Dons Espirituais

Vivemos numa época de tremendas transformações sociais. Tecnologia, violência, guerras, fomes, mudanças climatológicas, degradação do solo, poluição das águas, escassez de recursos hídricos, problemas com matriz energética, oligopólios, dominações econômicas, racismo, segregação social, pobreza, focos de epidemias na Ásia, atos de terrorismo em Londres, na Espanha, nos EUA, grandes desastres ecológicos, mudanças de diversas ordens, renascimento e generalização de práticas de magia e ocultismo, crescimento do ceticismo, dos movimentos heréticos, surgimento de novas religiões, esvaecimento de padrões morais, escândalos diversos nas variadas denominações cristãs, desagregação da família. Convulsões sócias diversas, que vão desde massacres de etnias, ao tráfico de pessoas. Servidão escrava nos países asiáticos, prostituição servil em prostíbulos da índia, guerras urbanas causadas pelo tráfico de drogas.
Como a igreja de Cristo subsistirá num ambiente de crescente rejeição ao evangelho se não exercitar os dons sobrenaturais do espírito de Deus?
Os dons espirituais são parte essencial e importantíssima do ministério do Corpo de Cristo na terra. A luta da igreja não está focada somente no ambiente de desagregação social que lhe cerca. Ela também tem que combater contra forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. Ela enfrenta a cada manhã ao inferno, a cada entardecer às potestades, a cada anoitecer aos principados do império das trevas.
Igrejas têm sido massacradas e ministérios destruídos por rejeitarem a provisão dos dons espirituais.
 Apocalipse é claro quando nos alerta do crescimento de falsos mestres, falsos, líderes, uma falsa assembléia que exibe e ostenta uma falsa teologia que nega:
1) A eficácia do Poder de Cristo;
2) As curas sobrenaturais operadas pelo espírito santo
3) As revelações outorgadas aos servos de Deus mediante operação dos dons;
4) A relevância da profecia inspirada e sobrenatural como revelação imediata para os dias atuais, dentro do contexto em que vivemos abraçando a realidade na qual estamos inseridos;
5) As manifestações sobrenaturais diversas concedidas pelas tremendas operações do Espírito Santo;
6) A importância das revelações, orientações, encaminhamentos, descrição da vontade divina por meio de Palavra de Conhecimento, Palavra de Sabedoria, Profecia e Discernimento de espíritos.
7) A base para tudo que diz respeito ao crescimento da Igreja que é conhecer de antemão a vontade de Deus para realização de modo eficaz dessa vontade revelada.
A igreja nasce com um caráter sobrenatural e SÓ permanece em virtude dessa essência de poder, unção e AUTORIDADE ESPIRITUAL OPERANDO CONTINUAMENTE NAS ESFERAS DE SUAS ATIVIDADES. 
Cristo chamou e consagrou para si uma igreja que pudesse desenvolver um compromisso com seu Espírito, esse compromisso é parte do legado da Cruz, é parte da essência da Encarnação, é esperado que seja alcançado por todo homem que ousa dizer que possui como fonte de sua vida o evangelho de Cristo.
Não existe expectativa bíblica do desenvolvimento perfeito de uma igreja que não abrace de maneira concreta, crescente, ousada e de modo perene a estratégia divina da manifestação dos poderes celestiais mediante o exercício dos dons espirituais.
 Nunca existiu e nunca existirá um ministério que possa alcançar vidas que não possua um caráter sobrenatural.
A essência da pregação evangélica é milagrosa por definição.
Jesus não se define filosoficamente, o evangelho não transforma por imitação de padrões morais e as Escrituras nada podem realizar por um homem que não creia que Deus é capaz de realizar coisas além do alcance da esfera do conhecimento humano ainda hoje. 
Escolas teológicas que historicamente rejeitaram a instrumentalidade, o uso, a consciência do poder e da presença sobrenatural de Deus através de uma prática de culto, de vida, de postura, de esperança e de busca que compreendesse dons espirituais criaram professores mortos-vivos, que agem quais entidades fantasmas que vivem entre duas esferas, sem se decidir nem pelo ceticismo e nem pelo reconhecimento do caráter milagroso do Evangelho.
A pregação do evangelho é tão permeada pela necessidade do poder de Deus, que Paulo compara sua pregação com a pregação do evangelho da glória.
 Não existe meio termo, as ESCRITURAS NÃO aceitam em hipótese alguma uma posição mediana diante do Poder, da Autoridade, da Unção, dos Dons, da fé que opera maravilhas, da fé que chama a existência as coisas que não são.
Não existe relativismo bíblico quanto ao poder de Deus presente e operacional no meio da igreja desde seu início e para todo sempre. Toda congregação, todo pastorado, toda reunião que desrespeita essa orientação venal da Vontade de Deus, acaba em nada. 
Vivemos em meio ao abandono espiritual de milhares de congregações, ao adultério de obreiros, a desorientação de adolescentes, a gravidez precoce, ao aborto, a desonestidade nos negócios, a proliferação de vícios, a desistência de vocações VERDADEIRAS. Esse quadro tem algumas causas fundamentais.
Incredulidade.
Desobediência.
Pastores choram pela destruição de lares de suas congregações ao mesmo tempo em que pregam OBSTINADAMENTE contra essa vocação sobrenatural a qual deveria iniciar nas vidas das crianças das igrejas.
O grupo de lideres busca por seus meios, por seus esforços, por suas próprias idéias a unidade que jamais pode ser alcançada por recursos humanos.
O Espírito Santo não pode ser tolhido por doutrinas amaldiçoadamente mentirosas. A rejeição dos dons e a falta de seu exercício de modo geral, não impedem que individualmente crentes que consideram de modo sério às escrituras de alcançarem essa dimensão espiritual em suas vidas.
Vivem alguns uma dicotomia sem precedentes. Milhares de adolescentes e mesmo crianças em nossas igrejas estão sonhando sonhos dados pelo Espírito Santo a cada noite.
Milhares de pessoas são incomodadas para realizarem coisas que não fariam naturalmente por uma intuição profunda dada pelo espírito Santo.
 Outros milhares estão tendo visões que não sabem compreender porque seus líderes nada conhecem sobre o assunto. Vivemos numa época de tremenda hipocrisia.
No exercício das manifestações dos dons, desejos e vontades humanas, intenções reais dos corações são manifestos. Os dons espirituais acarretam perigo imediato contra toda atitude impensada dentro da assembléia. Na medida em que o eixo de autoridade passa das mãos de líderes para o Espírito, em que juntos CONSIDERAM & EXAMINAM o teor, a relevância, a veracidade e a sobrenaturalidade das revelações, posições são mudadas, posturas são modificadas, planos são desfeitos, metas são estipuladas, mas agora, não mais pelo CONSELHO humano, mas PELA PALAVRA DIVINA.  Isso muda o culto. Muda o caráter da pregação, transforma a adoração, destrói premissas, liturgias, declarações e promulgações de fé, torna o imobilizado da tradição, o repetido por décadas, em algo inesperado. Existe um alto grau de comodismo na rejeição dos dons. Existe o medo. Essa transição entre o GOVERNO HUMANO e o GOVERNO DIVINO das coisas da igreja em que as decisões antes de ordem intelectual, moral são agora baseadas em VISÕES, REVELAÇÕES, PALAVRAS DE SABEDORIA, CONFIRMAÇÕES SOBRENATURAIS é tremendamente amedontrador.
 Essa é a proposta do Evangelho. O farisaísmo tem suas vertentes evangélicas. Quando Jesus abria sua boca, todo o mundo teológico no qual eles tinham baseado suas vidas desabava. Todas as suas certezas baseadas em códigos, em exegeses rabínicas históricas, em prescrições de seus livros sagrados além das escrituras, na interpretação de sua tradição, viravam pó.
Viver segundo os dons espirituais é trilhar o desconhecido, é deixar de lado a segurança dos manuais de exegese, do mundo de comentários teológicos fruto de centenas de anos de erudição, de lado, dando ênfase a um ENSINO E UMA EXEGESE que tenha por ENFASE a vontade de Deus, mas não a “vontade de Deus” àquela que é subtendida do que está escrito, cujas porções escolhidas serão utilizadas para definir o que há de ser, mas pela VONTADE DE DEUS, que é manifesta nos sonhos das crianças, nas visões dos jovens, nas palavras proféticas dos idosos, nas revelações dadas ao grupo de  ministério, nas palavras de sabedoria concedidas em momentos especiais, em sinais, prodígios e maravilhas que orientam, delimitam, confirmam os atos ministeriais.  
O que fazer então, Ó Welington?
1) Reúna-se com seus líderes e ore para que todos recebam os dons espirituais, a saber, os nove: a) Palavra de Sabedoria;b) Palavra de Conhecimento; c) Profecia; d)Interpretação de línguas;e) Fé; f) Operação de milagres; g) Discernimento de espíritos; h) Línguas estranhas;
2) Orem pelas crianças e pelos adolescentes, eles naturalmente sonharão com orientações dadas por Deus, anotem os sonhos, compare sonhos de vários deles, ore para que Deus INTERPRETE o conteúdo dos sonhos e para que o ministério saiba separar o lixo do que é importante, o sonho fruto do rodízio de pizza dos sonhos com significados;
3) Quanto mais importantes forem as revelações, mais repetidas elas serão e também por pessoas diferentes, sem prévio conhecimento do que está acontecendo, que serão envolvidas por Deus para confirmação do que Ele deseja realizar.; Deus repetirá de várias maneiras coisas que são importantes e imprescindíveis para o crescimento do corpo local;
4) Jamais se desloquem em grupo sem prestar atenção aos sonhos, as orientações, a revelações dadas aos membros honrados, conhecidos, de reputação notória, comprometidos, somadas a oração, intercessão, vontade REAL de conhecer e realizar o que Deus estiver orientando. VIVEMOS NUM MUNDO DE TREVAS E DE PODERES ESPIRITUAIS DE MALDADE. Que podem atentar contra a integridade dos jovens, contra a vida de nossos filhos, contra a saúde dos membros de nossas igrejas. O inferno possui um mundo humano incrédulo, místico, ocultista, cabalista, desafeiçoado, maligno, à sua disposição. Nós não morremos com adagas espirituais enterradas nas costas. Mas, foi a opressão que levou o rapaz a embebedar-se e a dirigir com imprudência. Outro é tomado por um espírito de loucura e entra numa escola americana e dispara contra vários adolescentes. Uma das funções dos dons é PROTEÇÃO. Um sonho impede que José volte para a cidade onde Jesus teria a morte certa. Uma revelação impede que dezenas de jovens da corte de Nabucodonozor sejam decapitados pela ira do rei, quando Daniel desvenda o mistério do sonho que o rei esqueceu.  Jesus quando vivia entre nós atuava não como DEUS mas como um homem UNGIDO, nas situações que lhe cercavam. Fazia parte do mistério de sua Encarnação que ele se submeteria ao Espírito, conforme o texto de Isaías “ O Espírito do Senhor me ungiu para proclamar as boas novas e o ano aceitável…”. Filipenses diz que ele se esvaziou a si mesmo, e Satanás o tentou a tomar posse de sua DIVINDADE na tentação do deserto, que ele rejeitou para cumprir seu ministério, o que nos leva a ver que no mar da galiléia é uma operação sobrenatural do Espírito Santo sobre a pessoa de Cristo que realiza o milagre de acalmar o mar. A igreja (Jesus e os discípulos) no barco é preservada pelo poder do Espírito Nós (o corpo de Cristo) somos preservados pelo poder do Espírito.
5) Não tenha medo dos sentimentos que virão, das sensações, da queimação, da euforia, da alegria, do quebrantamento, das lágrimas, do amor abundante, das mudanças ocorridas no seu interior durante a manifestação dos dons espirituais.
6) Imponha as mãos sobre os jovens, sobre os adolescentes, sobre as crianças, sobre as grávidas, sobre os idosos. Mantenha o costume de impor as mãos sobre seus filhos a cada noite, de invocar o poder de Deus, de solicitar a proteção divina, a presença de anjos, a cura de toda a enfermidade. Ore com ousadia, busque com fé. Imponha as mãos sobre seus irmãos e irmãs, invoquem a graça, a liberdade do Espírito, a transformação dos corações, o perdão dos pecados, a renovação espiritual, clamem pela manifestação da alegria e do gozo da presença de Cristo no meio da família, dos ministérios.
7) Cantem, salmodiem a Cristo, deixem-se usados por novas melodias, por letras inspiradas na hora, por improvisos e salmos instrumentais, por movimentos naturais do corpo em adoração. Sem excessos, please.
8) Acostumem-se a adorar a Deus antes de qualquer aula, palestra, ensaio, reunião, encontro.
9) Contem as visões durante os cultos, escrevam-nas, quando os corações forem fortemente compungidos pela presença e pelo Espírito de Deus, levantem e dirijam-se até os dirigentes e declarem o que o Senhor lhes entregou.
10)     Sejam símplices, responsáveis, alegres, coerentes. Sejam amáveis, abracem-se, sejam carinhosos. Creiam firmemente que Deus deseja e irá usar a cada um para o crescimento da igreja, através dos dons.
11)     Amem-se verdadeiramente, orando uns pelos outros para que todos possam ser abençoados, edificados, aperfeiçoados, alegrados.
12)    Ore para que os dons sejam manifestos nas crianças e nos adolescentes.
Envolvam-se nessa aventura fantástica. Crendo, buscando com temor, querendo como crianças participar de uma vida plena da presença, do poder e da Autoridade concedida para e pelo desenvolvimento do Corpo de Cristo,
Nessa audaciosa vida de intimidade com Deus.
Como sempre.

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