A arvore do Conhecimento do Bem e do mal



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Gen 1:27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Gen 1:28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Gen 1:29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.

Gen 1:30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.

Gen 1:31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Gen 2:1 Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército.

Gen 2:2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.

Gen 2:7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.

Gen 2:8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado.

Gen 2:9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Gen 2:15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar.

Gen 2:16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;

Gen 2:17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gen 2:18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.

Gen 2:19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.

Gen 2:20 Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.

Gen 2:21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;

Gen 2:22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.

Gen 2:23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

Gen 2:24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.

Gen 2:25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.

Gen 3:1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

Gen 3:2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,

Gen 3:3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.

Gen 3:4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.

Gen 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

Gen 3:6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.

Gen 3:7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

Gen 3:8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

Gen 3:9 Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?

Gen 3:10 Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me.

Gen 3:11 Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

Gen 3:12 Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi.

Gen 3:13 Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.

Gen 3:14 Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

Gen 3:15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Gen 3:16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

Gen 3:17 E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.

Gen 3:18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.

Gen 3:19 Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.

Gen 3:20 Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.

Gen 3:22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.

Gen 3:23 O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado.

Gen 3:24 E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.

Twenty Century Welington

Numa extraordinária co-produção com o Welington Language Institute

Com apoio da By Welington Productions and Old Testament deep Studies

Apresentam,

ainda

que

não

oficialmente…

A árvore do Conhecimento do bem e do mal.


I

Gen 2:16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;

Gen 2:17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Qual o propósito de uma árvore que com poder de causar a morte no meio de um jardim de vida plena? O seu fruto, todavia, era indiferente. Embora assemelhasse estar ‘envenenado’, qual a maçã da Branca de Neve, não possuía poder algum. O que existia por detrás da árvore era uma Ordenação Divina. Uma profecia. Uma Lei eterna. Um princípio de vida. Um Decreto divino que foi instituído como ÚNICA lei dada por Deus ao ser humano para que fosse respeitada. Tal lei continha um oráculo. Uma lei espiritual, baseada no mais sagrado princípio da existência. E simbolizava o microcosmo das leis divinas.

Na realidade do Éden, no mundo dos significados, o gesto possui poder de mudar a realidade. Se no céu, um selo é aberto; se um momento de silencio ocorre; se uma taça se derrama; se um livro se come; se um ramo de palmeira se balança; tudo que neste acontece, reflete na realidade do nosso universo. Sim, nós somos impactados por tudo que acontece diante do Cordeiro e nas regiões celestiais. O Éden era uma embaixada celestial, sujeita as leis da eternidade, anteriores mesmo, á própria criação.

Na terra os nossos atos são simples e desprovidos do caráter profético das coisas que são feitas no céu, na dimensão de Deus. Então se descortina parte do mistério. O Éden não é parte da terra, embora nesta se localizasse. É a fusão momentânea entre a terra e os céus. Uma “zona” fantasma, onde dois universos se encontravam. Onde duas esferas de realidade se tocavam. Por isso os atos do Éden são providos te tamanha importância profética. O jardim do Éden é quase o subconsciente de Deus. É um lugar onde a realidade era condensada em coisas.

II

Gen 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

A profecia da morte do ser humano era fruto do conhecimento divino das conseqüências da quebra de leis espirituais. E a serpente sabia de antemão o que iria ocorrer. Deus OCULTA seus motivos, mas declara a verdade quando diz o que irá acontecer. A serpente declara PARCIALMENTE os motivos divinos, mas declara uma mentira. Nem sempre a revelação de um PORQUE é essencial.

Gen 3:4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.

Gen 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

A doutrina condensada na boca da serpente lançará dúvidas que abarcarão várias realidades espirituais, incluindo Deus e mesmo o VALOR HUMANO, fazendo uma prodigiosa acusação. Ele manifesta TREMENDA SABEDORIA maligna para realizar o propósito da queda. E nós iremos verificar tal fato nesse estudo.

III

Uma única lei foi dada ao homem e por incrível que pareça, quebrada. A legislação brasileira possui mais de 100.000 leis, considerando decretos, normas legislativas, ato institucional, decretos-leis, decretos-complementares, emenda constitucional. Códigos civil, tributário, militar, penal, medidas provisórias, portarias, normas regulamentadoras, etc. A humanidade se afoga em legislações.

Uma única possibilidade de transgressão diante de um infinito número de possibilidades, e o homem ESCOLHE justamente a não opção.

IV

A única lei dada ao homem possuía uma relevância única, era maior que todas as leis e constituições geradas pelo ser humano e mesmo dentre as leis que regem o cosmos, interligada ao princípio mais importante de todos os princípios. O da soberania de Deus. O do Senhorio. Ela atingia tantas realidades, que quem a anuncia não é um anjo. O próprio legislador é que a pronuncia. Era o equivalente a ser promulgada no Diário Oficial. No passado arautos do rei percorriam as cidades para dar o anúncio da lei, a partir do qual era entraria em vigor. Os arautos eram importantes. Imagine então quando o arauto de uma lei é o próprio soberano. Havia um rito que dava origem à obediência da lei. Uma lei não podia ser instituída por ninguém que não tivesse autoridade para tal. Essa função moderna é do Legislativo. Na antiguidade a lei provinha do próprio soberano.

V

Havia um tempo determinado para a conseqüência da quebra da lei. A conseqüência seria assumida por todos os que nascessem a partir dali. Teria caráter hereditário. Abrangeria a todas as gerações.

VI

Não há prescrição para uma profecia. Uma profecia é irrevogável. A lei que foi concedida incorporava uma profecia. Apontava para algo que ocorreria quando a transgressão acontecesse. Não sabemos quantos anos se passaram entre o dia da promulgação (o anúncio da lei) dada por Deus e a sua quebra.

VII

A rejeição da lei divina compreenderia antes de qualquer outra coisa a rejeição da fé na IDONEIDADE de Deus. Seria a descrença absoluta sobre o caráter de Deus, sobre a benevolência de seus propósitos.

VIII

Quando a “pregação da serpente” foi aceita, o ser humano lança dúvidas sobre sua própria importância. Questiona o significado de sua vida. A legitimidade da obediência a Deus.

IX

O que havia melhor que aquilo que já possuíam? O que significava para quem JÁ ERAM SEMELHANTES, se tornarem “IGUAIS a Deus”?

X

Nessa TRISTE experiência de CONFIAR na serpente, eles irão trocar o conhecido pelo desconhecido, o certo pelo duvidoso. O experimentado pelo experimental. A certeza por uma aventura com base num testemunho mentiroso. Por quê?

XI

Sua prodigiosa aventura começa mal, porque tem por base num pressuposto maligno. Numa mentira. Eles aceitam GRATUITAMENTE uma acusação contra seu benfeitor e mesmo tendo conhecimento da beleza da vida da qual eram PARTICIPANTES.

XII

Ouvem uma voz “estranha” e rejeitam a voz de quem já conheciam, ao que tudo leva a crer, há bastante tempo. Num processo inverso de ovelhas néscias que deveriam reconhecer a voz de seu pastor, e não a de estranhos.

XIII

Apesar da GRAVIDADE da acusação, não questionam diretamente a Deus, sobre suas DÙVIDAS, o que é outro mistério. Não são declarados nas Escrituras que existiam segredos entre o homem e Deus, antes deste acontecimento. Era só terem a coragem de investigar, de questionarem a Deus.

XIV

Há uma ordem no evento da queda. Primeiro a mulher desobedece, comendo o fruto para após alimentar seu esposo. Porém, perceba que quando Eva come o fruto, nada acontece. Só quando Adão prova do fruto é que os olhos de AMBOS foram abertos. Ela continua preservando sua inocência natural até que seu esposo compartilha de seu erro. Eles pecam em momentos DISTINTOS, mas são acometidos das conseqüências no mesmo instante. Não era os dois uma só carne? A interligação espiritual, emocional e física entre os primeiros pais era de tal magnitude que a transgressão só tem efeito quando os dois participam em unidade do mal cometido.

XV

O que significa andar nu e não possuir vergonha? Significava que seus corações eram como de duas crianças. O fato de terem vergonha é que se contemplam nus como dois adolescentes. Ver que estavam nus significa mudança do modo como a sexualidade humana era vista. Início da paixão, do preconceito, das distinções.

XVI

Nunca imaginamos a Adão pequeno, como infante ou criança. Não há nas Escrituras revelação clara sobre a idade de Adão e Eva quando são criados. A interpretação rabínica e cristã é que os tornam IMEDIATAMENTE adultos após sua “concepção milagrosa”. E se não foi assim? Existe outra possibilidade. Adão cresce nos braços de Deus. Ele é o que ensina a andar, comer, falar. O Adão que vemos nomeando as coisas no Éden é uma criança. Crianças adoram dar nomes às coisas. O Adão que vemos comissionado para arar a terra é quando já atinge a maturidade. Mas já é o Adão de além do Éden. O momento em que Adão fecha os olhos e dorme é em sua infância, quando uma costela sua é tirada para dar origem á mulher. Eva cresce nos braços do Pai, até que um dia, já adolescente é trazida diante de Adão, já como uma adolescente.

Mesmo que não tenha sido exatamente assim, considerando que os dois já tenham sido criados numa versão adulta, CERTAMENTE quando Eva é trazida diante de Adão, eles agem e como ADOLESCENTES. O modo como reagem diante da descoberta de que estão nus é uma atitude típica de adolescentes.

XVII

O que os dois sabiam para que pudessem ser julgados? Possuíam maioridade penal, possuíam capacidade jurídica para serem julgados pelos seus atos? Para haver crime tem que haver vontade de fazer, não havendo constrangimento, e plena capacidade de compreender a gravidade dos próprios atos. Mas, quem disse que houve JULGAMENTO por parte de Deus, que a MALDIÇÃO sobre a terra foi a PENALIDADE imposta e que Deus agiu como JUIZ quando PROMULGOU a palavra que parece ser uma SENTENÇA? A maldição não é fruto de um juízo. Porque o castigo do pecado é a morte. E eles continuaram a viver. E Deus lhes concedeu condição de continuarem a viver, mesmo que houvesse uma SENTENÇA DE MORTE sobre suas cabeças. O JUÍZO foi POSTERGADO, a tal da CONDENAÇÂO não se cumpriu imediatamente. E quando a morte enfim tocou a Adão e a Eva não o fez DEFINITIVAMENTE. Não houve juízo, porque as Escrituras declaram que só haverá UM JUÍZO UNIVERSAL que abrangerá a toda humanidade, e também aos anjos e aos demônios.

XVIII

Se não houve juízo, o que ocorreu? Porque morremos, ainda que não definitivamente? Porque a LEI que sustenta a VIDA foi quebrada.

XIX

O erro gerou o medo. E o medo não existia antes. É um sentimento novo. Sentem culpa, percebem que haverá um juízo, pois tornaram-se pecadores.

XX

Os dois se escondem. Porque sentem medo, vergonha e por perceber a mudança que acarretaram. Algo tremendo aconteceu. Algo tremendamente maligno. O mal entrou no mundo, e o mundo mudou. O universo mudou.

XXI

Seus corpos modificaram. A mortalidade penetrara nas suas células. As maldições da enfermidade, do pecado e da morte acometem a terra.

XXII

Não sabem o que fazer. E não compreendem a extensão daquilo que realizaram.

XXIII

“Seus olhos serão abertos”. Como Eva entendeu esse conceito? Eva percebeu que havia outro modo de compreender a existência. A serpente oferece a oportunidade (ilícita) de capacitação espiritual, de transcender os limites espirituais inerentes ao ser humano, e indiretamente já acusa a Deus como aquele que lhes LIMITOU a existência.

XXIV

Adão, onde estás? Essa pergunta é muito mais difícil de responder do que se imagina. Fisicamente, escondido entre as árvores. Espiritualmente em “lugar algum”. Psicologicamente “perdido”.

Eva, que é isto que fizestes?

Adão: Ouvi tua voz no jardim e me escondi, porque tive medo, porque estava nu.

Quem te mostrou que estavas nu?

XXV

O tempo do modo que o conhecemos, tem início na desobediência humana. No universo segundo Deus, mil anos são como um dia, e um dia como mil anos. Os substratos e medidas da longevidade absurda da terra, mais do que negar, confirmam fatos surpreendentes. Se cada ano numa dimensão diferente equivale a 365.000 anos terrestres, somente três anos se passariam para representar 1.000.000 de anos na terra.

XXVI

Dois querubins serão enviados para evitar que o homem retorne, pelo caminho que percorre para fora do santuário, para fora do Éden. Mas não irão permanecer ali para sempre.

XXVII

O cenário é exuberante. Arbustos, ervas, campos, mananciais. Argila, pó, partículas. O jardim é a fronteira entre dois mundos. Mas é diferenciado da obra da criação. É dito do universo que este foi criado pela palavra de Deus. Mas o jardim é trabalhado de modo manual.

Gen 2:8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado

Deus não usa o poder de sua palavra para criar o Éden. Mas, caminha como um ser humano, lançando as sementes com as suas mãos sobre a terra do futuro jardim, escolhendo pessoalmente as flores, as árvores e suas hortaliças.

Até a criação humana Deus percebe o universo como bom. Porém, após a criação humana, é dito MUITO BOM.

XXVIII

O homem é abençoado. Antes do primeiro diálogo, antes de qualquer coisa, antes do primeiro gesto humano, Deus olha para a humanidade e a abençoa.

Gen 1:28 Então Deus os abençoou…

Mesmo quando desobedece, mesmo quando a terra se fizer maldita por sua causa, mesmo possuindo a morte como conseqüência de sua rebeldia, o HOMEM NÃO SE TORNOU MALDITO. Ele continua em primeira instancia, portador da benção divina. A terra e o universo sofreram com a atitude humana. O corpo de Adão foi acometido da capacidade de morrer. Sua natureza íntima foi modificada, agora ele é capaz de PECAR. Mas, ainda não se tornou maldito. Até que acontece:

Gen 4:11 Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão.

Um homem, entretanto, se torna maldito quando fere a seu próximo. A humanidade continua abençoada por Deus. Mas a injustiça humana, a capacitação para o mal torna aquele que praticar o mal, AMALDIÇOADO.

XXIX

Deus concedeu o DOMÍNIO, A AUTORIDADE sobre a terra para o ser humano.

Gen 1:28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Todos os animais foram um dia, nomeados pelo homem. Todas as espécies. A criação lingüista própria, o surgimento da linguagem humana. Adão sem o auxílio de dicionários, sem padrão lingüístico anterior gera mais de 100.000 palavras. E como se nomeia coisas que nunca vimos antes? Num universo desconhecido, portador da expressão de uma vida ABSOLUTAMENTE NOVA, em todos os seus aspectos, não tendo quem lhe antecedesse em experiência de vida, Adão experimenta o universo e de sua imaginação dá origem ás expressões e a linguagem. Um pouco adiante, a mulher também será nomeada pelo homem. Como no costume atual de pais batizarem suas filhas. Num primeiro momento Adão dirá a que raça Eva pertence (Isha, porque de Ish foi gerada – varoa, porque do varão foi tirada) – mostrando sua capacidade de associação, a lógica, os fundamentos da razão humana. Então, algo extraordinário acontece. Adão ultrapassa os limites do visível. Ele enxerga que algo mais necessita ser nomeado; a essência, a personalidade, o caráter. Então enuncia algo novo. O nome próprio. O primeiro nome próprio. Eva. Não temos idéia nesse momento da existência de nomes de pessoas ou de seres angelicais ou mesmo de Deus. Adão não conhece o nome de Deus. “O Senhor” não é um nome, é um título. Deus só manifestará seu nome de modo íntimo muito tempo após, a Moisés. O próprio inimigo não é DESIGNADO. Não é conhecido ainda como Satanás. É só “a serpente”. O momento em que tal ocorre dentro da sucessão de acontecimentos é importante. É depois da queda. É em meio à tempestade. Em meio ao sofrimento que se iniciava. E antes do primeiro bebê nascer. Adão cria que Deus faria através deles, mesmo depois do pecado, aquilo que eles foram criados para realizar. E vislumbrando uma realidade futura em meio a densas trevas, dá um nome PROFETICO a sua esposa. Um ato melhor do que o primeiro.

XXX

Quando Eva foi criada, Adão é tomado por um “torpor”. As palavras de Genesis são estruturadas pelo Espírito de Deus, de modo que compreendamos o desenvolvimento de certos fatos. Moisés escreve “torpor” em vez de “sono”. Porque o “sono” ainda não existia. Adão nunca havia dormido até aquele momento. Sua biologia diferenciada, num mundo biologicamente distinto desse no qual nascemos, não necessitava da renovação de energia que nós dependemos. E porque o “dormir” representará uma dura realidade para todas as gerações humanas. Uma pequena parábola. Simbolizará o estado da morte, porque os mortos têm a aparência de quem está dormindo.

XXXI

Veja que Adão é operado por Deus. Seu primeiro “Doctor House” (célebre médico de seriado da Universal)

Sendo assim seu primeiro médico.

Note que DEUS opera o homem para GERAR A VIDA. Não para consertar algo. Note que a primeira operação é anterior a primeira manifestação de enfermidade humana. E dentro de um tempo determinado, ele cicatriza, ele se recupera. Deus separa dele material biológico, e não sabemos quanto tempo se passou. Eva cresce nos braços de Deus. Quando ela retorna para Adão, é uma adolescente. Quando Adão olha para Eva, algo extraordinário acontece com ele. Ele se apaixona. Fica então marcado nas Escrituras o primeiro momento de JÚBILO HUMANO. Adão habitava o mais perfeito mundo que um ser humano jamais sonhou. Nenhuma das belíssimas paisagens do mundo retrata a beleza do que foi o Éden.

Adão viu seres que talvez só venhamos a conhecer nos céus. Conheceu os anjos, e viu querubins milhares de anos antes de Ezequiel. O céu que Adão contemplava a noite era diferente do céu que nós contemplamos, certamente mais belo. E apesar disso tudo, perceba,, ESSE SUJEITO SÓ PULARÁ DE ALEGRIA QUANDO DEUS LHE APRESENTAR A EVA!!!!!!! Pois é.

Ele exclama: OSSOS DOS MEUS OSSOS! CARNE DE MINHA CARNE!

O homem trocaria a criação pelo amor de uma mulher.

XXXII

A primeira vez que veremos PALAVRAS HUMANAS nas Escrituras são de Adão falando com sua ESPOSA, diante de Deus.

Gen 2:23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

Um reconhecimento da HUMANIDADE de sua amada. Mas há um mistério no verso posterior. Não sabemos se foi uma revelação de Deus ditada a Moisés, se foi Adão que profetiza ou se é a transcrição da boca de Deus o verso:

Gen 2:24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.

Eu tentei descobrir quem foi que falou…

Ef 5:32 Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja.

Mas não fui feliz… O consolo é saber que Paulo também não sabia…

XXXIII

Além disso, nessa pequena exclamação, Adão demonstra um conhecimento extraordinário de sua fisiologia. Como alguém que jamais viu ossos, fala sobre eles? Não havia faculdades de medicina, sequer corpos para serem dissecados. Contudo Adão já conhecia sua própria constituição. E verificava sua herança genética em sua ESPOSA.

O primeiro casamento

Deus é o que conduz a noiva até o esposo. Ele deixa-a a cargo de Adão. Interessante, é um rito de casamento, em que as testemunhas são os anjos, e que quem oficializa é o próprio Deus. E talvez, sem palavras. Com um gesto. Ou com o texto acima citado por Adão quando recebe a Eva, ou com essa declaração feita por Deus, quando delega o cuidado de Eva a seu esposo.

Escolha você sua opção.

XXXIV

Quando acontecer o pecado, a condição de igualdade estabelecida entre o homem e a mulher será alterada.

o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

Antes da queda da humanidade não foi estabelecida qualquer ordem espiritual entre o homem e a mulher. Essa condição espetacular de ser espelho de Deus é mútua. Deus não enxerga neles alguma condição espiritual diferente, seja de superioridade ou de inferioridade. (Feminino – Welington Corporation)

Antes da queda humana, outra terrível transgressão havia acontecido. O mal pré-existente já havia mostrado sua face maligna. Havia luz, porém existiam trevas. E Deus fizera clara separação entre luz e trevas. Isso incorporava sério significado profético, concedendo um outro sentido a própria criação. As trevas, não foram destruídas. Não houve juízo imediato sobre o maligno. Um Julgamento foi pronunciado contra as trevas, mas o juízo só ocorreria num tempo determinado. OCORRERAM PRISÕES. Seres que poderiam destruir o universo foram encarcerados. Mas não um juízo definitivo. Um CONDENADO, alguém que já de antemão possuía um DECRETO de condenação eterna trabalhou para CONDENAR a humanidade inocente até aquele momento. Existem limitações claras dadas às trevas. E palavras divinas dirigidas aos seres celestiais, pareceres de Deus, que desconhecemos. Quando Jesus expulsava demônios do Gardareno, os demônios anunciam uma condenação que sabem que sobrevirá sobre eles, da qual jamais ouvimos falar anteriormente. Desde o início o mal sabe que será extinto.

XXXV

O mistério da tentação do Éden é muito grande. Como nasce o pecado num ser em que ele não é natural? Adão não possuía concupiscência da carne, concupiscência dos olhos ou a soberba da vida, três classificações sobre certas operações espirituais do pecado na alma humana. Que significam respectivamente, fortes desejos (concupiscência) de obter satisfação e prazer (da carne), forte desejos de possuir o ilícito, aquilo que os olhos avistarem, aquilo que o coração assim desejar (dos olhos), e forte desejo de obter independência de Deus, obter a imortalidade sem compromisso, assim como o poder, a fama e a glória (soberba da vida).

Eva não possuía a natureza pecaminosa interna. Não existia também a influência demoníaca geral externa.

O primeiro contato entre a opressão maligna, o poder das trevas, foi a manifestação da serpente. Foi uma operação de prodigioso poder maligno. Satanás possui o aporte de conhecimentos sobre leis espirituais que regem a criação, acima da capacidade que possuímos apenas de listá-las. E se valeu de toda sua sabedoria malévola para atacar do modo mais o profundo o ser humano perfeito. E o fará mesmo sem que este tenha influencia interna ou situação externa que o constranja em direção ao pecado.

XXXVI

A abrangência da questão é: O que impeliu o ser humano á discórdia? O que foi tão forte e poderoso para conduzi-lo a inimizade? E porque Deus considerou de modo tão grave o agravo?

Gen 3:1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

Gen 3:2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,

Gen 3:3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.

Gen 3:4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.

Gen 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

Gen 3:6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.

Eva contemplou o universo. E a si mesma. E diante do mistério da existência, propôs interiormente DESVENDÁ-LO. Quis conhecer a RESOLUÇÃO DO ENIGMA, da vida.

Como Deus, faz aquilo que faz. E porque o faz. Porque ela, Eva, havia nascido? Porque era do jeito que era? Porque era diferente de todos os outros seres? Porque era diferente dos anjos? Quem, afinal de contas era Deus? E porque necessitava obedecê-lo? O que ele estava negando a ela e a seu marido? O que havia além daquilo que conheciam, além da vida?

XXXVII

Eva não estranha o fato de ter um animal falando com ela. Do mesmo modo que o feiticeiro Balaão sequer piscou quando uma mula fala com ele. O modo como o homem se relacionava com os seres vivos e como se comunicava com eles, era distinto do modo como hoje nos relacionamos com os animais. Era um mundo mais espiritual do que psicológico e o contato entre o homem e a natureza era mais íntimo, mais pleno, mais profundo do que o que hoje possuímos. Assim como seu esposo, Eva compartilhava do DOMÍNIO sobre as criaturas. Podia convocá-las. Podia chamá-las. Podia comunicar-se com a criação, de um modo especial.

O estranho é ela não perceber o aporte de SABEDORIA, uma capacidade muito além da comunicação usual entre ela e um ser vivo. Porém, num mundo FANTÁSTICO, esse senso do que é SOBRENATURAL para nós não existia. Diante de um universo de coisas inexplicáveis, diante da DESCOBERTA de coisas novas a cada dia, aquela seria uma a mais. EIS o DISFARCE perfeito. Poder das trevas, semelhante a algo natural. Doutrina maligna manifesta como se fosse mais um dia NORMAL dentro de um mundo ABSURDAMENTE MÁGICO.

XXXIX

Então Eva quis desvendar o enigma da vida. Entender a parábola. Conhecer como Deus, a TODOS OS MISTÉRIOS.

Ela quis desvendar o MISTÉRIO, só que de modo ILÍCITO. Não respeitou a ORDENAÇÃO, a REGRA. Do mesmo modo que a regra para resolver enigmas é raciocinar para resolver, porque se você receber a resposta de outra pessoa essa solução não tem valor.

Semelhante aos filisteus com relação a Sansão:

Giz 14:5 Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate. E, chegando ele às vinhas de Timnate, um leão novo, rugindo, saiu-lhe ao encontro.

Jz 14:6 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de modo que ele, sem ter coisa alguma na mão, despedaçou o leão como se fosse um cabrito. E não disse nem a seu pai nem a sua mãe o que tinha feito.

Jz 14:7 Depois desceu e falou àquela mulher; e ela muito lhe agradou.

Jz 14:8 Passado algum tempo, Sansão voltou para recebê-la; e apartando-se de caminho para ver o cadáver do leão, eis que nele havia um enxame de abelhas, e mel.

Jz 14:9 E tirando-o nas mãos, foi andando e comendo dele; chegando aonde estavam seu pai e sua mãe, deu-lhes do mel, e eles comeram; porém não lhes disse que havia tirado o mel do corpo do leão.

Jz 14:10 Desceu, pois, seu pai à casa da mulher; e Sansão fez ali um banquete, porque assim os mancebos costumavam fazer.

Jz 14:11 E sucedeu que, quando os habitantes do lugar o viram, trouxeram trinta companheiros para estarem com ele.

Jz 14:12 Disse-lhes, pois, Sansão: Permiti-me propor-vos um enigma; se nos sete dias das bodas o decifrardes e mo descobrirdes, eu vos darei trinta túnicas de linho e trinta mantos;

Jz 14:13 mas se não puderdes decifrar, vós me dareis a mim as trinta túnicas de linho e os trinta mantos. Ao que lhe responderam eles: Propõe o teu enigma, para que o ouçamos.

Jz 14:14 Então lhes disse: Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma.

Jz 14:15 Ao quarto dia, pois, disseram à mulher de Sansão: Persuade teu marido a que declare o enigma, para que não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai. Acaso nos convidastes para nos despojardes?

Jz 14:16 E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão-somente me aborreces, e não me amas; pois propuseste aos filhos do meu povo um enigma, e não mo declaraste a mim. Respondeu-lhe ele: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararei a ti.

Jz 14:17 Assim ela chorava diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. Sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo.

Jz 14:18 Os homens da cidade, pois, ainda no sétimo dia, antes de se pôr o sol, disseram a Sansão: Que coisa há mais doce do que o mel? e que coisa há mais forte do que o leão? Respondeu-lhes ele: Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma.

Os mistérios celestiais não podem ser conhecidos combatendo contra Deus. Quebrando suas leis.

O enigma que Eva quis resolver é apontado ou citado em I coríntios 13, ‘ainda que conhecesse TODOS OS MISTÉRIOS’, é manifestado até o Apocalipse e só é plenamente REVELADO em Cristo. Ele é o mistério oculto por TODAS AS GERAÇÕES – perceba a colocação indireta de Paulo – da PRIMEIRA (Adão e Eva) ATÉ A CHEGADA DOS QUE crêem.

O mundo tenta desvendar o segredo. A humanidade por milênios quis responder as razões de sua existência. Mas, do mesmo modo, agindo ILEGITIMAMENTE. Toda teoria humana que despreza a CRISTO como solução da parábola da vida, é uma vã tentativa de descobrir o enigma. O homem busca no ocultismo, na mágica, na ficção, na paranormalidade, na religião, no misticismo, na ciência suas respostas. Agem como Eva diante da árvore. Não há resolução válida, que não venha de uma revelação divina. De uma iluminação que venha de dentro do coração através da fé, que leva o homem a entender o mistério de Deus através de Cristo.

XL

Era um mundo sem demônios. Ou era um mundo em que os demônios não podiam intervir no curso da natureza humana ou na esfera biológica da terra. O primeiro encontro é uma manifestação. E demonstra um mundo oculto, escondido mesmo aos olhos do espírito humano, antes da queda. Já havia uma estrutura de poder. Ou ela iria começar a ser fundada. O pecado humano inaugura o inferno. O reino das trevas, principados, poderes, soberanias e controladores, já é pré-existente. E esse reino toma o universo, altera as suas leis, muda a biologia, transtorna a esfera da existência. A criação foi ocupada por poderes que se ocuparam num primeiro momento, de posicionarem-se, de ocuparem um mundo ainda despovoado. O primeiro grande domínio sobre a terra é sobre a flora e a fauna.

XLI

O primeiro encontro, então manifesta a primeira sessão mediúnica. É o primeiro e pior ato de satanismo humano. Uma conversa, um diálogo. Um bate-papo. Onde Satanás dissimula e propaga o CERNE de sua doutrina. Ele comunica uma mentira. Questiona o caráter de Deus, mais que isso DEFINE esse caráter como de um FALSO. Orienta a uma atitude de DESCRÉDITO, de desconfiança. Institucionaliza a desobediência como MEIO para alcançar aquilo que CONSCIENTEMENTE DEUS está negando ao ser humano, que é dar-lhe condições de SER IGUAL A ELE.

Não bastava a SEMELHANÇA. Tinham que ter a IGUALDADE. Todavia, como ser igual a alguém que é INCOMPARÁVEL?

Satanás diz de modo indireto que ele NEGA, QUE NÂO quer QUE TAL ACONTEÇA (sujeito egoísta esse tal de Deus). Alega indiretamente que ele SABE da existência de um ‘risco’, que estabelece um ‘erro’ uma ‘possibilidade’ de que UM ATO MÁGICO, uma atitude, ação ou gesto independente de DEUS, pode levar uma CRIATURA a se tornar IGUAL aquilo que Ele é. DEUS.

Esse primeiro encontro revela uma síntese do pensamento do inferno. Os parágrafos primeiros do manual da serpente.

– estabelece a magia – o ato mágico – como meio de atingir a auto-suficiência humana, a completa independência de Deus. Se posso ser igual a ele, não necessito mais de DEUS.

– estabelece como princípio para atingir tal objetivo a TRANSGRESSÃO da vontade de Deus.

– evoca a possibilidade da ‘ascensão’ da ‘evolução’ espiritual por meio ilícito.

– que esta evolução pode ser tão espantosa que pode levar um ser criado a ser tornar igual a divindade.

– formaliza a inimizade como padrão de relacionamento

– desautoriza a fé, como filosofia, como padrão espiritual de vida, atacando a crença na benignidade de Deus, lançando dúvidas sobre seus propósitos, destituindo a PALAVRA DE DEUS de sua autoridade. Já não é mais DIGNA DE TOTAL CONFIANÇA a palavra de Deus. O seu testemunho. A obediência dos pais era baseada na confiança, na gratidão, na esperança. Eles possuíam fé. Tinham alegria. É só lembrar de Adão recebendo Eva.

– Coloca a essência de Deus, e seus atributos invisíveis em xeque. Sua bondade. Sua benignidade. Sua JUSTIÇA. Satanás coloca de modo dissimulado uma acusação extrema e maligna. Ele não é CORRETO. Está agindo para proteger seus interesses divinos. Ele quer impedir VOCÊS de serem iguais a ELE e por isso MENTIU DELIBERADAMENTE. Há um senso interior de justiça no coração de EVA ao qual a acusação de Satanás encontrará seu ECO.

XLII

Milhares de vezes esse recurso da dialética do inferno irá se repetir. Tal como na doutrina da predestinação. CONFISSÕES DE FÉ DE WESTMINSTER

CAPÍTULO III – DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS

I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.

II. Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições.

III. Pelo decreto de Deus e para manifestação da sua glória, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.

Uma declaração cuja fonte é a mesma que enganou Eva. A doutrina acima exposta, REJEITANDO A JUSTIÇA E A EQUIDADE DE DEUS, gera o mais um dos mais satânicos conceitos sobre Deus que eu já conheci em minha vida.

Lendo as Escrituras lemos que:

Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, (Heb. 5:7-9)

Obedecer a Cristo significa renúncia do caminho de impiedade, buscar a justiça que vem de Deus, porque o Reino de Deus é baseado em Justiça, e os atos de governo de Cristo são estabelecidos conforme essa justiça. Por isso CETRO DE EQUIDADE é O CETRO DO TEU REINO.

A SOBERANIA DIVINA SE ESTABELECE PELA EQUIDADE. E o poder de Deus é manifesto de acordo com sua justiça.

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Miq. 5:2)

Essa justiça está estabelecida no coração de Deus desde a eternidade passada. Cristo está em Deus, o que significa que a cruz já era uma sombra presente no coração de Deus antes de sua vinda ao mundo.

NUNCA HOUVE TEMPO QUE DEUS NÃO AGISSE SEGUNDO SUA JUSTIÇA, A MESMA EXPLICITADA NAS PÁGINAS DE SUA PALAVRA ESCRITA, A MESMA DECLARADA NA BOCA DOS PROFETAS, A MESMA EXERCIDA PELO SEU ESPÍRITO ATÉ OS NOSSOS DIAS.

Nenhum ato de Deus será jamais injusto, nem na eternidade que passou e nem naquela que ainda está por vir. Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai. (João 16:28) Cristo é a justiça de Deus que tem como fonte o próprio Deus e que entra no mundo representando tudo o que Deus é, tudo o que Deus pensa. Mesmo quando JESUS era cuspido, humilhado e espancado e mesmo traído. Eu e o Pai somos um. (João 10:30) Deus não pensa diferente de Jesus. Seu conselho, sua presciência, sua sabedoria, sua consciência, seu tratamento com a humanidade é baseado nos princípios estabelecidos por JESUS no sermão do monte. A PALAVRA de CRISTO é a PALAVRA DE DEUS, suas declarações são a base de seu relacionamento com o ser humano. Jesus é DEUS. TUDO QUE está escrito no Velho Testamento saem da boca de Jesus. ELE não possui duas legislações, dois conceitos, duas visões. O CONSELHO de DEUS em Isaias é o CONSELHO DE CRISTO. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (João 1:3) Seu padrão de vida estabelece o padrão para todo homem. Seu desejo de salvar a todos é o que estabelece todos os princípios de interpretar a toda Escritura. Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada. (Mar. 3:5) Cristo é Deus conosco, esperando uma resposta ao evangelho que prega, resposta sem a qual não há condição da justiça ser estabelecida e sem a qual não há condição de salvação. Quando Jesus se indigna contra a dureza do coração humano, é na verdade DEUS indignado com a REJEIÇÃO de seu convite. Com a rejeição de sua pregação. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Heb. 4:15)

Ele ama o homem, o ser humano que compreende em suas fraquezas, amando a humanidade de tal modo que provou do fardo da carne para que tivesse plena condição de ser compassivo e misericordioso com todos nós.

(O mico da INTERPRETAÇÂO DAS ESCRITURAS SEM ORIENTAÇÂO DIVINA observa ATENTO a todos nós.)

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Cor. 5:21) Toda a salvação humana é para cumprimento da justiça de Deus. Tudo que diz respeito a salvação se relaciona com a justiça de Deus. Todos os aspectos eternos da vontade de Deus são PROCLAMADOS por Jesus e se cumprem no amor ao semelhante.

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. (João 15:10) E tudo que Jesus faz o faz porque DEUS o QUERIA, porque DEUS O ESTABELECEU, porque O CARÁTER DE DEUS É DE EXTREMA EQUIDADE, BONDADE, MISERICÓRDIA, MANSIDÃO, JUSTIÇA. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mat. 27:46) A justiça divina o afasta de seu próprio Filho quando este se torna real representante de nossas iniqüidades. e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, (Heb. 5:9) E este chamado para a obediência à Cristo é definido do seguinte modo:

TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus (Rm 3.23-24),

TODO AQUELE, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha

(Mt 7.24).

Portanto, QUALQUER que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32).

A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus e TODO O HOMEM emprega força para entrar nele (Lc 16.16).

Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que TODOS

cressem por ele (Jo 1.7).

Mas a TODOS quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome (Jo 1.12).

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que TIRA O PECADO DO MUNDO (Jo 1.29).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que TODO aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que O MUNDO FOSSE SALVO POR ELE (Jo 3.17).

e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o SALVADOR DO

MUNDO (Jo 4.42).

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e DÁ VIDA AO MUNDO” (Jô 6.33).

Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que TODO AQUELE que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna… (Jo 6.40a).

E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, MAS PARA SALVAR O MUNDO (Jo 12.47).

TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados

gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus

(Rm 3.23,24).

Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre TODOS OS

HOMENS PARA CONDENAÇÃO, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre TODOS OS HOMENS PARA JUSTIFICAÇÃO E VIDA (Rm 5.18).

Porque Deus encerrou a TODOS debaixo da desobediência, a fim de usar de MISERICÓRDIA PARA COM TODOS (Rm 11.32).

Pois como EM ADÃO TODOS MORREM, do mesmo modo EM CRISTO

TODOS SERÃO VIVIFICADOS (1Co 15.22).

pois que Deus estava em Cristo RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação (2Co 5.19).

…o qual deseja que TODOS OS HOMENS sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1Tm 2.4).

…o qual se deu a si mesmo em resgate por TODOS, para servir de testemunho a seu tempo (1Tm 2.6).

Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa

esperança no Deus vivo, que é o Salvador de TODOS OS HOMENS,

ESPECIALMENTE DOS QUE CRÊEM” (1Tm 4.10).

Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a TODOS OS

HOMENS (Tt 2.11).

E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e NÃO SOMENTE PELOS NOSSOS, mas também pelos de TODO O MUNDO (1Jo 2.2).

E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como SALVADOR DO MUNDO (1Jo 4.14).

vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus,

coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por TODOS (Hb 2.9).

Os Evangelhos declaram que o Filho do homem veio buscar e salvar O QUE SE HAVIA PERDIDO (Lc 19.10). Todos os homens, porque as Escrituras declaram que não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10).

A rejeição da universalidade do amor de Deus é fruto deste manual da serpente. A segunda frase de Satanás emitida ao ser humano dará luz a toda falsa doutrina na terra.

O propósito OCULTO por detrás de sua pérfida doutrina era a cabal DESTRUIÇÃO da humanidade. A morte era o grande objetivo do inferno. A civilização cresceu e se firmou em torno da morte, de sua adoração, dos ritos funerários.

Vivemos hoje num mundo em ruínas. Um mundo de milhões de famílias mortas. Um mundo coberto de cemitérios. Não existiam mortos ainda, quando a serpente colocou em dúvida a bondade de Deus. Facílimo é crer na graça de Deus no Éden. Dificílimo, porém quando olhamos ao redor de nós.

XLIII

Dois querubins são estabelecidos e guardarão a entrada do Éden para evitar que pela força, o homem intente alcançar a imortalidade. Não existiam portas. Na época de Adão só quatro seres tais como esse habitavam as moradas de Deus. Seres que simbolizam o próprio poder de Deus. Como se não bastasse o que são e o que representam, ainda foram concedidas espadas incandescentes, armas celestiais, num mundo sem armas, às mãos dos mais poderosos seres para que um casal desarmado de adolescentes jamais pudessem retornar ao santo jardim. A separação foi uma coisa tão estabelecida, assim como a impossibilidade de RECONQUISTAR através da força aquilo que se perdeu, que os seres que ali foram estabelecidos são maiores que arcanjos.

Não somente um, mas dois. Um para Adão, outro para Eva.

O contraste é tão grande, entre a fragilidade humana e o poder escriturado, que me lembrou uma velha história.

Nos anos 90 houve uma Feira lá no Riocentro, de informática onde compareceu um caminhão cheio de estações da Silicon Graphics.

Estações gráficas de alta performance para aplicações de animação gráfica, efeitos especiais, etc. Diante uma animação gráfica sofisticada, um telão e um joystick de alta tecnologia, o operador demonstrava a capacidade do equipamento. Então, inocentemente cai na asneira de perguntar:

– O poder de processamento desta estação equivale a quantos PC´s (na época um 486DX da Intel)?

O sujeito de rabo de cavalo e óculos de Nerd, sequer piscou ou tirou os olhos da tela para falar comigo. Havia uma animação do mundo em que ele com um movimento do joystick ia para fora da via láctea e no outro mergulhava no mundo e sobrevoava os Alpes suíços (literalmente falando).

Depois de uma longa pausa de 10 segundos, a declaração:

– Não existe patamar de comparação.

E não falou nada mais…

Mesmíssima situação. Não há patamar de comparação entre querubins e homens. Mas, céus! Pra que tanto? Essa muralha, essa barreira intransponível? Porque é IMPOSSÍVEL AO HOMEM SALVAR-SE POR SI MESMO. Porque não depende DELE. Os recursos necessários são muito além da capacidade humana. E PORQUE NÃO É POR ALI O CAMINHO. Deus estava impedindo eles de voltarem, não porque queria perenizar sua separação. Mas porque o caminho para a eternidade agora, o único caminho seria através o representado pela ESCADA DE JACÓ. O único caminho de retorno a ETERNIDADE é através de Cristo. Os querubins não sinal de INIMIZADE. Outrossim, recurso para impedir que eles ERRASSEM UMA SEGUNDA VEZ.

Gen 3:22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.

Havia ENTRETANTO outra profecia, outro ato que feito em tempo indevido, SELARIA o destino do ser humano..

Gen 3:22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.

Se ele desobedecesse e violasse o jardim da profecia, e realizasse o ato que faria com que VIVESSE ETERNAMENTE, ele seria ETERNAMENTE INFELIZ, POIS PARA TODO O SEMPRE ESTARIA VIVENDO UMA VIDA SEPARADA DA COMUNHÃO COM DEUS.

Então. Os querubins posicionados na frente do Éden não são sinal de separação eterna. Não são vilões. Representam um gesto de misericórdia, disfarçados de juízo.

XLIV

Quando Eva é encontrada pela serpente ela estava só. A estratégia maligna era confrontar a mulher sem que contasse de apoio de ninguém. Adão estava TRABALHANDO porque essa era sua INCUMBENCIA, cuidar do jardim. A De Eva auxiliá-lo. Abraçá-lo. Era sua administradora.

XLV

Gen 3:17 E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.

Por tua causa, maldita é a terra. Deus não condenou a Adão. Tão pouco amaldiçoou a terra. Não há verbo no hebraico que mostre tal coisa. É uma declaração de constatação. Deus está descrevendo uma triste situação. Narrando um fato. Anunciando uma conseqüência. Transmitindo uma realidade. Apontando um resultado. Maldita se tornou a terra e isso é culpa tua! Grande é a asneira que você cometeu.

XLVI

A queda humana foi terrível, em virtude dos poderes espirituais das trevas que engolfarão o mundo. Pela entrada da lei do pecado. Outro aspecto que não é só o homem e seus descendentes, nem só o mundo com sua diversidade biológica que sofrerá as conseqüências do ato de Adão, Todo o COSMOS será afetado. Isso caracteriza também um outra realidade.

XLVII

Quando Satanás faz EVA questionar a razão de sua vida, sua relevância no plano divino, sua posição em relação a Deus, força-a a raciocinar menosprezando aquilo que é. Ela se julga INFERIOR. Ela se DESCONSIDERA. Minimiza seu PRÓPRIO VALOR. E o poder de suas obras.

O que acontece mostra o contrário. A ATITUDE HUMANA FAZ DIFERENÇA NO CONTEXTO DA ETERNIDADE. Os reflexos da atitude humana dentro da constituição da existência são de tal monta, que um único gesto de desobediência, coloca em risco a própria existência. O valor instituído por Deus a VIDA humana é tamanha, que sua ATITUDE faz a diferença para toda a criação. Veja o PODER instituído a VIDA humana, um ser menor que um carneiro gordo e pouco maior que um cachorro velho, influenciou o destino do próprio universo.

Esse é um dos desdobramentos de sermos imagem e semelhança de DEUS. O ser que peca possui a imagem e semelhança divina e OS EFEITOS DE SEUS ATOS possuem a GRANDEZA desse reflexo.

XLVIII

Adão e Eva estão, aparentemente, diante de um terrível destino. Semelhantes a órfãos cujos pais acabam de falecer, seu futuro é absolutamente incerto. O seu mundo ruiu. Adão se escondia porque sentia o que jamais havia sentido antes. Medo e vergonha. E o medo será o TEMA dominante nesta aventura horrenda de viver num mundo TENEBROSO. Eles haviam perdido a ABUNDANCIA. A PROTEÇÃO DA CASA DO PAI. Sua POSIÇÃO. Nus e com as mãos nos bolsos da veste feita de peles (!!!), vão sem HERANÇA, estrangeiros em seu próprio universo. E não mais como donos ou senhores, mas como escravos do tempo, da fome, das estações, das limitações, da enfermidade, da natureza, do envelhecimento e da morte.

XLVIX

A perda da autoridade sobre todos os seres é patente. Nem uma barata respeitava mais a Adão. Um hamster não obedecia a um comando sequer. As baleias já não aproximariam das margens das baías se assim fossem convocadas

Havia mudança da condição também da condição da autoridade feminina. A perda de sua condição como administradora, para um novo arranjo de autoridade, em que o homem fora feito o principal, o chefe.

L

Mas, antes mesmo da saída, ainda dentro do jardim, diante da mesma ‘maldita’ árvore, o homem recebe a primeira porção de esperança, o primeiro trecho do EVANGELHO.

Gen 3:15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Essa é a SEGUNDA profecia dada ao homem, a que proclama a sua libertação. Ela é o enigma que uma vez resolvido, descortina o caminho para um lugar melhor do que o que Adão estava perdendo. A primeira dizia que ele iria morrer. A segunda que ela irá vencer.

LII

Quanto a COVARDIA do conhecimento prévio que Satanás possuía sobre realidades espirituais, temos algo a declarar. Ele sabia que a desobediência invocaria a profecia que operaria as trevas. Mas só revelou o que interessava a seus sinistros propósitos.

Anterior as trevas, existiam também outras fantásticas realidades proféticas. Nas quais os ‘caídos’ também estariam inseridos.

O futuro incerto, o mundo tenebroso, a perda do Éden, a perda da herança, a inimizade com Deus, como tais coisas estavam sendo TRATADAS NO CÉU NO EXATO MOMENTO DA QUEDA HUMANA?

No exato instante em que os olhos angustiados de Eva ainda avistavam o fulgor das espadas flamejantes nas mãos dos querubins, algo de BOM ocorria no céu.

Subindo ás esferas celestiais já avistaríamos o trono. Ele já estava lá. Assim como uma cidade de ruas de ouro. E um santuário. Um santuário celestial que é anterior a própria criação. O tabernáculo que será construído no deserto do Sinai milênios mais tarde foi mostrado a Moisés segundo um modelo celestial que já existia. Ao entrarmos no céu, ainda no dia da queda, veríamos um santuário e anjos com vestes sacerdotais nele ministrando. E avistaríamos as colunas que Jesus descreveu para João no livro de Apocalipse. Jaquim e Boaz, como eram conhecidas no templo de Salomão, conforme outro modelo que DAVI recebeu da parte de Deus. Que representam os VENCEDORES. Mesmo antes da queda Deus já PREFIGURAVA na ETERNIDADE a vitória da humanidade em Cristo. As coisas celestiais nos mostram um PLANO, UM DESÍGNIO, UM PROPÓSITO.

LIII

Nossos pais choravam enquanto caminhavam para um mundo sombrio. Mas, acima dos céus, havia um sinal, melhor, vários, que MANIFESTAVAM AOS OLHOS DE TODOS OS ANJOS, que Deus já queria ELEVAR O HOMEM A UM PATAMAR DE GLÓRIA. A uma condição de excelência.

Ou seja, nossos pais PECARAM EM VÂO.

A malignidade da serpente foi grandiosa demais. Satanás induziu o ser humano a alcançar DESONESTAMENTE aquilo que um dia seria dele POR DIREITO.

E COM QUEDA OU SEM, COM TRANSGRESSÃO OU NÃO, Deus continua HOJE nos céus representando essa vitória, porque sabia que RECURSOS seriam disponibilizados, e que ele, DEUS deixaria de lado seu descanso para TRABALHAR em favor daqueles que haveriam de herdar a salvação.

LIV

Perceba que a última mudança de dia citada em Genesis é até sábado. Num sexto dia do tempo da dimensão de Deus, que como já foi dito pode equivaler a um período de mil anos, foi criada a humanidade. Então Deus descansava de suas obras. Estavam no jardim no sábado profético. Não que os dias não corressem, ou que não houvessem tardes e manhãs. Mas era como se o tempo tivesse parado no sábado. A próxima vez que um dia de semana vai ser citado na bíblia é após o dilúvio. Então representava, por assim dizer, a época do descanso de Deus. Suas férias. E o hobby divino era passear no jardim pelo entardecer. Então acontece o ‘inesperado’. O problema. E Deus deixaria de lado seu descanso para trabalhar e trabalhar muito.

Isaias dirá um dia:

Isa 53:11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si.

E muitas ‘profissões’ Deus terá que exercer para redimir o homem.

Sacerdote. Profeta. Guarda. Mensageiro. Guerreiro. Mediador. Advogado. Servo. Capitão. Intercessor. Homem de dores. Até carpintaria.

Para que a humanidade que ainda nem nasceu direito tivesse alguma chance Deus teria que lutar para sua salvação.

Você não pode tirar um hamster da gaiola, voar até a selva amazônica e lançá-lo do avião em plena floresta, no meio da noite e esperar que SOZINHO a criaturinha enfrente as onças, jacarés, piranhas, porcos do mato, onças, jaguatiricas, e sucuris e retorne para contar sua aventura.

As portas do inferno foram abertas e os poderes infernais manifestos contra o ser humano. Maldição, enfermidade, morte são agora inimigos de dois adolescentes com fome e com temor em meio a um mundo cheio de magníficos animais CARNÍVOROS, numa porção geográfica que abraça todos os continentes, que só se separaram devido ao cataclismo chamado dilúvio, muitos anos depois.

Então não imagine que eles saíram sozinhos do jardim. Deus irá acompanhá-los, ainda que INVISÍVEL. Continuará presente e cuidará desses dois de tal maneira que hoje somos 6,5 bilhões de seres humanos.

A morte entrou na terra e a cobriu com seu manto de terror. E a fragilidade humana não impediu a BENÇÃO promulgada antes da queda.

LVII

Porque se Deus amava seus filhos, permitiu que saíssem do Éden, se esse EXODO forçado de um pedaço do céu na terra significaria a morte de milhões de famílias e o sacrifício de milhões de seres humanos?

A VIAGEM SOS filhos de Adão ainda não terminou. A odisséia humana ainda não atingiu seu apogeu. Nesse mundo maldito, a certa hora de nossa milenar semana, cerca de 4000 anos depois do instante em que nossos pais saíram do Éden, uma dimensão divina se fez HUMANA e habitou entre nós, traçando o mesmo caminho de todos, nascimento – com uma ‘pequena’ diferença na concepção, crescimento, morte.

LVIII

Jesus é constitui uma resposta a altura da provocação da serpente. E uma vingança espetacular, onde a HONRA da mulher é resgatada de modo triunfal. Não foi EVA que primeiro foi tentada, que tem sido acusada de geração em geração da atitude que gera, a priori, a perda do Éden? Não foi isso que Adão lançou no rosto de Eva e de Deus? “a mulher que (tu) me deste por companheira meu deu da árvore e eu comi… ” Tenho nada a ver com isso… Num ato VERGONHOSO Adão se esconde a sombra da esposa, lembra que ela CUMPRIU mal a função de COMPANHEIRA, e que em última instancia DEUS é que é o responsável pela encrenca toda, já que ELE é que ESCOLHEU e DELEGOU a Eva sua missão.

Não é isso? Eva é MAIS NOBRE em sua resposta que Adão. Ela não se LEMBRA QUE ADÃO É CO-PARTICIPANTE do ato de transgressão. Ela não expõe o fato de que estava sozinha. Ela diz a verdade. Fui enganada. E assume. Eu comi. Sozinha. Incrivelmente sozinha ela responde por sua transgressão.

Então um dia Deus VINDICARÁ a vergonha assumida, e HONRARÁ de sobremaneira a atitude da mãe de todos os viventes. Jesus é semente de MULHER. Não possui PAI HUMANO. A herança genética humana do corpo que abriga a divindade é FRUTO EXCLUSIVO DA MULHER. Deus gera a vida e VIDA que VIVIVICARÁ toda a vida, a partir da obediência de outra adolescente. Maria.

Jesus, SEMENTE de MULHER, DESCENDENCIA DA MULHER, ESMAGOU a cabeça da serpente. Doce vingança.

A viagem humana parte do Éden com destino a Nova Criação. Não foi uma condenação a condição da vida humana. O sofrimento humano não é um castigo, assim como o mundo ainda que maldito, não é um inferno. Se por um lado a felicidade plena é impossível nesse mundo, tendo em vista a vizinhança dos demônios, as situações deprimentes e inusitadas (enfermidade, desastres, perdas, morte) nesse enorme condomínio cheio de injustiça e condôminos desajustados (os ímpios) com um péssimo administrador (Satanás), por outro lado Deus resolveu habitar aqui conosco, compartilhando da mesma sorte, das mesmas moradias pobres, da miséria de nossa condição humana, moradores de tendas frágeis (nossos corpos) mas, já com o intuito de nos conduzir a regiões mais abastadas, onde existem mansões celestiais com uma vizinhança deveras mais agradável (os anjos e seres viventes).

LIX

Veja que situação. Quando Adão se apresenta depois da transgressão, Deus exclama: O que você fez Adão? Que poderia traduzir de vários todos. Você idéia vaga da asneira que você acaba de cometer? Você tem idéia do EU terei que realizar para anular os efeitos dessa tua ação?

Adão, A CRUZ ME AGUARDA!

Diante dos olhos de Deus imediatamente surgia a sombra de uma outra árvore. Uma árvore morta que seria plantada pelo homem, num lugar chamado Gólgota, onde o fruto nela estaria pregado seria ele mesmo. Porque Deus estaria em Cristo, reconciliando consigo o mundo.

LX

Só haveria um modo de desfazer o ato profético e seria através de outro ato profético. A desobediência de um ato teria que ser coberta pela obediência de TODA UMA VIDA.

Não sabemos a espécie da árvore do conhecimento do bem e do mal. Admirar a beleza dos frutos da árvore do conhecimento gerou a morte. Admirar o fruto que pende da cruz geraria a vida. No jardim do Éden o homem perderia sua posição, sua ordenação, sua casa, seu lugar.

Mas no jardim do sepulcro, uma mulher seria a primeira a receber a boa notícia:

Jo 20:11 Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro,

Jo 20:12 e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.

Jo 20:13 E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

Jo 20:14 Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus.

Jo 20:15 Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.

Jo 20:16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! – que quer dizer, Mestre.

Jo 20:17 Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

No jardim da vida inenarrável, a separação teve início. No jardim de um cemitério, consumou-se a reconciliação.

Não foi num cemitério que o mundo se transformou como resultado do pecado?

Então foi a partir de um cemitério que o mundo começa a ser renovado.

E o fruto da vida, que ao cair morreu e ao ser enterrado tornou a viver, é um fruto tão admirável que ainda estava preso na cruz, ainda estava pendurado no madeiro, quando POR SUA CAUSA os sepulcros de um cemitério do outro lado da cidade foram abalados por um terremoto, tendo suas tumbas partidas com vários mortos ressurretos, na única ressurreição múltipla registrada na história humana até a presente data…

LXI

Para finalizar esse estudo.

Mc 11:12 No dia seguinte, depois de saírem de Betânia teve fome,

Mc 11:13 e avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela, nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos.

Mc 11:14 E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E seus discípulos ouviram isso.

Mc 11:20 Quando passavam na manhã seguinte, viram que a figueira tinha secado desde as raízes.

Mc 11:21 Então Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Olha, Mestre, secou-se a figueira que amaldiçoaste.

Mc 11:22 Respondeu-lhes Jesus: Tende fé em Deus.

Notou que há uma figueira monstruosa nas cercanias de Jerusalém na qual Jesus busca os frutos e não os encontra, e que então ele amaldiçoa? Ela se seca de modo tão brutal que os apóstolos se enchem de assombro. Fica ressecada e retorcida. Percebem COMO Jesus amaldiçoa a Figueira? Com raiva. Muita raiva. Muito além da que seria natural pelo fato de não encontrar um figo. Porque chegamos a uma diante de outra parábola. Se você for um estudante das Escrituras atencioso, perceberá que não há nenhuma menção a árvore do conhecimento em mais nenhum lugar. Sequer nas visões de Apocalipse. Porém a árvore da vida AINDA é mencionada, num FUTURO QUE AINDA VIRÁ, porque o Éden ainda é real. A árvore da vida não foi REPLANTADA no céu. Ela está onde sempre esteve. No mesmo jardim que onde um dia dois universos se encontravam. Mas, a árvore do conhecimento não existe mais. Quando Adão e Eva se escondem no jardim eles fazem uma tosca vestimenta de FOLHAS DE FIGUEIRA, que são substituídas por Deus logo depois por um modelo bem mais fashion feito por peles de animais. Sem entrar em detalhes onde ou como DEUS arranjou aquelas peles, (afinal alguma coisa a próxima geração de mestres das Escrituras tem que responder…) o que vemos quando Jesus amaldiçoa a figueira é uma figura que gera certo contentamento. Na verdade, uma alegria indisfarçável.

Sabe por que Jesus não encontra nela frutos? Porque Adão e Eva já comeram deles... O segundo Adão não encontra frutos porque o primeiro Adão os comeu… Uma piada celestial…

A célula que nos era contrária seria destruída na cruz, e até hoje ‘cédulas’ ou promissórias são feitas de celulose, que são feitas de árvores. Mesmo em Apocalipse o livro selado com sete selos que o cordeiro abre era semelhante a um documento de compra e venda romano.

Feito de paipirus romanus.

O efeito da árvore MALDITA estava sendo destruído.

Mat 3:10 E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.

João Batista que precedeu a Cristo apontava para isso. A maldição seria destruída. A árvore seria CORTADA.

Quando Jesus amaldiçoa a figueira, em parte, é uma figura disso.

MORRA árvorezinha desgraçada…

Então os que foram ‘envenenados’ pelo efeito da transgressão, são curados pelo remédio divino, pelo fruto sobrenatural, devidamente preparado no fogo do sofrimento, JESUS o pão da vida.

Imediatamente a transgressão de Adão o remédio já começou a ser ministrado. A profecia que daria esperança de livramento do poder da serpente. Era, contudo, essa palavra, essa revelação profética, como uma ambulância, os primeiros socorros para cuidar da alma humana enferma.

Até que um homem de verdade, ensinasse a humanidade, o caminho de retorno, ao eterno jardim.

LXII

Eva chora à saída do Éden. Suas lágrimas refletem o fulgor do fogo das espadas flamejantes enquanto rolam por sua face. Suas lágrimas pareciam gotas incandescentes rolando por sua face indo cair na pele que lhe cobria. Ao menos duas vezes. Quando ao passar para sair por eles para sair e tal qual a mulher de Ló, num derradeiro instante quando olha para trás, pensando no que perdeu.

Lágrimas de água refletem o fogo celeste, nascidas da dor pela perda do Éden, por culpa da serpente.

Quando milhares de anos depois Moisés exige ao “deus do Egito” ao faraó, que deixe a Israel sair, uma das ‘maldições’ enviadas será uma praga de saraiva e fogo,

Exo 9:23 E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do Egito.

Exo 9:24 Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.

Saraiva é uma grande chuva de pedras. Pedras de granizo. Gelo.

Gelo e fogo.

Certa feita, Deus questiona a Jó:

Jo 38:29 Do ventre de quem saiu o gelo? E quem gerou a geada do céu?

Lágrimas que refletiam o fogo foram derramadas pela mãe dos viventes no Exôdo forçado do Éden.

Agora, sobre o reino de Faráo, Deus derramava água e fogo para que outro Exôdo forçado conduza os filhos de Adão e Eva para o eterno Éden.

Moisés estende um cajado, pedaço de madeira em direção aos céus. Um pedaço de árvore. Que as potestades dor ar, que o inferno saiba, Deus não negará os céus ao seu povo. Que o reino passageiro entenda, uma árvore será cortada, para dela se fazer um cajado, que onde a Lei não pode salvar, a Graça triunfará.

E que as lágrimas que rolaram na face de Eva estavam quentes. Mas agora, os céus possuem um choro gelado. Porque lá se chorava de dor, mas aqui, se chora de alegria. Refrigério vem significado de gelo, geada.

O símbolo do império do Egito era uma serpente. Qual na coroa de Tutancâmon apresentada ao lado.

Que o universo inteiro saiba que as lágrimas que refletem o fogo, não serão derramas em vão. E que o reino da serpente, será destruído, pelos símbolos que desprezou. Se chorássemos fisicamente diante de Jesus ressurreto, cujos olhos são como chamas de fogo, nossas lágrimas também refletiriam o fogo de seu olhar, escorreriam incandescentes pelas nossas faces. Que a igreja entenda que quando intercede, aos olhos do inferno, é como se assim acontecesse. E Deus se esqueceu sequer deste detalhe, ainda na saída do Éden, certamente levará em conta, as nossas intercessões.

Welington J Ferreira http://www.welingtoncorp.xpg.com.br

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