UNÇÂO ou o cantor que cantou cheio do Espírito Santo. Quem falar por si mesmo, declara palavras, pregar, ou mesmo cantar, sem a manifestação do espírito, sem a cooperação de Deus, a única coisa que fez foi falar por si mesmo, declarar palavras, pregar e cantar. Nada mais.
Continuando sobre Profecia:
II Pe 1.21
20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo
20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
A profecia é iniciada no coração do Senhor. E só produz efeito na nossa esfera física se na TERRA FOR MANIFESTADO O DOM DE PROFECIA por quem o possui. A profecia manifestada de um modo mais “poderoso” numa comparação humana, pode vir através do ministério que as Escrituras chamam de PROFETA. ou DOM MINISTERIAL denominado PROFETA. No profeta a palavra profética possui uma dimensão mais profunda, ela possui um nível mais elevado. Assim como o ensino feito por quem possui o MINISTÉRIO DE ENSINO é mais profundo no que diz respeito a muitos níveis na Escritura, por exemplo.
14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
16 Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo
Nossos pensamentos são somente os nossos pensamentos (homem natural) até que sejamos ungidos, cheios do Espírito Santo, e nesse transbordar sejamos constrangidos a falar as Palavras do Espírito Santo. (Que é dentro de nós, diga-se de passagem, o cara mais sensato). Nós PODEMOS eventualmente pensar como Jesus na medida da submissão ao Espírito de Deus, na medida de darmos lugar ao (homem espiritual), no nosso coração. O coração é de onde FLUEM a presença do Espírito Santo e os dons espirituais. Onde reside nossa consciência. Esse patamar de unidade com Deus, só se atinge debaixo da unção..
Durante uma pregação um Obreiro poderá até Profetizar. Assim como é comum que ele inspirado pelo Espírito Santo entregue uma Palavra de Conhecimento.
A Profecia é um milagre pronunciado. É uma manifestação do cuidado de Deus para com seu povo e demonstração PODEROSSÍSIMA da Soberania de DEUS. Deus é o dono do amanhã. Dividirei a Profecia em duas formas para melhor a entendermos (divisão didática):
1) Criadora ou Geradora;
2) Anunciadora, de Aviso ou Condicional;
Criadora
Existem duas características da Profecia Criadora que são estonteantes:
Gerar a partir dela o que um dia acontecerá. A profecia é que transformará os eventos, o tempo, mudará o curso da história, reestruturará a cadeia universal de situações e acontecimentos, transformará o universo se necessário for para ser cumprida.
Sendo expressão da vontade de Deus, tem seu aval, sua autoridade, e conta com a devida porção do Poder necessário para sua realização.
Condicional
A Profecia Condicional é aquela por qual Deus anuncia ou revela coisas que irão acontecer, dependendo, entretanto, do comportamento daqueles que nela estão inseridos.
Exemplo
Mt 18.3
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
É Deus visualizando o que poderá acontecer, se algo não for feito para reverter o processo, ou que certamente se realizará se houver continuidade e perseverança daquilo que já está sendo realizado pela Igreja, por alguém ou pela comunidade.
Deus avisa de antemão seu povo para que ele não pereça, sofra dano, receba o livramento de uma situação em andamento. A profecia fortalece os corações, firma propósitos, estabelece metas e prioridades para a Igreja.
Os meios de comunicação de uma Profecia são:
Interpretação de línguas;
Palavra profética plena, sem acompanhamento de línguas, profecia falada pura e simplesmente;
Revelação profética dada ao espírito de um dos membros, por intermédio de revelação interior;
Sonho profético;
Visão profética. Em vez de simplesmente OUVIR, o Profeta também VÊ o que irá acontecer. De olhos fechados, tudo é visto no espírito do profeta, um cinema interior. Quando ele é arrebatado ou lhe é mostrado em visões de olhos abertos o que irá ocorrer. Esse tipo de visão é operado por ou com o apoio do dom de DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS.
Observação: Na visão de olhos abertos, em que as duas realidades se sobrepõem, a espiritual e a natural, é porque a operação do Espírito atua ao mesmo tempo sobre a mente e sobre o coração. (um pouco óbvio).
Uma das grandiosas funções da Profecia é alegrar-nos. Outra, edificar. Também fortalecer. E sobretudo, consolar. Em alguns casos, exortar. A Profecia manifesta os planos de Deus para sua Igreja, para seus membros. A profecia, como já é capaz de moldar a eternidade, manifestar o invisível, criar realidades, edificar reinos, fazer ruir civilizações. Por uma profecia os mortos serão trazidos de volta a vida, no momento em que a mesma for pronunciada pela boca de um arcanjo.
I Ts: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
Por outra Profecia, TUDO QUE EXISTE DEIXARÁ DE EXISTIR.
Hb 12:6 fala assim:
“A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu.”
Percebe-se a profundidade do que é Profecia.
Gravíssima advertência:
O que nos leva a figura da RESPONSABILIDADE. Profetizar falsamente é crime HEDIONDO para Deus. Isso destrói vidas, ministérios, Igrejas. Destrói a credibilidade do evangelho. A Igreja precisa desesperadamente da Profecia; não foi permitido a nenhum ministério terreno, em tempo algum abrir mão dela. Sem ela a igreja morre. Por isso deve haver uma escola de desenvolvimento profético, um crescimento em amor e comunhão e confiança uns nos outros, e a imediata mudança da postura profética nas igrejas pentecostais modernas, que utiliza um modelo falido para comunicação da palavra profética, imitando inadequadamente o modelo vetero-testamentário por falta de modelo a que se firmar. Não é necessária mudança de voz, postura dos profetas de Israel ou afastamento asceta; não é necessário que sejam senhoras a profetizarem, o podem fazer adolescentes com bonés virados e camisetas com estampas em japonês. Não é necessário que haja sempre línguas estranhas. Não é necessário que haja interpretação de línguas. E quem disse que há modelo que não seja o do respeito, consideração, humildade e amizade? Não é necessário que a profecia seja ministrada por uma pregação profética ou anuncio profético. Pode ser um sonho narrado. Uma visão acontecendo naquele culto. Nomes de pessoas envolvidas devem ser mencionados. Pode ser um cântico espiritual. Um salmo, um improviso cantado durante um período de adoração pode iniciar uma profecia. Uma oração pode manifestar uma profecia. Jô concede uma das maiores profecias da história em meio a uma LAMENTAÇÃO. “Eu sei que meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra”. Mães podem fazê-lo ao orar e interceder pelos seus filhos. A Palavra profética pode acontecer num encontro casual de dois irmãos, num almoço, num jantar, num shopping, por uma frase. Num cumprimento. Num abraço. A profecia não tem origem no homem, procede do coração de Deus.
Observações:
– Profecias locais não possuem caráter mundial. Revelações espirituais não necessitam abarcar a humanidade, as nações, ou o Brasil. O valor de uma ministração profética não é medida por sua abrangência mundial. Contaminamos o caráter da profecia por querer impor a toda uma geração aquilo que às vezes foi concedido a um grupo determinado, para um período determinado. Não somos maiores que nosso próprio chamado e não necessitamos englobar as regiões celestiais, quando o Espírito revela algo. Pode ser uma coisa pequenina, algo que seja falado a uma criança, a uma única pessoa. Pode ser uma única palavra. Profetas não foram levantados por Deus para um show bussines cósmico, ou para uma empreitada que atinja milhões. Pode até ser que uma profecia entregue num culto, num sonho ou por outro meio, tenha amplitude global, tenha o caráter de ser anunciado a milhares. Mas não é esse o padrão. A profecia dada por Deus na comunidade local visa a comunidade local, visa as pessoas próximas. Muitas vezes Deus falará numa revelação profética para membros de sua família. Algumas vezes ele revelará o nascimento de uma criança para uma parenta próxima. Outras vezes Deus revelará não coisas para um futuro distante, mas para minutos após. Outras vezes a profecia anunciará fatos celestiais, coisas que aconteceram na eternidade passada ou mesmo fatos da eternidade futura. Não importa. Seja consciente de que Deus quer simplicidade dos seus profetas. Sem voz afetada, sem teatralização. Profetas não são magos. Profetas não são nada mais que pessoas com uma responsabilidade para uma igreja com necessidades.
Discernimento de espíritos
Premissa Inicial
A essência do Dom de Discernimentos de espíritos é SEPARAR. DIVIDIR. DISTINGUIR. DISCRIMINAR. DESTACAR.
Deus colocou no homem valores estéticos, morais, sensitivos que o aproximam da vida, do agradável, do belo, do perfeito, e lhe deu repulsa de praticamente tudo que se relaciona a morte. O homem enoja-se com o mal-cheiro, podridão, visão de coisas que pareçam imundícia. Para não ter nojo dessas coisas a mente humana necessita ser cauterizada por processos psíquicos de tortura ou malignos.
Muito a dizer e pouco tempo pra escrever. Resumindo: Vivemos num mundo sujeito á várias influencias espirituais:
Espíritos malignos
Espírito humano
Alma humana
Espírito de Deus
Poderes de trevas
Operações espirituais mistas Maligno-humanas
Operações angélicas
Existe uma intensa batalha entre poderes espirituais, forças sobrenaturais operando nesse campo de batalha chamado terra. Para proteger a Igreja desse vendaval de emoções, dos perigos impressionantes deste mundo tenebroso, nós contamos com a operação do dom de discernimento de espíritos para entendermos sobre as origens das circunstancias espirituais que nos envolvem a cada instante. A cada momento de nossa caminhada muda a composição de forças atuando sobre nossas vidas, ora estamos lidando com o mundo natural, com o mundo humano, ora com pessoas influenciadas por poderes de trevas, ora por pessoas constrangidas e perturbadas por espíritos enganadores, ora por pessoas debaixo de opressão maligna contra sua vontade, outras vezes por pessoas conscientemente usadas pelos espíritos malignos. Alguns se aproximam segundo a influencia divina inconscientemente, outros enviados pelo Espírito Santo. Nessa confusão espiritual a Igreja necessita de conhecer com o que está lidando, para fazer o que deve ser feito. Algumas enfermidades são operadas por poderes malignos, sem a atuação DIRETA de demônios. Essas operações indiretas são pelos espíritos de enfermidade. Outras são frutos da presença DIRETA dos espíritos malignos. Expulsando-os, finda-se a enfermidade. Pessoas entram e (infelizmente) saem opressas de dentro de um templo pela falta da instrumentalidade no uso deste dom.
Esse dom dará a percepção da operação maligna na vida de outra pessoa e mesmo em nós mesmos.
Existem vários modos de operação do dom de discernimentos de espíritos. Vamos a alguns:
Nível de sentidos:
Determinadas manifestações malignas são precedidas de “visões olfativas, auditivas” em que o pútrido, o podre, o fétido é percebido, ainda que num ambiente higienizado, quando se antecede à manifestação maligna de qualquer espécie. Essa percepção não é referente à feijoada comida por alguém no dia anterior, não. Diz respeito a um aspecto humano usado por Deus para facilitar ao homem conhecer a fonte de uma manifestação. Por isso muitos (muitos, não todos) casos de visões angelicais são precedidos de perfume no ambiente, algo agradável. Murmúrios e lamentações estranhas: pessoas opressas fazem sons esquisitos. Ouve-se, mesmo sem nenhuma cascavel, o som característico de seu guizo, dentro da igreja, como um exemplo factível. A tipologia sobre cobras nas Escrituras, já ajudaria a um crente perceber a fonte de determinada manifestação.
Nível sobrenatural I:
Visões e revelações interiores sobre determinada fonte de manifestação espiritual. É comum a visualização de demônios com características animalescas, cobras, sapos, rãs, cabras, gorilas, animais estranhos, lagartos, aranhas, etc., normalmente aqueles que já possuem um SÍMBOLO claro nas Escrituras para que o crente faça uma associação rápida entre a manifestação e sua fonte. São ALEGORIAS espirituais, não as verdadeiras formas de um espírito maligno, para que imediatamente se reconheça a malignidade ou, mormente um aspecto asqueroso de fácil reconhecimento. Tais representações são dadas pelo Espírito Santo para revelar: a presença; operação direta ou indireta; associação; aproximação; situação de envolvimento espiritual maligno; opressão maligna; ataque maligno; ou domínio espiritual.
POR ISSO, sob o domínio do dom é comum ver coisas com a premissa inicial, aquilo que enoja, que é sem simetria, disforme, nojento. As representações do pecado na bíblia são a lepra, a imundícia, o vomito, a cinza, a sujeira, o veneno, sepulcros com exposição de corpos mortos em decomposição, a putrefação. A operação de discernimento de espíritos vai mostrar gente que parece morta, chagas, feridas, e coisas que sejam representações de desordem, prisão, sensualidade ou que representem a lista de manifestações do pecado, narrada lá em Gálatas. Onde há pecado, há também algum tipo de operação maligna. É incrível a capacidade de obreiros que não possuem dons desse porte de rejeitarem manifestações espirituais por que entendem que deve haver um certo nível, uma classe, elegância ou certo sentimento estético no que tange a visões. Nem toda borboleta azul vista quando se fecham os olhos é fruto de um dom. Lembre-se de que é essencial conhecer a origem das manifestações. Para isso também a grandiosa necessidade do dom:
Verificar imediatamente após a manifestação espiritual a sua origem. Ele é o cão de guarda da igreja. Farejando e diferenciando o verdadeiro de falsificações baratas, simulacros de profecias, cópias piratas de palavras de conhecimento, revelações de origem humana, sonhos que são fruto do inferno, línguas estranhas com cidadania que não o reino celestial.
Há uma poética e belíssima tipologia sobre manifestação de discernimento de espíritos na Palavra. Isaque velho e quase cego toca a Jacó, pensando ele ser Esaú, porque este veste as roupas de Esaú e exala seu cheiro. Isaque não pode enxergar, mas ao tocar uma pele de carneiro sobre o braço de Jacó (Esaú, o primogênito era peludo) e ao sorver o aroma das vestes de Esaú, instantaneamente profetiza:
Gn 27:27
27 E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou;
28 Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.
29 Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.
Mas, você dirá: – Meu Deus! Num tem nada a vê! O texto mostra um filho enganando um pai velho e cego, e que depois de uma trapaça emite uma Profecia! O que isso tem a ver com discernimento de espíritos… Além do mais, o pai errou!
Sim. O Pai errou. Profetizou sobre o filho errado. Mas o Espírito Santo não. O Homem natural não discerniu sobre a escolha divina, sobre QUEM ou O QUE movia o coração de seu filho mais velho. Deus DISCERNIA corretamente quem era apto ou não para alcançar a benção. Numa operação de DISCERNIMENTO ESPIRITUAL, Deus SEPARA joio do trigo, ESCOLHENDO quem deseja abençoar. Discernimento de espíritos é assim. Você pode até errar, mas o dom não permitirá que pessoas erradas sejam separadas para aquilo que não estão preparadas. O dom de Discernimento pode enxergar o coração, pode ver o caráter de uma operação ou manifestação espiritual, ou mesmo mensurar o grau de contaminação de pecado no espírito humano.
Nível sobrenatural II:
Nem só de visualizar porcaria vive o dom de Discernimento de espíritos. Ele também permite ver a dimensão espiritual, ver os anjos, querubins, arcanjos, seres celestiais subindo e descendo sobre a Igreja de Cristo. Ele é um dom crucial para o Profeta, pois a partir dele se distingue com precisão a origem das coisas que lhe são comuns, quase todo o tempo.
Quando acontece de um homem OUVIR, externamente a ele, a voz de um anjo, tal fato acontece com apoio do dom de discernimento de espíritos.
Através deste dom é que acontecem as visões em que a realidade física se mistura a espiritual, e de olhos abertos anjos são vistos, espíritos são contemplados no lugar que se encontram. Abrindo um parêntese, quando eu era jovem pensava que espíritos malignos só podiam habitar almas humanas e não imaginava que pudessem fisicamente estar em corpos humanos vivos, ou mortos, pontes, catedrais, hospitais, terrenos, animais, lugares, espaços, casas ou objetos. O dom opera na sua plenitude algo que é semelhante a divisão da alma e espírito, como se pudesse separá-los. Esse como se pudesse é só uma atenuação, um eufemismo, para que você que nunca ouviu tal proposição sobre o dom não tenha um infante do miocárdio ao ler essas rudes linhas. Não gosto de fazer isso, mas, vou pedir socorro ao grego para não ser jogado as feras quando descrevo tal operação. Discernimento vem do grego, Diakresis, algo cuja raiz é separação. O dom separa o maligno do benigno, o falso do verdadeiro, a alma do espírito e a mente do coração. Ele age para fora, discernindo manifestações e para dentro, separando partes aparentemente indissociáveis de nossa natureza espiritual. Por esse dom operando é que ocorrem os ARREBATAMENTOS. Foi o que ocorreu na ilha de Patmos com João. Uma operação de discernimento de espíritos separou seu espírito e ele pelo poder de Deus sobe até os céus, adentrando espiritualmente nas regiões celestes. Lá ele recebe Profecias, Palavras de Sabedoria e Palavras de Conhecimento, de tal monta que nos concede um LIVRO inteiro de revelações.
Entenda que através do dom se DISTINGUE o invisível, se DESTACA aspectos malignos, se SEPARA a alma do espírito, para melhor AVALIAR as duas realidades nas quais nascemos, vivemos e morremos, que são a realidade espiritual e a realidade física. Através do dom, SEPARAMOS o joio do trigo, os anjos dos demônios, e as Palavras do Espírito Santo das palavras de nossa ALMA e das intenções do nosso CORAÇÃO. O dom que separa os espíritos, que CLASSIFICA o que não temos humanamente condição de classificar, também pode ajuntar realidades espirituais fazendo com que o homem veja simultaneamente as regiões espirituais, a dimensão de Deus e a dimensão humana.
Já parou para perceber que você possui um livro nas Escrituras APOCALIPSE, (na verdade dois, o livro de Cantares de Salomão é quase completamente um cântico espiritual) que é INTEIRAMNTE de REVELAÇÕES DADAS PELO ESPÍRITO DE DEUS?
E compare agora com o patamar de uso dos dons espirituais na nossa igreja moderna.
Fomos chamados a viver numa profundidade que para muitos é quase uma lenda. Gerações de pastores nasceram e morreram sem entender que as Escrituras não limitam a MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO DE DEUS NA OBRA DO ENSINO, DA REVELAÇÃO E DA CIENCIA no seio da igreja.
As Escrituras não tem ciúme do Espírito Santo. O Espírito Santo é que tem ciúmes de nós.
O cânon não está fechado. Epístolas completamente reveladas pelo Espírito Santo podem ser dadas a igreja hoje, com o mesmo valor de utilidade das Escrituras, DESDE QUE JAMAIS, DE MODO ALGUM, DE FORMA NENHUMA, EM MOMENTO ALGUM, A CONTRADIGAM. Essa dolorosa verdade faz parte do projeto divino para sua igreja. O conservadorismo e a tradição resolveram dizer que o Espírito Santo ficou mudo desde a época dos apóstolos. Nunca houve tempo no qual Deus não concedesse revelações ao homem, e que não tivessem, tais revelações, o mesmo valor daquelas encontradas nas Escrituras. Faz parte de sua natureza.
Porém, nunca houve revelações verdadeiras dadas ao homem que não tivessem o respaldo da Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse.
Não importam quantos loucos e sonhadores e amaldiçoados inventem revelações em nome de Deus, ou tentem escravizar multidões com suas palavras proféticas falsificadas ou com sua presunção apostólica, se tais homens com insígnias colocadas por eles mesmos tentem substituir a Cristo na terra; se religiões se levantem para afirmar que são substituição ao Espírito Santo ou se dois terços do cristianismo se curve diante de cartas de homens que afirmam que a sua palavra tem igual ou maior valor que o das Escrituras (estou falando do papado). Nada mudará a essência de um Deus que se revela e que profetiza, o Evangelho de Cristo é o evangelho da revelação, da glória, dos dons espirituais.
Tem que ser assim.
Jesus em João 14.26 profetizou o seguinte:
“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”
Jesus jamais abrirá mão dos padrões estabelecidos na Sua Palavra sobre o modo de condução e Ensino a ser administrado ao seu povo. Você não pode negar por seu zelo pastoral a revelação do espírito Santo a Igreja. Negar os dons, as visões, as revelações, as profecias e as manifestações espirituais são ALTA TRAIÇÃO aos ideais do calvário. Não importa quantos defraudem, mintam, enganem, distorçam, corrompam, maculem, escravizem ou mesmo matem em nome de Deus, em nome do Espírito de Deus. Não importa quantos escandalizem com suas profecias falsas. Deus CONTINUARÁ EDIFICANDO SEU POVO ATRAVÉS DA MANIFESTAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS.
Operação de milagres
Não vou definir milagres. Sequer falar sobre eles. Vou esclarecer outra coisa. Determinada nível de operação milagrosa não ocorre sem a modificação da consciência humana. Não se opera milagres pelo dom de operação de milagres, como se dirige um Pegeout 106 num fim-de-semana. A operação de milagres chega na vida de um homem como uma torrente de sentimentos e sensações desconhecidas ao homem natural. O poder de Deus abre portas, janelas, e tudo mais dentro do espírito humano de tal modo que quando este opera um milagre sente jorrar o poder, sente calor, sente a manifestação como se fosse física. Beijos ardentes não incomodam tanto ao corpo quanto a manifestação do poder. Esse dom altera em quem o opera a percepção do universo, a própria maneira de respirar e de sentir a vida. Drogas não alteram a consciência mais do que o dom pode alterar. Não é sem razão que a bíblia compara com bêbados aos que são inundados pelo poder de Deus. Desmaios, tremores, calor, forças e sensações não esboçadas por autores seculares são comuns na operação de milagres. Coragem descomunal e atitudes espetaculares, provocadas pelo incremento instantâneo e momentâneo da fé, sendo elevada a patamares maravilhosos, para que o homem faça fluir de dentro de si a torrente de poder divino ou coopere com anjos na entrega de uma operação milagrosa. Por isso é normal pessoas oriundas do espiritismo ou de religiões nas quais foram submetidos a fortes comoções espirituais terem a facilidade do desenvolvimento do dom. VOCÊ TERÁ QUE TER CORAGEM PARA A MANIFESTAÇÃO DO DOM. O dom é arrebatador, constrangedor. O poder de Deus fluindo, pode fazer sua mão parecer uma fornalha; profetas em visões poderão ver suas roupas incendiando ou você brilhando, pois o dom é provocado pelo fluir do poder divino a partir do espírito humano. Operadores de milagres não agem movidos pela rigidez da lógica ou pelo bom-senso. Não se simula operação de milagres. O dom empurra o homem e a mulher de Deus, constrangendo-os poderosamente para realização de um ato profético, seja para correr e segurar as mãos de um aleijado, seja para apertar os olhos de um cego, seja para passar as mãos sobre a face deformada por câncer, seja para segurar fortemente a cabeça de uma criança ou a levantar rispidamente um doente de uma cama. O dom da operação de milagres se mistura a de uma fé sobrenatural para realizar o impensado. Não adianta entrar num enterro e “cheio” de “fé” e autoridade tentar levantar o morto, ou dar uma de Cristo e impedir o morto de chegar ao sepulcro porque recebeu uma “revelação” de Deus para operação de uma ressurreição. O poder para ressuscitar um morto chega como uma torrente, como uma tempestade, o coração grita como se fosse explodir, a alma é aquecida, os olhos lacrimejam, as mãos tremem. O local é cheio de uma presença extraordinária. Assim para curar cegos, ou para purificar leprosos. Curas acontecem sem que um operador de milagres esteja presente, através da fé simples nas Escrituras, de gente que confia que Jesus é fiel aquilo que prometeu e que ele é o Amém, o assim seja de Deus para solução de toda desgraceira humana. Este tipo de operação, cura, não é seguido sempre de uma manifestação de poder como a descrita pelo dom de operação de milagres. Pode ser uma operação pela fé ou pelo dom da fé que não incorpora “aparente” mudança nas condições normais de um ambiente de culto, a não ser por uma grande emoção e certeza, seguida de alegria ou de consolo por parte daquele que ora. Por outro lado, a operação de milagres é impetuosa, é dinâmica, é irreverente, é ousada. É fruto de intercessão, da oração, da profunda comunhão de um corpo local com Deus. O milagre não é gratuito, nasce com a intercessão, apropria-se de promessas proféticas, aproxima-se mediante palavras de Conhecimento. Deus dá sinais que antecedem o milagre, porque A MAIORIA DOS MILAGRES É PRENUNCIADA POR SINAIS, ou de sonhos, ou de visões. Deus primeiro fortalece os espíritos dos seus adoradores, fortifica e alimenta espiritualmente o coração de sua igreja local para num momento determinado de antemão por profecias indicadoras, fazer nascer a tremenda manifestação de seu poder. A mente do operador de milagres sofre profundas mudanças na relação de seu entendimento das Escrituras. Suas orações modificam, assim como o modo que ele se sente enquanto ora, enquanto intercede. A operação de milagres só se alcança por sucessivas manifestações da unção, de unção em unção, de operação espiritual profunda em comunhão extraordinária profunda. Pela santificação e purificação, pelo perdão e amor não fingido, pela paixão monstruosa pelos enfermos, doentes e oprimidos pelo diabo. No coração do operador de milagres, curar é tão necessário quanto a SALVAÇÃO. Um operador de milagres sente angústia íntima e tremenda com um homem deformado, com uma situação que limite a vida de seu próximo. Não existe conformidade, aceitação ou qualquer explicação que acalente ou conforte um homem que deseja operar milagres, com relação a dor de seu próximo. Dói demais. Demais. Suas orações são desesperadas, corajosas, contundentes. São tiros na escuridão, são gritos de fé e manifestos de tremenda convicção no caráter milagroso das Escrituras. O Evangelho do Operador de milagres é: Hoje, Agora, Amém, Sim, Seja feito, Seja realizado, Sejam destruídas as obras de Satanás, Responde Senhor, Opera Deus, Manifesta tua glória, Age segundo Tua força, Dar-se-vos-á, Recebei, Achado está! O operador de milagres ODEIA o mal, ODEIA a enfermidade, ODEIA o sofrimento, AMALDIÇOA a dor, remete ao ANÁTEMA aquilo que destrói o homem. Esse é a tal criatura, é desse tipo de gente que estamos falando. Um dragão de Deus, um Samurai celestial treinado pelo sofrimento para destruição das fortalezas e poderes espirituais malignos.
Chamar a existência as coisas que não existem. Confiar nas Escrituras de modo definitivo, grandioso, impressionante. Crer nas palavras de Deus. Entender que Jesus é o amém das nossas orações. Meditar sobre a autoridade do Nome de Jesus. Invocar com plena convicção este nome. Isso é fé. O dom da fé é a sublimação dos aspectos acima relacionados, elevando o sua fé a níveis assustadores no momento em que ele acontece. O dom da fé modifica momentaneamente a sua visão das Escrituras, a sua percepção da situação complicada em que se encontra, administrando a sua vida uma porção abundante de fé para operação de sinais, prodígios, manifestação de dons e diversas operações espirituais.
Dons de Curar
Um pouquinho: A manifestação se dá por vários meios: Falando da imposição de mãos. É necessário tocar no enfermo. Segurá-lo. Seja sobre o local da enfermidade, ou seja, sobre sua cabeça. Às vezes abraçá-lo. Às vezes sacudi-lo. A exceção virou regra em nossas igrejas. O fenômeno da multidão, a questão da ordem dos bancos, questões doutrinárias diversas, a facilidade, tudo contribui para uma “imposição de mãos à distancia”, o enfermo lá no meio da multidão e você sobre o púlpito. Misture-se! Vá até o enfermo, criatura imberbe! Podem-se impor as mãos sobre a multidão, mas isso é um problema gerado pelas aglomerações, essa megalomania típica da massificação. Deus opera nessa situação, mas CONTINUA SENDO NECESSÁRIO TOCAR O ENFERMO, CASO VOCÊ NÃO SAIBA. A imposição de mãos sobre uma multidão começou no início do século com um evangelista chamado Smith Wigglesworth, por causa de uma dificuldade imensa de ter que impor as mãos sobre quatro ou cinco mil pessoas, uma a uma. Deus lhe deu então uma revelação, que poderia fazê-lo do lugar onde estivesse, sem ter que necessariamente segurar ao enfermo. Você, que eu mal lhe pergunte, se chama Smith Wigglesworth? Não? Você impõe as mãos de que jeito e por quê? Às vezes eu fico me perguntando se é realmente necessário que o Espírito Santo fale a algo a sua igreja, já que ninguém parece querer aprender coisa alguma mediante revelações. Porque Deus fala para uma igreja surda? Isso é a análise de um caso particular, o da imposição de mãos.
Deus pode curar até com a sombra de um homem ungido, se for o caso. Importantíssimo também é Deus curar no meio de uma ministração de louvor, num ambiente de culto onde Deus se faz presente poderosamente, curando pela Unção, pelo destilar de Poder, fruto de corações apaixonados por Deus. A cura vem durante a intercessão de uma mulher de Deus, onde quer que esteja, pelos irmãos que tenham enfermidades, e até mesmo sem que a pessoa enferma vá até a igreja ou sequer ouça falar de Jesus. Você poderá orar por um enfermo só por saber que adoeceu, movido pela compaixão e cumprirá seu ministério de abençoar ao mundo, distribuindo graça até ao ímpio. Existem operações de cura por Palavra de Conhecimento, onde por revelação divina é indicado um determinado tipo de remédio ou tratamento, ou por uma operação de misericórdia divina quando Deus coloca um especialista competente concedendo-lhe sabedoria e precisão para tratar de uma determinada enfermidade. Deus cura através de sonhos proféticos. Você dorme enfermo, sonha com a cura e se levanta curado. Bom demais. Também por arrebatamentos, por meio de uma mistura entre discernimento de espíritos e operação de maravilhas. Determinadas operações de curas são sanguinolentas, tumores explodindo, gente vomitando tumores, expelindo cânceres. Algumas operações de cura dependem do dom da fé, de discernimento de espíritos, de Palavra de Conhecimento, de operação de milagres e de ousadia sobrenatural. Leia sobre Smith Wigglesworth. Certa feita eu vi um filme sobre uma operadora de milagres oriental (China/Vietnam ou Koreia) que colocou a criança com cerca de seis anos, aleijada, deitada no chão, retirou o aparelho que travava suas pernas, apertou contra o piso suas pernas e esfregou suas pernas fortemente com as mãos. A criança chorava de dor. Depois ela o colocou de pé, pediu que uma assistente levasse para longe o aparelho e puxou a criança, que começou a andar, com muita dificuldade. Depois, soltou-lhe as mãos, e a criança ficou de pé. Sozinha. A cena final é da mãe abraçada, em prantos, quase deitada, sobre a área do púlpito, abraçada o seu filho. Ele saiu daquela reunião sem os aparelhos e andando. Determinadas curas virão por discernimento de espíritos, onde a causa é somente maligna, uma vez quebrado o poder maligno oculto por detrás da situação, a cura será manifesta. A cura virá pela fé, no anúncio ou ensino das Escrituras, e pessoas poderão ser curadas ao ouvirem a pregação, ou mesmo logo após, ao meditarem nela, se o evangelho da glória for anunciado como deve ser anunciado.
O único dom que está no plural é cura, ‘dons de curar’ significa que:
1) Existirá uma grande variedade no modo como tal dom será manifesto;
2) Existirão capacitações sobrenaturais específicas, atuando sobre o ministério de alguém. Os dons de curar capacitam o crente sobrenaturalmente, são operações de poder que realizam a restauração do corpo, a destruição da enfermidade, a reconstituição de estruturas biológicas, etc. Em alguns tal fato se dará quando ungirem com óleo o enfermo, noutros, através da imposição de mãos, outros através da intercessão, outros através de ordens específicas dadas a espíritos de enfermidade, outros através de operação de expulsão de demônios, noutros através de anunciarem o evangelho, outros através de cânticos espirituais, outros através de tocar instrumentos. Deus poderá usar crentes dormindo. Enquanto sonham o Espírito Santo concede que intercedam por alguém e esta pessoa é curada sobrenaturalmente.
“acontecerá que derramarei o meu Espírito
sobre toda a carne;
os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão;
os vossos velhos sonharão,
e os vossos jovens terão visões.
Derramarei também naqueles dias o meu Espírito
sobre os meus servos e as minhas servas.
No trecho “os vossos velhos sonharão”, sonharão em hebraico é
“chalam” uma raiz hebraica que significa, sonhar, ter sonhado, ficar forte, ter a saúde restaurada.
NAS (29) – become strong, 1; dream, 3; dreamed, 2; dreamer, 3; dreams, 2; had, 13; had a dream, 4; restore me to health, 1
Veja o quão pouco nós compreendemos das Escrituras. O significado de sonhar no contexto da profecia, que está ACONTECENDO AGORA, vai além de receber uma revelação. Uma das funções do sono é a restauração do corpo. Um profeta não ministra para si. O sonho de um profeta não pertence a ele. E Deus pode usá-lo para a cura, para restaurar a saúde de outro. Está encoberto no texto, está oculto no significado da raiz. Uma revelação que me deixa boquiaberto. Eu só consigo entender o significado do texto, porque conheço a operação do Espírito de Deus referente a ele. Eu fico me perguntando quanto não haverão de tais realidades espalhadas por dentro das Escrituras, que não conhecemos por não conhecer ao Espírito de Deus?
Em resumo, dons, plural, variedade de modos de operação divina e sobrenatural para a cura.
Se você entender como Deus enxerga a enfermidade entenderá a necessidade dos dons de curar.
Deus chama a enfermidade de cativeiro.
“Jeová restaurou a Jó do cativeiro, quando ele orava por seus amigos…” (Jó 42:10 – Traducão do Original).
Jesus veio pregar a libertação a dos cativos:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque tem me ungido para anunciar boas novas aos pobres; tem me enviado para proclamar liberdade aos cativos e vista aos cegos, para por em liberdade aos oprimidos” (Lucas 4.18).
Jesus Chamou de escravidão à enfermidade:
“E a esta, sendo filha de Abraão, a quem Satanás tem tido atada por dezoito anos, no devia ser libertada de sua escravidão no dia de sábado?” (Lucas 13:16).
Jesus veio para tornar as pessoas livres com a verdade:
“E conhecereis a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:32).
A verdade é que Jesus viu a enfermidade como opressão e curou aqueles que estavam oprimidos:
“Me refiro a Jesus de Nazaret, e a como Deus lhe ungiu com o Espírito Santo e com poder. Como andou fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele” (ATOS 10:38).
A Bíblia identifica a morte como um inimigo:
“O último inimigo que será destruído é a morte” (I Coríntios 15:26).
Chama-se a enfermidade de algo que inflama:
“Porque minhas espaldas estão inflamadas, e não há parte sã em meu corpo” (Salmos 38:7).
Também se vê como algo abominável:
“Algo abominável se tem derramado sobre ele. O que caiu de cama não tornará a levantar-se.” (Salmos 41:8).
A compaixão foi a emoção motivadora no ministério de cura de Jesus (para exemplos veja Mateus 9:36; 12:9-13; 14:14; 18:27; 20:29-34; 29:34; Marcos 1:41; 3:1-5; 5:19; Lucas 6:6-10; 7:12-15; 10:33; 14:1-6; e João 11:38-44). Outras emoções que Jesus expressou no ministério de cura foram aflição, raiva, e lamento.
Ainda sobre a questão da pluralidade dos dons de curar:
Jesus usou vários métodos de cura. Às vezes Jesus chamou o enfermo a Ele (Marcos 3:1-6). Outras vezes foi chamado para visitar o enfermo (veja a história do servo do Centurião em Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10 e a cura de a filha de Jairo em Mateus 9:18-19; 23-26).
Jesus tratou com o homem inteiro, não só com a condição física. Ele ensinou o perdão de pecado e cura juntos. Às vezes Ele curou primeiro, então perdoou o pecado (veja a Lucas 17:9 e João 5:14). Outros vezes Ele perdoou os pecados primeiro, então curou (veja a Marcos 2:1-12).
As vezes as curas ocorriam sem a fé por parte de a pessoa enferma (pelo menos não foi mencionado):
Lázaro: João 11:1-44
A orelha de Malco: Lucas 22:50-51
O maníaco Gadareno: Marcos 5:1-20
O homem surdo e mudo: Marcos 7:32-35
A sogra de Pedro: Lucas 4:38-39
O filho da viúva: Lucas 7:12-15
O homem com a mão ressecada: Marcos 3:1-5
O homem nascido cego: João 9:1-7
A filha de Abraão: Lucas 13:10-13
O filho do nobre: João 4:46-50
O servo do centurião: Mateus 8:5-13
A filha da mulher sirofenicia: Mateus 15:21-28
A filha de Jairo: Marcos 5:35-43
As vezes as curas ocorreram devido a a fé por parte de um individuo:
Dois homens cegos: Mateus 9:27-31
Um leproso: Mateus 8:2-4; 20:29-34; Marcos 1:40-44
Dez leprosos: Lucas 17:11-19
Dois homens cegos: Mateus 20:29-34
O cego Bartimeu: Marcos 10:46-52; Lucas 18:35-43
A mulher com o problema do fluxo de sangue: Mateus 9:20-22; Marcos 5:25-34; Lucas 8:43-48
As vezes as curas ocorreram devido a a fé de outros:
O servo do Centurião: Mateus 8:5-13
O filho do nobre: João 4:46-53
Quatro homens que trouxeram ao homem paralisado: Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26
A filha da mulher sirofenicia: Mateus 15:21-28
O mudo posuído por demônios: Mateus 9:32-33
O possesso surdo e mudo: Mateus 12:22-23
A filha de Jairo: Marcos 5:35-43
O homem surdo e mudo: Marcos 7:32
O homem cego: Marcos 8:22-26
Jesus usou diferentes métodos verbais sarando. A vezes Ele só falou uma palavra de declaração:
A filha de Abraão: Lucas 13:10-13
O filho do nobre: João 4:46-50
O cego Bartimeu: Marcos 10:46-52
Os dois homens cegos: Mateus 9:27-31
O servo do centurião: Mateus 8:5-13
As vezes Ele falou uma Palavra de ordem:
O homem com paralisia: Lucas 5:17-26
A filha de Jairo: Marcos 5:22-24, 35-43,
As vezes Jesus combinou uma palavra de ordem e o toque:
O leproso: Mateus 8:2-4
Os dois homens cegos: Mateus 9:27-31
A sogra de Pedro: Lucas 1:38-39
O homem surdo e mudo: Lucas 7:32-35
O filho da viuda: Lucas 7:12-15
A filha de Abraão: Lucas 13:10-13
As vezes Jesus orou:
A sogra de Pedro: Lucas 4:38-39
O homem surdo e mudo: Marcos 7:32-35
O filho de a viúva: Lucas 7:12-15
Lázaro: João 11:38-44
O homem com a mão ressequida: Marcos 3:1-5
Não era necessário para Jesus estar fisicamente presente com o enfermo para curar. Ele curou a distância:
O servo do Centurião: Mateus 8:5-13
O filho do nobre: João 4:46-50
A filha da mulher de sirofenicia: Mateus 15:21-28
Jesus ordenou ao enfermo para fazer algo como parte do processo de cura:
Ao homem com a mão ressequida foi dito “Levanta-te e põe-te no meio”: Lucas 6:6-11.
Ao homem paralisado em Betesda foi dito “Levanta-te, toma tua cama e anda”: João 5:1-9.
Ao nobre com um filho enfermo foi dito, “Vê”: João 4:46-54.
Os dez leprosos foram mostrar-se ao sacerdote: Lucas 17:11-19
A um homem cego foi dito para lavar-se no tanque de Siloé: João 9:7
Jesus ministrou cura tanto em público (grupos e na sinagoga) como de modo privado (casas e contatos individuais).
Jesus usou “material” incomum como:
Cuspe
Barro
Dedos nas orelhas
Dobras de suas vestes
Lavar em água
As vezes o enfermo o tocou
As multidões: Lucas 6:17-19
As multidões: Marcos 3:10
A mulher com fluxo: Marcos 6:56
As vezes Ele tocou o enfermo:
Dois homens cegos: Mateus 9:27-31
As pessoas com várias enfermidades: Lucas 4:40
O leproso: Lucas 5:13
A mulher com o espírito de enfermidade: Lucas 13:10-13
A filha de Jairo: Marcos 5:23-24
As instruções que Jesus deu depois das curas foram variadas. Por exemplo, a sogra de Pedro saiu de sua cama e serviu aqueles que estavam em casa. Jesus requereu comida a ser dada a filha de Jairo.
As curas de Jesus ocorreram em várias situações:
Ao redor de casas
Em reuniões abertas: nas ruas, por piscinas, nas ladeiras, nos barcos
Em enterros
Em cemitérios
No Templo
Na hora de comer
De caminho a outros destinos
Nos jardins
Haviam respostas variadas aos milagres e as curas:
Assombro
Medo de Deus
Controvérsia
Não aceitação por parte de sua família e dos líderes religiosos
Demônios que clamam
Ira
Popularidade
Deus glorificado
Questionamento: “Que é isto?”
Discussão (informe e rumor)
Salvação da casa
Em resumo, quando nós consideramos o ministério de cura de Jesus como exemplo para nossos próprios ministérios, entendemos que Cura e libertação devem ser parte de nossas palavras e trabalho.
Ele curou muitos tipos diferentes de enfermidades e usou vários métodos de ministério. A vezes as curas ocorreram sem a fé por parte do enfermo. Em outros momentos ocorreram devido a fé do enfermo o seus amigos o parentes. Jesus ministrou a cura aonde quer que Ele fosse e Seu ministério era marcado pela compaixão
Esses sinais seguirão aqueles que crerem.
T. L Osborn – Curai os enfermos e expulsai os demônios. Leia até seus olhos saltarem das órbitas.
Variedade de Línguas
Fatos diversos sobre variedade de línguas
O dom de Variedade de línguas é manifestado TAMBÉM em momentos de intercessão, grande alegria ou gozo espiritual e em resposta a presença da unção.
O meu começo no dom chamado línguas estranhas foi dentro de um ônibus meio lotado, da linha 260 que faz o percurso Vila Valqueire – Praça 15 – da cidade do Rio de Janeiro, quando ainda era adolescente. Eu ainda não tinha coragem de falar. Eu pensava em línguas. Eu estudava na escola técnica. Já estava próximo da UERJ, indo para a Escola Técnica Federal quando as palavras semelhantes àquelas que eu já ouvira nos cultos de igrejas pentecostais brotavam em meus pensamentos. Eu achava engraçado. Pensei que estava lembrando de tê-las ouvido em algum lugar. Porém, elas não pareciam uma lembrança. Elas brotavam insistentemente. Não eram grandes frases. Algumas palavras. Algumas poucas palavras. Daí a ter coragem de prenunciá-las, algum dia, foi um longo, mui longo caminho…
Línguas não são concedidas durante o chamado batismo com Espírito Santo. São concedidas no decorrer de sua vida espiritual, dentro de um das muitas renovações ou unções que Deus derramará sobre sua vida. Não acontece um único batismo. Ocorrem vários. O primeiro deles pode vir ou não acompanhado da manifestação de línguas. O sinal para a plenitude do Espírito ou do batismo no Espírito é o início da manifestação dos dons espirituais, quaisquer que sejam eles. Você falará em línguas se for necessário para seu crescimento, se não receberá OUTROS dons. Não somos nós que administramos o que haveremos de ter.
Milhões de anjos falam milhões de dialetos celestiais. A língua individual de cada anjo é um adorno divino, dando características personalizadas a cada ser celestial. Todos se entendem porque o padrão de comunicação celestial é diferente, como se os corações se comunicassem, não com um processo cognitivo e mental como o homem. As palavras são somente roupas da linguagem, os fonemas, os sons da fala e suas notas musicais apenas o modo como nós representamos de modo que outros entendam, os nossos pensamentos, atitudes, ações, nossa relação com o outro e nossa interação com as coisas ao nosso redor. As palavras expressam nosso interior, o mover de nossa alma, as intenções de nosso espírito. É por elas que manifestamos ao mundo o que habita nosso interior. Através do dom de línguas o Espírito Santo:
Nos aproxima da comunidade angelical e dos poderes celestiais. Anjos estarão ao lado dos falantes ministrando a eles sua língua particular. Não há operação deste dom sem a presença angelical.
Na terra é manifesto parte do que se fala nos céus. As muitas línguas da pátria que um dia haveremos de ver. Quando a igreja fala em línguas, na verdade, está sendo preparada para habitar sua pátria final.
Comunica mistérios celestiais, ou seja, manifesta a igreja cenas, paisagens, atos proféticos, eventos celestiais, segredos do coração de Deus, revelações sobre a eternidade, sobre os anjos, sobre a unção, sobre Deus, sobre sua obra e sobre nós mesmos.
Não PODEMOS saber do que trata a maioria das coisas que falamos porque não são assuntos que venhamos a entender, não é de interesse nosso, não estamos falando para nós mesmos, porque não sabemos a quem tais palavras estão sendo dirigidas, e porque não é da vontade de Deus que conheçamos as razões, quando não acontecer o exercício da interpretação de línguas. A edificação no uso do dom de línguas, neste exercício do desconhecido, se dá em virtude da unção manifesta em conjunto com elas e porque o nosso espírito possui caminhos de crescimento espiritual que não passam pela mente humana. Falar em línguas exercita o coração, exercita a fé, opera uma purificação (não uma visão budista ou espiritualista, mas uma lavagem, uma limpeza dos pecados, uma necessária intervenção para quebrar processos) do espírito humano. O crente que não receber o dom alcançará a santificação por outros caminhos. É um recurso de graça para o que o possui, um modo profundo e íntimo de orar que DEVE SER USADO. Deus conhece características espirituais do homem desconhecidas por ele mesmo. Nosso espírito é edificado num nível profundo no exercício do dom pela comunhão íntima com o Espírito Santo.
Necessita de fé e comunhão com Deus para seu exercício.
Quando alguém deve irromper em línguas na congregação?
Obs.: Nós falamos em línguas de modo audível, quando o Espírito Santo se mover dentro de nós, irrompendo como se fosse uma garrafa de champagne estourando. Quando o incomodo de não falar for tão forte que dificilmente possa ser contido. Esse é o sinal do Espírito para que você abra a sua boca com ousadia e fale em línguas. Se este fluxo de línguas continuar por um tempo maior, sendo ainda difícil interrompe-lo, é também o sinal de que você pode ser a pessoa escolhida para falar o que será interpretado por alguém ou que Ele quer dar a interpretação do que você está manifestando.
Quando falar em línguas no meio da igreja? Quando seu espírito for constrangido pelo Espírito Santo a fazê-lo. Não se força línguas. Uma alegria profunda invade o crente e ele fala sentindo profundamente, fortemente a vontade de manifestar línguas. O momento para que você fale em línguas é debaixo da unção, da comoção divina, da manifestação da alegria de Deus, debaixo de forte presença do Espírito Santo. Você deve orar sempre que necessário independente de alegria, cheio de tristeza, aflito, desesperado, angustiado ou com paz. Sempre que tiver a oportunidade, silenciosamente em grupo, ou sozinho, ou quando houver a possibilidade, orar sozinho de modo audível, falando, em que você ouça o que está dizendo. Existe uma diferença em orar em línguas de modo silencioso e de maneira audível, sentimentos sobre a unção. O crente que fala em línguas PENSA em línguas também, o que lhe capacita a orar só em pensamento.
O momento para interpretar é semelhante. O coração do crente que será usado aquece, ele é constrangido, parece uma garrafa de champanhe prestes a explodir, um sentimento de coragem o invade, palavras do espírito Santo começam a ser repetidas na sua mente e ele tem que tomar uma atitude, que é pronunciá-las na medida que sua fé lhe permite.
O Evento de Babel (é para mim), uma repatriação de línguas celestiais. As línguas estranhas são línguas celestiais, faladas por anjos na dimensão de Deus. Paulo cita este entendimento que possui sobre o fato, no início do capítulo 13 de I Co. Em Gênesis, durante o Evento de Babel, creio que houve uma dispersão de parte dessas línguas sobre a terra. Por intermédio de uma operação de Variedade de línguas, Discernimento de espíritos e de outros dons. Como falei, essa é uma visão pessoal do assunto, fruto das características que conheço dos dois dons citados e de uma experiência que tive com o dom de línguas. Uma das facetas de Variedade de línguas é poder falar em outras línguas da terra, inclusive dialetos indígenas, africanos ou de aborígines australianos. Em essência por essa visão do fato, todas as línguas terrestres já foram, um dia faladas no céu, antes de se tornarem patrimônio da humanidade. Isso unifica a questão de que língua estranha é sinônimo de língua dos anjos, mesmo que o falante nos entregue palavras em Chinês, Alemão ou francês ou hebraico.
Lembrando que pessoas podem falar em línguas quando estiverem dormindo. Durante o dia quem normalmente está no domínio dos sentidos é nossa alma. Nossa mente. Durante a noite, a mente adormece e o espírito humano, no entanto, continua ativo, em pleno funcionamento. Dentro dele é que ocorre a maior parte dos nossos sonhos. Essa é a razão do texto de Jô 4.13:
“Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo”.
Notas indignadas – Não presuma!
Observe o trecho abaixo de I Co 14:
15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
16 De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?
17 Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.
18 Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.
Mesmo que não apareça explicitamente a palavra línguas, o restante do texto faz referencia implícita ao dom. Note que Paulo não mudou de assunto. Ele continua a falar sobre o dom línguas, do verso tal a verso tal. Contém aí um PRECIOSÍSSIMO conhecimento sobre os dons espirituais.
Paulo compreende que quem ora em línguas, ora em espírito. Embora tal afirmativa não se refere somente a línguas estranhas. OS DONS ESPIRITUAIS SÓ OCORREM NESSA SITUAÇÃO. O HOMEM NÃO DOMINA O USO DOS DONS ESPIRITUAIS. OS DONS SE MANIFESTAM COMO FRUTO DA COMUNHÃO DO HOMEM COM DEUS, DO ESPÍRITO HUMANO COM O ESPÍRITO SANTO. A EXPRESSÃO “EM ESPÍRITO” SIGNIFICA O HOMEM EM PROFUNDA COMUNHÃO, TENDO SEU CORAÇÃO COMPLETAMENTE VOLTADO PARA AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO. Observe que o também texto amplia as atividades realizadas em uso do dom de Variedade de línguas: Intercessão em línguas (verso 15) Cânticos espirituais em línguas (verso 15) Adoração em línguas (verso 16). Observe que Paulo diz que a adoração em línguas é boa para a edificação pessoal (verso 17) e que entendia como motivo de adoração a Deus o fato de ter recebido uma capacidade de falar em línguas maior que a de todos que conhecera até então. Não sei exatamente sobre o que Paulo estava falando, qual o motivo de sua gratidão (verso 18). Não sei se ele refere-se a quantidade de línguas que pode falar, a quantidade de palavras diferentes que pronúncia quando no uso do dom, ou se refere ao período de tempo que pode ficar falando, continuamente, em línguas.
Outro fato a respeito de línguas estranhas é que é ferramenta para a oração. A intercessão em línguas é ferramenta poderosa para realização de coisas fantásticas.
1) É o espírito que colocará as expressões; as palavras adequadas; os motivos; as razões; necessárias na intercessão em línguas. Como as palavras em línguas têm início dentro de Deus, fruto de sua mente, de sua vontade, geradas pelo Espírito Santo e não pelo Espírito humano, trazem consigo um perfume de eternidade; é na verdade, a visão que Deus possui sobre a vida.
2) É a terceira pessoa da trindade (O Espírito) em nossos corações conversando com a primeira pessoa (O Pai) que permanece dentro da dimensão onde habita corporalmente, morada dos anjos e lugar da Jerusalém celestial. OBSERVAÇÃO: SE VOCÊ NÃO COMPREENDE A TRINDADE, PELO MENOS NO MÍNIMO NECESSÁRIO, ESQUEÇA ESTA PARTE DA APOSTILA. Não há intervenção humana na criação das palavras em línguas, não são frutos do pensamento humano.
3) Por isso o apóstolo diz que quem fala em línguas, fala de mistérios, que posso organizar em três aspectos:
a) Coisas desconhecidas pelo homem,
b) Coisas que Deus não quer que saibamos, pelo menos num primeiro momento e
c) Coisas que não nos dizem respeito.
O crente que fala em línguas não é edificado por ENTENDER o que diz, Mas por estar em contato profundo com o Espírito Santo, podendo ser usado de formas variadas e sobrenaturais para edificação da igreja. O dom se manifesta em nossos pensamentos, e mesmo não falando de modo audível, sem emitir sons, o crente poderá estar sendo usado no dom. Desde que deixe o Espírito Santo motivá-lo, encher seus pensamentos com palavras em línguas.
4) Orar em línguas cooperará para a manifestação da unção num culto.
5) Muitos iniciaram a interceder em línguas em momentos de dificuldade sem palavras humanas que expressassem seus sentimentos. Semelhante aos que choram e gemem diante de Deus, num momento de extrema aflição. A expressão EM ESPÍRITO não é exclusividade dos que estão sob o uso dos dons. É dita sobre aqueles que não desejam andar segundo a carne, também dita sobre aqueles que estão debaixo de uma operação do Espírito além das trazidas pelos dons e ditas sobre aqueles que estiverem em comunhão com Deus.
Interpretação de línguas
Interpretação de línguas é o dom através do qual os mistérios que estão contidos nas palavras em línguas são tornados manifestos no meio da Igreja. A interpretação de línguas pode declarar a igreja uma Palavra de Sabedoria – O Espírito Ensina a igreja sobre um aspecto profundo das Escrituras, ou revela uma atitude correta, um modo de agir sobre determinada situação, ensinando como viver; uma palavra de Conhecimento – O Espírito abre corações e revela o que neles está oculto para consolar, para edificar, para salvar, para fortalecer, para alertar, para repreender; uma Profecia – Uma palavra sobre coisas que certamente acontecerão e por isso medidas deverão ser tomadas ou que poderão acontecer e por isso medidas deverão ser tomadas;
Naturalmente o dom necessita do intelecto humano e atua em cooperação com a mente humana. Por isso as limitações de fé, de conhecimento, e os acréscimos ou decréscimos devidos a falta de coragem do que exerce o dom ou de seu próprio limites pessoais para manifestação do dom. Certo tipo de interpretação de línguas é cercado de uma operação do dom de discernimento de espíritos, o que pode separar a mente do coração. E aí a coisa pega. Nesse caso, o que será dito não passará por filtro da mente e nesse caso o interlocutor falará palavras muito acima de sua retórica habitual ou capacidade verbal corrente. Uma interpretação nesse nível é grandemente ungida e coisas assombrosas são trazidas ao conhecimento da igreja. Existe uma situação semelhante que ocorre em quem opera línguas estranhas, quando da manifestação do dom de línguas de modo profundo, quando quem fala emite palavras em hebraico, francês, grego, alemão, catalão, fluentemente sem nunca ter aprendido, pelo fato das palavras estarem saindo diretamente de seu espírito, sendo estas ministradas sem a anuência de seu intelecto, ou pelo menos sem os limites NORMAIS impostos pela mente humana às manifestações do Espírito de Deus. A concentração e a comunhão são extremamente necessárias no exercício deste dom.
Quem possui o ministério de Profeta ou grande instrumentalidade em dons revelacionais visualiza coisas tremendas mostradas pelo espírito Santo enquanto interpreta. Uma coisa bastante MULTIMIDIA. Ele fala e vê, e em determinados casos também OUVE o que deve dizer a igreja. Normalmente quem opera o dom interpreta palavras ou frases que lhe sobem ao espírito (muito bruxuleante, vamos melhorar um pouco) ou fala coisas que fortemente vem a sua mente, silenciosamente; de modo invisível, com o nosso espírito falando a nossa alma, ou nosso coração sussurrando à nossa mente. Numa situação mais profética, o interprete em línguas poderia ver um anjo falando consigo e falar as palavras que está ouvindo à congregação.
Tive uma aula sobre cânticos em que um dos pastores entregava uma revelação dada por intermédio angelical e que outro via o que o primeiro estava visualizando.
Certa interpretação de línguas que ocorria numa aula de um seminário era iniciada por uma jovem que estava num dormitório, antes que um pastor com o dom o fizesse à cerca de 1000 pessoas em determinado acampamento. Ela não estava presente no auditório, mas o sistema de audio levava o som da palestra até o dormitório feminino. As mulheres que estavam lá ficavam espantadas ao ver que antes do pastor interpretar a mensagem em línguas, uma jovem pronunciava exatamente a interpretação que estava sendo entregue.
ADENDO
O júbilo
O júbilo é uma grande manifestação de alegria. A volta dos heróis da guerra gera júbilo. O nascimento de uma criança com perfeita saúde gera o júbilo. Uma vitória na ginástica olímpica de uma de nossas ginastas, gera júbilo. Ganhar com a nossa seleção de basquete do “Dream Team” americano, numa final olímpica, gera júbilo. Os atletas pulam, gritam, não conseguem conter sua emoção. Júbilo é alegria que transborda, gozo que não pode ser contido, gerando manifestações do nosso corpo.
Dentre as os textos que eu entendi sobre danças espirituais, reconhecendo a realidade da dança como expressão de jubilo:
LC:24:52:
E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.
I Sm:4:5:
E sucedeu que, vindo a arca da aliança do SENHOR ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu.
II Sm:6:15:
Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo, e ao som das trombetas.
I Chr:15:28:
E todo o Israel fez subir a arca da aliança do SENHOR, com júbilo, e ao som de buzinas, e de trombetas, e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. Sl:51:8:
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
Ex:15:20: Então Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.
O júbilo não é propriedade humana.
Em Jó vemos anjos jubilando, em Salmos 113, em Lucas, em Apocalipse vemos milhões gritando em alta voz e Jesus afirma que há JÚBILO no céu por um pecador que se arrepende.
A partir daí compreendo que anjos dançando diante de Deus, são uma coisa comum.
O que digo agora é baseado em visões:
O júbilo dos anjos é manifesto em brincadeiras e parte da alegria angelical é manifesta pela capacidade que eles têm de voar, com a qual podem fazer gestos que nós nem sonhamos executar.
As cenas de alegria acima citadas foram vistas por pessoas que amam a Cristo, possuidoras de dons espirituais, em momentos especiais de sua vida.
Mas, mesmo que não vejamos pessoalmente, creia que coisas espetaculares estão acontecendo ao seu redor, cada instante e de modo SOBERBO quando a igreja de Cristo se despe de incredulidade e invoca a Deus com o coração de uma criança.
Sobre cânticos Espirituais:
Desde a antiguidade, milhares de hinos pátrios, canções tradicionais, elegias, odes a vitórias na guerra e cânticos de exaltação nacional foram compostos por poetas e trovadores para exaltar sua terra, a sua nação, a sua cultura, constituindo a afirmação do valor de uma determinada sociedade em algum momento único, para que as gerações sucessoras pudessem relembrar e comemorar os feitos de um povo.
Isso é uma realidade musical cultural tão antiga quanto a própria história humana.
Entendo isso como uma sombra de uma realidade espantosamente superior. Podemos afirmar destemidamente que na pátria celestial existem hinos nacionais, que falam da glória da Jerusalém celestial, das maravilhas da pátria eterna e que exaltam as coisas celestiais. Que falam do amor, do poder, da grandeza da cidade, da grandeza do Reino, da beleza do grande Rei.
Uma das primeiras definições sobre cânticos espirituais que gostaria de tecer é esta:
Canções compostas no coração de Deus, concedidas pelo EspÍrito Santo, que contém celebrações as coisas celestiais, exaltando a glória do Reino, e a grandeza dos atos divinos, revelando coisas sobre a pátria celestial
Assim como muitos povos comemoram eventos, relembrando e celebrando suas cidades, assim também Deus poderia revelar-nos hinos que celebram eventos históricos celestiais, que celebram e trazem à lembrança fatos históricos acontecidos no céu. O céu tem sua história
Se você meditar nesta comparação valiosa, vai poder entender outra coisa:
Que parte do Livro de Salmos são cânticos espirituais!!!!!!!!!
A diferença entre salmos (não o livro de Salmos, mas de NOSSOS salmos) e Cânticos espirituais é que o salmo tem origem humana, é um movimento do nosso coração que dá início ao salmo. São palavras inspiradas, ungidas fruto de nossa gratidão, que fluem espontaneamente de nossos lábios. O Espirito Santo contribui ajudando-nos, capacitando-nos como um “ghost writer celestial” (ghost writer é o nome dado a pessoa que escreve nossas memórias ou biografia, geralmente um escritor capacitado que adorna o que dizemos com sua retórica privilegiada. Por falar nisso se você estiver precisando de um estou a sua inteira…). Emocionando-nos, inflamando-nos. Apaixonando-nos.
O cântico espiritual, não tem origem humana, é do Espírito de Deus. Troca a posição, eu viro o “ghost writer” de Deus (cabe a você os “adornos” da melodia composta nos céus, e a “beleza” do cântico depende dos nossos talentos individuais). Como “beleza” não põe mesa no que diz respeito a ordem das coisas divinas, que escolhe o fraco para confundir o forte e etc., a unção faz coisas tremendas mesmo com cânticos, humanamente falando, estranhos.
Alguns povos quando iam às guerras, entoavam canções de batalha, canções de guerra do mesmo modo como tinham orações que faziam antes do início de uma batalha. Esses cânticos eram cânticos para inspirar coragem, semelhante ao dos cânticos que os exércitos possuem para inspirar os recrutas quando fazem atividades extenuantes. Mas, havia uma profundidade maior nos cânticos, pois o que o exército canta hoje é um resquício destes cânticos, porque esses eram usados antes de uma batalha, antes da guerra.
Muitas vezes os músicos eram convocados com os instrumentos para o campo de batalha. A batalha acontecia ao som do rufar dos tambores. Quem viu o filme Patriota com Mel Gibson pode bem lembrar de como as tropas inglesas tocavam tambores e pífaros antes do confronto com as tropas americanas.
Se você é perspicaz, notou que a alguns anos, hinos semelhantes a declarações de guerra tem sido executados nas igrejas brasileiras. Aconteceu algo no que de respeito ao louvor e a adoração nacional, alguma coisa fez com que diversas igrejas e em diversas denominações cantassem cânticos que se relacionam com guerra espiritual. Essa perspectiva nova não é gratuita, ela repete na igreja gentílica um processo semelhante ao dos Salmos para a igreja judaica. No Velho testamento a sombra das realidades espirituais é sentida na carne dos guerreiros mortos, no sangue derramado nas guerras de Israel. A palavra ‘inimigo’ é sinônima de perigo iminente de vida e “livra a minha alma” é mais que um sentimento é uma necessidade vivenciada muitas vezes debaixo de uma chuva de flechas, sob uma torrente de lanças e coisas incendiadas. A sombra era duríssima…
Existe uma cena naquele filme que o Antônio Banderas participa (O décimo – terceiro guerreiro. Treze homens são escolhidos por uma bruxa feia demais, para defenderem uma aldeia Escandinávia atacada por seres que acreditavam serem sobrenaturais) em que acontece uma cena muito emocionante, quando uma horda de guerreiros vestidos de urso, armados com flechas e lanças invadem uma pequena aldeia viking na Escandinávia. Neste momento, os guerreiros que já não eram mais os 13 do início, (já tinham morrido alguns guerreiros) começam a entoar uma oração em voz alta, todos ao mesmo tempo, se preparando com as espadas nas mãos, para batalha sangrenta que estava para acontecer. O detalhe principal desta cena é que eles estão sorrindo, esperando ansiosos com o momento que para nós se assemelha ao fim do mundo.
E nós vivemos do confronto com a REALIDADE que foi a sombra do Velho Testamento.
As duas guerras são ruins. Tanto a real como a espiritual. Entendendo que Deus chamou a igreja do século XX para uma tomada de decisão, uma postura firme contra os poderes que governam as nações, não fica difícil entender que Cânticos espirituais gerassem letras, hinos, Cânticos e canções que incentivassem a igreja a lutar. PORÉM, vivemos um tempo de imitação. Quanto mais espiritual for algo, mas complicado fica pra realizar. Sem ENTENDER o que se canta, sem que seja o MOMENTO certo, sem ORIENTAÇÃO divina, sem sensibilidade profética, sem aporte de dons espirituais, sem unidade de pensamento da comunidade a que você pertence… ADORE A DEUS COM SIMPLICIDADE, BELEZA, COM CANTICOS DE AMOR, EXALTAÇÃO AO CORDEIRO. Com hinos DADOS por DEUS na sua comunidade. Fruto do louvor dos lábios.
ORIGINALIDADE.
Aquilo que é profético irá determinar um conjunto de atitudes e atos da igreja, definidos dentro do cronograma de Deus para sua igreja na terra, de modo a fortalecê-la, e edificá-la.
Os Cânticos espirituais são proféticos. Uma vez interpretados pelo Espírito originarão profecias.
Outra empolgante definição, após lidas estas rudes páginas:
O Cântico profético é uma profecia cantada.
Cânticos espirituais:
A segunda definição sobre cânticos que gostaria de tecer é:
Cântico do Espírito Santo, de amor pela Igreja de Cristo.
O Espírito Santo ama sua igreja, ama Israel, ama a humanidade, ama a criação.
Sua sensibilidade o torna grandioso compositor. Por isso os cânticos podem conter lamentações do Espírito, como o livro de Jeremias, onde o Senhor lamenta a perda de vidas, a não conversão de homens.
Podem conter profecias sobre as coisas que irão acontecer com a terra, com a igreja.
Podem comemorar um milagre, uma cura, uma operação de maravilhas.
Podem expressar a alegria angelical pela grandiosidade da revelação das Escrituras entregue num culto.
Sobre cântico espiritual, verificando o grego.
São louvores cantados de origem no Espírito de Deus, com a parceria do nosso coração, também denominado “cantar no espírito”.
Veja o texto:
I Cor:14:15:
Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
A situação que resulta neste texto é que alguns cultos eram feitos, em Corintos, inteiramente em línguas, ou na maior parte, com até mesmo os louvores sendo entoados em línguas. O resultado não edificava os visitantes que entravam e saiam sem entender absolutamente nada. Cantar em espirito fala dos cânticos em línguas entoados na congregação de Corinto. Existem duas palavras interessantes neste texto:
Espírito e entendimento.
No grego
Pneumas e Psique.
Dons espirituais em grego é “Charismatas pneumas”.
Espírito de Deus seria “pneumas Theos”.
Pneumas é sopro, fôlego, respiração, logo, vida, essência do ser. Psique diz respeito a conhecida psicologia, mente, pensamentos, capacidade cognitiva, raciocínio, razão, que as Escrituras traduzem por ENTENDIMENTO.
Cantar em espírito é cantar em pneumas, ou “pneumatikos odes” (cânticos espirituais) e cantar pelo entendimento seria “psique ode”, cânticos usando as faculdades intelectuais.
Ode é uma palavrinha grega que ainda é usada na nossa literatura, uma poesia épica, um elogio, uma canção, uma história que louva um ato ou acontecimento.
“Cantarei um ode a tua vitória!”
Os gregos entoavam “odes”, canções. Cânticos.
De forma bem simples, corinhos de louvor a Deus. Um cântico espiritual é , basicamente, um hino de louvor.
Com uma GRANDE diferença. Não somos nós que “tecemos” tais odes. Ele é pneumático, ou seja, pertence a esfera dos dons espirituais, não é composto pelo homem. Se o for, deixa de ser, se torna “cantar segundo o entendimento”. É fruto ou produto do Espírito Santo dentro de nós. Não é um dom espiritual, ele é um modo de expressão (profundo, santo, ungido e profético) que o Espírito concede aos que o adoram. De modo poético, as belas definições a seguir:
É Deus cantando através do homem.
É o Espírito Santo Cantando através de nós.
É a manifestação de palavras do Espírito Santo com melodia.
A associação do canto angelical e dos cânticos espirituais:
São três os modelos para entendermos os dons espirituais.
O primeiro modelo:
Nós e o Espírito Deus, atuando em conjunto para manifestação de coisas sobrenaturais (Ele como fonte e nós como meio para a manifestação).
Se eu oro em línguas, meu espírito ora recebendo do Espírito as palavras em línguas. Já que o Espírito de Deus está dentro de mim, comunica-me línguas no instante em que falamos. Se eu manifesto os dons de curar, por exemplo, o Espírito me concede o poder que flui dEle, passa pelo nosso espírito, sai de nós e cura o doente. Se eu recebo uma revelação de Deus, o Espírito fala ao meu espírito a revelação. Se uma pessoa fala em línguas e outra interpreta, O Espírito fala palavras em línguas para o espírito da primeira e a outra pessoa dá a tradução, mediante instruções do Espírito Santo no seu interior.
Neste caso os cânticos seriam passados do Espírito Santo para nosso espírito, quando nós interpretaríamos ou expressaríamos esta sua inspiração ou revelação.
O segundo modelo:
Nós, O Espírito de Deus e os anjos. Didaticamente falando, nós e o Espírito Santo como fonte e os anjos como meio da manifestação.
Na primeira visão, o Espírito concede poder para que nós sejamos os operadores de sinais, nosso corpo como canal para seu poder.
Na segunda visão, o Espírito Santo nos capacita para operarmos com cooperação dos anjos as manifestações do poder de Deus.
Se eu oro em línguas, um anjo comunica línguas no instante em que falamos. Se eu manifesto os dons de curar, anjos impõem a mão sobre o enfermo no mesmo tempo e curam o doente. Se eu recebo uma revelação de Deus, anjos falam ao meu espírito a revelação. Se uma pessoa fala em línguas e outra interpreta, um anjo fala palavras em línguas para a primeira e outro dá a tradução para a segunda. Ou seja, COMO existindo uma coordenação entre a atuação íntima do Espírito Santo e o resultado deste mover sendo finalizado com ministrarão angelical.
Neste caso, os cânticos espirituais seriam a repetição (numa péssima interpretação, já que nossas cordas vocais não são sombra da capacidade vocal de um anjo) das canções entoadas pelos anjos quando acontece o mover do Espírito Santo dentro da igreja. Veja como um rio que corre ao mesmo tempo por dois canais diferentes. Veja o texto:
Ezequiel capítulo primeiro:
19 E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
Nesse texto enigmático de Ezequiel, apesar de não entendermos completamente, vemos de modo claro uma INTERAÇÃO entre os querubins e as rodas, entre os espíritos dos Querubins e as tais rodas. Há uma interação profunda entre o Espírito de Deus e os seres celestiais. Assim como eles e
outras realidades (as esferas).
O terceiro:
Um misto dos dois primeiros. Podem acontecer as duas coisas ao mesmo tempo, ou independentemente. Ora, o Espírito Santo trata DIRETAMENTE conosco, ora ele age EXTERNAMENTE, com exercício angelical. Nas duas esferas, TUDO ACONTECE PELA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO E DEBAIXO DA SOBERANIA DE DEUS. Jesus é o Senhor dos anjos, eles TRABALHAM CONOSCO.
Veja bem, não para nós… CONSERVOS..Servem a Deus como nós, fazendo o que Deus quer.
Eu aconselharia a entender conforme o terceiro modelo…
A questão se relaciona como os dons espirituais se manifestam na igreja e da interação entre o Espírito de Deus e dos seus anjos. Tem-se uma idéia por demais compartimentada do ministério angelical. Separam-se normalmente as operações angelicais das operações do Espírito Santo. A bíblia nos demonstra uma situação de interação bem maior. O que é claro para um profeta pode não o ser para os demais, é só lembrar de Geazi . Não que sejamos como um tal profeta esclarecido. Nós por exemplo, estamos mais para Geazi que para Eliseu. Contudo, num nível mais profundo sobre dons espirituais, que não é escopo deste estudo, poderia dizer que são cânticos angelicais trazidos ao espírito humano.
Ou invertendo a ordem,
Cânticos do Espírito Santo poderiam ser ministrados a igreja por meio de anjos, ao nosso espírito. Esse entendimento se relaciona com o fato da interação profunda entre o ministério do Espírito Santo e o ministério angelical. Creio firmemente que os anjos estão intimamente relacionados as operações espirituais, a profecia, a cura, a operação milagrosa. Não existe a separação entre o poder do Espírito e aos anjos que nos acostumamos a acreditar. Existe um mistério na interação entre os anjos e o Espírito Santo. Imagine, se Deus habita nos NOSSOS corações, nós que somos carne, pecadores, vivemos num mundo maligno, como não será a comunhão e a interação do Pai com seus ministros celestiais?
Nós perdemos de vista a poesia e beleza da ministração angelical por causa de desvios doutrinários graves no passado.
Jo:1:51:
E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.
Eu entendia como o primeiro modelo, migrei para o segundo e atualmente associo os dois. Compreendendo a ministração angelical como fruto da unção, atuando em conjunto com a manifestação do Espírito. Ou seja, manifestada a unção do Espírito santo, manifesto os dons, estarão presentes imediatamente também os anjos e que operações podem ser realizadas diretamente, ou mediante ministração angelical.
Somos um time.
As Escrituras falam que os anjos cantam e mostram tais coisas em Apocalipse. O mais extraordinário evento é o canto dos Querubins, os mais poderosos seres do universo. O simples voar dos Querubins ecoa na eternidade como o trovejar da voz de Deus.
Imagine os anjos cantando.
Significado profético dos cânticos espirituais:
O livro de Cantares é inteiramente um Cântico Espiritual. Essa é um outro entendimento que eu possuo sobre o assunto. A partir deste entendimento, imagino o livro como se ele fosse um cântico cantado por uma jovem ungida, jorrando línguas estranhas no meio da congregação. Sendo o livro inteiro um cântico espiritual.
O que contém Cantares?
Tudo.
Do ministério de Cristo ao Arrebatamento da igreja até a chegada da Nova Jerusalém, e mais além. Quando mais você ler cantares com um olhar profético, mais absurdado você vai ficar. Absurdado é como perplexo, só que babando um pouco mais.
Lembrei de um sonho (mais uma vez a prova que Deus usa as sogras) onde Jesus regia um coral de anjos. O hino que cantavam dizia respeito a chegada dos novos céus e da nova terra onde os filhos de Deus se alegrariam e viveriam eternamente.
Só uma menção, relembrando o fato que os anjos cantam Cânticos espirituais.
Os Cânticos podem acompanhar a entrega e a proclamação da Palavra de Deus, quando feita de modo profético/ungido. Eles coroam-na, é uma manifestação de júbilo quando da entrega dos decretos de Deus (lembra que o anuncio do rei Nabucodonozor foi cercada de sons de instrumentos? Existia uma SOLENIDADE, a proclamação real era SOLENE). Quando a Palavra ungida é entregue na terra, os anjos cantam e esses cânticos ecoam na alma humana. Uma pregação totalmente inspirada por Deus, poderia ser interrompida muitas vezes pela entoação de cânticos espirituais num culto absolutamente isento de restrições proféticas. Os líderes católicos, protestantes e evangélicos devem reaprender a dar, na medida devida, o espaço para que o Espírito Santo tenha liberdade para agir e curar seu povo.
Welington José Ferreira

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: