O que restou de Chernobyl e a profecia

Chernobyl hoje: Uma história assustadora contada em retratos


Numa zona alienada na Ucrânia do norte, Kiev Oblast, perto de Belarus.  Sua população era cerca de 50.000 pessoas antes do acidente. 
Hoje, os únicos residentes são cervos e lobos.
Prypiat gaba-se de ser residencia  dos trabalhadores nucleares da central energética de Chernobyl. 
Mas algo aconteceu em 26 de abril de 1986…
Levou três dias para que todos os residentes permanentes de Chernobyl e da zona da alienação fossem retirados devido aos níveis de radioatividade inseguros. 
Populações da União Soviética foram forçadas a vir até Chernobyl  e trabalhar a fim de minimizar o perigo e ajudar a evacuar os residentes. Muitos destes trabalhadores morreram ou tiveram a doenças sérias devido a radiação.
O pai de um dos autores do post foi recrutado para esta operação, mas subornou oficiais locais corrompidos com algumas boas salsichas (que eram raras) um item valioso naquelas horas, por isso está muito bem, estando vivo hoje.
Deixemos a história ser contada por estes retratos mágicos tomados cerca de 20 anos após o acidente.



(Créditos de imagem: Pedro Moura Pinheiro através de: BoredPanda)
“A sinalização na estrada a Pripyat,  cidade onde os trabalhadores da central nuclear viveram.”

A ponte da morte

(Créditos de imagem: Vivo (Ben) através de: BoredPanda)
“Logo após a explosão no reator de numero 4  as pessoas de Pripyat se reuniram na ponte apenas para ter uma boa visão do reator e para ver o que tinha acontecido.
Inicialmente, a todos foi dito que o nível de radiação era mínimo e que estavam seguros. “Poucos sabiam que a da radiação difundida até a ponte durante o evento era enorme.”
Viam chamas coloridas e um arco-íris que subia do núcleo nuclear de grafite ardente, cujas chamas eram mais elevadas do que a coluna de fumaça. Todo os que estavam sobre a ponte morreram. – foram expostos a níveis acima de 500 roentgens, o que é uma dose fatal.
P.S.: anotar que a foto acima está feita de 2 fotos diferentes (foto superior do reator e foto inferior da ponte em Pripyat unidas numa só)

Escolas


(Image credits:misterbisson via: BoredPanda)

“Uma escola secundária deserta próxima a Chernobyl, Illinsty, Ukraine. Dec 1995 0.96.07.01.19”

(Image credits:left: Vivo (Ben) and right: Anosmia via: BoredPanda)
Left: “uma das cinco escolas primárias de Pripyat,  cada uma lecionava para cerca de 1000 crianças. As escolas se mantiveram razoavelmente ptreservadas, considerando-se os problemas e que vinte anos se passaram.. Centenas de livro destruidos jazem pelo chão “


(Image credits:zbruch via: BoredPanda)
“Crianças jamais correrão aqui novamente”
(Image credits:oinkylicious via: BoredPanda)

(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)
Ginásio de esportes

Jardim de infancia


(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
A esquerda: “Escadas da creche/jardim de infancia perto do centro de Pripyat.”; na direita: “Uma boneca quebrada no canto de um armario em um dos quartos da creche/jardim de infancia no centro de Pripyat.”

(Image credits:hanszinsli via: BoredPanda)
“Berços da creche/Jardim de infancia”.


(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
”Carrinho de brinquedo em um dos quartos da creche/jardim de infancia”. Repare no numero da placa do carrinho – 1984. Deve ter sido fabricado 2 anos antes do acidente.

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
 Esta escrito ” Coelho”.Eu amo este estilo antigo sovietico de desenho.

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
“Hey um bicho de pelucia”.

(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)

Parque de diverções de Pripyat


(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)
“ O parque de diverções de Pripyat  inaugurou em primeiro de março. O desatre de Chernobyl aconteceu em 26 de Abril.
 Ninguem nunca andou na roda gigante. Se mantem um dos lugares mais irradiados de Pripyat desde o desastre, sendo perigoso ainda hoje, 22 anos depois.”

(Image credits:hanszinsli via: BoredPanda)
“Carrinho bate-bate do parque de diverções do parque central de Pripyat, ia inaugurar em primeiro de maio nas celebrações de 1986, cinco dias depois do acidente.

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
“Cabine de controle da roda gigante no parque de diversões… Eu não tenho certeza se o ursinho de pelucia foi colocado lá depois por alguem querendo tirar uma foto tocante, mas é interessante documentar também as tentativas de usar o acidente para atingir os objetivos da midia.

Hospital


(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)
“ Corredor do Hospital ”.

(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)
“Achado do lado de fora da sala de cirurgia no hospital.Esse hospital recebeu muitas das primeiras vitimas do Reator 4 para tratamento imediato depois da explosão. O hospital entretanto já tinha sido exposto a uma enorme quantidade de radiação.
Todos os resgatados que sofreram com a explosão inicial foram mortos por envenenamento por radiação.

(Image credits:abandonia via: BoredPanda)

(Image credits:abandonia via: BoredPanda)

(Image credits:abandonia via: BoredPanda)

Piscina de natação

Atletas olimpicos devem ter treinado neste lugar em 1970/80.A piscina é realmente enorme – nesse lugar muitos atletas olímpicos treinaram nas décadas de 70/80. A piscina é relamente funda.– Esta piscina era uma melhores da região.

(Image credits:oinkylicious via: BoredPanda)

(Image credits:oinkylicious via: BoredPanda)

Outras construções


(Image credits:rusocer via: BoredPanda)
“Pripyat,  a cidade fantasma, abandonada após a catástrofe de  Chernobyl,  Uma floresta foi crescendo e a natureza tomou e invadiu locais ondes criações humanas colapsadas se assemelhavam a filmes  apocalipticos, tais como: “eu sou a lenda”. Vista de um dos prédios mais altos da cidade, um hotel.

(Image credits:Stuck in Customs via: BoredPanda)
“Predio residencial contaminado”.

(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)

O governo deixou-nos – “do que eu vi internamente,  presumiria que este era o edifício do governo local. Havia um evento político programado na época da explosão, há ainda muitos panfletos e bandeiras lá dentro.”


(Image credits:Vivo (Ben) via: BoredPanda)
“Posters extremamente conservados de campanhas políticas da região.

(Image credits:Stuck in Customs via: BoredPanda)
We can see hammer and sickle on the roof.

(Image credits:Carpetblogger via: BoredPanda)

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
Left: “Sofá-xcama desmanatelado em apartamento”
Right: “Botões de chamada de elevador do prédio residencial do centro de Pripyat.”

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
“Painel elétrico de um prédio com apartamentos residenciais”

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)
Esquerda “Sofa próximo a uma janela aberta do prédio com apartamentos residenciais”
Direita: “Lustre quebrado da mesma contrução”

(Créditos de imagem: Pedro Moura Pinheiro através de: BoredPanda)
“Jornal usado como um revestimento protetor para colar o papel de parede num dos apartamentos no edifício residencial. em ao bairro central de Pripyat.”
Título dos jornais: “Pravda” (verdade) – o jornal oficial da propaganda da União Soviética
Data dos jornais: “Quarta-feira, 2 de maio 1983”
Os artigos intitulam à esquerda:  “lutas e conflitos na África”
O outro título na parte inferior:  “proprietários terra”

(Image credits:Pedro Moura Pinheiro via: BoredPanda)

Traduções de cima para baixo:
“Armazen 1”
“Arco-íris”
“Feliz proporcionar o serviço de 11 a 20 (?)
Almoço de 14:00 as 15:00″
“Sábado do dia 9 a 17
Almoço de 13:00 as 14:00″

(Image credits:rusocer via: BoredPanda)
“400m a frente do reator (maximo permitido) marcando  “2.0 rt/m2 saindo da escala do dispositivo de leitura A radiação normal de uma área não contaminada é da ordem de: 0.010 rt/m2″

(Image credits:Stuck in Customs via: BoredPanda)
Dois outros reatores de num. 5 e 6, capazes de produzir 1 GW cada, estavam em construção na época do desastre..

Criaturas vivas


(Image credits:rusocer via: BoredPanda)

Esse desastre é mudou a vida de milhares de pessoas.

“Quando, pois, virdes a ‘abominação da desolação’ que foi predita pelo profeta Daniel, ´posta no lugar santo´ – o que lê entenda – então os que se acham na Judéia, fujam para os montes; o que se acha sobre o terraço, não desça para tomar coisa alguma de sua casa, e o que está no campo, não volte atrás para tomar o seu manto. Ai das mulheres grávidas e das que tiverem crianças de peito naqueles dias! Rogai para que não seja a vossa fuga no inverno, ou em dia de sábado; porque então será grande a ´tribulação’, como nunca foi, desde o principio do mundo até agora ‘nem jamais será.'” (Mt. 24, 15-21).

Esse é o sentido de haverem profetas. Para isso Jesus, maior de todos, razão de todos os outros profetizarem,   foi enviado. Para avisar dos tempos em que vivemos, alertar o homem sobre a mudança necessária para impedir que o sofrimento humano alcançasse tais dimensões.

Os técnicos encarregados de testes no reator não seguiram as normas de segurança.

O acidente aconteceu durante um teste de segurança onde verificavam se as turbinas do reator poderiam produzir suficiente energia para manter as bombas de refrigeração funcionando, em caso de uma perda de poder. Mas quando a paralisação de emergência falhou, o reator ficou descontrolado como uma chaleira gigante em ebulição. A violenta explosão pôde ser vista há quilômetros de distância.
A tampa hermética de 1.000 toneladas foi lançada pelos ares e as temperaturas de mais de 2.000°C derreteram as hastes de combustível do reator. A capa de grafite do reator se incendiou e, no inferno que decorreu, as partículas liberadas no ponto máximo da fissão radioativa foram sugadas pela atmosfera. Uma nuvem de material radioativo espalhou-se pela Europa chegando até a Escócia.
31 trabalhadores e bombeiros morreram na explosão ou logo depois. Estima-se que mais de 2.500 pessoas morreram nas proximidades desde 1986 e milhares tiveram problemas de saúde, devido aos altos níveis de radiação produzidos pelo acidente. Três milhões e meio de pessoas foram evacuadas da Ucrânia e mais de cinco milhões ainda vivem em áreas contaminadas.
Após a evacuação inicial, milhares de pessoas foram levadas de volta a Chernobyl. Elas lutaram, corajosamente, para limitar a contaminação nos meses após a explosão, muitas sem proteção adequada. O reator foi vedado em um enorme sarcófago de concreto.
O reator da Chernobyl era um modelo RBMK, considerado excessivamente inseguro no Ocidente. O reator RBMK utiliza grafite como moderador e água como refrigerante, num circuito simples (não há divisão primário/secundário).  
Os reatores RMBK utilizados em Chernobyl tinham, além do problema da insegurança inerente devido ao uso de grafite como moderador, um segundo problema que era a instabilidade em baixa potência. Ou seja, quando em baixa potência, os reatores tendiam a apagar.
Isso por si só não é problema (o máximo que pode acontecer é a usina parar), porém a instabilidade estimulou os operadores a remover algumas barras de absorção de nêutrons a mais, inclusive algumas que NUNCA ERAM REMOVIDAS na operação normal.
Os operadores reduziram a potência do reator para fazer um teste de segurança, o que é irônico, pois foi o que fez o reator explodir, conforme veremos.
Em seguida, foi simulada uma falha no sistema refrigeração do núcleo. Isso fez com que a água no interior do núcleo começasse a gerar bolhas de vapor. Com menos água no núcleo, diminuiu a absorção de nêutrons, e a reação nuclear começou a acelerar novamente.
O mecanismo de reinserção automática de barras absorvedoras tinha sido desligado por conta do teste; se isso não tivesse sido feito, o reator teria parado a si mesmo automaticamente e nenhum acidente teria acontecido.
Devido a quase total ausência de barras absorvedoras, a reação nuclear começou a aumentar muito rapidamente. O operador chegou a detectar o problema, e ordenou a reinserção das barras.
Infelizmente, por um outro infortúnio, as barras nesse reator são inseridas de cima para baixo, e não de baixo para cima como a maioria dos projetos exige hoje. Isso fez com que o pouco de água no estado líquido existente no reator fosse empurrada para fora pela pressão do vapor.
A velocidade de inserção das barras era muito lenta nesse modelo de reator; a água saiu e as barras demoraram muito para percorrer os 70 metros de altura do reator. A reação em cadeia continuou acelerando, e teve tempo de atingir 100 vezes a potência máxima recomendada. Isso fundiu o combustível, que entrou em contato com a água, ocasionando a explosão.
Essa cidade simboliza você amanhã, se continuar a rejeitar continuamente padrões de segurança determinados por Deus para a vida humana, tais como o amor ao próximo e a palavra de Cristo.
E conhecer o amanhã que nos foi dado. Para que o hoje não seja consumido, pelo que de antemão
foi visto um dia.
Pra que você,
Sim você
Sobrevivesse.
Para que Chernobil, não ocorra nunca mais. Nem em reatores tipo PWR.
Nem dentro dos corações.
Welington José Ferreira

3 Respostas to “O que restou de Chernobyl e a profecia”

  1. Anonymous Says:

    thanks for this nice post 111213

  2. Anonymous Says:

    thanks for this tips

  3. Anonymous Says:

    Excelente relato, realmente me tirou várias dúvidas exatas sobre o fato lá acontecido, foi horrível, não desejava aquilo há nem mesmo ao inimigo. Espero que, sinceramente todo o povo ucraniano possa trabalhar unido, por um novo amanhã sem mácula ou mágoa, restaurado.

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